A Arca e a Igreja

No tempo da de Noé só existia um lugar seguro. A arca foi desenvolvida para ser um lugar seguro diante da catástrofe que estava por vir sobre a terra. O dilúvio mataria toda a carne, e todo ser vivente sobre a terra. A característica mais marcante era a segurança. Hoje no mundo, podemos assemelhar a arca com a igreja do Senhor. A igreja ainda é o lugar mais seguro para se estar neste mundo. A segurança é a primeira semelhança entre Arca e a Igreja.
A segunda semelhança era que a Arca não era o melhor lugar para se estar. Imagine o odor daquele ambiente, com todos aqueles animais, o incômodo de conviver com papagaios, maritacas, elefantes fazendo suas necessidades... A arca não era o melhor lugar para se estar, assim como acontece com a igreja. Nem sempre a igreja é o lugar onde você quer estar. Sei que muitas pessoas vivem momentos em que o último lugar onde você quer estar é na igreja, principalmente naqueles momentos em que nosso carácter ou vontade são confrontados. Esta é também uma semelhança marcante. Assim como arca, nem sempre a igreja é o melhor lugar para se estar. Apesar dos incômodos ou odores, ou ainda  as pessoas que você precisa aprender a conviver, a igreja apesar de não ser em determinados momentos o melhor lugar para se estar, ainda é o lugar onde você é tratado e melhorado, feito a imagem e semelhança de Deus. É através da igreja que você alcança o alvo de Deus para a sua vida.
Outra característica é a perfeição com qual a Arca foi desenvolvida. De acordo com Gênesis 6, cada parte da arca foi determinada por Deus. Na arca cada coisa tem o seu lugar. Na arca haviam regras, haviam normas a serem obedecidas. Quem ditava as regras da Arca era o seu engenheiro, Deus. Nenhum animal podia fazer o que queria. A girafa apesar de grande deveria abaixar sua cabeça (talvez uma metáfora para a prepotência humana?) para entrar na arca, assim como o leão não podia ser um predador ou caçador naquele ambiente, ele tinha seu lugar, mas ali dentro ele não era mais o rei dos animais, ele estava na mesma condição que todos os outros. A Arca tinha a função de preservar as espécies. A igreja foi desenvolvida com a mesma perfeição, na igreja apenas o dono da igreja dita as regras e apenas suas regras devem ser obedecidas. Noé, um tipo de pastor, deveria preservar a ordem e a organização do dia a dia da Arca no convívio com as diferenças de cada animal que estava na arca.
Podemos também encontrar semelhanças entre alguns animais e personalidades que encontramos na igreja de Cristo. Precisamos reconhecer que os animais não tinham a obrigação de mudarem seus hábitos, mas a Arca precisava preservar as espécies, portanto haviam regras ali. Essas regras valem pra nós hoje, como princípios de mudança: 2Co 5:17
Não somos animais, somos pessoas, não vivemos pelo instinto, nossa natureza pode ser transformada pela Palavra de Deus. O leão, a girafa, a hiena, o papagaio, não tinham a obrigação e nem a condição de mudar, pois são animais, e vivem pelo instinto animal. Eles obedeciam a regras e limitações que o próprio ambiente exigia, mas ao sair da arca mantinham seus instintos. Isso é uma característica dos animais irracionais, eles vivem pelo instinto, já os seres racionais vivem pela sua capacidade de discernir o bem e o mal, o melhor e o pior para nossas vidas.
Muitas pessoas obedecem algumas regras dentro do ambiente da Igreja, mas fora do ambiente da Igreja tornam-se novamente como pessoas instintivas ou almáticas, vivem pelos princípios de sua carnalidade e sua animalidade. A igreja quer e precisa transformar nossa vida, foi por isso que Jesus deixou este organismo na terra. O propósito original da igreja é produzir a sua e a minha transformação. Sermos aperfeiçoados até sermos levados por esta Arca espiritual à um novo mundo, uma nova vida, à um novo modo de existir. *
* Inspirado na ministração de Willy Garcia no mês de Junho em nossa Igreja.

"Oração, o oxigênio de nossa alma" - George Miller

Gostaria de convidar você nesta empreitada espiritual pela sua vida e a vida de sua igreja. Postei aqui 31 motivos pelos quais orar e 31 referências bíblicas que devemos sempre ler na Palavra de Deus e que nos motivem a viver um Evangelho pleno. Escolha a data que você quer começar e siga esta lista. Que Deus te abençoe ricamente!
Orar pela sua igreja: Atos 18:1-11
Orar pela sua liderança espiritual: Filipenses 3:9-14
Orar pela unidade ministerial: Filipenses 2:1-8
Orar pela Pregação da Palavra: 2Timóteo 3:14-17
Orar pelo seu testemunho cristão: 1Tessalonicenses 1:1-10
Orar pela sua frutificação ministerial: João 15:1-8
Orar para alcançar motivações certas: Mateus 22: 34-40
Orar por um padrão de boas obras: Tito 2:1-10
Orar agradecendo a provisão divina: João 21:3-14
Orar por uma capacitação ministerial: 2Coríntios 3:1-6
Orar pela evangelização: João 4: 1-30
Orar buscando dons espirituais: 1Coríntios 12: 1-11
Orar pelos seus talentos pessoais: Romanos 12:3-8
Orar pela esposa: 1Coríntios 7:2-6
Orar pelo marido: Efésios 5:23-28
Orar pelos filhos: 1Pedro 1:14-16
Orar pelo casamento: Hebreus 13:4
Orar pelos pais: Hebreus 12:9
Orar pelos missionários: Atos 14:21-26
Orar pelo por uma vida de adoração ao Senhor: Colossences 2:6-15
Orar pela família pastoral: Lucas 2:8-20
Orar pelo ministérios da igreja: 1Timóteo 3:1-12
Orar pelas crianças deste país: Romanos 16:12
Orar pelo desenvolvimento de ações sociais: 3João1:8
Orar pelos jovens 1Pedro 5:5
Orar buscando ações que apoiam boas iniciativas 2Coríntios 4:15
Orar pelo bairro e vizinhos: Lucas 1:57-65
Orar pelos desabrigados e moradores de rua: 2Coríntios 9:9
Orar pelos enfermos e doentes: Mateus 10:1-8
Orar pelos desempregados e necessitados: Filipenses 4:15-16
Orar por mais santidade ministerial: 2Timóteo 2:15-26

