31 de mar de 2010

Revelation-tion, profetation – tion, decretation – tion, enganation – tion. A Espiritualidade passageira no mercado gospel das contradições.

A musica Rebolation-tion, do grupo Parangolé, tem sido o maior sucesso dos últimos tempos, e virou febre no carnaval com um hit pobre e uma mistura de português com inglês (meu sábio amigo Gideon – Betesda, sempre dizia: “Não existe nada tão ruim que não possa ser piorado”), a canção freqüentou o repertório de todas as bandas e cantores badalados da Bahia.
Esse tipo de sucesso, gerado para alavancar modas, dinheiro e baixaria cultural já é artimanha conhecida do mercado midiático, que invade todos os redutos para tornar a moda conhecida, mas da mesma forma que veio, vai! E isso é coisa bem brasileira. Nossa identidade é não ter identidade, é o país multicultural, que apóia a diversidade (termo esse que os gays estão estigmatizando), mas contradições como essas não estão apenas no mercado da mídia carnavalesca, senão nos mais diversos rincões do “mundo gospel”.
Recentemente assustei-me com um pastor (sinceramente não vi nem seu nome, nem ministério), zapeando minha tevê, que num dado momento de sua pregação, ele disse pra platéia: “Acabei de receber uma Revelation fresquinha do alto!” – E pensei: O que isso minha gente? A moda do Parangolé chegou no meio evangélico!
E minha fértil imaginação já imaginou a festa do Revelatio –tion, da profetation – tion, do decretatio – tion, do prosperatio – tion, e de tantas outras modas passageiras que são criadas para enfraquecer a espiritualidade evangélica e arrancar-lhe a identidade cristã.
Essas modas passageiras do mercado gospel das contradições é o maior mal que causamos para a nossa espiritualidade, sei que são modas que vem e vão no nosso meio, mas seu propósito é nos descaracterizar e enfraquecer fundamentos, e saiba, o que aparece na mídia é aquilo que é ruim. Tenho certeza que sermões como o da montanha já não surtiriam efeito em nossa geração, sedenta de novidades e de modas que “peguem”, ainda que o conteúdo seja inapropriado.
Modas a parte, saiba que tudo isso é enganatio-tion. Vigia irmão!

30 de mar de 2010

Entre o Sacro-Ofício e o Sacrifício.


A algumas décadas atrás, não havia nada mais honroso do que um filho seu escolher a vida sacerdotal. Via-se futuro, sonhavam com seus legados espirituais e institucionais. Alguém da envergadura de um Dwight L. Moody. Em Chicago, Moody trabalhou para começar uma escola dominical para crianças nas zonas mais pobres da cidade. Logo teve mais de 1000 crianças além de seus pais freqüentando semanalmente. Em 1862, o presidente americano Abraham Lincoln visitou a escola. Sua pregação teve um impacto tão grande como as de George Whitefield e John Wesley dentro da Grã-Bretanha, Escócia e Irlanda. Foi contemporâneo do pregador Charles Haddon Spurgeon, e outros tantos que se levantaram, como Charles Finney e George Miller. Homens de Deus dispostos a transformarem sua geração.

Falar deste tempo dá saudades, ainda que jamais tenhamos conhecido a realidade desta época, paira no coração da maioria dos ministros de hoje, o desejo de achar graça no Sacro-Ofício, de se sentir honrado(a) no ministério como o foram estas pessoas. Ao ler pela primeira vez, muitos anos atrás, o excelente livro de Orlando Boyer, “Heróis da Fé”, víamos que o Sacro-Ofício era algo almejado pelos nobres e ilustres na fé, pelos corajosos que com suas palavras, desejavam inspirados pelo Espírito da Palavra, mudar o mundo.

Mas em nossa época já não se intenciona o Sacro-Ofício, mas o ministério agora é sacrifício. Onde tudo é pesado e anda em passos lentos. Onde a complexidade da vaidade humana dita as regras denominacionais e culturais do “mundo gospel”, seja lá o que isso quer dizer. Tudo é sacrifício! Tudo é difícil e dispendioso, falta-nos o fogo das “primeiras obras”, a paixão e a devoção dos nobres da fé. Falta-nos encarar que o único Sacrifício foi feito pelo Rei dos reis na Cruz, para que já não seja o ministério um sacrifício e sim Sacro-Ofício, que glorifique o nome daquele que nos enviou para pregar as Boas Novas do Cordeiro.

