26 de jun de 2008

Meu avô...um sonhador.

Meu avô, sempre foi um sonhador.
Na Europa provou ser homem,
Na África, provou a guerra,
Na América, provou a dor.

Foi avô e pai, maduro e chorão.
Sempre estendeu a mão.
Conhecia muitas coisas,
Mas não conhecia o “não”.

Era forte e vaidoso
Valente, alegre e dengoso.
Tinha nome de príncipe troiano,
Heitor! Avô amoroso.

Nos últimos anos brigou pela vida,
No Alzheimer, acolheu a dor,
Rodeado de cuidado e amor,
Em junho deste ano, deixou de sonhar
o nosso sonhador.

Saudades do teu neto...
Bruno.

23 de jun de 2008

Fé nos sentidos ou fé nos ouvidos?

“Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. Foi por ela que os antigos alcançaram bom testemunho. Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus, de maneira que o visível não foi feito do que se vê.” Hb. 11:1-3

O que é a fé? De forma simples, fé é a segurança no caráter de Deus, e a confiança de que Ele age de acordo com sua Palavra.
Podemos dizer que fé não é puramente uma de questão de impressões, nem de probabilidades, nem de aparências. As impressões vêm da razão humana, que, na melhor das hipóteses, não é digna de confiança. A fé, por outro lado, baseia-se na Palavra de Deus; não são as impressões, fortes ou fracas, que farão qualquer diferença. Temos de confiar na Palavra escrita, e não em nós mesmos ou em nossas impressões. Muitas pessoas estão dispostas a crer, relativamente, nas coisas que lhes parecem prováveis. Fé não tem nada a ver com probabilidade. A fé começa onde cessam as probabilidades, onde a visão e o senso cognitivo falham.

Muitos filhos de Deus lamentam sua falta de fé. Muitos afirmam que não têm impressões nem percepções, que não vêem nenhuma probabilidade de que aquilo que desejam se realize (Lc 18:27). As aparências não devem confundir nossa fé. A questão, certamente, é esta: Deus falou deste assunto em sua Palavra? Se falou, esta é a base da nossa fé. A fé dos sentidos não pode ser a fé confiável, mas a fé dos ouvidos, essa é a fé que vem de Deus e que promove a vida espiritual no mundo. Afinal, o justo viverá pela fé...não do sentir, mas de ouvir!

22 de jun de 2008

Os pobres mais ricos e os ricos mais pobres.

O IBGE publicou no dia 29/08/2007 a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003, que traça um perfil das despesas e rendimento segundo características da pessoa de referência, tais como inserção no mercado de trabalho, escolaridade, idade, sexo, cor e raça e religião.
Segundo a pesquisa, do ponto de vista da religião, o maior rendimento médio mensal familiar foi registrado quando a pessoa de referência era espírita (R$ 3.796,00), enquanto nas pertencentes à evangélica pentecostal era o menor (R$ 1.271,00). Entre católicos apostólicos romanos, o rendimento correspondia a R$ 1.790,56. As maiores e menores despesas seguiram este mesmo padrão, com espíritas apresentando gasto de R$ 3.617,28 e evangélicos pentecostais, R$ 1.301,35. Católicos gastaram cerca de R$ 1.769,32.
O estudo, baseado na POF 2002-2003, concluiu que famílias em que a pessoa de referência pertencia às religiões evangélicas apresentaram os maiores percentuais, dentro do grupo outras despesas correntes. Os gastos neste grupo, como pensões, mesadas e doações – que incluem, entre outros itens, dízimo e outras contribuições às igrejas – foram os mais elevados, variando entre 21,4% (R$ 22,79) a 34% (R$ 59, 16).
Esta pesquisa constata dois fatores interessantes os quais devemos observar, para uma profunda reflexão:
Creio que em parte esta pesquisa representa a maior liberalidade dos evangélicos em contribuir com doações, dízimos e ofertas, mesmo sendo eles os religiosos com a menor renda. Sei que em muitos casos, isto é um reflexo do amor deste povo ao seu Deus e à causa do Evangelho. Não posso crer que todas as pessoas que estão ofertando e dizimando fielmente em suas igrejas, estejam fazendo isto por puro comércio ou buscando apenas o favor divino, mas o fazem com consciência limpa, diante do Senhor e compreendem o princípio espiritual inserido neste ato de fé, que não está relacionado à quantia doada, mas sim ao coração grato.
Mas também creio que estes dados, de certa maneira, comprovam a exaltação das teologias humanistas apregoados por muitos, e de um triunfalismo inconseqüente e imaturo. Dando espaço cada vez maior a chamada teologia da prosperidade dentro dos arraiais evangélicos, transformando a Graça salvífica em pura libertinagem para a manipulação das massas, e o enriquecimento ilícito das lideranças “ditas” evangélicas.
Parafraseando Paulo, “que sejamos os pobres mais ricos”, pois o nosso verdadeiro tesouro não está nas condições existenciais terrenas, mas guardado nos céus.

Soli Deo Gloria.
Pr. Bruno dos Santos.

18 de jun de 2008

Sex and City - Medo de ser EVA.

