A UNÇÃO DE OXUM NAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS

O início da campanha eleitoral nos mostra as estratégias de alcance de votos e de mercados consumidores das ideologias dominantes. Neste caso, o PT como detentor da máquina administrativa oculta fatos e manipula estatísticas para se perpetuar no poder. Nisto não há nada de novo, sabemos que essa prática política é velha, mas o difícil de engolir, é ver estruturas representativas da igreja evangélica assumirem publicamente a venda de suas almas ao diabo.
A marionete petista Dilma Roussef visitou e conheceu a gana dos chacais assembleianos, e articulou com os tais, apoio à sua candidatura citando inclusiva Jesus Cristo em suas palavras. Dizendo que ela é a grande oportunidade para que todos tenham “vida e vida em abundância”. A cúpula da Assembléia de Deus deixou público o apoio a candidata, que logo em seguido foi ao nordeste do país receber das mãos de um pai de santo chamado Ivan dos Santos, um banho de cheiro com folhas de aroeira para agradar seu santo de cabeça, Oxum. Seguia sua agenda numa missa na basílica mundial do sincretismo religioso de Nosso Senhor do Bonfim ciceroneada pela primeira dama do estado da Bahia, Fátima Mendonça. Uma bagunça total entre fé e política.
Não que eu considere que fé e política não devam caminhar em sintonia, mas unir o céu e o inferno é uma pretensão que nem Deus tentou. Isso só nos mostra o quanto  o sistema evangélico está comprometido em sua fé, e as massas dessas denominações anestesiadas pela manipulação da Palavra de Deus. A ilusão do conformismo diante de um messias petista é um cenário que se repete. Não se esqueçam Paz e Prosperidade será a campanha do Anticristo. Quem viver verá!

Uma fé cheia de conveniência ou convicção?

Pelo quê movemos nossa vida? Em todo tempo podemos nos confundir tendo que fazer escolhas entre estas duas alternativas nos processos das relações em nossa vida. Ou nos movemos por convicções, ou por conveniência. Na maioria das vezes nos movemos por conveniências. Sempre pensamos na categoria custo/benefício. Fazer por conveniência equivale a fazer coisas procurando um interesse, um lucro específico. É possível fazer o bem com intuitos escusos, muitos fazem o bem para serem vistos pelos outros. Jesus acusou os religiosos de sua época de desenvolveram uma religião de conveniências. Ele disse isso advertindo aos discípulos sobre a postura da espiritualidade dos intérpretes da Lei: E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.” (Mt 6:5)
A espiritualidade dos intérpretes era uma espiritualidade de conveniências. Eles buscavam Deus com o intuito de exaltarem sua espiritualidade. Hoje é comum vermos tele-evangelistas supradimensionando seus ministérios e suas “unções”, agindo exatamente com uma espiritualidade de conveniências. Já a espiritualidade da convicção é aquela que é feita em secreto, é aquela que é movida por um princípio inabalável e não circunstancial chamado fé. Creio que essa convicção é o que Paulo tinha em mente quando exaltou a fé dos colossences: “Porque, ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo”. (Cl 2:5).
Uma fé madura e firme é a fé que não pensa na categoria custo/benefício, mas que crê mesmo quando as circunstâncias e a os resultados não correspondem exatamente a nossa expectativa. Sendo assim jamais faça nada por conveniência e sim por convicção.