28 de mar de 2010

Libertação da Pornografia

Uma das formas mais sutis de pecado esta relacionado com a área sexual. A pornografia é um agente moderno e maligno que trabalha para as trevas no mundo. Muitos acreditam que a imoralidade assistida na pornografia não causa dano à nossa vida, mas isso é uma mentira. Ao nos atermos a pornografia, automaticamente nos alimentamos de toda sujeira que ela carrega, e isso influencia tanto nossa vida natural quanto nossa vida espiritual.
A palavra pornografia não é encontrada literalmente na Bíblia, e muitos nesse argumento, dizem que Deus não proíbe ou menciona a pornografia, mas precisamos analisar alguns contextos. O pornógrafo é todo aquele que se alimenta de materiais que produzam nele excitação, através da obscenidade e da falta de pudor.
Na Bíblia esta palavra está caracterizada como IMORALIDADE. O imoral é todo aquele que se deleita com coisas profanas e obscenas. É aquele que carrega o adultério em seu coração (Mt 5:28). Portanto a Bíblia tem muito a falar sobre esse tema. Mas o que pode realmente acarretar a pornografia para a nossa vida? Vejamos alguns textos:

1º O corpo fica mais susceptível para doenças.
Rm 1:24 “Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si.”
2º Impedimento para desenvolver a santidade.
Rm 6: 19 “Falo isso em termos humanos, por causa das suas limitações humanas c. Assim como vocês ofereceram os membros do seu corpo em escravidão à impureza e à maldade que leva à maldade, ofereçam-nos agora em escravidão à justiça que leva à santidade.”
3º Perda da sensibilidade espiritual.
Ef 4:19 “Tendo perdido toda a sensibilidade, eles se entregaram à depravação, cometendo com avidez toda espécie de impureza.”
4º Problemas matrimoniais e crises conjugais.
Hb 13:4 “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros.”
5º Não possuem discernimento espiritual quanto as autoridades.
2Pe 2:10 “especialmente os que seguem os desejos impuros da carne e desprezam a autoridade. Insolentes e arrogantes, tais homens não têm medo de difamar os seres celestiais;”

Estes são alguns atributos que contaminam a vida daqueles que estão envolvidos na prática da imoralidade pornográfica, portanto este não é um pecado simples, mas sutilmente destruidor. Nosso ministério fica comprometido, nossa vida fica comprometida, nossa unção cai em descrédito. Ore, jejue e procure ajuda de outros homens e mulheres que podem compreender esta verdade. Precisamos estar livres nesta área em nossas vidas. Que Deus te abençoe ricamente.

15 de mar de 2010

Você está disponível para Deus, hoje?


A habilidade e o talento valem muito pouco para os líderes que não estão disponíveis, dispostos e prontos a servir. Paulo mencionou este primeiro passo: "Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja" (1Tm 3.1). Paulo certamente conhecia líderes que queriam a função ou o título, mas que estavam pouco preparados para o serviço.

Timóteo era excepcional, como a carta de Paulo aos filipenses pode confirmar. Em seu desejo de mandar alguém para ministrar e aconselhar a igreja, Timóteo sobressaiu-se como a escolha óbvia, pois ele não tinha empecilhos com preocupações irrelevantes. "Porque a ninguém tenho de igual sentimento que, sinceramente, cuide dos vossos interesses; pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus" (Fp 2.20¬21). Além do mais, Paulo exortou Timóteo para escolher homens que continuassem na obra de Deus em Éfeso, e que fossem como soldados que cuidadosamente evitam se envolver nas questões civis.  

A importância da disponibilidade e da disposição de se trabalhar para Deus pode ser mais claramente vista nas exigências que Jesus colocou sobre um homem que ele chamara para segui-lo. "Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos" (Lc 9.59-60). Para outro candidato que se oferecera seguir Jesus depois de despedir-se de sua família, Jesus disse: "Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus" (vv.61¬62). Grandes recompensas estão reservadas para aqueles que deixam casas, famílias e campos para trabalhar para Deus (Mc 10.29-30).

Esse é o tipo de desprendimento que bons líderes necessitam. Líderes com agendas cheias, e insuportavelmente ativistas é o que mais distoa do ideal de Deus para a liderança da Igreja. A marca de um grande líder é a sua disponibilidade para os interesses de Deus e a indisponibilidade para os seus próprios interesses. Caso você ande com pressa, “correndo atrás do prejuízo”, saiba, você está no sentido contrário de Deus para a sua vida. Aliás, você está disponível para Deus, hoje?

8 de mar de 2010

Eu creio em Deus, mas no homem, só Deus crê!

