Buscando Deus enquanto se pode achá-lo

“Que sois portanto meu Deus? Que sois vós, pergunto, senão o Senhor Deus? E que outro Senhor há além do Senhor, ou que outro Deus além do nosso Deus? Ó Deus tão alto, tão excelente, tão poderoso, tão onipotente, tão misericordioso e tão justo, tão oculto e tão presente, tão formoso e tão forte, estável e incompreensível, imutável e tudo mudando, nunca novo e nunca antigo, inovando tudo e cavando a ruína dos soberbos, sem que eles O advirtam, sempre em ação e sempre em repouso, conduzindo, enchendo e protegendo, criando nutrindo e aperfeiçoando, buscando ainda que nada Vos falte.”
(Santo Agostinho – Confissões)

De todas as epopéias* humanas ao longo da história, nenhuma é mais nobre do que buscar, conhecer e se envolver com a personalidade de Deus. Conhecer Deus é privilégio destinado á todo aquele que anseia viver uma vida real e cristã por completo, sem dúvidas, sem questiúnculos, sem temores quanto aquilo que Deus é em Si mesmo e para conosco.

Todo filho conhece o Pai, todo aquele que espera agradar á Deus deve manter um relacionamento com Ele, isso é necessário para que possamos comprendê-lo na Sua maneira de agir. Todo relacionamento se dá na forma de conhecimento, de descoberta e de interesse.

Os grandes homens de Deus ansiaram por conhece-Lo bem de perto, de uma forma íntima. Qual o Pai que não se agrada de que o filho queira desfrutar das suas idéias e personalidade?
Assim Deus anseia por adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Pessoas que O buscam de toda a sua alma, força, coração e entendimento.

Em seus devocionais diários, Charles Spurgeon escreveu: “Como podemos esperar por uma coisa se não conhecemos sua existência? O conhecimento supre-nos de razões para a paciência.”

Compreender Deus de forma correta liberta-nos de muitos temores, problemas temporais, dificuldades de compreensões circunstânciais e muitas outras coisas que afligem uma boa parte de cristãos contemporâneos, fazendo-se verdadeira uma palavra de um pastor certa vez: “O problema do povo evangélico de hoje e que busca-se mais a benção do que o Realizador e Pai de todas elas...”

Não devemos demover de nossos corações que toda e qualquer explicação do caráter e da personalidade de Deus, por mais bem discrimada que possa ser, não exclui de forma alguma a soberana revelação do Espírito Santo de Deus dada a uma vida de oração, meditação e busca nas Sagradas Escrituras.

O apóstolo Paulo considerou como nada o seu conhecimento pessoal diante da revelação que Deus havia lhe outorgado. Sabemos que não é diferente conosco, nem com qualquer outro, apenas o Espírito Santo conhece as profundezas do conhecimento de Deus. E que Ele seja o nosso eterno guia e mestre até o dia de Cristo Jesus em toda boa obra nas nossas vidas
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