Os nossos irmãos Shutt´s Fire dos EUA

Morando na terra, mas vivendo no céu!


Jesus não deixou uma hoste organizada de discípulos, pois Ele sabia que um punhado de sal gradualmente operaria através do mais poderoso império do mundo. Contra todas as possibilidades, as grandes instituições de Roma — o código de leis, as bibliotecas, o Senado, as legiões romanas, as estradas, os aquedutos, os monumentos públicos — desmoronaram gradualmente, mas o pequeno bando a quem Jesus entregou essas figuras prevaleceu e continua até o dia de hoje.

Sõren Kierkegaard descreve a si mesmo como um espião, e realmente os cristãos agem como espiões, vivendo em um mundo enquanto nossa mais profunda fidelidade pertence a outro. Somos alienígenas residentes, ou forasteiros, utilizando uma expressão bíblica.

Um reino alternativo de súditos esfarrapados, de prisioneiros, de poetas e de sacerdotes. Em cada nação a igreja operou como uma contraforça, às vezes mansamente e às vezes em voz alta, insistindo em uma verdade que transcendia e, na maioria dos casos, contradizendo a propaganda oficial.

"No mundo os cristãos são uma colônia do verdadeiro lar", diz Bonhoeffer. Talvez os cristãos devessem trabalhar com mais afinco para estabelecer colônias do reino que apontassem para o nosso verdadeiro lar. Com demasiada freqüência, a igreja levanta um espelho refletindo a sociedade que a cerca, em vez de uma janela revelando um caminho diferente.

Se o mundo despreza uma pecadora notória, a igreja vai amá-la. Se o mundo nega ajuda ao pobre e ao sofredor, a igreja vai oferecer-lhe alimento e cura. Se o mundo oprime, a igreja vai levantar o oprimido. Se o mundo envergonha um pária social, a igreja vai proclamar o amor reconciliador de Deus. Se o mundo busca lucro e auto-satisfaçao, a igreja se dispõe ao sacrifício e serviço. Se o mundo se fende em facções, a igreja se junta em unidade. Se o mundo destrói seus inimigos, a igreja os ama. Se o mundo se preocupa com mamom, nós nos orgulhamos do Carpinteiro de Nazaré.

Essa, pelo menos, é a visão da igreja no Novo Testamento: uma colônia do céu em um mundo hostil. Dwight L. Moody disse: "De cada cem homens, um lera a Bíblia; noventa e nove lerão o cristão".

Nunca troque o certo pelo fácil!

A inteligência nos orienta a unir o fácil ao certo. Empresas investem bilhões em aperfeiçoamento de processos. A idéia é fazer o melhor em menos tempo, de forma mais descomplicada. Não há nada de errado com isso; Deus nos deu capacidades que tornam possível realizar mais com menos esforço. Louvamos ao Criador porque hoje muitas coisas são mais fáceis do que há anos atrás. Minha mãe conta, por exemplo, do trabalho que dava preparar um bolo de milho, nos tempos de sua mocidade. Muito antes de aplicar-se à mistura dos ingredientes da receita, as moças tinham de colher e debulhar as espigas, além de ajuntar a lenha para o fogão. Hoje basta adquirir uma caixinha de mistura pronta, atentar para as instruções do rótulo do pacote e esperar por mais ou menos quinze minutos. A facilidade uniu-se à delícia.

Nem sempre, porém, o certo é o mais fácil. No que diz respeito às coisas espirituais, parece que o padrão é o oposto: fazer o certo é difícil, errar é muito fácil.

Não é difícil pecar. Enquanto a prática da virtude assemelha-se a uma escalada íngreme, pecar é como escorregar em um tobogã, dá um friozinho na barriga no início mas depois a gente desce às gargalhadas. O problema é que, no final das contas, caímos em terrível lamaçal. É mais fácil mentir do que ser franco, olhar no olho e enfrentar os problemas. É mais fácil trair do que ser leal. É mais fácil obter vantagem ilícita do que abrir mão de privilégios em nome da honestidade. É mais fácil entregar-se à preguiça do que trabalhar duro. Enfim, as experiências que verdadeiramente fazem diferença em nossas vidas exigem que percorramos a estrada árida, que é sempre mais difícil.

Deus não nos encaminha para a angústia gratuita; ele não supervaloriza a dor. O apego doentio ao sofrimento (masoquismo) não é exigido pelo Senhor. Se pudermos encontrar um meio de vivermos com mais alegria e conforto, louvemos ao Altíssimo por tal dádiva. Há como unirmos o certo e o fácil? Glória a Deus por isso. No entanto, não nos enganemos. Muitas experiências espirituais são precedidas por lágrimas (Sl 126.5-6); o fácil, na maioria das vezes, não é o certo.
Há dois mil anos atrás Satanás ofereceu a Jesus um caminho fácil. O Redentor foi levado a um monte e lhe foram mostrados todos os reinos do mundo. “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” — sugeriu o tentador. Cristo rejeitou a proposta do diabo e assumiu a cruz (Mt 4.8-10). Ressuscitado, declarou aos seus discípulos: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18). Primeiro veio a cruz, depois a autoridade sobre os reinos. A proposta fácil exigia uma conduta errada. A glória foi a culminação da obediência — fazer o certo, mesmo que isso exigisse passar pela humilhação, escárnios, cravos e cruz.

O que esperamos ver realizado em nossas vidas daqui há alguns anos? Seremos espiritualmente bem-sucedidos na medida em que estivermos dispostos a fazer o certo, mesmo que isso não seja fácil.

Você é um crente turbinado?

Semelhantemente ao que a mídia impõe hoje em dia como padrão de mulher fisicamente perfeita, ultimamente tem surgido no meio evangélico um “padrão” de crente também. Não corram pra suas bíblias agora para conferir esse “padrão”, pois ele não está lá. Este padrão surgiu ao longo das últimas décadas, da mente de pessoas doentes e megalomaníacas e que nos últimos quatro ou cinco anos tem plantado raízes no meio evangélico.

E existe uma discriminação preconceituosa pairando sobre aqueles que se negam a participar desse evangelho falso, hipócrita e egoísta.
Coisas do tipo: Você não foi ao encontro? Não tem a unção do Riso? Não tem a unção de Gadita, ou a unção de nobreza? Não participa do ano de Isaque? Lamento muito, mas você não é um crente turbinado. Não está na moda. Não é um crente seguro. Tal como a mulher da televisão, que se sente segura por ter colocado uma enorme prótese de silicone, se você não tem esse silicone espiritual, você não é nada. Fique na moda! Encha-se de próteses espirituais. Mas lembre-se sempre: prótese é falsa e é pra quem nunca teve o verdadeiro, ou pra quem já teve e perdeu.

Não precisamos de nenhuma unção que nos garanta qualquer tipo de posse, conquista ou restauração, pois quando aceitamos o sacrifício de Jesus, e vivemos nossa vida em função da propagação de seu reino já temos garantias de receber recompensa. A diferença é que pra receber essa recompensa, não temos que nos apropriar de nada; nem territórios, nem títulos, nem unções, e sim perder, abdicar por vontade própria.

Essas unções e títulos, dos quais as pessoas hoje tanto buscam, me fazem ver que ainda há uma sede muito grande de satisfazer algo que se tentou satisfazer lá no Édem: O próprio EGO humano.