Células-Tronco: Confronto ou conflito?

A Lei de Biossegurança aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República em 2005, apesar de tímida, foi sem dúvida um passo importante. O Brasil é um dos países mais avançados do mundo na pesquisa de células-tronco.

Basicamente, há dois tipos de células-tronco: as extraídas de tecidos maduros de adultos e crianças ou as de embriões. No caso das extraídas de tecidos maduros como, por exemplo, o cordão umbilical ou a medula óssea, as células-tronco são mais especializadas e dão origem a apenas alguns tipos de tecidos do corpo. Já as células-tronco embrionárias cada vez se mostram mais eficazes para formar qualquer tecido do corpo.

Esta é a razão pela qual os cientistas desejam tanto pesquisar estas células para possíveis tratamentos. O problema é que, para extrair a célula-tronco, o embrião é destruído. A polêmica toda sobre células-tronco se dá ao fato de estarmos falando principalmente de células embrionárias. Estas células, provém de embriões, como o nome diz, e elas são obtidas nos embriões provenientes do descarte, nos casos de fecundação in vitro.

Quando um casal deseja ardentemente um filho natural, e não consegue por meios convencionais, podem recorrer a esse processo. Na técnica, vários embriões são utilizados na tentativa da gravidez e outros são guardados e congelados. No Brasil há uma autorização jurídica de sua utilização após três anos e com o consentimento dos pais.

Hoje, a polêmica é que a lei que permite a pesquisa com embriões remanescentes foi considerada ilegal, devido a uma ação de inconstitucionalidade movida pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles. E aí a discussão voltou a ser a tônica. E por quê?

A definição do direito à vida é o centro da disputa. Na definição de quem tem em casa um portador de moléstia degenerativa ou alguém que perdeu os movimentos, ele se traduz em aspirações palpáveis e urgentes. Direito à vida é livrar o filho do respirador ou suturar-lhe a fenda na barriga por onde se alimenta, isto é resgatar-lhe a dignidade.

Para a Igreja católica e uma boa parcela dos evangélicos, segundo suas correntes filosóficas, a vida está num embrião congelado, ainda que este nunca conheça um útero. Quando ocorre a fecundação forma-se uma célula primordial, o zigoto. A partir desse momento estas células passam por sucessivas e inúmeras divisões. Isso significa que essa única célula se divide em duas, depois cada uma dessas se divide em quatro, depois em oito, em dezesseis, em trinta e duas células e assim sucessivamente. Até que, nove meses depois, temos um bebê pronto para nascer. E é exatamente ai que reside a discussão ética. Quando a vida começa?

Bem, quero dar a minha contribuição. A despeito das opiniões dos religiosos. EU SOU A FAVOR DA PESQUISA EM CÉLULAS TRONCO. Pois, apesar de não possuir nenhum gabarito científico para atestar minha posição, creio que um óvulo sem um útero, não pode representar uma vida humana. Portanto, qualquer célula congelada, não é um ser humano em potencial, mas sim uma célula fecundada. O Zigoto só pode acontecer, no encontro entre espermatozóide e útero. A chamada fecundação, e não na manipulação laboratorial de espermatozóide e óvulo.

Portanto deixemos os cientistas trazerem um pouco mais de dignidade aos menos afortunados, e a igreja “tão preocupada” em defender a vida, deveria fazer valer sua real preocupação, e se preocupar com os milhares de embriões de 5-20-30 e 50 anos, moradores de ruas, esquecidos, famintos, com sede e frio, e necessitados de toda espécie de auxílios. Deixemos de hipocrisia!

Se você quiser pesquisar e saber um pouco mais sobre o assunto, acesse:
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lula-tronco
http://culturadavida.blogspot.com/2008/03/quando-comea-vida-humana.html

Conhecendo o mundo em dez sites

Se você tiver tempo dê uma olhada. Você vai gostar.

1º. Brasil: Coca-Cola Futebol [Show]
2º. França: Culture Pub
3º. Itália: Ufficio Reclam [Criativo]
4º. Portugal: Tv Nacional
5º. China: Youku [poderia ser o youtube chinês]
6º. Argentina: Conduciendo
7º. África do Sul: BT Games
8º. Alemanha: Glotzdirekt
9º. Espanha: Mundo del Café
10º. EUA: EarthCam

Vai uma voltinha de balões ai?


