Uma reflexão sobre a Vaidade Pessoal.

Nossa vaidade nos leva a desenvolver uma certa aversão aos fatos, especialmente aqueles que não combinam com o que gostaríamos que fossem os que efetivamente existem. Passamos a brigar contra a realidade e a substituí-la por nossas idéias. Num determinado momento, passamos a acreditar que nossas idéias correspondem aos fatos.

Não importa muito como achamos que o mundo e as pessoas deveriam ser. Temos que nos ater ao que é. Não importa acharmos que o amor é que deve nortear as relações entre as pessoas. Isso é o que alguns pretendem, mas não é o que todos querem e nem mesmo o que se observa na prática da vida.

O fato real é que muitas pessoas usam a palavra amor para encobrir seus interesses pessoais. A começar pelos mais egoístas, aqueles que não amam e que querem mesmo é ser amados (é sempre bom lembrar que eles correspondem a 50% ou mais da população). Não dizem que não amam; dizem que “amam ao seu modo”. Se for verdade que existem modos diferentes de amar, que não pelo caminho da entrega. Muitas vezes, quando são abandonados, dizem que estão sofrendo muito, ou que estão muito arrependidos, que estão sentindo muita falta, etc. Será isso verdade? Ou estão se colocando desta forma com o intuito de fazer forte chantagem sentimental?

A vaidade cega subtrai o bom senso, e nos afasta da realidade e do que realmente é possível para nós. A vaidade nos afasta da reflexão útil e nos leva a querer ganhar discussões. Acho que nós deveríamos nos voltar para os fatos e tentar interpretá-los de todas as formas possíveis. Mas os fatos e não aquilo que gostaríamos que eles fossem. Assim ganharemos mais amigos e menos problemas em nossa vida. Enquanto a vaidade reina, o amor espera e suporta todas as coisas.

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