A maioria das pessoas com quem converso, possuem alguma desilusão nos relacionamentos dentro dos arraiais da igreja evangélica, seja por calote, por falta de cuidado, por falta de sinceridade, e por uma série de outras coisas que nem vale a pena comentar.
O fato é que estamos vivendo os últimos e derradeiros dias, e estes dias foram profetizados pelo Senhor, como os dias em que; “o amor de muitos esfriaria!”(Mt 24:12). Isto é, o homem já não vale tanto quanto o Senhor desejou que valêssemos. Nossas atitudes, palavras, frivolidades, são a expressão da não-valorização do homem pelo próprio homem. Tempo de gente fria, insensível, acomodada com o descaso e com a falta de Deus no mundo.
Quem já não se chateou com as pessoas da igreja? Que atire a primeira pedra!
É difícil acreditar em pessoas, é difícil confiar em pessoas, somente alguém com amor de Deus pode fazer isso. Somente Deus foi capaz de nos amar e morrer por nós. Esse amor é constrangedor, é o amor que ama sem ser amado, na mesma medida. É o amor que ama, mesmo quando é ignorado. Esse é o amor de Deus, por isso Deus é amor.
Quanto a nós, difícil é expressar esse mesmo amor, não somos capazes desta proeza, precisamos ser cheios do Espírito para amar assim.
Peço a Deus que nos dê discernimento, pois é difícil amar e depois ter o coração ferido. Uma coisa eu sei, amo esse Deus que me ama e é muito fácil confiar nele, mas amar as pessoas é outra história. Por isso é fácil crer em Deus, mas no homem, só Deus consegue acreditar.

2 de mar de 2010

Não venda seu chamado pastoral

Existe uma demanda importante nos púlpitos das igrejas evangélicas. Deus procura líderes com caráter! Não apenas adoradores, mas verdadeiros adoradores, que O adorem em Espírito e Verdade. Líderes dispostos a investirem suas vidas e projetos pessoais na vontade do Pai e a seguirem os passos de Jesus. Homens e mulheres dispostos a pastorearem o rebanho de Deus. Paulo adverte os presbíteros de Éfeso dizendo: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos a, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue.” (At 20:28)

Cuidar do rebanho é uma prática ministerial inegociável diante de Deus. O VERDADEIRO PASTOR CUIDA DE SEU REBANHO. Não existem agendas, nem compromissos mais importantes que cuidar do rebanho ao qual Deus nos constitui bispos. Mesmo sabendo que nem todas as ovelhas vão responder com a mesma medida, ainda assim nosso compromisso está firmado com o Pai. Devemos cuidar do rebanho e isso é uma marca na verdadeira liderança. Nenhum ministério por maior que seja, pode abrir mão de relacionar-se com pessoas.

De acordo com o profeta Ezequiel, existem pelo menos cinco tipos de ovelhas que precisam dos cuidados pastorais hoje na igreja do senhor Jesus: “Vocês não fortaleceram a fraca nem curaram a doente nem enfaixaram a ferida. Vocês não trouxeram de volta as desviadas nem procuraram as perdidas. Vocês têm dominado sobre elas com dureza e brutalidade.” (Ez 34:4)

• Fortalecer a fraca – Ensino
• Curar a doente – Libertação
• Enfaixar a ferida – Aconselhamento
• Trazer de volta a desviada – Restauração
• Procurar a perdida – Evangelização

O trabalho pastoral está dividido em cinco áreas específicas: Ensino, Libertação, Aconselhamento, Restauração e Evangelização. Um verdadeiro pastor está disposto a envolver seu tempo e esforços no aprimoramento destas áreas em sua igreja. Assim seremos encontrados fiéis no desenvolvimento de nosso ministério.

Existe um sem número de pessoas aflitas nas igrejas, que se sentem atacadas, roubadas, amedrontadas, confusas, fracas e abandonadas. Que em si mesmas não possuem condições de levantar-se, de novamente erguerem-se. Jesus as enxergava com os olhos de Sumo Pastor, e chorava por elas, pois sabia que eram ovelhas sem pastor: “Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.” (Mt 9:36)

Sei que estamos vivendo um tempo difícil, tanto para pastores, como para ovelhas, mas nós pastores precisamos entender uma coisa, daremos conta de nossas ovelhas, daremos conta de cada vida que está submissa e faz parte do rebanho que Deus nos confiou. Não podemos ser pastores que matam, mas que promovem a vida. Seu chamado e sua igreja não estão à venda. Deus continua o mesmo, ontem, hoje e sempre!

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