Esse célebre grupo de quatro amigas sacudiu uma Nova York tomada por homens machistas ou yuppies, tolos e gananciosos. SEX AND THE CITY sequer precisou de tradução no nome. A série veio assim mesmo, com esse título para o Brasil e teve muitos adeptos. As mulheres vibraram com o quarteto sem papas na língua. Falavam sobre sexo, amor, trabalho, sobre tudo. A série foi tão bem sucedida que era inevitável após seu fim, que um esperto produtor junto a uma sórdida ganância, querer trazer essas mulheres para a tela grande. E conseguiu! O filme foi lançado, fazendo grande estardalhaço na mídia mundial. Mas por que uma obra desta faz sucesso e dita regras e moda, e quais as suas implicações?

Primeiro: Nos nossos dias assistimos cada vez mais, a movimentos de emancipação da mulher mais arrojados, se bem que em algumas regiões do mundo sejam necessários a existência destes movimentos em favor dos direitos da mulher, como por exemplo, nos países submetidos a uma “tirania talibã” ou mesmo um fundamentalismo religioso qualquer. Sabemos que nesses lugares, a mulher tem seus direitos claramente violados, sofrendo, em alguns casos, toda forma de maus tratos, por parte dos homens, e algumas vezes por parte da própria sociedade que as rodeia.

Entretanto as ações feministas hoje em países ocidentais não são mais de emancipação, mas sim de um individualismo exagerado, em alguns casos, como forma de desajustamentos antropológicos entre homens e mulheres. Por acaso fundi-se a sociedade em um gênero só? Direitos iguais, significam, todos fazem o que querem? Perdeu-se o referencial de ser o que se é, para ser o que se quer? Bem, Sex and City, tem pelo menos quatro objetivos:

1- Culminar na extinção da raça humana, pois suas personagens, jamais se casam e nunca pensam em constituir família. O que elas querem mesmo é só sexo.
2- Procuram todos os tipos de homens, mas nunca conseguem alguém ideal, pois anelam sempre aqueles que elas não podem ter. Uma clara apologia ao adultério.
3- Não existe respeito entre o gênero feminino, elas consideram as “outras” como adversárias e concorrentes. Criando assim, um “é de quem chegar primeiro”.
4- E preocupam-se sempre com a estética, são mais forma, que conteúdo. Daí a ênfase nas grifes e na moda, e pouco na moralidade e na maturidade da alma e da reflexão.

Segundo: Urge que se faça separação de emancipação e individualismo. A mulher tem qualidades próprias, diferentes do homem, mas não lhe é inferior, nem tampouco superior. Ambos necessitam um do outro, devem se completar, no respeito aos valores e ideais, deveres e direitos de cada um, tolerância existencial. Nem superestimar-se, nem subestimar-se diante do outro. A sociedade necessita de ambos. Não se enganem, Sex and City o filme, é a versão “Sodoma e Gomorra hollywodiana”. Você pode até achar este texto machista ou moralista demais, mas não se preocupe, e a influência do efeito e das tendências...como dizem em Sex and City.

Red Bull não... RED BOMBA!!!

Uma lata de RED BULL de 250 ml, contém 20 gramas de açúcar, 1000 mg de taurina, 600 mg de glucuronolactona, 80 mg de cafeína, mais as vitaminas do complexo B. Qual o problema em tudo isso?

Essa mistura transforma a RED BULL, em um cocktail mortal, devido aos seus componentes de vitaminas misturadas com "GLUCURONOLACTONE", química altamente perigosa, que foi desenvolvida pelo Depto de Defesa dos USA, durante os anos 60 para estimular a moral das tropas americanas no Vietnã. Os seus efeitos eram como se fossem o de uma droga alucinógenea, que acalmava o stress da guerra. Entretanto os seus efeitos no organismo dos soldados foram devastadores - altos índices de casos de enxaquecas, tumores cerebrais e doenças do fígado.

Apesar de tudo, na lata de RED BULL ainda se lê entre os seus componentes: GLUCURONOLACTONE, catalogado medicamente como um estimulante. Mas o que a lata de RED BULL não diz são as conseqüências do seu consumo, que obriga a colocar uma série de ADVERTÊNCIAS:

É perigoso tomá-lo se, em seguida, não se fizer exercíco físico, já que a sua função energizante acelera o ritmo cardíaco e pode provocar um enfarte fulminante.

O risco de se sofrer uma hemorragia cerebral, porque o RED BULL contém componentes que diluem o sangue para que seja mais fácil ao coração bombear. A RED BULL foi criada para estimular o cérebro de pessoas submetidas a um grande esforço físico. Não para consumi-la como uma bebida comum e “refrescante”.

É proibido misturar RED BULL com álcool, porque a mistura transforma a bebida numa "Bomba Mortal" que ataca diretamente o fígado, levando a zona afetada a incapacidade de jamais se regenerar. O consumo regular de Red Bull provoca uma série de doenças nervosas e neuronais irreversíveis. Os maiores consumidores desse produto está entre os jovens maiores de 14 anos.