Isso só podia ser coisa do amigo Jasiel Botelho! Kkkkkkk.

Como não ser uma igreja verdadeira de Cristo?

Eis algumas regras, usualmente praticadas por lobos devoradores:

– Pratique o ilícito, afinal você não vai conseguir chegar muito longe sem umas boas maracutaias. Faça com que as pessoas trabalhem para você e depois mande que busquem seus direitos na justiça, encontre fiadores para seus negócios e não tenha escrúpulos em deixar que eles se virem para pagar a conta, em caso extremo, dê calote sem dó nem piedade, e, principalmente, use e abuse dos ambiciosos e vaidosos que darão até as calças para serem identificados como as pessoas de sua confiança – pegue as calças deles. Não se importe com títulos protestados, aliás, encontre número suficiente de laranjas e crie empresas fantasmas para fazer escoar todas as demandas judiciais contra você. Externalize, companheiro, o máximo possível.

– Invista na comunicação de massa: rádio, tv e shows, muitos shows, mega shows. O mundo gospel está cheio de artistas talentosíssimos, bem intencionados e precisando ganhar o pão de cada dia. Prometa o pão. Grave os caras, promova a banda deles, mas retenha todos os direitos em sua propriedade e faça amarrações contratuais de tal maneira que eles sejam obrigados a comer na sua mão.

– Não tenha vergonha de pedir dinheiro. Faça com que todos acreditem que doar para sua igreja é a mesma coisa que doar para Deus. Crie alguns projetos de fachada e divulgue os resultados como pretexto para pedir mais dinheiro. Desvie todos os recursos doados para (1) empresas comerciais e (2) patrimônio pessoal. Preserve seu patrimônio colocando tudo em nome de laranjas ou em contas no exterior. Institua uma fundação que possa funcionar como plataforma de lavagem de dinheiro e use também as igrejas (multiplicadas em sistema de franquia) como forma de burlar o fisco.

– Assuma uma postura de liderança espiritual como celebridade. Ande rodeado de asseclas, serviçais e guarda-costas. Faça muito barulho ao chegar e ao sair. Não permita que sua presença passe despercebida. Ostente todos os sinais exteriores possíveis de riqueza: roupas, jóias, cabelos, canetas, relógios, carros, e, se possível dê um jeito de aparecer na revista Caras. Faça com que o povo veja como você é próspero e repita à exaustão que tudo o que você possui é uma evidência da benção de Deus sobre a sua vida. Faça com que todos acreditem que poderão chegar onde você está. Ou melhor, faça com que tenham inveja de você e se disponham a fazer qualquer coisa para chegar aonde você chegou, ou, na pior das hipóteses, ficar perto de você.

– Satanize todos os seus críticos e opositores. Transforme todos eles em inimigos de Deus. Pouca coisa une mais um povo do que um inimigo comum: encontre um, a Globo, por exemplo. Construa um discurso persecutório, repita sem parar que você é vítima de perseguição religiosa, que estão sendo injustos contra você e que na verdade perseguir você é apenas uma artimanha do diabo para levantar oposição a Deus e ao evangelho. Crie símbolos de amarração simbólica e crie um espírito de corpo do tipo “nós contra o mundo e todo mundo é contra nós”. Lance campanhas de compromissos até a morte, crie slogans com palavras de ordem, uniformize seu exército – faça todos os líderes usarem a mesma camiseta e venda camisetas iguais para o povo.

