A síndrome da figueira seca - O perigo de um fé mentirosa.

Numa manhã ensolarada, Jesus voltava de Betânia para Jerusalém, e encontrou uma figueira frondosa, carregada de folhas verdes e que provavelmente estava carregada de figos, ao ver que a figueira só possuía folhas e nenhum fruto, Jesus amaldiçoou aquela figueira fazendo-a secar, e a história bíblica conta que a figueira secou-se imediatamente, pois ela anunciava aquilo que ela não era.
Vivemos no mundo do cinismo. As pessoas não são quem realmente elas são! Mas ao encontrar o Evangelho, somos convidados a viver aquilo que realmente somos, a confessar nossas limitações, taras e deslizes pessoais. Creio que aquele que conhece o caminho, a verdade e a vida, mas vive uma dimensão de fé e vida completamente diferente daquilo que prega ou anuncia, está amaldiçoado.
Quando falam da falência do Cristianismo fico indignado, pois falido está o homem com suas pseudo-verdades e elucubrações, falidos estão os sistemas que geram pessoas que não são. Jesus veio expressar o ser verdadeiro, nele não havia mentira, não havia engodo, Jesus não se moldava aos sistemas fechados e exclusivos. O evangelho que Jesus pregava a restauração o homem a imagem e semelhança de Deus, mas segundo Deus, e não segundo o que o homem pensa de Deus.
Portanto, a maior mentira é a mentira religiosa, o maior engano é o engano religioso, é aquele que diz ser aquilo que não é em Deus, estes são malditos e amaldiçoados por si mesmos. Por isso o arrependimento é um exercício diário da alma. E a auto-avaliação não tem valor sem obras expressadas fora da própria pessoa, isto é, uma fé que não afeta o ambiente em que a pessoa participa não é fé, é religiosidade, é folha sem fruto, é figueira enganosa. Como diz Tiago, é fé morta.
Apesar das explicações bastante subjetivas sobre fé, a função da fé é bastante objetiva: dar frutos. Fé sem frutos, é religiosidade, é farisaísmo, é tudo o que Jesus abomina. Deus não deseja um céu cheio de pessoas, mas de pessoas com um fé verdadeira, assim como Ele não busca simples adoradores, mas verdadeiros adoradores. Portanto o maior crime diante de Deus não é não ter fé, mas dizer que se tem uma fé que não serve para absolutamente nada, assim como aquela figueira no caminho para Jerusalém.

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