28 de ago de 2008

Uma seguidora das palavras do Mestre.

Já se vão cinco anos que li a biografia de Madre Teresa, ela não apenas aprendeu do Mestre, Ela o encarnou em sua vida cotidiana. Recentemente tomei sua biografia novamente e fiz uma releitura, pois todas as vezes que a leio, me inspira a sair da mediocirdade de minha religiosidade.
É muito importante para nós, enquanto líderes cristãos, buscarmos exemplos de fé e de vida na contemporaniedade da igreja universal. Ei-lo aqui, este exemplo que atuou entre os mais pobres dos pobres, uma mulher de pequena estatura e de um amor gigantesco para com os necessitados.

“Quero que os meus atos preguem o meu Deus”, era o que Ela sempre dizia. Me senti confrontado com tão grandiosa fé e exercício de amor. Transcrevo abaixo umas de suas muitas reflexões:

O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente, segundo os cientistas e pesquisadores, para todos; existe riqueza mais que de sobra para todos. É só uma questão de reparti-la bem, sem egoísmo. O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei pais para elas. Ninguém tem o direito de matar um ser humano que vai nascer: nem o pai, nem a mãe, nem o estado, nem o médico. Ninguém. Nunca, jamais, em nenhum caso. Se todo o dinheiro que se gasta para matar fosse gasto em fazer que as pessoas vivessem, todos os seres humanos vivos e os que vêm ao mundo viveriam muito bem e muito felizes. Um país que permite o aborto é um país muito pobre, porque tem medo de uma criança, e o medo é sempre a maior de todas as pobrezas. Irmã Tereza de Calcutá

25 de ago de 2008

O Clube Bilderberg

Dos Beatles ao 11 de Setembro, tudo teria sido planejado pelo secreto Clube Bilderberg, diz o jornalista Daniel Estulin
Existiria um clube formado pelas maiores fortunas e as personalidades poderosas do planeta, cujas reuniões anuais, bem longe dos olhos da multidão, determinariam os grandes acontecimentos do planeta. Este clube teria promovido a ascensão dos Beatles, teria feito eclodir o caso Watergate e agido com firmeza para definir o resultado das últimas eleições norte-americanas.
Esta organização de "auto-eleitos", criada há 52 anos, seria composta por todos os presidentes dos EUA vivos, os dirigentes da Coca-Cola, da Ford, do Banco Mundial, do FMI, da Otan, da OMC, da ONU, diversos primeiros-ministros, representantes de várias casas reais européias e dos mais influentes meios de comunicação, por Henry Kissinger, pelas famílias Rockefeller e Rotschild, entre outros. Seria uma sociedade secreta, aristocrática e global, que controlaria não só os governos mais poderosos do mundo, mas que também decidiria os rumos de todos os setores da vida sobre a Terra.
Parece ficção. Ou um filme de suspense de Hollywood. Ou um daqueles spams paranóicos que circulam na internet. Mas não é nada disso: trata-se do tema do livro "A Verdadeira História do Clube Bilderberg", escrito pelo jornalista lituano Daniel Estulin, de 40 anos, suficientemente conhecido em seu métier para arriscar passar-se por tolo. Se tudo não passa de mais uma elaborada teoria da conspiração ou se o que Estulin apresenta são "fatos", como ele define, cabe ao leitor decidir.
Estulin não se esquiva de dar a lista completa dos que freqüentam ou alguma vez estiveram nos encontros da dita organização. Os dados que coletou para compor o material que agora apresenta no livro -que foi lançado há pouco no Brasil pela Planeta (320 págs., R$ 39,90). O trabalho foi realizado parcialmente em equipe e com base em informes e reportagens de outros autores, igualmente indicados copiosamente em seu documento.
Devido ao livro, o jornalista conta que há muito tempo deixou de ter uma vida normal e vive "24 horas por dia sob proteção de diversas equipes formadas por ex-agentes especiais da KGB". As investigações que leva adiante lhe causaram, ele diz, atentados dignos de James Bond: em um deles, uma mulher estonteante num vestido de seda vermelho teria tentado seduzi-lo, sem sucesso, num quarto de hotel. O objetivo era depois jogar-se pela janela e implicá-lo num caso de homicídio. Em outro, após se encontrar com um informante, o jornalista teria percebido a tempo que, do elevador em que estava prestes a entrar, havia sido retirado o piso.
A seguir, o autor detalha os temas em pauta na reunião dos "bilderbergers" neste ano -entre os quais esteve a política na América Latina- e os planos gerais do clube, que dominaria também todos os aparatos de segurança, defesa e inteligência de alcance internacional. Num novo livro sobre a organização, lançado recentemente na Europa, Estulin narraa como o clube teria sido criado pelo príncipe Bernard da Holanda e estaria envolvido no tráfico de drogas e na eclosão da cultura de massas.
*
Seu livro apresenta considerações graves, mas não ganhou muita repercussão na mídia internacional. O sr. acompanha a trajetória do seu livro nos diferentes países em que está sendo publicado?
Estulin: Se você se refere à mídia mainstream norte-americana, sim, você está certa, eles têm me ignorado bastante. No entanto, em termos mundiais, vendemos os direitos do livro para 34 países, em 21 idiomas, incluindo Japão, França e Alemanha. Também assinamos um contrato com um estúdio independente de Hollywood para fazer um longa-metragem baseado em "A Verdadeira História do Clube Bilderberg". Sem dúvida, na Europa meu livro vem tendo enorme aceitação nos meios maciços. Somente na Espanha, na semana passada, com o lançamento de meu segundo livro sobre os bilderbergers, tivemos cerca de cem entrevistas em TV, rádio e jornais.
Sei que na Venezuela e na Colômbia, por exemplo, a primeira edição do livro se esgotou em menos de quatro horas. Que no México se tentou banir a publicação, mas que, devido ao apoio popular e à internet, finalmente cederam e agora o livro está vendendo extremamente bem. Não sei como está sendo no Brasil, visto que ele acabou de sair por aí.
Embora o sr. seja um profissional de comunicação conhecido, esperava que um grupo editorial grande, como o Planeta, publicaria seu livro, levando em consideração as informações que traz?
Daniel Estulin: O grupo Planeta é um caso único no mundo editorial. O princípio que os guia é a qualidade do trabalho, nunca considerações políticas. Naturalmente, tive mais de uma reunião com os advogados da Planeta para revisarmos o conteúdo. Chegaram a ter um pesquisador designado exclusivamente para averiguar a veracidade de minhas fontes. Quando todas as mais de 1.000 fontes que incluo no meu primeiro livro se mostraram corretas, a Planeta deu sinal verde para que a obra fosse publicada.
De acordo com suas investigações, o clube tenciona, em resumo, dominar o mundo e todos os seres humanos através da instalação de um único governo e um só exército, sistema jurídico, econômico e educacional, utilizando para isso os mais importantes meios de comunicação e sofisticados métodos psicológicos. A ONU seria uma fachada para todos esses procedimentos. O sr., além de jornalista e escritor, é também especialista em comunicação corporativa, tendo assessorado diversos altos executivos na apresentação de conferências de negócios. As pessoas estão preparadas para entender e acreditar no que está dizendo?
Estulin: Existem apenas duas maneiras de entender meu livro. Ou você o descarta logo de entrada, como um produto de puro nonsense, e continua a viver a sua vidinha feliz como sempre, ou você questiona o que eu digo e desenvolve o seu pensamento crítico.
As pessoas sempre souberam e suspeitaram que os governos não controlam totalmente seus próprios destinos. Que por trás de mortes "inexplicáveis", assassinatos políticos e outros fatos estranhos se esconde algo muito maior e não tão fácil de ignorar. O que fiz em "A Verdadeira História do Clube Bilderberg" foi dar nomes e rostos a atos malignos. Além disso, ninguém até agora conseguiu refutar a veracidade e a precisão de minhas investigações, que incluem fotos e documentos.
