Uma fé cheia de conveniência ou convicção?

Pelo quê movemos nossa vida? Em todo tempo podemos nos confundir tendo que fazer escolhas entre estas duas alternativas nos processos das relações em nossa vida. Ou nos movemos por convicções, ou por conveniência. Na maioria das vezes nos movemos por conveniências. Sempre pensamos na categoria custo/benefício. Fazer por conveniência equivale a fazer coisas procurando um interesse, um lucro específico. É possível fazer o bem com intuitos escusos, muitos fazem o bem para serem vistos pelos outros. Jesus acusou os religiosos de sua época de desenvolveram uma religião de conveniências. Ele disse isso advertindo aos discípulos sobre a postura da espiritualidade dos intérpretes da Lei: E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.” (Mt 6:5)
A espiritualidade dos intérpretes era uma espiritualidade de conveniências. Eles buscavam Deus com o intuito de exaltarem sua espiritualidade. Hoje é comum vermos tele-evangelistas supradimensionando seus ministérios e suas “unções”, agindo exatamente com uma espiritualidade de conveniências. Já a espiritualidade da convicção é aquela que é feita em secreto, é aquela que é movida por um princípio inabalável e não circunstancial chamado fé. Creio que essa convicção é o que Paulo tinha em mente quando exaltou a fé dos colossences: “Porque, ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo”. (Cl 2:5).
Uma fé madura e firme é a fé que não pensa na categoria custo/benefício, mas que crê mesmo quando as circunstâncias e a os resultados não correspondem exatamente a nossa expectativa. Sendo assim jamais faça nada por conveniência e sim por convicção.

Nenhum comentário: