O céu não é o limite.

Terminamos o culto deste domingo fazendo uma reflexão sobre o céu. Meditamos no capítulo 11 de Gênesis, que narra o episódio da torre de Babel. Ali vemos a busca incessante do homem em alcançar o céu, mas com motivações escusas. Cheio de orgulho e pretensões de tornar seu nome célebre. O homem tenta alcançar os céus com suas próprias mãos. Através de suas próprias obras, mas sabemos que o céu não se alcança. Até porque o céu não é um lugar geográfico para onde se vai.

Alcançar o céu não é nem deve ser uma preocupação nossa. Nossa missão está em alcançar a terra e enche-la do conhecimento da glória do Senhor, como nos diz o profeta Habacuque. Sempre que o homem procura alcançar o céu, ou é porque quer tornar seu nome célebre, ou é porque quer fugir de suas responsabilidades na terra.

Deus não nos criou angelicais, mas humanos, para que através desta nossa casa comum, possamos tornar o nome Dele conhecido entre os homens. Morar na terra, habitar na terra, e cuidar da terra, deve ser o dever de todo cristão.

Fomos chamados para transformar o caos em jardim do Éden, então o céu jamais pode ser o limite de nossas pretensões espirituais. Não morreremos para ir ao céu, mas viveremos para transformar esta terra em um pedaço do céu, pois céu é o lugar onde Deus habita, e o Deus que servimos se chama Emanuel, Deus conosco. Portanto o céu é aqui mesmo. Ele já está entre nós.

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