16 de jun de 2008

O EVANGELHO com cara de "evangelho"

A exortação que Paulo dá à Timóteo está dentro do contexto da sociedade em que ele vivia (2Tm 3.1-13). Aquela sociedade não era, de manei­ra alguma, favorável ao evangelho. E este, por sua vez, não podia ser reformulado a fim de acomodar-se às idéias e padrões daquela época. Pelo contrário, Paulo estava plenamente consciente de que havia entre a Palavra e o mundo uma incompatibilidade radical. "Sabe, porém, isto", escreveu ele: "Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis."
É importante salientar que ao falar em "últimos dias" o apóstolo não estava aludindo a uma época futura que viria logo antes da volta de Cristo. No versículo 5 ele diz a Timóteo que "fuja" das pessoas que ele estava descrevendo. Como Timóteo poderia evitá-las, se elas ainda não tivessem sequer nascido?... Na perspectiva do Novo Testamento, os "últimos dias" começaram com Jesus Cristo. Foi ele quem os introduziu.

Por isso mesmo os últimos dias são os dias em que Timóteo viveu e em que nós também vi­vemos, ou seja, todo o período entre a primeira e a segunda vindas de Cristo representam os últimos dias. E quais são as características dos últimos dias? Quero destacá-las na descrição de Paulo.

Amor mal direcionado. É impressionante ver que, das dezenove marcas distintivas que o apóstolo menciona (vs. 2-4), seis têm a ver com amor: "...os homens serão egoístas [amantes de si mesmos], avarentos [amantes do dinheiro], ...desafeiçoados [sem amor], ...inimigos do bem [não amantes do bem], ...antes amigos dos prazeres que amigos de Deus." A expressão "desafeiçoados" deve ser entendida como "sem verdadeiro amor".

Afinal de contas, as pessoas em vista não são completamente desprovidas de amor: elas amam a si mesmas, amam o dinheiro e amam os prazeres. O eu, o dinheiro e os prazeres são objetos inadequados do amor humano. Eles podem até virar idola­tria, quando tiram de Deus o lugar que lhe é devido como Aquele que deve ser amado com todo o nosso ser. Hoje em dia, porém, o amor mal direcionado está em toda parte. O egoísmo, a avareza e o hedonismo predominam, enquan­to que o primeiro e o segundo mandamentos, de amar a Deus e amar o nosso próximo, são negligenciados. Além disso, quando o amor das pessoas está voltado para o objeto errado, todos os seus relacionamentos ficam errados. Elas se tornam "avarentas, jactanciosas, arrogantes, blasfemadoras, desobedientes, ... ingratas, ... implacáveis, caluniadoras... cruéis" (vs. 2 e 3).

A segunda característica de nossos tempos pode ser chamada de religião vazia. Nossos contemporâneos são descritos como "tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder" (v. 5). Pode parecer estranho que uma pessoa egoísta possa ser também religiosa. Mas acontece. Na verdade, é possível que a religião, cujo propósito é expressar adoração a Deus, seja pervertida e transformada em um meio de alimentação do ego.

O nome certo para essa distorção doentia é hipocrisia, atitude que Jesus atacou veementemente. Tal religião se evidencia em "forma" sem "poder", é uma demonstração exterior sem realidade interior. Portanto, ainda vivemos em uma sociedade desfavorável ao Evangelho, mas ao contrário do tempo de Timóteo, a crise está mais acentuada em nossos dias, vivemos "O Evangelho” com cara de “evangelho.”

A versão evangélica do que é medonho!

O artigo abaixo, embora só publicado agora, foi escrito antes de aparecer a versão gospel da “Dança do créu”: “A dança do céu”.
A última moda agora em termos musicais (se é que se pode considerar isso como música) é a famigerada “Dança do créu”. Essa moda chegou até mesmo onde estou, nos recônditos escondidos de Goiás. É triste ver como pessoas gastam suas energias, seu tempo, sua racionalidade, em coisa tão rasteira, explicitamente vulgar e tão indigente em termos rítmicos, de harmonia e de composição. Como a cidade onde moro é muito pequena e as alternativas de lazer, inexistentes, ouvem-se carros com o som em alto volume tocando o horrível “créu, créu, créu...”.

O pior mesmo é a trupe responsável pelo desatino, alçando à fama instantânea uma moça com o apelido de “mulher melancia”, devido à sua avantajada “derrière”. Chegam notícias de que a mulher melancia vai ser substituída pela “mulher jaca” (também com uma anatomia fora do comum) devido ao conflito de agendas. Aonde viemos parar, quando a luta pela emancipação feminina se tornou mera liberdade para se comparar a leguminosas!

Mas o que me deixa mais triste é saber que, no atual projeto secular de desmanche do sagrado, logo teremos um similar gospel. Se não uma mulher melancia, ao menos uma “irmã fruto da árvore da vida”... Em nosso afã de querer parecer cada vez mais com aquilo do que deveríamos ser a antítese, copiamos o que há de pior. E dá-lhe versões evangélicas de um sem-número de coisas medonhas, frutos de um mercado doente. Não muito tempo atrás, brinquei com amigos meus inventando uma versão “evangélica” do Bonde do Tigrão. Para minha tristeza, a “brincadeira” não era original, pois já existia tal coisa! Vi até mesmo versões do Tchan: “Segura o cão/ amarra o cão/ segura o cão, cão, cão, cão, cão...”.
Os médicos dizem que, quando o corpo apresenta febre, é sinal de que algo mais sério está acontecendo em seu interior. O “créu evangélico”, caso ocorra (o que não duvido), será mais uma febre acometendo no Corpo. Um Corpo por demais sofrido, adoecido, flagelado, alienado, esquecido de sua real identidade, e que tem se deixado enganar com “paixões”, “moveres”, lobos em pele de cordeiro e falsos apóstolos. Um Corpo que rejeita o remédio dado por seu único Médico. Um Corpo doente, mas que não se dá conta de sua doença.

