22 de dez de 2009



Culturalmente, nós cristãos, no natal celebramos o nascimento de Jesus Cristo. A Bíblia nos diz que Ele virá novamente, mas não mais como um bebê nos braços da virgem, mas sim como o Leão da Tribo de Judá. Num certo dia e hora (que ninguém sabe a não ser o Pai) determinada ele chegará. Nos últimos anos temos visto sinais que confirmam essa profecia. Terremotos, pestes, fome, aquecimento global, efeito estufa, como verdadeiras dores de parto, os sinais se multiplicam e aumentam. Contudo, se Jesus deixou pistas, e nos advertiu para sermos sóbrios e vigilantes, devemos sim ter a certeza de que, a cada dia que passa, é um a menos para seu retorno, e que este retorno está próximo. Só Deus Pai, exclusivamente, sabe quando será, mas os sinais estão acontecendo e nossa vigilância deve ser constante.



O vigiar não é em relação aos outros, mas a nós mesmos. Vigiar nossos passos, palavras e pensamentos. A prática do Cristianismo é, antes de mais nada uma auto-crítica, um voltar para dentro de si, um sondar mente e coração. O natal é essa lembrança anual de que Ele veio, e virá novamente, mas para celebrar apenas com aqueles que venceram e que possuem o nome inscrito no Livro da vida.


Neste dia viveremos o último natal, será um dia de festa, mas também de pranto, de alegria, mas também de tristeza. Chegará Aquele que fará a festa dos oprimidos, e acabará com a alegria dos opressores, e o mundo pasmo, verá com todos os olhos, celebrando e lamentando, por que Ele veio. Portanto o natal sem Jesus hoje, pode fatalmente representar o natal sem Jesus eternamente. Se você ainda não entregou sua vida completamente à Ele, hoje é tempo de celebrar esse natal. Mais do que comprar, presentes e festas, a maior benção que Deus nos deu foi o Emanuel, o Deus Conosco.


Jamais esqueçamos de renovar em nós os melhores sentimentos, como a paciência, a tolerância, generosidade, solidariedade, fraternidade, gratidão e muito amor. Que este natal te inspire a produzir uma vida abundante em ensino e humildade para o próximo ano, até que Ele venha.


A Deus toda a Glória. Maranata, Senhor Jesus!

16 de dez de 2009


Existe muita gente “viva” no mercado evangélico. E essas pessoas não são vivas, porque conheceram o Espírito que vivifica, mas vivas porque em seus corações impera a lei do Gerson, o famoso ícone do Brasil dos conchavos e das falcatruas, do dinheiro da cueca, e das orações de agradecimento pela propina alcançada.

Gente “viva” que vive da exploração do incauto e do aproveitamento da fé ingênua. Gente “viva” que ganha em cima da maldição atribuída a Deus e da perseguição oriunda do Diabo. Gente “viva” que sobeja de “dons espirituais” e títulos honrosos, mas que naufraga no caráter da exposição da Palavra e na ética ministerial.

Gente “viva” que arranca a pele das ovelhas, e essas com suas esquizofrenias, apostam alto na recomendação da última revelação dada aos tais ungidos. Gente “viva” que mantém cativos aqueles que buscam suas teorias para a libertação. Gente “viva” fazendo um trabalho grandioso para alcançar um prosélito, tornando-o duas vezes mais digno do inferno.

Gente “viva”, muito viva, mas que não geram vida. Sepulcros caiados. Tiago diz que fé morta é aquela que nada faz, a não ser dizer que sabe fazer, sem nunca fazer nada. E aqueles que nada fazem, fazem muito, mas fazem apenas para si mesmos. Sendo assim crescem, mas crescem como o câncer cresce, crescem para a morte. Essa portanto é a fé morta de gente viva.

14 de dez de 2009

A Fome que mata e o Pão que alimenta.

Para entender o tema dessa matéria precisamos entender que somos um planeta de famintos. Essa fome destrói todo tipo de progresso, de alcance, e de vida. E a fome a qual me refiro é aquela que nasce da angústia na alma do homem moderno, que no afã de querer ser o super-homem, esquece-se de que além de alimentar o físico, é essencial que se sacie o espírito. Para isso fomos chamados por Jesus, para dar aos homens “o quê” comer.

