Um Deus de Processo e o "deus da Performance".

Hoje em dia, “performance” é tudo. Tudo é medido pela nossa capacidade de produção. Nosso desempenho em diferentes áreas define diante do mundo se somos merecedores de sucesso ou não? Tudo está ficando comprometido pela tirania da performance. Afinal, uma alta performance equivale ao êxito na vida, isto é, de acordo com essa tendência de valores, você pode conquistar quase tudo com uma boa performance. As relações econômicas, sociais, políticas, culturais, para serem aceitas devem responder as demandas do sistema ou são simplesmente abandonadas, a máxima é; se você não é capaz, você não serve!

Infelizmente essa “tendência” tem tomado conta da espiritualidade evangélica nos últimos anos. As pessoas procuram um deus que responda, e não um Deus que as entenda! As pessoas procuram um deus que faz, e não um Deus que é! As pessoas procuram um deus que desenvolva para ela, e não um Deus que se envolva com ela! As pessoas procuram um deus pragmático, utilitário e impessoal, um deus pet. Deus que usa quesitos como tempo, relacionamentos, história e emoções está completamente fora da realidade da demanda do mercado. Um Deus de processos não está na pauta das orações, apenas um deus de urgências, um deus de performance.