O autor de Hebreus afirma que, uma vez que abandonamos o caminho do reino, crucificamos Jesus para nós mesmos, expondo-o novamente à vergonha pública (Hb 6.6). Em outras palavras, quando abandonamos a fé pura deixada a nós pelos apóstolos, fazemos -- metaforicamente -- com que Jesus dance a “dancinha do Créu”. Expomos seu nome ao vexame.
O apóstolo João nos diz para não desejarmos ser como o mundo é (1Jo 2.15-17). A palavra “mundo” aqui não se refere a estereótipos exteriores, mas sim a um padrão de vida e de pensamento contrário aos padrões de Deus. Porém, quando vemos que nossas igrejas se tornaram palco de disputas políticas de bastidores dignos dos piores conchavos políticos dos palácios de Brasília, que a preocupação maior se tornou em números crescentes de freqüência dominical e não em uma fé saudável, que a disputa pelo holofote faz com que pessoas abandonem discursos anteriores e princípios outrora vividos, nos perguntamos se estamos fazendo Jesus dançar o créu.

Mas o reino é subversivo. Não se pauta por nossa agenda. Aliás, Deus não se deixa sem testemunhas. Foi assim nos tempos de Elias e de Jesus. Foi assim na Reforma e é assim hoje. Ainda há um povo que não quer envergonhar seu Senhor. Ainda há um povo que se chama pelo nome de seu Pai celeste (2Cr 7.14). Somos chamados a sermos esse povo, que ama ao Senhor e não se alegra em vê-lo sendo empurrado para o “créu”. Que Deus derrame sua graça restauradora sobre cada um de nós!

• Rodrigo de Lima Ferreira, casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, hoje pastoreia a IPI de Serranópolis, GO.


13 de jun de 2008

Submetidos para liderar.

"Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus." Efésios 5:21.

Um homem estava lendo um livro sobre como ser autoritário, e decidiu começar no seu lar. Assim, apontou o dedo na cara da esposa, e disse: "De agora em diante quem manda aqui sou eu e as minhas palavras são lei! Quero que me faça uma refeição deliciosa e me prepare um banho. Depois, quando tiver acabado de comer e tomado o banho, adivinha quem me vai vestir e pentear o meu cabelo?" - "O agente funerário", replicou ela.

O rei Roboão tentou este tipo de autoridade e isso virou Israel contra ele. Quando ele começou a governar, o povo implorou-lhe que aliviasse os pesados impostos. Os seus anciãos aconselharam que ele atendesse este pedido, mas os seus amigos disseram-lhe que fosse ainda mais exigente do que o seu pai tinha sido. Como resultado de dar ouvidos aos seus companheiros, 10 das 12 tribos de Israel separaram-se e formaram um novo reino (II Crónicas 10:16-17).

Bons líderes não se apóiam no domínio - nem em casa, nem na igreja, nem nos negócios. Em vez disso, eles equilibram a autoridade com o princípio de se sujeitarem uns aos outros (Efésios 5:21). Eles escutam respeitosamente, reconhecem quando estão errados, demonstram uma vontade em mudar, e misturam bondade com firmeza. Esta é a liderança que verdadeiramente funciona! Flui pelo princípio da submissão.

OS MELHORES LÍDERES SÃO AQUELES QUE APRENDERAM A SER OS MELHORES SERVOS.

11 de jun de 2008

Sem medo de metas.

Duas palavras que ouvimos muito são metas e alvos. Ficar ouvindo alguém nos pedir as metas não é nada confortável, pois elas nos assustam. Mas, ninguém pode dizer que jamais conseguirá realizar os seus sonhos. Toda visão desperta sonhos. O nosso medo das metas vem das nossas referências ou experiências negativas. Há pessoas que se sentem incomodadas quando começam a ser cobradas, pois apresentam deficiência nas relações com os pais e com patrões, e por esta razão, apresentam dificuldades em lidar com as metas dentro de uma visão ministerial. O que faz alguém rejeitar as metas são os traumas que carrega na alma. Um líder acima de tudo, é alguém que sabe vencer traumas e metas. O que fazer para alcançar as metas no meu ministério e fazer com que meus discípulos me acompanhem?

