Deus é barrado na Copa da África do Sul

Querendo a FIFA ou não, em um jogo de futebol da Copa do Mundo, um jogador evangélico, tocará a bola para um jogador espírita, que cabeceará para um atacante católico e que procurará marcar o gol na rede de um goleiro kardecista. Não dá pra negar, religião e futebol não se discute. Acho que a FIFA está preocupada com coisas que estão fora de sua alçada. Jogo é jogo e em uma disputa pela vitória qualquer ajuda divina é válida.
Todos sabem que nesta copa a FIFA proibiu as manifestações religiosas após os gols dos jogadores como mensagens nas camisetas, pulseiras, símbolos e afins que lembrem a tendência religiosa do jogador.
A FIFA “crê” que os gols devem ser celebrações humanas e devem ser oferecidos à pessoas e não à Deus ou divindades. Que ordem será que os jogadores evangélicos (que sempre são os mais perseguidos) seguirão? Negarão à Deus ou aos homens? Vencerá a onipotência de Deus ou a do Futebol?
Enfim, acho essa proposta da FIFA uma imbecilidade sem tamanho, uma vez que ela sai do seu âmbito de ação para entrar no campo da fé pessoal de cada jogador. A FIFA não pode e nem deve arbitrar sobre tais assuntos, sua dimensão é esportiva e não cabe a ela discutir o que é lícito ou não em cada comemoração.
Celebrar é uma característica humana, de alegria e felicidade, é saudável celebrarmos vitórias. Não importa a quem oferecemos. Não estou aqui defendendo nenhuma religião, mas a liberdade de celebrar da forma que o jogador bem entender, uma vez que o alvo da competição é o gol, e a quem o faz é dado o direito de celebrar como bem entender.
Essa norma proibitiva é uma demonstração de que nenhuma ajuda divina será bem vinda na Copa do Mundo da Africa do Sul de acordo com a FIFA, resto-nos portanto acreditar somente em Dunga e em seus galácticos, porém limitados jogadores. Enfim, que eles joguem lá, enquanto oramos aqui!