Entre o Sacro-Ofício e o Sacrifício.


A algumas décadas atrás, não havia nada mais honroso do que um filho seu escolher a vida sacerdotal. Via-se futuro, sonhavam com seus legados espirituais e institucionais. Alguém da envergadura de um Dwight L. Moody. Em Chicago, Moody trabalhou para começar uma escola dominical para crianças nas zonas mais pobres da cidade. Logo teve mais de 1000 crianças além de seus pais freqüentando semanalmente. Em 1862, o presidente americano Abraham Lincoln visitou a escola. Sua pregação teve um impacto tão grande como as de George Whitefield e John Wesley dentro da Grã-Bretanha, Escócia e Irlanda. Foi contemporâneo do pregador Charles Haddon Spurgeon, e outros tantos que se levantaram, como Charles Finney e George Miller. Homens de Deus dispostos a transformarem sua geração.

Falar deste tempo dá saudades, ainda que jamais tenhamos conhecido a realidade desta época, paira no coração da maioria dos ministros de hoje, o desejo de achar graça no Sacro-Ofício, de se sentir honrado(a) no ministério como o foram estas pessoas. Ao ler pela primeira vez, muitos anos atrás, o excelente livro de Orlando Boyer, “Heróis da Fé”, víamos que o Sacro-Ofício era algo almejado pelos nobres e ilustres na fé, pelos corajosos que com suas palavras, desejavam inspirados pelo Espírito da Palavra, mudar o mundo.

Mas em nossa época já não se intenciona o Sacro-Ofício, mas o ministério agora é sacrifício. Onde tudo é pesado e anda em passos lentos. Onde a complexidade da vaidade humana dita as regras denominacionais e culturais do “mundo gospel”, seja lá o que isso quer dizer. Tudo é sacrifício! Tudo é difícil e dispendioso, falta-nos o fogo das “primeiras obras”, a paixão e a devoção dos nobres da fé. Falta-nos encarar que o único Sacrifício foi feito pelo Rei dos reis na Cruz, para que já não seja o ministério um sacrifício e sim Sacro-Ofício, que glorifique o nome daquele que nos enviou para pregar as Boas Novas do Cordeiro.

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