O conto de fada da Igreja Evangélica Brasileira.

Espelhos fazem parte de quase todos os contos infantis. Um dos espelhos mais famosos dos contos encontra-se no conto da Branca de Neve, onde a malévola madrasta-rainha perguntava ao espelho – “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?” – O espelho sempre lhe dava uma resposta assertiva sobre sua afirmação, até que o dia em que a Branca de Neve se tornara a queridinha do espelho.

A pobre Branca de Neve é uma espécie de concorrente inconsciente, que sem fazer esforço algum de sua parte, se torna uma pessoa muito mais bela que a madrasta, mas não pela sua beleza exterior, e sim por causa de seu belo coração.

Hoje a igreja se encontra na mesma dimensão da madrasta. Procurando ser bela pela sua estética e exterioridade, pela superficialidade de ser o que no âmago não é. A igreja possui um espelho mágico, que é a tolerância de seus próprios algozes que fingem não ver quão feia a igreja está ficando, que a sua beleza está sendo perdida com o passar dos anos, e que a ética está perdendo pra estética, promovendo uma igreja anômala à vontade de Deus.

Esse deus do espelho mágico é o deus que concorda com a burocratização da falsidade, idealizada e criada nos impérios dirigidos pelos egos dos reis e rainhas da igreja, e não por qualquer outro espírito. Estes mesmos egos adoram envenenar qualquer concorrente que se oponha a sua beleza e estética. Mas apesar de tudo, ainda creio no mágico espelho de Deus, que é a sua Palavra. As escrituras me fazem olhar pra dentro de mim mesmo, e ver o quanto preciso mudar. Olho para estas igrejas e vejo o quando elas precisam se encontrar com “esse” espelho. Esse espelho nunca concorda que você é o melhor, e te faz reavaliar teorias e afirmações a respeito de quem você é, e porque você faz o que faz.

O Mágico Espelho de Deus é muito diferente do deus do espelho mágico. Fora as aparências e viva as Escrituras. A Ele toda a Glória.

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