O que creio sobre 2009

Penso que 2009 será um ano muito adverso e difícil. Afetará a todos em alguma escala, seja através das finanças, da violência civil ou armada, da guerra religiosa, do partidarismo político, da ideologia humana, da política globalizada ou dos desastres naturais. O mundo está cada vez mais, dando seus sinais e sintomas de piora sistemática a cada dia.

As igrejas que assumirem uma postura de “vitória e conquista” financeira, serão desmascaradas em pouco tempo, pois a vitória do líder e a derrota do povo nos mostra, um caminho como o de Balaão, que possuía uma espiritualidade voltada aos lucros e dividendos, e instruído por Balaque ensinava o povo de Israel a pecar contra Deus.

As igrejas que pregarem que os eleitos estão salvos da violência, dos acidentes, e das crises que assolam o planeta, também estarão levando as pessoas ao engano, e incorrerão no erro, pois a história e tradição nos mostrou que nenhum daqueles que serviu à Cristo dignamente foi livre de sofrimento e de dor durante a sua jornada terrena. Seja através da perseguição, da fprivação de recusos, da violência ou até mesmo do mundo em que vivemos. Todos fazemos parte de uma mesma casa comum.

As igrejas que enfatizarem seus ensinos em uma complexa guerra espiritual estarão levando as pessoas para a armadilha do diabo, que conhecendo a sua limitação em agir, viu nos olhos e nas mãos de Adão e Eva a possibilidade de levar o seu plano até o fim. Afinal, o maior inimigo da humanidade é o homem do pecado, quem traiu a confiança de Deus não foi o diabo, mas o homem, à quem Deus confiou todas as coisas.

Creio que 2009 será um ano em que todas as máscaras eclesiais vão cair, e todas as posturas externas serão desmascaradas, pois a vitória de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça, gozo e paz no Espírito de Deus. A verdadeira fé não é tangível e, nem vem pelos sentidos do corpo, mas é uma consciência firme no Cristo de Deus.

Muitos profetas e sacerdotes só conseguem ver as coisas pra fora dos arraiais da igreja. Mas os olhos de Deus estão fixados nas atitudes dentro da igreja. Líderes, pastores e músicos estão pregando e cantando um evangelho diluído em auto-ajuda, e contaminado por verdades mundanas. Precisamos de muito discernimento para não dar ouvidos a qualquer profeta, pois o fato de alguém falar em nome de Deus, não lhe dá autorização para ser considerado uma voz de Deus aos homens. Muitos andam visitando várias igrejas, mesmo sabendo que ensinam e praticam coisas erradas, porque “se sentem bem”. Ainda outros dão pouca importância ao estudo cuidadoso e constante da palavra de Deus, preferindo ler e ouvir as idéias e os ensinamentos de homens. Mas é isso o que Deus quer? No ambiente da confusão religiosa de Judá, o Senhor não falou para as pessoas ouvirem a todos. Ele disse: “Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam e vos enchem de vãs esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor” (Jr 23:16).

Enfim, 2009 será um ano de mudanças, para melhor ou para pior, dependerá exclusivamente do que faremos com a nossa fé e através de nossas atitudes. Devemos ser fortalecidos espiritualmente pelo sofrimento porque sabemos que Deus "...não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1 Co 10:13). Cada vez que você passa por uma provação e resiste, você sai mais forte. Virá um tempo de muitas tentações e provações, mas virá também um tempo em que Deus levantará um povo mais forte. Não desfaleça, apenas creia e viva a fé que você afirma possuir.

Soli Deo Gloria
Pr. Bruno dos Santos

5, 1 Bilhões é quanto o povo brasiliero dá as igrejas evangélicas por ano.

A estimativa foi feita pelo economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e apresentada durante a divulgação da 2ª parte do estudo "Economia das Religiões: Aspectos Locais e Ascensão Social".

"Esse valor supera o que é divulgado oficialmente pelas empresas em investimentos de responsabilidade corporativa", afirmou o economista.

Conforme o estudo, em 2003, cada brasileiro destinava em média R$ 1,76 ao mês, R$2,26 em valores atuais, para doações em dízimos. Cerca de 10,6% da população brasileira efetua as contribuições ao valor médio de R$ 16,62 ao mês, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A média das doações por dízimo dos pentecostais ficou em R$ 34 ao mês, enquanto os católicos doavam cerca de R$ 11 ao mês.

Por brasileiro, ao mês, o gasto do Distrito Federal ficou em R$ 4,48, seguido por Espírito Santo (R$ 3,33), São Paulo (R$ 2,48), Minas Gerais (R$ 2,18) e Rio de Janeiro (R$ 2,03). "O maior problema é que não se conhece a origem desse recurso, podendo ser, por exemplo, fruto de lavagem de dinheiro", salientou. Em valores absolutos, o estado que faz mais doações é o de São Paulo, que respondia por cerca de R$ 1,14 bilhão do total.

Se ninguém lavar dinheiro, creio que com essa dinheirama toda podemos fazer alguma coisa em nosso país e fora dele.

Acorda igreja!!!