– Cale a voz da sua consciência. Deus costuma falar através dela. Afaste-se de todas as pessoas sérias que aparecerem no seu caminho. Afaste-as de você. Invente calúnias contra elas. Deixe-as fragilizadas, com uma mão na frente e outra atrás, e assim não terão forças emocionais para enfrentar você e lutar pelo que é justo, pois estarão ocupadas tentando se reerguer. Não olhe nos olhos do povo simples que segue você, não se deixe mover por compaixão, abafe todos os impulsos de bondade e honestidade. Quando sentir vergonha de ser quem você é, fique quietinho, esperando a vergonha passar. Em último caso, tente se convencer de que as pessoas sinceras e realmente tocadas por Deus no meio dessa confusão toda que você criou ao seu redor serão cuidadas pelo próprio Deus. Chore de noite, escondido ou escondida. Com o tempo sua consciência se cauteriza e a coisa flui que é uma beleza.
Mas se você tiver um mínimo de caráter, e não conseguir seguir nenhuma destas regras acima, creia que é possível nascer de novo. Ou, se for o caso, creia que é possível voltar ao primeiro amor. Não tenho dúvidas que sua igreja vai crescer, só que de um jeito diferente. Caso você volte ao primeiro amor, não se envergonhe do evangelho de Jesus Cristo. Levante as mãos para o céu e agradeça, Deus vai lhe dar forças para você conviver com sua memória e reescrever sua história.

Texto Original: Ed Rene Kivitz http://www.ibab.com.br/

Quem você pensa que é?

Resolvi erguer minha pena ácida e escrever com todo o meu coração! Uma das minhas maiores lutas interiores acontece exatamente na esfera das minhas relações. Luto diariamente pra tentar ser quem eu sou, e não quem as pessoas querem que eu seja. É difícil encontrar um ser humano verdadeiro, sem adulterações.

Hoje acredito que vivo em um grande palco de personagens. Em raros momentos encontrei alguém que fosse descaradamente sincero, não comigo, mas consigo. Vi adúlteros acreditando que podiam julgar mentirosos! Ladrões que falaram mal de pornógrafos, e aproveitadores falando mal de corruptos. São cegos criticando outros cegos. Gente coando mosquitos e engolindo camelos.

Nessa curta estrada, já me deparei com pessoas tão andrógenas, com tantas caras, que esqueceram sua real identidade. Atuam como porta vozes da justiça divina, enquanto na calada da alma, guardam segredos hediondos e indizíveis. Jesus denunciou exatamente esse tipo de gente. Na ótica do Mestre, os que acreditavam que estavam mais perto de Deus, estavam na verdade, infinitamente distantes, pois Deus não compactua com opiniões e modelos, e sim com a Verdade.

E a Verdade de Deus revela a verdade do homem: O homem é pó! Por isso, Jesus afirmou que a medida que nós utilizássemos para julgar, seríamos por ela também julgados. Ele disse isso aos que acreditavam serem bons, aos puros e justíssimos. Quanto aos demais, os doentes, as prostitutas e os cobradores de impostos, Jesus revelou sua mais tenra misericórdia. As doces palavras foram reservadas para os pequenos, para os imperfeitos, para aqueles da turma de Paulo, “o menor dos menores”.

Nunca houve uma consciência de Deus em mim, media-me pelas minhas conquistas. No mundo de hoje, o homem é medido por aquilo que têm. Aprendi a duras penas que as minhas conquistas eram também as minhas amarras. Perdi tudo para me encontrar, perdi tudo para poder ser sem ter.
Para o filho verdadeiro o maior bem é o Senhor, mas possuí-lo significa perder todas as outras coisas que nos possuem. Sabendo que, o essencial é ser sem ter. Afinal, quem você pensa que é?

Conversão ou Ilusão

Satisfação é o contentamento daquele a quem tudo sucedeu na medida dos seus desejos. A satisfação é algo muito complexo, ao meu ver, pois o que pode trazer inteira satisfação a um pode desagradar inteiramente a outro. Por incrível que pareça há muitos crentes totalmente satisfeitos com o comodismo, a inércia e a frieza espiritual. Para estes, seria um fanatismo um exagero desnecessário querer falar sobre a ilusão no lugar da conversão.

É triste, mas muitos estão contentes com essa caricatura de cristianismo que praticam. Os iludidos foram mal gerados, por uma geração de crentes nominais, frios e vazios de Deus, tendo apenas uma aparência emocional. Uma geração que é amante de festas pomposas, inspiradas e embaladas por projetos pseudo-cristãos. Eles continuam sendo massageados em seus egos por uma vida social, religiosa e atrativa, recheada de chás, cafés, congressos e jantares requintados que exaltam mais ao homem, do que Deus e a sua Palavra.

