A diferença entre certos evangélicos e o Evangelho de Cristo.

Para as lentes do mundo, hoje em nossa cultura, os evangélicos estão sendo inseridos em um contexto de igualdade de crenças e objetivos. O grande problema, é que dentro do “meio” chamado evangélico, existem “evangélicos” e “Evangélicos”, e aqui não estou salientando nenhuma crença ou teologia que nos diferencia, mas atitudes e valores.

Como cristão, quero dizer que tenho vergonha da atitude de alguns “evangélicos”, mas jamais terei vergonha de dizer que sou “Evangélico”, pois não comungo com certos tipos de crença e valores que o mundo chama de “evangélicos”, mas sim com os valores inseridos em minha vida pelas Escrituras de Deus e pelo exemplo de Jesus Cristo.

Aqui vão as minhas contribuições para podermos fazer a diferença entre “certos evangélicos” e os que seguem o “Evangelho de Cristo”.

1) Nem tudo chamado de “evangélico” é necessariamente bom.

Explicação: Muitos evangélicos são alienados. Vivem em um pequeno universo onde todas as coisas são explicadas por uma limitada visão gospel do mundo. Eles não lêem o que não é gospel. Não ouvem música que não seja gospel. Mas tentam fazer eventos como a "Noite Dance" depois do culto de sábado à noite para tentar competir com as danceterias e manter os jovens dentro da igreja (??????).

2) Nem tudo que acontece é batalha espiritual.

Explicação: Para alguns evangélicos, tudo, T-U-D-O... é batalha espiritual. Em todo canto ele vê uma luta de forças entre o bem e o mal, entre anjos e demônios. Não existe lugar para a natureza humana, para a conseqüência natural de nossas ações. Satanás é quem faz tudo de ruim acontecer. Conheci uma evangélica que orava para consertar sua máquina de lavar. Vi outra, há poucos dias atrás, que gritava, "pra trás de mim, Satanás!", só porque sua criança havia engasgado e estava tossindo.


3) Nem todos aceitarão os messias evangélicos.

Explicação: Existe na cabeça de alguns evangélicos um Complexo de Messias. Quando inserido em um contexto não-gospel (trabalho, escola, etc), ele sempre se acha o salvador do grupo, aquele que deve exercer a liderança e ter o maior destaque, sua palavra deve ser respeitada e ouvida, não pelo que suas ações dizem dele mesmo, mas porque ele é filho do rei. Ele se acha "a" luz que ilumina as trevas. Ele sempre se acha "o agente" do Espírito, aquele que será usado pra converter todo mundo.


4) Nem tudo que é evangélico é necessariamente espiritual.

Explicação: Muitos evangélicos fingem ter desprezo pelas coisas "do mundo", mas sempre tentam incorporá-las ao seu mundo gospel. Geralmente insistem em pensar a cultura e as modas a partir de seus próprios valores. Qualquer estilo musical, por exemplo, se torna "gospel". Rock gospel, pagode gospel, mpb gospel, mantra gospel. Danceterias gospel. Existem agora até grifes de roupa gospel. É o gueto gospel. Mas as mesmas coisas, se não forem "gospel", não prestam.

5) Nem todo evangélico está certo.

Explicação: Muitos evangélicos ao criticarem outras religiões, não discernem os critérios que eles utilizam para fazer tal julgamento. Como podem alguns evangélicos criticar certos católicos de idólatras? Se isso existe em nosso meio! Como podem certos evangélicos falarem de infalibilidade papal, mas, se alguém criticar certos evangélicos "ungidos" de Deus, eles lhe rogam uma praga?


6) Nem todo evangélico vai aceitar certas críticas.

Explicação: Alguns evangélicos esquizofrênicos sofrem também de um Complexo de Mártir. Eles sempre acham que estão sendo perseguidos, injustiçados, que estão sofrendo ameaças, e que uma grande conspiração mundial está sendo formada para perseguir a igreja verdadeira, que geralmente é a deles. Inclusive este texto, para eles, é uma destas perseguições. Para eles, nada do que está sendo dito aqui é verdade, mas pura perseguição "por causa da justiça" e “inveja do poder” sobre a vida dos tais.

Enfim por essas e outras é que nem tudo é farinha do mesmo saco, mas sim que algumas já foram levedadas com o fermento dos fariseus. Vergonha do Evangelho...Jamais!

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