O sr. diz que esse livro tem o objetivo de "desmascarar a Nova Ordem Mundial". Mas, por vezes, o leitor tem a impressão de estar acompanhando uma história de James Bond. O sr. teve essa preocupação em mente, a de que as pessoas -devido ao fato de as informações serem tão fantásticas- acabariam mais interessadas no lado "aventureiro" de sua vida, e não propriamente no que está tentando mostrar?
Estulin: Claro, os bilderbergers atraem uma mescla muito estranha de teóricos da conspiração e loucos indiscutíveis. O fato de que um grupo de pessoas muito poderosas se reúna secretamente uma vez por ano, sob a proteção de uma multidão de membros da CIA, do Mossad, do MI6 e de empresas de segurança da mais alta estirpe, dá margem para as mais disparatadas hipóteses, como a que chama os bilderbergers de Illuminati ou a que postula que os antecessores dos bilderbergers foram os autores do Priorado de Sião. Ou ainda uma que conheci na conferência do clube neste ano, onde um manifestante me contou, em tom confidencial, que "o rei dos bilderbergers é o superior-geral da Companhia de Jesus".
Tudo isso é puro nonsense e me mantenho o mais longe possível dessas pessoas. Como jornalista investigativo, não lido com teorias conspiratórias, lido com fatos conspiratórios. Tudo o que conto está baseado em evidências amplamente documentadas. O que é uma das razões pela qual os bilderbergers nunca tentaram contestar a veracidade de nada do que escrevo.
Quais teriam sido os principais temas e decisões da reunião do clube em junho deste ano, no Canadá?
Estulin: Energia, claro, foi o item principal na agenda deste ano. Como informei no meu relatório sobre o Bilderberg no ano passado, a sociedade secreta está extremamente preocupada com um fenômeno chamado "Peak Oil" (petróleo no limite ou pico petrolífero). Foi revelado por minhas fontes, membros "full time" da elite bilderberger, que em um dos fóruns de discussão liderados por Henry Kissinger, os bilderbergers estabeleceram um preço de US$ 150/barril dentro dos próximos dois anos. Isso foi em 2005, quando custava US$ 39. Dobrou desde o ano passado. Se dobrar novamente neste ano, teremos atingido a estimativa dos bilderbergers de US$ 150 o barril.
Eurásia foi outro item importante na lista de discussões. O resultado da reunião matutina do sábado, 10 de junho foi que os integrantes europeus do clube estão convencidos de que os EUA têm sido prejudicados por uma política externa combinada entre a China e a Rússia em sua agora óbvia estratégia de controlar a maioria das fontes de petróleo e energia do Golfo Pérsico e da bacia do Cáspio na Ásia Central. Um bilderberger francês chegou a classificar essa como a pior derrota diplomática dos EUA em meio século.
O Iraque também foi destaque na agenda, com Richard Perle (ex-presidente do conselho de política de defesa do Pentágono) no comando do fórum de debates intitulado "E Agora?", em clara referência a um Iraque pós-Zarqawi. Perle falou da necessidade de encontrar uma nova estratégia para o Iraque, agora que Zarqawi (suposto representante da Al Qaeda no país) está morto.
Um representante francês disse então que os EUA não tinham uma nova estratégia para o Iraque e que vender idéias usadas e falidas como algo novo era uma farsa e um insulto. O que é mais significativo, no entanto, é que outro bilderberger, quando fez uso de sua vez para falar, disse que "é muito mais fácil começar guerras do que terminá-las" e que o fim dos conflitos no Iraque dependia da resistência, e não do governo norte-americano.
Além disso, o clube está preocupado se o presidente venezuelano Hugo Chávez, vai usar o petróleo como arma para bloquear a expansão do Nafta na América Latina. Um representante americano expressou a "necessidade de levar em conta uma possibilidade real de a Venezuela lançar mão da manipulação de estoques e preços de petróleo para formar uma união econômica que incluiria Brasil, Cuba e México". Seria um acréscimo à lista de obstáculos dos bilderbergers na América Latina, especificamente a recusa em aderir ao Nafta, o que arruinaria o permanente objetivo dos bilderbergers de expandir o bloco no Ocidente para transformá-lo em uma "União Americana", a exemplo da União Européia.
Também foram designadas estratégias específicas para lidar com os anúncios de Chávez de que estabeleceria novas taxas às companhias que extraem petróleo de seu país. A rainha Beatrix da Holanda e companhias como Exxon Mobil Corp., Chevron Corp, Conoco-Phillips, Total, BP PLC e Norway's Statoil ASA formam parte do Clube Bilderberg. Outra questão de real preocupação é a atitude desafiadora de Chávez, ao oferecer petróleo a preços baixos para localidades empobrecidas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. "Isso estabeleceria um precedente negativo", disse um bilderberger americano.
O sr. fala russo, italiano, espanhol, inglês, tem amigos espiões e informantes de dentro do clube, segundo deixa entrever no livro. É neto de um oficial da KGB e seu pai foi um cientista submetido a torturas da polícia secreta soviética. Em "A Verdadeira História...", o sr. comenta esses antecedentes e como eles podem estar na raiz de sua "obsessão" pelo Bilderberg. Como vive hoje, levando em conta que estaria desafiando há 13 anos o que seria a organização mais poderosa do mundo?
Estulin: Infelizmente, não tenho uma vida normal. Estou, 24 horas por dia, sob proteção de diversas equipes formadas por ex-agentes especiais da KGB. Como resultado das minhas investigações, perdi alguns amigos queridos, que decidiram ser mais prudentes e preferiram não ter nada a ver comigo do que arriscar serem mortos. Respeito suas atitudes, embora, como é compreensível, isso me entristeça enormemente. De modo geral, entretanto, a maioria das pessoas que amo e respeito mantém uma amizade muito estreita comigo, mesmo sob perspectivas tão assustadoras.
Meu avô foi coronel da KGB e acho que contraí o "vírus do espião" com ele. Sempre fui fascinado por mistérios e pela elucidação de crimes. Creio que o jornalismo investigativo da natureza que pratico seja uma combinação dos dois. A sensação de encontrar um tesouro escondido -seja literal ou metaforicamente- é algo que apenas aqueles que dedicam suas vidas a descobertas pode realmente entender.

