Entre a Glória e a queda.


A realidade da Guerra Espiritual só está revelada para a Igreja de Cristo, pois a guerra acirrada acontece principalmente contra a Igreja de Nosso Senhor. Muitos crentes vivem sem compreenderem a necessidade de enfrentar esta batalha. Ela acontece de forma bastante sutil. Muitas vezes sem percebermos.

Muitas pessoas vivem iludidas em suas realidade espirituais. Existe uma diferença entre sonho e ilusão. Todas as pessoas possuem sonhos, ideais, mas algumas vivem em profunda ilusão. Ilusão é quando eu estou investindo o meu potencial em algo que Deus não aprova. Sonho é trabalhar debaixo do propósito de Deus, debaixo da vontade de Deus.

O principal propósito de Deus em nossas vidas é a nossa libertação. Jesus disse no Sermão da Montanha aos seus discípulos: “Porque vês tu o argueiro no olho do teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio olho?” (Mt 7:3). Pedro mostrou com clareza o propósito da vinda de Jesus ao pregar na casa de Cornélio. (At 10:37-38). Jesus visava sempre a libertação e cura dos oprimidos pelo Diabo. (Mt 4:24 – Mt 8:16).


Jesus durante o seu ministério terreno promoveu a libertação de pessoas oprimidas e possessas de espíritos imundos ou demoníacos.
- O endemoninhado gadareno. Mc 5:1-20.
- O mudo – Mt 9:32.
- A mulher cananéia – Mt 15:21-28.
- O menino endemoninhado – Mt 17:14-21.
João afirma em 1Jo 3:8: “Jesus veio para destruir as obras do Diabo”.

Então se eu ou você estamos edificando um ministério pessoal sobre a ilusão estamos debaixo de uma sutil ação demoníaca. Porque os sonhos são de Deus, mas a ilusão vem do Diabo. Muitas pessoas estão vivendo iludidas dentro das igrejas. Acreditando que estão fazendo a obra, mas o problema é: A obra de quem? Jesus afirmou que os fariseus estavam pensando que eram representantes de Deus, quando na verdade eram filhos do Diabo (Jo 8:44).


Portanto uma auto-análise e um justo julgamento de nossas motivações é o princípio de uma libertação efetiva. Afinal Jesus sempre mostrou aos discípulos suas motivações mais nobres e seus defeitos mais podres. Ser discípulo é acima de tudo conviver com a Glória e com a queda dentro de nós.


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