1. Ministre amor e segurança e estabeleça metas de trabalho.
João 21: 16 “...Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe:Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Pastoreia as minhas ovelhas.”
Todo aquele que é amado e está seguro de que seu líder o respeita e o ama cumprirá metas propostas. Mas, quando ele se sente inseguro e a reunião se torna apenas de metas e cobranças, ele não responderá. Ame o discípulo provando que eles são importantes para você. Eles são importantes não porque lhe dão números, mas porque são vidas que valem mais que todo o universo.
2. Tenha um coração simples e mostre simplicidade aos seus discípulos.
Mateus 11: 29 “...aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração...”
Simplicidade é ter um coração acessível e facilitar os caminhos para que os discípulos cheguem a você. Quando isso acontecer, seus discípulos vão lhe amar e se sentir amados. O Reino não trabalha com números, trabalha com vidas.
3. Não trabalhe com contabilidade, mas com qualidade.
Lucas 15:7 “...haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende...”
Lembre-se que o resultado que está atrás de você tem carne, pele, osso, cheiro, emoções, nome e precisa ser respeitado. Tenha no coração o mesmo sentimento do coração de Jesus que mesmo sendo seguido por grandes multidões sempre sabia reconhecer o valor específico de cada indivíduo.
Lembre-se: "As metas não existem para nos assustar, e, sim, para nos desafiar. Precisamos delas, pois desatam a nossa liderança e nos levam a descobrir a capacidade que temos, sem metas jamais descobriremos o nosso potencial".
Soli Deo Gloria
Pr. Bruno dos Santos

O ciclo da vida.

Geralmente, durante a jornada, as nossas metas se repetem.

9 de jun de 2008

Um pouco de paciência. - Arnaldo Jabor

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados...

Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.Por muito pouco a madame que parece uma 'lady' solta palavrões e berros que lembram as antigas 'trabalhadoras do cais'... E o bem comportado executivo? O 'cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem' no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma 'mala sem alça'. Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais. Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. Pergunte para alguém, que você saiba que é 'ansioso demais' onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta. E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio, o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL. SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.

6 de jun de 2008

Não é que o Sol parou mesmo!!!

Em Josué 10:13 encontramos uma das mais formidáveis e estupendas intervenções do Deus Todo-Poderoso na natureza. Após a oração de Josué, o Senhor parou o curso do sistema solar! O escritor sacro, declarou: "E o sol se deteve...e a lua parou..." (Js. 10:13).
Os "espertinhos e sabidos", entretanto, não se conformam com a inerrância e infalibilidade genial do texto. Vamos analisar algumas das alternativas científicas propostas para este texto. Dizem alguns cientistas que o texto deveria ser:

1. "Foi a terra que parou em relação ao Sol..." Será mesmo que seria isso o correto?
Se a Bíblia tivesse caído na armadilha dos críticos insensatos, aí sim estaria incorrendo em um grande erro, pois se a terra tivesse parado, isso seria um tremendo disparate astronômico, todo o sistema solar sairia em disparada a 500.000 milhas por hora, deixando a terra fora de seu alcance. Se o texto tivesse dito que apenas a terra havia parado de girar, isso seria um outro tremendo disparate astronômico, a lua teria continuado a sua órbita em torno da terra e o sol também não teria ficado imóvel no céu.

2. "A terra e a lua pararam em relação a suas órbitas"
Se o autor tivesse dito apenas que a terra e a lua tivessem parado em relação às suas órbitas, isso seria um outro tremendo disparate astronômico: a lua poderia ter continuado a rotação em torno do seu eixo e a terra também, desacreditando completamente o milagre relatado no texto Bíblico, sendo um fenômeno insuficiente para cessar o movimento do sol no céu.

3. "A terra, a lua e o sol pararam de se mover em relação a suas órbitas cessando a translação e pararam a rotação em torno dos seus respectivos eixos e todos os outros possíveis movimentos"
Qualquer conceito humano semelhante ao declarado acima estaria pecando pelo excesso de palavras. Deus não precisaria incluir na Sua Palavra infindáveis fórmulas matemáticas de mecânica celeste de todos os astros, para fazer um milagre dessa magnitude. Já que ninguém sabe onde é o centro do universo e TODOS os movimentos conhecidos pelo homem são movimentos RELATIVOS e como tal, a declaração Bíblica está em perfeita harmonia com a lógica, o bom senso, pois o ponto de referência da linguagem de aparência deve ser o mais CONVENIENTE para o observador!

Do mais, a Bíblia continua soberana ao tempo, a ciência e a história. Como disse Charles Spurgeon: “Quem sou eu, apenas um cordeirinho tentando defender um Leão – As Escrituras Sagradas”. Com a palavra um renomado cientista americano: CRESSY MORRISON - Ex-presidente da Academia de Ciências de Nova York.

"Nós ainda estamos nos amanhecer da era científica,e todo o aumento da luz revela mais e mais a obra de um Criador inteligente". Nós fizemos descobertas estupendas; com um espírito de humildade científica e de fé fundamentada no conhecimento estamos nos aproximando de uma consciência de Deus. Eis algumas razões para minha fé:

Através da lei matemática podemos provar sem erro que nosso universo foi projetado e foi executado por uma grande inteligência de engenharia.

A Terra gira em seu eixo 1000 milhas por hora no Equador; se ela girasse 100 milhas por hora, nossos dias e noites seriam dez vezes mais longos e o Sol provavelmente queimaria nossa vegetação de dia enquanto a noite longa gelaria qualquer broto que sobrevivesse. Novamente o Sol, fonte de nossa vida, tem uma temperatura de superfície de 10.000 graus Farenheit, e nossa Terra está distante bastante para que esta "vida eterna" nos esquente só o suficiente! Se o Sol desse somente metade de sua radiação atual, nós congelaríamos, e se desse muito mais, nos assaria.

