De quem é o maior pecado?

Vejo a luta constante de muitos “freqüentadores do cristianismo” impondo sobre si mesmos, metas inalcançáveis de espiritualidade. Verdadeiros “monges gospel”. Querem agir sobre sua própria força e entendimento, satisfazendo assim, sua personalidade. Não o Espírito de Deus. Eu explico!

A força com a qual lutamos não é carnal, mas poderosa EM Deus. Vem de Deus, é de Deus e sai de Deus nos alcançando no coração. Erramos porque somos pecadores, nunca o contrário. Porque pecado é coisa de coração, não de atitude. Pecado não é forma, pecado é essência. O pecado não está nos maus costumes, pecado é má consciência do ser. É por isso que pra Deus peca quem tem intenção, não quem comete um erro.

Muitos buscam através de jejum e oração mudar sua própria natureza. E natureza não se muda com jejum e oração, mas com arrependimento e mudança de mentalidade. Natureza se muda rejeitando toda e qualquer virtude que acredito possuir. Pois se continuar acreditando que alguma coisa de boa reside em mim, pensarei que sou o que sou, não pela Graça, mas por meus próprios méritos, e isso é coisa de fariseu. Pode acreditar!

Cristão que está plantado na videira, ainda peca, mas porque erra, não porque quer pecar. O mal que NÃO QUERO, esse eu faço, disse Paulo. Eu faço coisas más, mas não que eu deseje de todo coração fazê-las. Minha natureza ainda grita dentro de mim, mesmo que meu coração saiba discernir entre essência e forma, entre ser pecador e pecar.

Mas para você que não é pecador, mas ainda peca, não acumule peso sobre sua consciência. Saiba que se você peca e reconhece que pecou, o Espírito está aperfeiçoando sua consciência, mas se você acredita de todo coração que não comete pecado como um bom fariseu, sua atitude para consigo mesmo está dizendo que Deus é um grande mentiroso. E não existe um pecado maior do que esse. Por isso o maior pecado está no coração dos religiosos.

Que Deus te abençoe ricamente.

Pr. Bruno dos Santos

Uma viva esperança!

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz perseverança, e a perseverança, experiência, e a experiência, esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Rm 5:1-5


Justificados pela fé! Não por mérito. Não porque fizemos ou fazemos algo que nos faça merecedores. Não porque não tenhamos feito, ou porque jamais faremos algo pelo que possamos ser acusados de culpa. Mas pelo “simples” fato de crermos. Mas crer no quê? Crer na própria justificação. Na isenção da culpa. Não porque o Juiz tenha dispensado o exercício da justiça. Mas por ter ele exercido a justiça em si mesmo! Por ter oferecido a sua condição de justo a nós, para assumir sobre si mesmo, a nossa posição de injusto. A nossa culpa. Há que preço? Graça!

Não é nada simples ter essa fé. Não é nada fácil acreditar que alguém pudesse escolher agir com uma voluntariedade tão infinitamente superior a qualquer atitude mais nobre que jamais pudéssemos ter. A magnitude desta graça é tão impactante que nos rouba a paz. E somente quando recebemos, por meio da fé, resultante da própria graça, a revelação de si mesma, é que podemos experimentar a paz que dela advêm.

Os que encontram paz com Deus não vivem mais em função do hoje. Mas vivem em função do amanhã. Do maravilhoso dia do Senhor. Dia da manifestação da Sua glória. E por não estarem mais focados no agora, encontram significado mais nobre nas tribulações. É como se eles as pudessem contemplar de cima para baixo. O quadro é mais amplo. A tribulação, seja ela um problema familiar, problema de relacionamentos, ou mesmo uma fraqueza pessoal, é sempre uma ferramenta. Um instrumento nas mãos daquele que nos escolheu para a justificação. Um meio para nos fazer chegar naquele dia, na forma em que Ele quer que cheguemos. Esta compreensão gera a perseverança. A gana de continuar remando contra a maré. A paciência de recomeçar quantas vezes seja necessário, porque o perdão me foi dado, por meio de Jesus Cristo, para ontem, para hoje e para amanhã. Foi dado, sem que tivesse sido perguntado o tamanho do delito, ou a gravidade da culpa. A paz, que a graça nos traz nos condiciona a continuar acreditando na justificação, apesar da tribulação de pensamentos, sentimentos ou emoções, de modo a nos tornarmos, não cauterizados de mente, mas gratamente experimentados, calejados do caminho que o seu autor o diz ser Ele mesmo. É uma maturidade que nos faz vivenciar a eternidade. Embora ela se manifeste ainda como uma esperança. Uma esperança certa. Viva. Esperança que tem como combustível a voz do próprio Espírito de Deus, insistentemente nos lembrando de que somos dele.


Lucas Santos - CMC Rede Apostólica