“A sua religião é aquilo que você faz quando o sermão acabou”

Palestra Incrível Deus - IPG Mogi das Cruzes

Gostaria de agradecer a toda Igreja Presbiteriana da Graça pelos grandes encontros aos domingos pela manhã em Mogi das Cruzes, onde estamos glorificando as maravilhas de um Deus criativo. Abraço aos amigos e irmãos queridos.


Pr. Alexandre orando por mim antes da palestra sobre discos voadores e a Bíblia, um dos temas.

Mais de 400 pessoas em média presentes em cada uma das quatro palestras. Valeu irmãos!

A "nova unção" do patriarca Terra Nova

Recentemente foram postados várias notícias sobre a “unção de patriarca”, concedida ao Apóstolo Rene Terra Nova pelo seu ministério em Manaus. Também faço parte de um ministério apostólico, e creio que tenho uma responsabilidade com a minha igreja, assim como com o movimento apostólico, de expressar minha opinião quanto ao ocorrido. Não concordo com esta unção, não acredito nela, e vejo que ela trará mais confusão sobre o mover apostólico em todo o Brasil. Uma vez que esta se resgatando conceitos e valores que hoje já não dizem nada para o cristianismo e para Cristo. 
A algum tempo atrás um amigo me falou sobre o conceito do patriarcado que estava se levantando na América Central, inclusive observando o princípio do casamento poligâmico, principalmente em igrejas de cunho messiânico ou de práticas judaizantes.
Diante disso, sei que muitos se valerão do chavão evangélico: “Não toque no ungido de Deus”. A frase “Não toqueis nos meus ungidos” (Sl 105.15) tem sido usada e abusada fora de seu contexto para os mais variados fins. Maus obreiros e falsos profetas se valem dela para ameaçar seus críticos; e até líderes evangélicos mal-orientados usam-na para defender certos “ungidos”. Outros ainda a empregam para reforçar a idéia de que não cabe aos servos de Deus julgar ou criticar heresias e práticas antibíblicas. Será?
Quando examinamos o contexto da frase acima, vemos que ela está longe de ser uma regra geral. Quando Paulo andou na terra, havia muitos “ungidos” ou que aparentavam ter a unção de Deus (2 Co 11.1-15; Tt 1.1-16). E Paulo jamais se impressionou com a aparência deles (Cl 2.18,23). Por isso, afirmou: “E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram” (Gl 2.6).
Aparência, popularidade, eloquência, títulos, status, anos de ministério… Nada disso denota que alguém esteja sob a unção de Deus e que está imune à contestação a luz da Palavra de Deus. 
Muitos enganadores, ao serem questionados quanto às suas pregações e práticas antibíblicas, têm citado a frase em análise, além do episódio em que Davi não quis tocar no “desviado” rei Saul, que fora ungido pelo Senhor (1 Sm 24.1-6). Mas a atitude de Davi não denota que ele tenha aprovado as más obras daquele monarca.
Se alguém, à semelhança de Saul, foi um dia ungido por Deus, não cabe a nós matá-lo espiritualmente ou condená-lo ao Inferno. Entretanto, isso não significa que devamos silenciar ou concordar com todos os seus desvios do evangelho (Fp 1.16; Tt 1.10,11). 
O próprio Jônatas reconheceu que seu pai turbara a terra; e, por essa razão, descumpriu, acertadamente, as suas ordens (1 Sm 14.24-29). O texto de Salmos 105.15 em nenhum sentido proíbe o juízo de valor, até porque o sentido de “toqueis” e “maltrateis” é exclusivamente quanto ao dano físico.
Infelizmente, muitos líderes, pregadores, cantores e crentes em geral, considerando-se ungidos ou profetas, escondem-se atrás do bordão em análise e cometem todo tipo de heresia, egocentrismo ou mesmo pecado. Devem recorrer a outro texto de máxima importância que diz: “Não ultrapasseis o que está escrito” (1 Co 4.6). Caso queiram aplicar a si mesmos a primeira frase, que cumpram antes a segunda. Patriarcado está longe de ser uma unção, mas apenas uma invenção como forma de promover um “nível” mais elevado de domínio. é necessário que a Igreja Evangélica deixe para trás as coisas de meninos, e se preocupem com as coisas de Deus. A Ele toda a Glória.