Quando resolvo um mistério, seja o comércio de drogas internacional controlado pelo Bilderberg, que me levou quase uma década para desvendar, ou a história real por trás da crise Watergate, que retirou do poder um presidente eleito legitimamente, ou a verdade da tentativa de assassinato do papa João Paulo II, me sinto como imagino que Howard Carter deve ter se sentido em 1922, quando descobriu a tumba praticamente intacta do faraó egípcio Tutankamon. Isso ocasionou um renovado interesse público no Egito antigo. Com meu trabalho, espero conquistar a crença do público geral e ajudar a expor o mundo secreto conhecido como Clube Bilderberg.
Que precauções o sr. toma no dia-a-dia?
Estulin: Eu não trabalho sozinho. Nenhum mortal poderia ter acesso a tanta informação exclusiva sem a ajuda de forças extremamente poderosas, cuja identidade nunca poderei revelar. Sou simplesmente a face pública de uma organização secreta muito poderosa que trabalha contra os bilderbergers.
Tudo começou no início dos anos 90, quando os últimos vestígios do Império Soviético estavam desmoronando. Durante um jantar, um amigo, membro do aparelho de inteligência da KGB, me contou de uma organização secreta muito poderosa conhecida como "os Bilderbergers". Por trás dessa sociedade está uma rede contemporânea de poderosos interesses comerciais e bancários no modelo oligárquico financeiro da Veneza medieval conhecido como "fondi".
Companhias britânicas e holandesas, antecessoras do Clube dos 300 e dos bilderbergers, são exemplos desses bancos privados. O objetivo final é uma sociedade pós-industrial. Hoje, a real denominação a essas pessoas é "sinarquistas". O "sinarquismo" é usado para definir um novo conceito de alianças políticas em uma irmandade internacional de financistas e industriais através da união de socialistas e anarquistas baseados em princípios fascistas.
De acordo com um informe altamente secreto de 18 páginas da inteligência militar francesa, datado de julho de 1941, um resumo de um dossiê de cem páginas sobre os grupos sinarquistas franceses, "o objetivo do movimento sinarquista é essencialmente derrotar todo país onde existam regimes parlamentares considerados insuficientemente dedicados aos interesses desses grupos e, portanto, difíceis demais de controlar devido ao número de pessoas requeridas para tal fim".
Portanto, não é tão difícil entender que a intenção por trás de todo e qualquer encontro dos bilderbergers é criar uma "aristocracia de proposta" sinarquista entre a Europa e os EUA, e como chegar a um acordo em questões de política, economia e estratégia para, em conjunto, controlar o mundo. A Otan foi a base essencial de operações e subversão para eles porque habilitou-os a encenar seus planos de guerra perpétua ou, ao menos, sua política de chantagem nuclear.
O sr. trabalhou para grandes grupos como Walt Disney, General Electric, Bristol-Myers Squibb, Shell, Peugeot, Iberia e Telefonica. O fato de serem companhias com enorme poder econômico afetou o seu trabalho?
Estulin: Não exatamente. Há muitos anos atrás, antes de a loucura bilderberger me deixar financeiramente independente, auxiliei executivos de corporações internacionais a preparar apresentações de negócios e assessorei-os na arte de falar em público. Desnecessário dizer que esses dias acabaram.
O sr. também escreveu no livro que "a felicidade só é inteligível sob ameaças". Essa foi a fórmula que lhe permitiu unir vida pessoal e seu principal propósito, que é destruir o Clube Bilderberg? Pode-se entender assim?
Estulin: Não estou tentando destruir nada. Os ideais dos bilderbergers podem ser facilmente detectados na história. Os romanos tentaram, em vão, criar sua própria versão de um governo mundial, o chamado Império Romano. Eles não tinham o conhecimento de hoje em como subjugar a população à sua vontade. O que os bilderbergers estão tentando fazer é criar uma Companhia Mundial em que todos, dos governos às pessoas, serão subservientes a eles.
É o que eles chamam de Governo do Mundo Único. Eu simplesmente não desejo viver sob essas condições opressivas, e meus livros lançaram a luz da verdade sobre os planos do Bilderberg. Mais do que qualquer coisa, entretanto, eu desejo que as pessoas adquiram pensamento crítico, algo que lamentavelmente está faltando nesta era de estupidificação da população.
O sr. lançou um segundo livro sobre atividades do Clube Bilderberg que estariam vinculadas a nomes máximos da indústria cultural -incluindo os Beatles, os Rolling Stones e a MTV- e ao tráfico de drogas. Os Beatles foram uma invenção dos bilderberger?
Estulin: Acho que seria mais preciso dizer que a idéia da música popular foi uma criação Bilderberg-Tavistock. Eles chamavam a isso "mudança de paradigma" da sociedade. Os Beatles, com seus rostos inocentes, inauguraram o rock moderno. No início dos anos 60, não eram mais do que uma banda de música.
O advento de uma rebelião juvenil espontânea contra o antigo sistema social, nos anos 60, assim como os Beatles, foi parte de uma enorme experiência de massas -engendrada governamentalmente e dirigida secretamente pela Divisão de Armas Psicológicas britânica)- sobre condicionamento cultural na sociedade contemporânea, que foi supervisionada pela CIA, pelo MI6 britânico e pelo Instituto Tavistock, utilizando drogas psicodélicas/psicotrópicas altamente poderosas para alteração da mente, bem como novas informações obtidas de estudos sobre comportamento humano, por meio do rádio e da televisão.
Em que o sr. está trabalhando agora?
Estulin: Em um livro sobre o Instituto Tavistock de Relações Humanas, o primeiro instituto de lavagem cerebral no mundo, responsável por modelar o declínio moral, espiritual, cultural, político e econômico do Ocidente. E também vou escrever um livro sobre a nobreza veneziana e o modo como controlaram a Inglaterra em 1588. A propósito, os novos venezianos são os atuais bilderbergers.