Quantos se esquecem de se abastecerem com o conhecimento verdadeiro, que é sem dúvida, o combustível para a integralidade da existência plena e efetiva. Muitos já não lêem e não buscam, por não ter tempo, já não se aprimoram porque já sabem tudo, e ignoram o que semelhante diz, porque se satisfazem com o universo limitado do seu próprio conhecimento. São anorexos em sua fé, e já não possuem forças pra caminhar e nem ajudar alguém a subir a ladeira da vida.

Sem falar na fome de justiça que sofrem milhões de pessoas, e que se sentem ultrajados por não terem seus direitos colocados em prática, sofrem e morrem a míngua, pois existe um muro de poder maligno que impede que a justiça chegue a todos sem distinção, de credo, cor, raça ou escala social. E a igreja não exercendo o seu papel de agência do Reino, ajuda a matar de fome os pequeninos de Jesus.

Somos vitimados pela inanição dos relacionamentos, que reparte e fraciona o ser humano dando a ele uma conotação de objeto, um “pet” social. É a coisificação do homem que o transforma em animal faminto de vontade de ser gente. E nossos programas evangelísticos além de atarem o indivíduo a visão denominacional, animalizam ainda mais a sua ética existencial arrancado-o do mundo para o prenderem dentro das paredes da religião.

Por isso Jesus tem compaixão dos famintos, dando-lhes sempre o que comer e beber, saciar o homem é a Missio Dei de Cristo. Por isso ele foi dado como sacrifício vivo. Matar a fome da alma é o dever de casa do cristão, pois segundo Dostoievski, “todo homem carrega dentro de si um vazio do tamanho de Deus”. Então, ainda que a igreja ou as pessoas te matem de fome, Jesus te alimenta, pois Ele é o Pão da Vida. Nele você será completamente saciado(a).

10 de dez de 2009

Jesus foi expulso da sua igreja!

Ontem, estava conversando com um irmão que defendia fielmente a sua denominação propondo que a mesma não negava os princípios essenciais do Evangelho. Não consegui de forma alguma assentir com suas afirmações, e lhe indaguei as seguintes perguntas:

  • O que aconteceria se dissesse ao presidente de sua denominação: “Afasta-te de mim Satanás, pois tu não cogitas as coisas de Deus”? – Certamente você seria expulso de nossa denominação – respondeu ele.
  • O que aconteceria se entrasse no seu templo, na hora do dízimo e das ofertas e começasse a chutar as cadeiras e as peças e quinquilharias do “bazar gospel”? – Certamente expulsaríamos demônios em você – respondeu ele.
  • O que aconteceria se sua denominação me encontrasse numa mesa de bar conversando com jogadores, bêbados e prostitutas a noite? - Certamente lhe daríamos uma repreensão na frente de todos! – Mais uma vez me disse ele.
  • O que aconteceria se chamasse o colegiado de pastores da sua denominação de raça de víboras e filhos do Diabo? – Meu Deus! Você seria expurgado de nossa denominação – Disse ele.
  • O que aconteceria se eu comentasse sobre a inutilidade do templo e das liturgias intermináveis de sua denominação? – Com certeza você seria convidado a sair de nossa igreja! – Esbravejou ele.

Pois é, por estas e por outras que Jesus foi expulso de sua igreja, pois na verdade ele fez todas estas coisas, aos religiosos e “denominações” de sua época.

6 de dez de 2009

Senhor Jesus nos livre dessa Macumba Evangélica!

Vejo que muitas igrejas agonizam na procura de uma nova campanha que as sustentem no próximo mês. O mundo evangélico, ou universo gospel, continua sendo uma turba de oportunistas inoportunos, que entre outras coisas envolvem incautos na prática de macumbas com selo de qualidade evangélica.