Estes iludidos não aprenderam a adorar a Deus com voz de júbilo, uma voz não circunstancial e comportam-se no culto como que assistindo a um espetáculo qualquer, não tem nada a dar, ainda que dêem tudo, jamais dão o coração.

Temos constatado a existência de um número muito grande de crentes, cuja ação e comportamento refletem uma grande e enraizada frustração. Pois hoje é difícil encontrar pessoas com as Marcas de Cristo em nossas comunidades. As marcas do pecado, da vaidade, do orgulho e do partidarismo que faz acepção de pessoas são as mais comuns em nosso meio.

O culto hoje é tomado por mero profissionalismo, pessoas com suas ações puramente religiosas não produzem nenhum temor ou tremor só um emocionalismo passageiro. A efetiva manifestação do poder fica condicionada e restrita a cultos específicos com uma equipe "especializada" em promover o que devia ser constante em todos os cultos como cura divina e libertação.

Uma coisa muito preciosa é dita pelo salmista: "Deleita-te no Senhor e ele te concederá os desejos do teu coração". Este texto tem sido citado por muitos com impropriedade e com uma deficiente interpretação, ou também com propósitos interesseiros. Porém um coração que tem prazer no Senhor, certamente terá desejos puros, santos e realizáveis que Deus poderá realizá-los. Isso pode acontecer em um nível pessoal, familiar ou mesmo congregacional.

Soli Deo Gloria
Pr. Bruno dos Santos

Última foto do Hubble - Nasa


John Stott estava certo.

O conhecimento é essencial a nossa fé. Sem conhecimento não pode haver fé. Paulo afirma que... “a fé vem por se ouvir a mensagem e a mensagem vem por se ouvir a Palavra de Deus” (Rm 10:17). Isto é, conhecer através do ensino das Escrituras Sagradas, quem é Cristo, o que Ele fez e o que Ele representa.
Por isso quem rejeita o ensino das Escrituras, rejeita o próprio Cristo. Ele afirmou ser o Verbo Vivo. Ele é a própria Palavra, Conhecer as Escrituras é conhecer a Jesus. Jo 1:1. A medida da nossa fé é também a medida do nosso conhecimento.
Existe uma íntima ligação entre Conhecer a Jesus e Crer em Jesus. A Bíblia dá muita importância ao conhecimento da verdade. Conhecer a verdade é libertador. (Jo 8:32 – 17:17). Conhecer a Verdade é Conhecer a Palavra. Conhecer a Palavra é conhecer a Jesus.
A fé não pode pactuar com a ignorância. A fé de pessoas que não sabem no que crêem. Não é fé, ou é idolatria ou é beatice, menos fé. É por isso que a fé mais mortal que existe é a "fé religiosa". É aquela fé que você aceita sem entender do que se trata.
O que todos nós precisamos não é ter uma religião, mas sim conhecer o Cristo verdadeiro. O Jesus das Escrituras e não o Jesus idealizado pelos homens.

Mas apenas o conhecimento não é suficiente para gerar uma fé genuína. (Rm 1:32). Os demônios conhecem a Jesus e tremem.(Tg 2:19).
Essa fé precisa criar em mim o desejo de me relacionar com Cristo. Fé é escolher confiar no caráter dele. Mais do que acreditar nos fatos “sobre” Jesus, eu preciso acreditar “em” Jesus como uma pessoa viva e real na minha vida.
Podemos acreditar em algo como sendo verdadeiro, mas não nos relacionarmos com aquela verdade. Possuir fé em Cristo implica em conhecer e me relacionar com Ele. Jo 3:16 nos assegura: “...e todo aquele que NELE crer”.
A fé que não traz como resultado esse relacionamento e o conhecimento sobre a pessoa de Jesus, não pode ser fé, mas é a idéia coletiva e relativizada da cultura comum.
A igreja permanece dividida entre dois mundos: 1- Os que creêm e não pensam! 2- Os que pensam e não creêm. Mas John Stott disse que crer e pensar é um ciclo permanente, jamais opostos entre si. Pense e Creia!

