Eclesiastes e o futuro

Ec 9:11: "Percebi ainda outra coisa debaixo do sol"
A vida não é matemática, não é exata. O tempo parece não ser justo muitas vezes com as pessoas. Nem todos são tratados da mesma forma pelo acaso. Isso é cruel.

Os velozes nem sempre vencem a corrida;
A correria da vida não vai sempre nos trazer resultado positivo.

os fortes nem sempre triunfam na guerra;
Uma hora o nosso orgulho será desarmado. A gente vai perder um dia.

os sábios nem sempre têm comida;
A sabedoria não nos garante o sustento. O mundo nem sempre é dos espertos.

os prudentes nem sempre são ricos;
A vida é súbita. Os prudentes não possuem garantia de que algum dia a vida não vai lhes preparar uma surpresa. Não estamos preparados pra tudo!

os instruídos nem sempre têm prestígio;
Por mais que você se esforce nem sempre haverá reconhecimento. Por mais que você se prepare nem sempre a vida lhe oferecerá privilégios.

pois o tempo e o acaso afetam a todos.
O tempo e a sua tirania (acaso) afetam o desenvolvimento da vida, afetam a continuidade dos planos.

Ec 9:12:
"Além do mais, ninguém sabe quando virá a sua hora"
A vida é surpreendida pela morte. A continuidade pela descontinuidade. O futuro pelo presente. Os planos pelo fim. Assim como os peixes são apanhados numa rede fatal e os pássaros são pegos numa armadilha; também os homens são enredados pelos tempos de desgraça que caem inesperadamente sobre eles.
Nós não temos nenhuma garantia de que o nosso futuro dará certo! Mas podemos estar certo de que o futuro virá e a minha esperança não pode estar no futuro, mas no Deus que não vive no tempo.

Entre a Glória e a queda.


A realidade da Guerra Espiritual só está revelada para a Igreja de Cristo, pois a guerra acirrada acontece principalmente contra a Igreja de Nosso Senhor. Muitos crentes vivem sem compreenderem a necessidade de enfrentar esta batalha. Ela acontece de forma bastante sutil. Muitas vezes sem percebermos.

Muitas pessoas vivem iludidas em suas realidade espirituais. Existe uma diferença entre sonho e ilusão. Todas as pessoas possuem sonhos, ideais, mas algumas vivem em profunda ilusão. Ilusão é quando eu estou investindo o meu potencial em algo que Deus não aprova. Sonho é trabalhar debaixo do propósito de Deus, debaixo da vontade de Deus.

O principal propósito de Deus em nossas vidas é a nossa libertação. Jesus disse no Sermão da Montanha aos seus discípulos: “Porque vês tu o argueiro no olho do teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio olho?” (Mt 7:3). Pedro mostrou com clareza o propósito da vinda de Jesus ao pregar na casa de Cornélio. (At 10:37-38). Jesus visava sempre a libertação e cura dos oprimidos pelo Diabo. (Mt 4:24 – Mt 8:16).


Jesus durante o seu ministério terreno promoveu a libertação de pessoas oprimidas e possessas de espíritos imundos ou demoníacos.
- O endemoninhado gadareno. Mc 5:1-20.
- O mudo – Mt 9:32.
- A mulher cananéia – Mt 15:21-28.
- O menino endemoninhado – Mt 17:14-21.
João afirma em 1Jo 3:8: “Jesus veio para destruir as obras do Diabo”.

Então se eu ou você estamos edificando um ministério pessoal sobre a ilusão estamos debaixo de uma sutil ação demoníaca. Porque os sonhos são de Deus, mas a ilusão vem do Diabo. Muitas pessoas estão vivendo iludidas dentro das igrejas. Acreditando que estão fazendo a obra, mas o problema é: A obra de quem? Jesus afirmou que os fariseus estavam pensando que eram representantes de Deus, quando na verdade eram filhos do Diabo (Jo 8:44).


Portanto uma auto-análise e um justo julgamento de nossas motivações é o princípio de uma libertação efetiva. Afinal Jesus sempre mostrou aos discípulos suas motivações mais nobres e seus defeitos mais podres. Ser discípulo é acima de tudo conviver com a Glória e com a queda dentro de nós.