A inclinação da Terra a um ângulo de 23 graus, nos dá nossas estações; se a Terra não tivesse sido inclinada assim, vapores do oceano moveriam-se norte e sul, transformando-nos em continentes de gelo. Se nossa lua fosse, digamos, só 50.000 milhas mais longe do que hoje, nossas marés poderiam ser tão enormes que duas vezes por dia os continentes seriam submergidos; até mesmo as mais altas montanhas se encobririam. Se a crosta da Terra fosse só dez pés mais espessa, não haveria oxigênio para a vida. Se o oceano fosse só dez pés mais fundo o gás carbônico e o oxigênio Seriam absorvidos e a vida vegetal não poderia existir.
É perante estes e outros exemplos que NÃO HÁ UMA CHANCE em um bilhão que a vida em nosso planeta seja um acidente. É cientificamente comprovado, o que o salmista disse: "Os céus declaram a Glória de Deus e o firmamento as obras de Suas mãos."

O "já" e o "ainda não"

Podemos definir conversão da seguinte maneira: Conversão é nossa resposta espontânea ao chamado do evangelho, mudando a nossa mentalidade (deixar de lado a forma de pensar segundo os padrões mundanos), e confiando plenamente em Cristo como um Deus pessoal.

Além disso, meramente conhecer os fatos e aprová-los ou concordar que eles são verdadeiros não é suficiente. Nicodemos sabia que Jesus tinha vindo de Deus, porque disse: “Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele” (Jo 3.2). Ele havia entendido, mas não haviam sinais de um arrependimento genuíno em seu coração.

O arrependimento é algo que ocorre em um momento específico do tempo, que não corresponde necessariamente ao momento da visível transformação no padrão de vida da pessoa. O arrependimento, assim como a fé, é um entendimento intelectual (de que o pecado é errado), uma aprovação emocional dos ensinos das Escrituras concernentes ao pecado (uma tristeza por causa do pecado e uma aversão a ele), e uma decisão pessoal de afastar-se dele (um renunciar ao pecado e uma decisão resoluta de abandoná-lo e de levar uma vida de obediência a Cristo).

Embora consideremos a fé e o arrependimento iniciais como os dois aspectos da conversão no começo da vida cristã, é importante compreender que eles não se limitam ao começo da vida cristã. Ao contrário, são atitudes do coração que continuam por toda a nossa vida como cristãos.

Paulo diz aos colossenses que eles serão salvos no último dia, “se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes” (Cl 1.23).

O autor de Hebreus diz: “Nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos” e incentiva os seus leitores a imitar aqueles “que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas” (Hb 6.12).


Os primeiros dois fatores de certeza da salvação têm que ver com a fé presente e a prova atual da obra do Espírito Santo em nós. Mas Pedro dá mais um tipo de teste que podemos fazer para verificar se somos crentes autênticos. (2Pe 1.10). Ele aconselha aos seus leitores acrescer à sua fé “virtude [...] conhecimento [...] domínio próprio [...] perseverança [...] piedade [...] fraternidade [...] amor” (2Pe 1.5-7). Depois diz que essas coisas devem existir nos seus leitores, “aumentando” continuamente (2Pe 1.8). Pedro ainda acrescenta que eles devem procurar “com diligência cada vez maior, confirmar a [...] vocação e eleição [deles]” e diz depois que “procedendo assim (literalmente, “fazendo essas coisas”, com referência às virtudes mencionadas nos v. 5-7), não tropeçareis em tempo algum” (2Pe 1.10).

O Conflito entre o que vemos e o invisível é o grande conflito da fé. Viver pela fé indica no fato de que não temos o futuro em nossas mãos, e por isso o entregamos ao único que é digno de dirigi-lo e sustentá-lo. Jesus Cristo. Por isso eu creio e permaneço crendo. Por isso a salvação conclui o “já” e o “ainda não”.

4 de jun de 2008

A hermenêutica de Satanás

A velha luta entre a teologia e a “unção” não é moderna, ela encontra eco nas mais remotas épocas do Cristianismo. Reter o povo em trevas é o objetivo que Satanás durante séculos procura realizar.

Pois ao se chamada a atenção para as coisas eternas, as almas indagarem: “O que é necessário que eu faça para me salvar?" ele está a postos, procurando opor o seu poder ao de Cristo, e tentar neutralizar a influência do Espírito Santo.

Satanás bem sabe, que todos quantos ele puder levar a negligenciar a oração e o exame das Escrituras, serão vencidos por seus ataques. Portanto, inventa todo artifício possível para ocupar a mente.

A Biblia foi destinada a ser guia a todos os que desejassem familiarizar-se com a vontade de seu Criador. Deus deu aos homens a segura Palavra da profecia. Os importantes assuntos que dizem respeito à nossa salvação não foram deixados envoltos-em mistério. Não foram revelados de tal maneira a tornar a possibilidade tão complexa, e nem a desviar o honesto pesquisador da Verdade.