Achamos a igreja certa!

Se não tiver jeito pra você nesta igreja, então mude de religião!!!!

Aos doentes de plantão.


Ando doente!
Doente da cabeça aos pés;
Doente na própria natureza;
Doente em minhas certezas.

Ando cansado!
Em minha briga com o pecado;
Enganando e sendo enganado;
Procurando sempre um atalho.

Ando pensando!
Se a minha vida tem jeito?
Terminarei minha história sem pleito?
Ou serei curado e perfeito?

Ah, mas quando era criança;
Ensinaram-me a viva esperança;
Existe Graça pra curar o doente;
E libertar toda alma vivente.

Assim em meu coração;
Há uma centelha de amor;
Permeada com sangue e dor;
Pela obra do meu Redentor.

Aos doentes de plantão;
O nome do remédio é:
Jesus de Nazaré;
Em verso, prosa e fé.

Soli Deo Gloria
Pr. Bruno dos Santos

Crença triunfalista ou fé triunfante

A Bíblia é a revelação da verdade. Esta verdade não possui um formato institucional, o que gera a liberdade de expressão da fé do seguidor das Escrituras. Porém, a Bíblia possui princípios inflexíveis e inegociáveis.
"A tolerância é a virtude do homem sem convicções" (G. K. Chesterton). Esta frase de Chesterton me mostra que, a libertinagem praticada hoje em “nome de Deus” nos templos e fora deles, está afetando profundamente a fé evangélica.
Estamos vivendo um tempo de intenso relativismo da fé. A impressão que temos no dia a dia social é de que todos os valores morais e as crenças religiosas são igualmente válidos e que não se pode julgá-los. Parece que o importante é que as pessoas tenham crenças, e não provar que uma delas é certa ou errada.
Uma coisa é tolerar as pessoas, outra é tolerar suas crenças. Esta tolerância irrefletida está evitando que posicionamentos sejam tomados em relação aos princípios hoje alardeados pelos pseudo-profetas contemporâneos.
Sendo assim, cada pessoa tem a sua verdade e ninguém pode alegar que a sua é superior à dos outros. Portanto, ninguém pode ter a pretensão de converter outros à sua fé. Uma vez que tudo é relativo.
Sabemos que a fé evangélica é fruto do CONHECIMENTO DAS ESCRITURAS + RELACIONAMENTO COM CRISTO. Quando estabelecemos estes dois atributos em nossa vida, andamos por fé.
A verdadeira fé promove as nossas relações com o próximo e com Deus. O que fazemos, fazemos por fé e não por vista. Pois a fé que vem do Espírito Santo é sempre uma virtude, e é virtuosa, no sentido de procurar sempre o bem e a excelência das coisas.
Não é uma crença triunfalista, mas sim uma fé triunfante!

