Construindo Novas Babilônias

Certa feita, Nabucodonosor quando, um dia, passeava pelos corredores de seu palácio, disse: “Acaso não é esta a grande Babilônia que eu construí como capital do meu reino, com o meu enorme poder e para a glória de minha majestade?” (Dn 4.30).
Este é o mesmo sentimento que muitos dos que lideram igrejas por este país afora, e que têm gerado toda sorte de ira, frustração e ódio por parte de pessoas que se sentem lesadas por estas “igrejas”, assumem.
E os fatores que geram este tipo de comportamento nefasto estão fundamentados em 3 pilares. O primeiro deles é o sentimento de posse. Muitos deles se tornam os legítimos construtores e “proprietários” daquilo que ousam chamar de “Igreja de Jesus”. Um grande paradoxo, para dizer o mínimo. Mas isso não é novidade. Nabucodonosor também assumiu este comportamento quando imaginou que a Babilônia lhe pertencia.
Em seguida, transparece com enorme desenvoltura, o sentimento de poder. Quem tem mais poder? Deus ou o Super-pastor? Evidentemente, o Super-pastor, muitas vezes, imagina ter todo o poder para fazer daquele espaço geográfico que ocupa, o que ele bem entender. Se existe ao redor necessidades legítimas, isso não importa. Afinal, o pastor tem o poder para mudar, nomear e mandar como ele quiser. Com Nabucodonosor e a sua Babilônia aconteceu o mesmo. Ele chegou a dizer que detinha “enorme poder”.
Finalmente, transparece para mim algo ainda mais terrível: o sentimento de arrogância. Alguns destes pastores dizem que nada lhes impedirá de continuarem agindo desta maneira, mesmo que os outros protestem. Puro sentimento de arrogância e de soberba! Nabucodonosor afirmou que a Babilônia lhe servia também de motivo de muito orgulho. Na verdade ele foi mais sincero que muitos destes “pastores”, pois, ao menos disse que aquela cidade representava a “glória de sua majestade”. É por isso que em lugar de expandirmos o Reino de Deus, conquistando o respeito e a simpatia das pessoas, através de igrejas saudáveis e missionárias, em muitos casos, infelizmente, estamos construindo novas Babilônias e ganhando a antipatia de muitos. Pior, estamos sendo reconhecidos como um povo arrogante e manipulável. Resta a nós declarar perante o Cordeiro: “Senhor Jesus, tem misericórdia de nós!”

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