Disse o Senhor pelo profeta Habacuque: "Escreve a visão, e torna-a bem legível...pare que a posse ler o que correndo passa." Habacuque 2:2. A Palavra de Deus é clara à todos os que a estudam com coração devoto. Toda alma verdadeiramente sincera virá à luz da verdade. "A luz semeia-se pare o justo." Salmo 97:11.

O saber humano tanto das coisas materiais, como das espirituais, é parcial e imperfeito; portanto, muitos são incapazes de se harmonizar com as declarações das Escrituras. Assim muitos se desviam da fé e são seduzidos pelo diabo.

Satanás está pronto para suprir o desejo do coração do homem, e apresenta suas bulas em lugar da Verdade. Foi assim que o papado romano alcançou o seu poderio e influência demoníaca, sobre o entendimento dos homens; e, pela rejeição da verdade, visto que esta verdade implica numa cruz e na morte do “Eu” todo poderoso e suficiente. Assim muitos evangélicos estão seguindo o mesmo caminho.

O apóstolo Paulo, falando para uma classe de pessoas que "não receberam o amor da verdade pare se salvarem", declarou: "Por isso Deus lhes enviará a operação do erro, pare que creiam na mentira; pare que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade". II Tessalonicenses 2:10-12.

Devemos clamar ao Senhor sabedoria para compreender a Sua Palavra. Ali estão revelados os estratagemas do tentador. Satanás é perito em citar as Escrituras, dando sua própria interpretação, afinal ele é a primeira criatura na face da Terra a fazer a hermenêutica bíblica; dizendo: “Não foi assim que Deus disse?”

3 de jun de 2008

Coisas de Garotinho...

Em recente viagem fiz uma conferência para um grupo de evangélicos de vários países do Terceiro Mundo. Um africano, creio que do Quênia, fez um questionamento que poderia ter vindo de um brasileiro. Ele disse: "Um evangélico entra na política porque é uma pessoa de muitos dons e os outros acham que ele poderá ser a solução para os problemas da nação. E quando já está lá, ele perde completamente o contato com seu ministério anterior e a igreja o deixa pairando no ar. Ele perde a direção, pelo menos com relação à visão que tinha quando começou. Da mesma forma, pergunto até que ponto o dom carismático entra nisso, porque muitas vezes quem tem mais dons é o mais anti-democrático. Ele acha que ninguém mais pode tomar o seu lugar, e o povo diz que 'ele é o nosso homem', até que surja outra pessoa e ocorra uma divisão."
(Esta experiência e este texto original pertencem ao sociólogo Paul Freston).

Este é um exemplo da transferência de práticas do campo religioso para o campo político. Se temos na igreja este modelo de líder messiânico que pensa possuir todos os dons carismáticos em si mesmo (ao contrário do modelo neotestamentário que diz que todos os cristãos têm dons mas ninguém tem todos os dons, e por isso precisamos viver e presidir em comunidade), existe a tendência de transferir o modelo para a nossa ação política também."

Por que o cristão que entra na política tantas vezes "dá errado" depois? Claro que pode haver um problema individual: alguns candidatos são totalmente despreparados. Mas não devemos pensar essa questão em termos de falhas individuais. Há limitações da igreja que se revelam aqui. Na vida pública, as falhas da igreja se tornam muito mais visíveis.

Elas sempre existiram, mas eram mais privadas e quase ninguém reparava. A gente não "deu errado" de repente porque entrou na política. Sempre tivemos esses problemas mas não os enxergávamos. Isso porque trata-se de uma questão de poder. Quanto mais poder existe em uma situação, mais graves parecem ser os erros. Mas as tendências sempre existiram. A situação de poder apenas revela a verdade que não víamos antes. Portanto esses escândalos envolvendo o Antony Garotinho...ahh, coisas de garotinho...na fé e na vida!
Soli Deo Gloria - Pr. Bruno dos Santos

Viva os mártires modernos!

Uma coisa é a perseguição que os cristãos sofreriam no final dos tempos, segundo declara a Bíblia, outra coisa é a desfaçatez com que algumas “autoridades” pseudo-evangélicas estão tratando o assunto. Cuidado! Pois os atuais mártires cristãos, em nada parecem com um Pedro, Paulo, Policarpo ou Madre Tereza. Paulo jamais ficou preso em uma prisão domiciliar em Long Beach, ou foi pego com US$ 56.000,00 no alforge para gastar com necessidades pessoais. Por quê digo estas coisas???

Estes dias navegava na programação de minha tevê, quando me deparei com seguidores renascerenses (neologismo, mesmo) gritando: “Bispa Sônia, eu te amo!” Essa declaração, veiculada repetidas vezes nos programas da Rede Gospel, emissora de TV ligada à Igreja Apostólica Renascer em Cristo, tem dado o tom do clima na denominação desde a prisão dos seus dirigentes Estevam e Sônia Hernandes. Condenados em agosto pela Justiça americana por terem entrado nos Estados Unidos com 56 mil dólares não declarados, os dois religiosos foram sentenciados a dez meses de reclusão – metade em regime fechado e metade em prisão domiciliar. O juiz permitiu que o casal cumpra a pena alternadamente. Por isso, Estevam, o apóstolo da Renascer, está em um presídio da Flórida, e Sônia, na casa de propriedade da família. Pois é de lá que a bispa participa dos programas, sorridente e esbanjando palavras de fé. Os fiéis, por sua vez, fazem declarações apaixonadas e oram para que a “provação” – assim tem sido tratado o episódio nos círculos da Renascer – acabe logo.