Em defesa da fé


Entre águias e galinhas

Por mais sucesso que tenha, o herói se confronta freqüentemente com uma ameaça. Todo herói tem um arqui inimigo. Lidamos com a queda, com o ferimento, eventualmente até com a morte.
O capítulo terceiro do Gênesis* relata a queda de Adão e Eva, da humanidade enquanto homem e mulher, com a subseqüente expulsão do paraíso. Tal acontecimento não se situa no passado remoto da humanidade, mas no seu presente, no momento atual.
A cada momento caímos de nossos ideais na mais crua realidade. A todo instante nos sentimos exilados e expulsos deste mundo no qual não há lugar suficiente para nossos desejos mais profundos de amor, de liberdade, de compreensão, de compaixão e de paz.
Entretanto, somos livres. A liberdade nos foi dada para moldar a vida e modificar o destino. Na liberdade podemos acolher como rejeitar o paradoxo* de paraíso e queda, de águia e galinha e de vida e morte.
Podemos assumir a queda como desafio para nos auto-superar. Para nos tornar herói/heroína e assim crescer. Como podemos também ficar tão-somente na lamúria, na fuga e na murmuração.
Existem muitas águias entre as galinhas. À força de conviver com elas, a faz também galinha. A natureza singular da águia se encontra sepultada dentro da galinha.
Onde estaria seu coração, a essência mais íntima de toda águia? Uma águia jamais será uma galinha, mesmo que seja a mais extraordinária galinha do mundo.
Não basta apenas libertar-se de. A águia precisa também libertar-se para: para a sua própria identidade e para a realização de suas potencialidades.
Nesses momentos cruciais aparecem os mestres espirituais e as figuras exemplares. Eles têm o condão de evocar, provocar e convocar a natureza essencial adormecida.
A comunhão com Deus
O termo da caminhada da águia é sua penetração no céu. Ela voou até fundir-se com o azul do firmamento. Qual é a meta derradeira do ser humano? Qual é o seu destino final?
Nós não somos Deus, no sentido simples e direto da palavra. Isso significaria panteísmo*, que não respeita as diferenças entre criatura e Criador. Nós estamos em Deus. E Deus está em nós.
Não é esse o sentido secreto do mistério da encarnação vista a partir do cristianismo ? Deus se fez humano para que o humano se fizesse em Deus.
Dando asas à águia
O grande desafio atual é criar condições para que emerja a águia. Poderes mundiais têm interesse em manter o ser humano na situação de galinha. Querem apagar de sua consciência a vocação de águia.
Por isso a grande maioria da humanidade é homogeneizada nos gostos, nas idéias, no consumo, nos valores, conforme um só tipo de cultura (ocidental), de música (rock), de comida (fast food), de língua (inglês), de modo de produção (mercado capitalista), de desenvolvimento (material).
Recusamo-nos a ser somente galinhas. Queremos ser também águias que ganham altura e que projetam visões para além do galinheiro.
Queremos resgatar nosso ser de águias. As águias não desprezam a terra, pois nela encontram seu alimento. Mas não são feitas para andar na terra, senão para voar nos céus, medindo-se com os picos das montanhas e com os ventos mais fortes.
Hoje, no processo de globalização, importa darmos asas à águia que se esconde em cada um de nós. Assim como o sal no saleiro, não muda o gosto da comida, assim a águia no galinheiro não voa nem pensa como águia. Quebre os paradigmas, crie uma revolução. Seja uma águia!

Padre perdido em LOST


A emergência dos emergentes

Confesso que tenho lido muito sobre o assunto "igreja emergente", um movimento que vem tomando lugar dentro do cenário eclesiástico mundial.

Esse movimento carrega o nome "emergente" depois da igreja, e isso me leva a entender que a idéia central é de uma comunidade que emerge de outra comunidade. Quem sabe a "Igreja" por trás da "igreja". O fato é que a idéia me agrada e me faz pensar novas possibilidades de dialogar com o mundo, afinal essa igreja emergente nasce para uma direção e relação completamente oposta daquela usualmente apresentada, pois vinho novo em odre velho e vice-versa, só promove problemas, e deles a igreja e o mundo estão cansados.

No começo do cristianismo, houve a introdução de um discurso com uma nova temática que colidia diretamente contra o império reinante, fosse ele quem fosse. César, Mamom ou Caifás. O espírito da liberdade permeava todos os discursos. Aliás liberdade é a máxima do cristão. Lutero que o diga! A igreja emergente sempre emergindo...

Feuerbach comentou "A religião é um sonho da mente humana". Ele estava certo, pois hoje a linguagem continua sendo completamente diferente da prática. Sonho faz parte do terreno do mundo encantado. No sonho tudo é possível, e o evangelho mercadejado hoje em dia é mágico, e nesse mundo mágico cheio de faz de contas e vazio de concretudes, que a igreja como dizem alguns está "alargando as; estacas". Para onde e para o quê, só o Soberano é que sabe, do mais, façamos como diz o ditado, "que os insatisfeitos se mudem".

A igreja emergente é isso: insatisfeitos, mudando e deixando-se mudar. Insatisfação gera mudança, as vezes até revolução. Assim peço à Deus que nos dê um pouco de insatisfação em relação aquilo que somos, para sermos quem devemos ser. Tempos de emergência, vinda dos emergentes.

Soli Deo Gloria
Bruno dos Santos