Publicado em 11/11/2006 .
Denise MotaÉ jornalista. Vive em Montevidéu.


Assista o Vídeo


18 de ago de 2008

Constantemente Avivados


Uma das características da linguagem profética do AT, é que as coisas temporais são emblemas, são sinais, das coisas espirituais.

O povo de Israel estava atravessando um período de seca, de deserto, de conseqüência pecaminosa, mas Deus estava revelando ao seu profeta, que ainda havia uma esperança. Deus poderia promover uma intervenção poderosa na história de suas vidas. Deus iria abençoá-los a prosperar e a viver uma dimensão de alegria e vida abundante.

Existem momentos na história, momentos temporais, em que é necessária uma intervenção de Deus. Existem momentos em que Deus “parece” novamente tomar as rédeas da história. Os estudiosos chamam isso de DESPERTAMENTO ESPIRITUAL ou AVIVAMENTO.

“Quando a igreja está cheia de pessoas vazias, é hora de o avivamento ser buscado”. Charles Spurgeon.
Necessitamos de um despertamento?

Os primórdios do avivamento bíblico aparecem em Gênesis. O que se pode chamar de "o grande despertamento geral" ocorreu nos dias de Sete, pouco depois do nascimento de seu filho Enos: "Então se começou a invocar o nome do Senhor" (Gn 4.26).

O nome Enos quer dizer fraco ou doente. O que é deveras significativo. Considerando o assassinato de Abel (Gn 3.9-15) e o aparecimento cada vez mais forte de doenças na raça humana, o nome Enos era bastante adequado. "É provável que fosse um reflexo da consciência da depravação humana e da necessidade da graça divina".

Vivemos no meio de uma geração doente, angustiada, depreciada.
Vivemos no meio de uma geração de relacionamentos plásticos, frios, egoístas.
Vivemos no meio de uma geração de crentes que precisam experimentar o fogo do avivamento.
Vivemos no meio de pessoas desiludidas. De líderes performáticos. De gente debilitada espiritualmente. Falta verdade, falta genuinidade, falta soprar o vento do Espírito sobre nós.

John Wesley, certa vez disse: “Se eu tivesse cem homens que a ninguém temessem senão a Deus, que a nada odiassem a não ser o pecado, e que tivessem a disposição de nada saber entre os homens a não ser Jesus e este crucificado, eu poria fogo no mundo”.

O MUNDO PRECISA DO FOGO DO ESPÍRITO, DA CHAMA DO DESPERTAMENTO.

1. O Avivamento no Antigo Testamento:
O verbo hebraico hyh (avivar) tem o significado primário de "preservar" ou "manter vivo". Porém, "avivar" não significa somente preservar ou manter vivo, mas também purificar, corrigir e livrar do mal. Esta é uma conseqüência natural em toda vez que Deus aviva. Na história de cada avivamento, dentro ou fora da Bíblia, lemos que Deus purifica, livra do mal e do pecado, tira a escória e as coisas que estavam impedindo o progresso da causa.

Neste sentido, o avivamento é sempre indicado como uma obra ativa e intensiva de Deus. Alguns exemplos de sua ocorrência são as clássicas orações de Davi, como esta: "Porventura, não tornarás a vivificar-nos (3), para que em ti se regozije o teu povo?" (Sl 85.6).

E da clássica oração do profeta Habacuque: "Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia" (Hc 3.2).

Alguns sinais produzidos pelo despertamento espiritual no meio do povo de Deus:
1- Senso inequívoco da presença de Deus;
2- Oração fervorosa e louvor sincero;
3- Convicção de pecado na vida das pessoas;
4- Desejo profundo de santidade de vida e aumento perceptível no desejo de pregação do evangelho.
Em outras palavras, a igreja amortecida e tristemente doente é a primeira a ser beneficiada pelo avivamento.

Comentando um pouco mais sobre o sentido estrito de avivamento, diz o Dr. Martin Lloyd-Jones: “É uma experiência na vida da Igreja quando o Espírito Santo realiza uma obra incomum. Ele a realiza, primeiramente, entre os membros da Igreja: é um reviver dos crentes. Não se pode reviver algo que nunca teve vida; assim, por definição, o avivamento é primeiramente uma vivificação, um revigoramento, um despertamento de membros de igreja que se acham letárgicos, dormentes, quase moribundos”.

QUANDO A IGREJA EXPERIMENTA UM VERDADEIRO
AVIVAMENTO ELE VOLTA A SUA ORIGEM, A SUA NATUREZA, AO SEU PROPÓSITO.

14 de ago de 2008

Aos 45 do segundo tempo



Domingo a noite depois do culto, resolvi fazer o que todo crente faz quando sai da igreja - fui assitir televisão! - deprimente, não sei porque as pessoas passam o domingo vendo tevê, simplesmente não passa nada - mas enfim, me contive pra ver durante uns 15 minutos aqueles programas "mesa redonda", que passam no domingo a noite - aliás acho que descobri porque algumas pessoas acordam na segunda mal humoradas, não dá pra ficar feliz vendo esses programas.
Tais programas são uma verdadeira baixaria, eu explico: Grotescos erros de português! Uma genuína hecatombe linguística. É por isso que neste país jogador faz mais sucesso que escritor, afinal jogador não precisa se "espricá tantas veíz". Inspirado pelo péssimo protuguês destes aculturados programas, é que postei esta lista de pérolas filosofais do universo futebolístico. Segure-se:
“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.” – Neném Prancha, ex-roupeiro do Botafogo.

“Treino é treino, jogo é jogo.” – Didi, bicampeão de 58 e 62.

“Clássico é clássico e vice-versa.” – Jardel, ex-Grêmio.

“O difícil, como vocês sabem, não é fácil.” – Vicente Matheus.

“É meu amigo... Brasil e Argentina é sempre Brasil e Argentina.” – Galvão Bueno.

