Revelation-tion, profetation – tion, decretation – tion, enganation – tion. A Espiritualidade passageira no mercado gospel das contradições.

A musica Rebolation-tion, do grupo Parangolé, tem sido o maior sucesso dos últimos tempos, e virou febre no carnaval com um hit pobre e uma mistura de português com inglês (meu sábio amigo Gideon – Betesda, sempre dizia: “Não existe nada tão ruim que não possa ser piorado”), a canção freqüentou o repertório de todas as bandas e cantores badalados da Bahia.
Esse tipo de sucesso, gerado para alavancar modas, dinheiro e baixaria cultural já é artimanha conhecida do mercado midiático, que invade todos os redutos para tornar a moda conhecida, mas da mesma forma que veio, vai! E isso é coisa bem brasileira. Nossa identidade é não ter identidade, é o país multicultural, que apóia a diversidade (termo esse que os gays estão estigmatizando), mas contradições como essas não estão apenas no mercado da mídia carnavalesca, senão nos mais diversos rincões do “mundo gospel”.
Recentemente assustei-me com um pastor (sinceramente não vi nem seu nome, nem ministério), zapeando minha tevê, que num dado momento de sua pregação, ele disse pra platéia: “Acabei de receber uma Revelation fresquinha do alto!” – E pensei: O que isso minha gente? A moda do Parangolé chegou no meio evangélico!
E minha fértil imaginação já imaginou a festa do Revelatio –tion, da profetation – tion, do decretatio – tion, do prosperatio – tion, e de tantas outras modas passageiras que são criadas para enfraquecer a espiritualidade evangélica e arrancar-lhe a identidade cristã.
Essas modas passageiras do mercado gospel das contradições é o maior mal que causamos para a nossa espiritualidade, sei que são modas que vem e vão no nosso meio, mas seu propósito é nos descaracterizar e enfraquecer fundamentos, e saiba, o que aparece na mídia é aquilo que é ruim. Tenho certeza que sermões como o da montanha já não surtiriam efeito em nossa geração, sedenta de novidades e de modas que “peguem”, ainda que o conteúdo seja inapropriado.
Modas a parte, saiba que tudo isso é enganatio-tion. Vigia irmão!

Entre o Sacro-Ofício e o Sacrifício.


A algumas décadas atrás, não havia nada mais honroso do que um filho seu escolher a vida sacerdotal. Via-se futuro, sonhavam com seus legados espirituais e institucionais. Alguém da envergadura de um Dwight L. Moody. Em Chicago, Moody trabalhou para começar uma escola dominical para crianças nas zonas mais pobres da cidade. Logo teve mais de 1000 crianças além de seus pais freqüentando semanalmente. Em 1862, o presidente americano Abraham Lincoln visitou a escola. Sua pregação teve um impacto tão grande como as de George Whitefield e John Wesley dentro da Grã-Bretanha, Escócia e Irlanda. Foi contemporâneo do pregador Charles Haddon Spurgeon, e outros tantos que se levantaram, como Charles Finney e George Miller. Homens de Deus dispostos a transformarem sua geração.

Falar deste tempo dá saudades, ainda que jamais tenhamos conhecido a realidade desta época, paira no coração da maioria dos ministros de hoje, o desejo de achar graça no Sacro-Ofício, de se sentir honrado(a) no ministério como o foram estas pessoas. Ao ler pela primeira vez, muitos anos atrás, o excelente livro de Orlando Boyer, “Heróis da Fé”, víamos que o Sacro-Ofício era algo almejado pelos nobres e ilustres na fé, pelos corajosos que com suas palavras, desejavam inspirados pelo Espírito da Palavra, mudar o mundo.

Mas em nossa época já não se intenciona o Sacro-Ofício, mas o ministério agora é sacrifício. Onde tudo é pesado e anda em passos lentos. Onde a complexidade da vaidade humana dita as regras denominacionais e culturais do “mundo gospel”, seja lá o que isso quer dizer. Tudo é sacrifício! Tudo é difícil e dispendioso, falta-nos o fogo das “primeiras obras”, a paixão e a devoção dos nobres da fé. Falta-nos encarar que o único Sacrifício foi feito pelo Rei dos reis na Cruz, para que já não seja o ministério um sacrifício e sim Sacro-Ofício, que glorifique o nome daquele que nos enviou para pregar as Boas Novas do Cordeiro.

Libertação da Pornografia

Uma das formas mais sutis de pecado esta relacionado com a área sexual. A pornografia é um agente moderno e maligno que trabalha para as trevas no mundo. Muitos acreditam que a imoralidade assistida na pornografia não causa dano à nossa vida, mas isso é uma mentira. Ao nos atermos a pornografia, automaticamente nos alimentamos de toda sujeira que ela carrega, e isso influencia tanto nossa vida natural quanto nossa vida espiritual.
A palavra pornografia não é encontrada literalmente na Bíblia, e muitos nesse argumento, dizem que Deus não proíbe ou menciona a pornografia, mas precisamos analisar alguns contextos. O pornógrafo é todo aquele que se alimenta de materiais que produzam nele excitação, através da obscenidade e da falta de pudor.
Na Bíblia esta palavra está caracterizada como IMORALIDADE. O imoral é todo aquele que se deleita com coisas profanas e obscenas. É aquele que carrega o adultério em seu coração (Mt 5:28). Portanto a Bíblia tem muito a falar sobre esse tema. Mas o que pode realmente acarretar a pornografia para a nossa vida? Vejamos alguns textos:

1º O corpo fica mais susceptível para doenças.
Rm 1:24 “Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si.”
2º Impedimento para desenvolver a santidade.
Rm 6: 19 “Falo isso em termos humanos, por causa das suas limitações humanas c. Assim como vocês ofereceram os membros do seu corpo em escravidão à impureza e à maldade que leva à maldade, ofereçam-nos agora em escravidão à justiça que leva à santidade.”
3º Perda da sensibilidade espiritual.
Ef 4:19 “Tendo perdido toda a sensibilidade, eles se entregaram à depravação, cometendo com avidez toda espécie de impureza.”
4º Problemas matrimoniais e crises conjugais.
Hb 13:4 “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros.”
5º Não possuem discernimento espiritual quanto as autoridades.
2Pe 2:10 “especialmente os que seguem os desejos impuros da carne e desprezam a autoridade. Insolentes e arrogantes, tais homens não têm medo de difamar os seres celestiais;”

Estes são alguns atributos que contaminam a vida daqueles que estão envolvidos na prática da imoralidade pornográfica, portanto este não é um pecado simples, mas sutilmente destruidor. Nosso ministério fica comprometido, nossa vida fica comprometida, nossa unção cai em descrédito. Ore, jejue e procure ajuda de outros homens e mulheres que podem compreender esta verdade. Precisamos estar livres nesta área em nossas vidas. Que Deus te abençoe ricamente.