Em alguns cultos já não existe diferença, entre uma “gira” espírita e uma vigília cheia do “espírito”. Uma boa parte da igreja ainda continua vitimada pela corrente dos 318, pelo corredor dos 70 e tal, vendida pela ilusão de franjas de vestes que curam, pela venda de Rosa de Sarom que arranja emprego, por carteira de trabalho em altar, peças de roupas, sabonetes ungidos e outras "tranqueiras", que libertinamente se fazem de impuras vitrines de libertação, conduzidas por lobos em pele de cordeiros.

Tudo o que vemos hoje é resultado do sincretismo religioso, isto é, da mistura entre o sacro e o profano, entre o cristão e o pagão. O fenômeno não é novo, mas o formato e a linguagem sim. Por isso o rito atrai, mas também trai a fé do incauto, levando ele ao inferno, tudo isso feito em nome de Jesus!

Fomos chamados para salgar, não para sermos salgados; iluminar, e não sermos iluminados; conduzir, e não sermos conduzidos; influenciar, e não sermos influenciados. Assim, ao invés de tomar a forma do mundo e cultuar como as religiões pagãs, deveríamos seguir o ensino da Palavra de Deus e cultuar a Deus sem essas magias, feitiçarias e macumbarias. Faça minhas as palavras de Paulo à Timóteo:
"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem" (1Tm 4:16).

A Deus toda a Glória.


1 de dez de 2009

O maior inimigo do Evangelho é o próprio crente!

Existe uma famosa frase atribuída a Gandhi que diz: “Amo o cristianismo, mas abomino os cristãos, pois não vivem segundo os ensinamentos de Cristo. Eu seria cristão, sem dúvida, se os cristãos o fossem vinte e quatro horas por dia."

A distorção entre a prática dos crentes e a Palavra de Deus é gritante. Vivemos tempos que nos faltam exemplos, e os poucos que restam, nostalgia a alma das lembranças de que houve um tempo em que a Igreja Evangélica Brasileira tinha gigantes. Gigantes da ética, do caráter e da destreza e pureza da Palavra.

Hoje o gigantismo é doença da alma. Pastores e líderes querem ser grandes na mídia, na disputa da maior igreja, e no ego que jamais se afaga com ninharias. Impessoalidade e personalismo é o tom da nova era de estrelas (caídas) que impera nas igrejas de hoje.

Recentemente fui a um destes cafés de pastores, e não encontrei ninguém ali que me lembrasse Jesus Cristo, mas vi vários, malafarisianos, jabesianos, marcosinfelicianos e terranovianos da vida. Seus ternos reluzentes e seus egos ofuscantes buscavam espaço nas primeiras cadeiras. Faziam tudo aquilo que Jesus advertiu seus seguidores que fizessem.

Não sejamos tolos, as pessoas reparam mais no que fazemos do que naquilo que dizemos. A ótica de Gandhi é a mesma ótica com que as pessoas olham pra nós. Nossos valores são altruístas, mas nossas ações são péssimas. A práxis cristã está em baixa. Estamos interessados em coisas que Deus não se interessa.

Na igreja do primeiro século, seus freqüentadores foram chamados de “cristãos”, porque se pareciam com Cristo, e esse nome foi dado pelos de fora. Hoje temos vários nomes: crentes, pentecostais, históricos, arminianos, calvinistas, vasos, varões, varoas, e outras bizarrices, mas é difícil ligar qualquer um destes nomes a Pessoa de Cristo, pois Jesus não era nada disso, ele era “apenas” Servo. Sem glórias, sem assessores, até mesmo sem “templo”. Sua igreja era “informal” para os padrões da época, ele não vinha de linhagem teológica ou nobre.

Portanto o maior inimigo do Evangelho e de Jesus, não é o Diabo como alguns advogam, mas o próprio crente, que mercadeja a Palavra e que usa a religião como trampolim triunfalista. Que adora mamom no lugar de Deus em seus templos, e que acusa com dedo em riste mandando pro inferno todos aqueles que não seguem a cartilha de sua igreja ou “visão”. Como diz o californiano Rob Bell: “Senhor Jesus, livra-me dos teus seguidores!”

A Deus toda a Glória
Bruno dos Santos

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COBERTURA ESPIRITUAL E APOSTOLADO MODERNO