“A partir de agora meu coração tem uma cor só: Rubro-negro!” – Fabão, ao ser contratado pelo Flamengo.
“Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.” – Jardel
“Nem que eu tivesse dois pulmão eu alcançava essa.” – Bradock, amigo de Romário, reclamando de um lançamento longo.
“Tô sentindo uma figada na pantuvilha...” – Camillo, ex-zagueiro do Santos, deixando o campo e apertando fortemente a coxa.
“A bola ia indo, indo... e iu!” – Nunes, ex-centroavante do Flamengo
“Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo e chutei pro gol.” – Jardel
“Se dé, dé, se num dé, num dé!” – Rivellino, comentando Argentina X Camarões, 1990.
“Haja o que hajar o Corinthians será campeão.” – Vicente Matheus
“Assinar, ainda não assinei, mas já acertei tudo bocalmente...” – Pitico, ex-Santos, perguntado pela esposa se já tinha assinado a renovação do contrato
“O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável.” – Vicente Matheus, desmentindo boatos sobre a venda do Sócrates
“Jogador tem que ser completo como o pato, que é um animal aquático e gramático.” – Vicente Matheus
“Isso aqui até parece um cardume de abelhas!” – Edson Ampola, ex-Santos, ao ver Pelé cercado por garotos pedindo autógrafos
“Se eleito, prometo apedrejar todas as ruas da cidade...” – Mingão, volante do Noreste de Bauru, num comício como candidato a vereador
“Meu clube estava à beira do precipício mas tomou a decisão certa: deu um passo à frente!” –João Pinto, do Benfica de Portugal
“No México é que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias.” – Ferreira, ex-ponta do Santos
“A falha individual é do coletivo.” – Wanderley Luxemburgo
“Se entra na chuva é pra se queimar.” – Vicente Matheus
“Chego de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG.” – Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama mandado a família quando em excursão à Europa
“Quero agradecer a Antarctica pelas brahmas que nos enviou...” – Vicente Matheus
“Graças a Deus tive sucesso tanto na minha vida futebolística quanto na minha vida humana...” – Nunes
“Nosso mais novo reforço para compor a zaga é o Quero-Quero.” – Vicente Matheus, referindo-se à contratação do lateral Biro-Biro.
“O maior general da França é o General Eletric.” – Idem
“Nunca me senti tão mal hoje como agora...” – Narciso, ex-lateral da Portuguesa Santista.
“Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo Nasceu.” – Claudiomiro, meia do Inter, ao chegar em Belém do Pará, para uma partida contra o Payssandú.
é...e os caras ainda ganham milhões!!

12 de ago de 2008

Deixe suas trintas moedas!

Sl 14:3 “Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer”.

O que o salmista afirma não é a ausência de bem no mundo, mas a ausência de um bem divino, de um bem sem interesses, que naturalmente (sem a influência de Deus) possa fluir do homem. Existem muitas formas de se praticar o bem.

Posso fazer o bem com intuito ideológico. Quero provar que o bem que faço é o bem certo. É o bem que satisfaz as necessidades do outro. É o bem que me torna, por conseqüência, necessário ao mundo. O que seria do mundo se eu não existisse? É o bem do coração do pai de família, que olha pra sua família e diz: O que será desta gente sem mim? (Esse bem me transforma em uma espécie de deus na terra).

Podemos fazer o bem com o intuito promocional. Podemos fazer o bem com a idéia de nos promovermos como pessoas boas e piedosas. Faço o bem, não pela necessidade do outro em si, mas pela minha promoção como pessoa caridosa e boa.

Podemos fazer o bem com o intuito remissivo. Com a idéia de apagar as minhas culpas e a minha maldade existencial. É o bem promovido pela traficante, promovido pelo político corrupto, que ajuda com o princípio de extirpar seu complexo de culpa, de tirar um pouco o peso da maldade que carrega em todos os outros feitos.

Não há nada de errado nestes formatos de bondade e de benesses, estes atos de alguma forma também glorificam a Deus. Eclesiastes (o primeiro analista da vida) na sua análise afirma: “Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive” (Ec 3:12).

Mas afirmando a idéia do Salmista, Paulo afirma que o bem que promovemos vem carregado de algum tipo de interesse, ainda que sejam interesses bons, são interesses, pois nossa existência está influenciada pelo pecado (Rm 3: 9-12) Minha bondade não está ausente da minha maldade (Rm 7:21).

Judas Iscariotes era um homem capaz de viver com a bondade suprema sem ser influenciado por ela. Judas viveu em meio a uma grandiosa experiência. A maior experiência de amor, de compaixão, de misericórdia e de bondade, não fora suficiente para tocar Judas Iscariotes.

Judas, o traidor, com certeza é um dos personagens mais emblemáticos do Evangelho, pelo fato da Bíblia relatar sua natureza caída e licenciosa diante de uma experiência tão arrebatadora quanto a que ele viveu. Judas foi capaz de viver experiências de poder e de sobrenaturalidade maravilhosos.
- Judas viu com seus olhos, Jesus acalmar uma tempestade. (Mt 8:25).
- Judas foi investido de autoridade para expulsar demônios. (Mt 10:1).
- Judas foi chamado de “irmão de sangue” pelo Mestre. (Mt 12:49).
- Judas aprendeu as idéias exatas das parábolas e mensagens de Jesus. (Mt 13:36).
- Judas viu duas vezes a multiplicação de pães e peixes. (Mt 14:20 – 15:36).

