Nos galhos secos de uma árvore qualquer.

O incidente da figueira sem frutos (Mt 21:19) lembra-nos a tragédia do crescimento volumoso, inchado que está acontecendo em nosso tempo. A árvore relatada nesta história perdeu o seu propósito fundamental – produzir frutos. Isso nos alerta para o julgamento que acontecerá para árvores em frutos. E o fruto aqui não está relacionada a incluir pessoas à uma nova igreja, mas fazer com que as pessoas incluídas sejam agentes de transformação e não dependentes de unções, igrejas ou pastores.

A igreja que cresce apenas numericamente mostra o fracasso do serviço. Pois sua responsabilidade não está em crescer. No livro de Atos vemos que “os que iam sendo acrescentados a cada dia” (At 2:47) era um trabalho do próprio Deus. A igreja cumpria a responsabilidade de tornar esses “acrescentados” dignos de participarem do Reino de Deus.

A missão da igreja é aperfeiçoar os santos para a obra do ministério (Ef 4:12). Preparar pessoas para o “fazer” e não apenas para o “ser” cristão. Crescer apenas numericamente é um grave sintoma de deformação e um sinal de imaturidade, pois o crescimento numérico deve estar acompanhado do aperfeiçoamento, ou seja, o crescimento em todas as áreas.
• Crescer na Graça e no Conhecimento de Cristo: 2Pe 3:18
• Crescer na Palavra de Deus: 1Pe 2:2
• Crescer até a maturidade de Cristo (caráter): Ef 4:12
• Crescer em Fé e Amor: 2Ts 1:3

Portanto o evangelho não se encerra na evangelização e sim na perfeição. Evangelizar para crescer numericamente deve envolver o aperfeiçoamento do crente como alvo a ser alcançado, sem isso, tornamo-nos árvores vistosas e grandes, mas condenadas por não darmos os frutos dignos de Nosso Senhor. O final da figueira foi secar e morrer, Por isso devemos sempre lembrar: “A expectativa dos nossos olhos não corresponde a expectativa de Deus”.

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