“A estratégia principal do casal tem consistido em fazer-se passar por vítima do diabo e dos inimigos do Evangelho”, diz o doutor em sociologia Ricardo Mariano, um dos maiores especialistas brasileiros em pentecostalismo. Ele é autor do livro Neopentecostais – Sociologia do neopentecostalismo (Loyola). O pesquisador lembra que manobra semelhante foi utilizada por deputados envolvidos no escândalo das sanguessugas, ano passado, quando diversos parlamentares evangélicos foram acusados de desvio de dinheiro do setor da saúde. “O discurso persecutório constitui importante mecanismo para mobilizar a base de pastores e fiéis, para reforçar a coesão grupal e forjar um contra-discurso religioso homogêneo e minimamente plausível a fim de rebater as críticas e acusações externas”, teoriza Mariano.

Para Ricardo Mariano, é o comportamento de muitos crentes que os leva a jogar para escanteio o próprio senso crítico. Segundo ele, a exposição prolongada à visão de mundo elaborada e difundida pelas autoridades eclesiásticas faz com que acabem reproduzindo o discurso que convém à liderança – sobretudo, diante de fatos graves e de difícil justificativa. “Além disso”, continua o sociólogo, “as versões sobre a realidade à sua volta, apregoadas pelos que compartilham a mesma fé, levam muitos evangélicos a rejeitar as informações e interpretações dissuasórias. Daí o relativo sucesso do casal Hernandes e dos demais dirigentes da Renascer em transformar as acusações do Ministério Público de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e estelionato em questões de natureza eminentemente religiosa”.

Assim a Renascer continua renascendo, e quem sabe se solidificando ainda mais, como aconteceu com a Universal do Reino de Deus. Enfim, não existe nada que possa acontecer que abale a “unção” destes homens em relação aos seus seguidores/clientes. Então; Viva aos mártires modernos!

A síndrome dos Nardonis


O Caso Isabella é só a ponta de um iceberg social patológico de desejustes emocionais.

A língua de Cristo luta contra a extinção.

Foi declarado pelas Nações Unidas que 2008 é o Ano Internacional das Línguas. Há tempos, a diversidade lingüística é um assunto que preocupa especialistas, já que, ao longo das próximas gerações, estima-se que mais da metade das 7 mil línguas faladas no mundo corre o risco de desaparecer. Isso significa que uma língua some a cada 15 dias.
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No mapa das línguas em risco está o aramaico, aquela que foi supostamente a língua materna de Jesus Cristo, hoje falada só na região de Maalula, perto de Damasco, na Síria. Uma das línguas com maior permanência na história, com mais de 3 mil anos, que chegou a se espalhar por todo o Oriente Médio, o aramaico tornou-se um dialeto local (que não é mais escrito), falado atualmente por cerca 1.800 moradores de Maalula, segundo dados da Unesco.
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Diferentemente de línguas indígenas ou africanas, que provavelmente morrerão sem deixar registros, o aramaico é bastante estudado por lingüistas e historiadores. Mas isso não a torna uma língua viva. Para tanto, ela precisa ser praticada em seu local de origem. Em Maalula, onde 25% da população é muçulmana, foi inaugurada, no ano passado, uma escola que dá aulas de aramaico. A idéia é fazer com que as crianças da cidade aprendam a falar e escrever a língua que vem dando sinais de cansaço, na cidade onde, entretanto, a missa ainda é rezada na língua de Cristo.

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Texto de Graziella Beting publicado no Portal UOL.

O dilema de Nicodemus

A relação entre mudança estrutural e mudança individual sempre foi muito discutida. A sociedade se transforma pela transformação dos indivíduos ou pela transformação das estruturas? Na realidade, trata-se de uma pista falsa. O ser humano não existe fora das estruturas sociais (as experiências medievais em que as crianças foram mantidas totalmente sem contato humano levaram à morte precoce das “cobaias”), e as estruturas não existem sem os indivíduos que delas fazem parte.

A relação entre comportamento individual e estruturas funciona nos dois sentidos. Até o marxismo, tido como exemplo clássico de proposta social que põe toda a ênfase na mudança estrutural, fala de um “homem novo” que surgirá no socialismo. Em outras palavras, para a última mudança estrutural da história, é necessária uma mudança no homem. Se você quer mudar uma estrutura, mude o homem!

Jesus sugeriu isso a um homem que ansiava mudanças autênticas: Nicodemus. Jesus lhe disse: É necessário nascer de novo! Só assim a revolução interior pode acontecer, e ela produzirá uma revolução estrutural.

Soli Deo Gloria - Pr. Bruno dos Santos



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SAIR DA IGREJA LOCAL OU LUTAR POR ELA?

Há uma grande realidade acontecendo todos os domingos em milhares de igrejas no Brasil e quiça no mundo. Pessoas estão saindo de um mini...