Judas talvez possuísse outros interesses (estou pegando Judas pra "Judas", pois de alguma forma todos os discípulos estavam com outros interesses também) em seu ministério com Jesus. Judas talvez estivesse pensando que fazer o bem com Deus, significa acima de tudo ser abençoadíssimo e recompensado satisfatoriamente.

Talvez ele tenha questionado esse problema: (Mt 19:23-25). O desejo de Judas talvez fosse este. SATISFAÇÃO. Ele pensava de modo bastante prático, como um moderno capitalista. “O que eu ganho com isso?”
Judas tinha uma preocupação aguçada com o dinheiro desperdiçado. Não que ele fosse exímio administrador. Mas por ser ladrão (Jo 12:3-6).
Judas apesar de viver com Deus, era influenciado pelo Diabo. (Jo 13:2).
Judas fez de seu lugar de adoração o seu lugar de traição. (Jo 18:1-2).
Judas não morreu, mas suicidou-se (Mt 27:5).

Judas foi a personificação do avarento, do mesquinho, do traidor. Do ser humano que usa Deus, que só pensa na dimensão da conveniência, do lucro, da satisfação. Do religioso propagandista, um verdadeiro “Gerson espiritual”.

Com seus atos Judas abdicou para si na história, o posto de traidor. Jamais veremos uma igreja dedicada a São Judas Isacariotes. Alguns estudiosos afirmam que Judas traiu Jesus por 30 estáteres de prata (Cada estáter equivale a quatro denários – um denário era o pagamento dado ao homem por um dia de trabalho. Significa que Judas trocou Jesus por 120 dias de trabalho).

Judas quis fazer do seu jeito. Judas viu que a história estava chegando ao seu clímax. Que Cristo iria ser preso, e morto pelos sacerdotes. Ele não podia ter investido três anos de sua vida em troca de nada. Em troca de coisa alguma – era essa a visão de Judas (e de certa forma, dos discípulos também). Mas Judas traiu deliberadamente, não por medo, mas por ganância.

Jamais podemos comparar a traição de Judas com a de qualquer outro discípulo. Pois todos os outros traíram por medo. Mas Judas traiu pelo lucro, pela satisfação própria. Foi ele quem procurou os líderes religiosos. (Mt 26:14-15). Ele aceitou qualquer oferta – Isso demonstra seu caráter mesquinho. "O que quereis me dar...?" (vs 15). Ele aceitou qualquer coisa em troca da glória de Cristo. E nós o que estamos aceitando, hoje?

A Palavra diz que Judas buscava uma boa oportunidade para trair Jesus (vs 16). O que consideraríamos uma boa oportunidade? Para a traição, para deixar Jesus em segundo plano? Judas era um pragmático. Trocou o útil pelo necessário. Quantos de nós fazemos isso hoje? Quantos de nós trocamos o necessário pelo útil.

Temos a necessidade de orar mais, mas trabalhar mais é mais útil.
Temos a necessidade de fazermos o bem, mas o que vamos ganhar com isso?
Temos a necessidade de dar mais de nós a Deus, mas que utilidade há nisso?
Geralmente agimos como Judas Iscariotes. Preferimos o útil ao necessário.

Em Mt 27:3 a Palavra afirma que Judas foi incapaz de um arrependimento genuíno. Remorso é apenas a tristeza referente a algo que fiz de errado e fui pego. É mais vergonha do ato do que o reconhecimento de que aquilo é errado. Judas estava envergonhado pelo que fez, mas não considerava aquilo errado. Se pudesse o faria de novo.

Gostaria que hoje refletíssemos sobre isso. Muitos de nós, apesar de vivermos com Cristo podemos estar com o nosso coração envolvido mais com outras causas. Podemos também estar carregando nossas trinta moedas. Deixe suas trinta moedas!

11 de ago de 2008

Olimpíadas espirituais



A maior batalha de um atleta olímpico não é contra seus adversários. Vencedor não é quem supera o outro, é quem supera a si mesmo. A superação é a linha tênue entre o medo e a força de vontade. Geralmente focamos em nosso medo, e tomamos decisões baseados nele. Quando na verdade o medo não é o fator decisivo, mas o fator propulsor de nossas conquistas.

A vitória em nossas vidas não acontece quando ganhamos uma prova ou desafio. A vitória começa no nosso coração. Tem gente que já entra derrotado em determinadas situações. A vitória sobre o “Eu” é a maior das vitórias. O meu maior inimigo não é o Diabo, mas a minha falta de determinação, a minha falta de superação.

Pessoas que perdem o controle diante de determinadas situações mostram que são fracas em relação à opinião que nutrem de si mesmas. Pois perder o controle, não significa apenas “fazer escândalo”, mas acima de tudo é não possuir domínio sobre certa área da vida. Precisamos controlar o nosso espírito.

O autor de Provérbios diz: “Melhor é o homem paciente do que o guerreiro. Mais vale controlar o seu espírito, do que conquistar uma cidade” (Pv 16:32)

Em 1Co 9:24-27, o apóstolo Paulo afirma que a vida cristã é uma vida de disciplina, como a de um atleta olímpico. O controle que devemos exercer sobre a nossa vida, é na verdade o fator determinante para a prática das disciplinas espirituais, assim como fazem os atletas.

O vencedor é recompensado por Deus. A busca por uma espiritualidade verdadeira gera recompensas. Gera transformação. Te leva ao prêmio da salvação. No podium olímpico apenas um leva o prêmio. Mas no podium da vida todos podem ser coroados vencedores, mesmo aqueles que chegam por último, pois na vida não competimos uns contra os outros para chegar na frente, mas contra nossos próprios limites.

“Correi de tal maneira que alcanceis – 1Co 9:24b” – Esta afirmação implica em um esforço por parte daquele que está correndo. Em uma entrega total para exercer a liderança da competição – carne X espírito.

O atleta se sujeita à muitas disciplinas, e uma vida rigorosa para ser o melhor de uma competição. Evitar certos comidas, certas vontades, etc. Para ser o melhor ele precisa superar-se, e para isso ele precisa exercer AUTO-CONTROLE.

O alvo de um atleta é a glória que reside no podium. O cristão leva uma vida esforçada pois pleiteia alcançar a Glória celestial. Isso significa que a vida cristão não é uma vida de facilidade, de facilitadores, pelo contrário, é uma vida difícil, uma vida que requer esforço da parte dele. Paulo afirma ser o maior adversário de si mesmo. 1Co 9:27 – Nas olimpíadas espirituais, o seu grande desafio é ganhar de você mesmo.

6 de ago de 2008

Entre os lobos

Mt 7:15-16a "Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos”.

Estamos vivendo dias difíceis dentro da igreja. Isso mesmo! Dentro da igreja! Tenho me deparado constantemente com lobos disfarçados de ovelhas. Existem lobos de vários tipos: Lobos-apóstolos, lobos-profetas, lobos-evangelistas, lobos-pastores e lobos-mestres, além é claro de lobos-diáconos, lobos do louvor e lobos-ovelhas. Mas é muito difícil identificá-los, pois os mesmos estão disfarçados. Parecem uma coisa, mas se revelam outra. Esperam o momento certo para mostras seus "grandes dentes".
Jesus pediu-nos cautela em relação à eles. Por isso com o intuito de ajudar o querido(a) leitor(a). Listei alguns deslizes que estes lobos dão, e que nos ajudam a identificá-los. Para não dar uma de lobo, esta lista originalmente é do Pastor Osmar Ludovico da Silva, e fiz uma pequena adaptação. Vejamos:

1- Pastores cultivam o aprisco, lobos criam armadilhas.
2- Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.
3- Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.
4- Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.
5- Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.
6- Pastores têm esposas participantes, lobos têm mulheres coadjuvantes.
7- Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
8- Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.
9- Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.
10- Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
11- Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.
12- Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.
13- Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.
14- Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.
15- Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
16- Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam de ovelhas.
17- Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.
18- Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto.
19- Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.
20- Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.
21- Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem independentes de homens, lobos criam ovelhas dependentes deles.
22- Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
23- Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.
24- Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.
25- Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.


Soli Deo Gloria

3 de ago de 2008

Onde estão os verdadeiros profetas?

O que caracteriza o profeta é o espírito crítico. Consumidos pelo amor a Javé, os profetas bíblicos denunciaram erros dos reis e do povo; formaram grupos de discípulos; anunciaram as derrotas (o cativeiro na Babilônia) em função de políticas equivocadas dos reis; solidarizaram-se com o povo, a quem ajudaram a ler os fatos históricos à luz da fé.

A contradição entre o profeta e o poderoso reflete o descompasso entre os desígnios de Deus e a política dos homens. Samuel chocou-se com o rei Saul; Elias com o rei Acabe; Isaías com o rei Ezequias; Ezequiel com o rei Sedecias; Jeremias com o rei Joaquim, a quem chamou de corrupto (22, 13-19).

Com o exílio dos hebreus na Babilônia (586-538 a.C.), encerra-se a "profecia da catástrofe" e, ali, se inicia a da libertação: "Teu futuro é feito de esperança" (Jeremias 31,17). Porém, o profeta é sempre sinal de contradição (Jeremias 15, 10-15).

O profeta é um pedagogo. Um dos exemplos mais emblemáticos é o da visita do profeta Natã ao rei Davi (2 Samuel 12, 1-10). O profeta conta ao rei: - Havia dois homens na mesma cidade, um rico e outro pobre. O rico possuía muitas ovelhas e vacas. O pobre, uma única ovelha, que cresceu com seus filhos, bebeu de seu copo, dormiu em seu colo. Era como uma filha. Um hóspede veio à casa do homem rico. Ele não quis tirar uma de suas ovelhas ou vacas para servir ao viajante que o visitava. Tomou a ovelha do vizinho pobre e a ofereceu à sua visita.

Ao ouvir o relato, Davi, encolerizado, decretou a morte do homem rico. Natã o fez admitir que este homem era ele, o rei Davi, que tomara do guerreiro Urias a mulher Betsabéia, tramando para que o marido dela fosse colocado no ponto mais perigoso da batalha.

O poder possui o monopólio da violência. E, por vezes, sacrifica inocentes em função de seus propósitos. Cabe ao profeta denunciar os abusos. Hoje, o profetismo não é dado a uma pessoa, mas aos movimentos sociais, à sociedade civil organizada. É função dela impor limites ao poder, pedir-lhe contas, exigir que aja segundo a ética e a justiça.

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COBERTURA ESPIRITUAL E APOSTOLADO MODERNO