Caio Fábio, O "Ronaldo" da Igreja Brasileira.

Nem o Caio precisa da Igreja, e nem a Igreja precisa do Caio Fábio, eu explico; Certamente na década de 80 e 90 não tivemos nenhuma personalidade mais influente entre os evangélicos brasileiros do que o Rev. Caio Fábio. Sua contribuição neste tempo é inegável e indelével, mas hoje mudaram-se os tempos, as razões, os discursos e a vontade, principalmente a geração e o propósito. Quando me converti ao Cristianismo, os livros de Caio já estavam nas prateleiras das promoções de R$ 1,99. Desculpe a franqueza, mas Caio já não estava mais nos píncaros dos templos brasileiros.
Seus últimos vídeos na internet soaram no mínimo demagogos. Afinal Caio vive do passado e não do presente. Eu explico novamente. Vê-se claramente o desejo do Pr. Caio de construir uma terceira via entre a igreja histórica e a igreja contemporânea. Historicamente reconhecemos que a igreja errou e continua errando em muita coisa, e também acredito que Jesus rompeu com a instituição religiosa corrompida e com os lobos nas vestes de cordeiro de sua época, mas olhando os escritos e posturas do Pr. Caio, a impressão que temos é que o caminho da Graça do Caio, quer ser o único CAMINHO DA GRAÇA de JESUS. Aquilo que Caio chama de revolução nada mais é do que a aceitação por todos nós, desta terceira vida criada por ele e para ele, e que depois de 5 anos não faz outra coisa a não ser reclamar das outras igrejas, generalizando todo mundo.
De acordo com Caio, nenhuma igreja que está ai presta mais, nem os novos, ou velhos evangélicos, segundo suas últimas afirmações, são capazes de estarem comprometidos com o “verdadeiro Evangelho”, então quem pode estar? Será que Jesus seria tão “irresponsável” com a história da Igreja e com a Igreja da História?
Creio ser um absurdo e até beira presunção chamar aquilo que os reformadores fizeram de “remendo de pano novo em veste velha” pois isso seria uma visão minimalista do espaço tempo que cercava Lutero, Zwinglio, Calvino e tantos outros. Não quero ser fundamentalista, mas essa postura do Caio, de dizer que já viu tudo, conhece todo mundo, já falou com meio mundo, nos dá a impressão de que ele está mais pra fim do que pra começo, e por isso vejo a sua denominação auto-classificada não confessional como um escape existencial para ser o que ele nega ser, querendo ser toda hora na internet. Caio Fábio contribuiu para estarmos onde estamos, se bem ou mal, Deus sabe, e só o tempo dirá o que acontecerá ao Cristianismo da nossa geração, afinal histórias não se apagam, se contam aos outros. Numa breve comparação, Caio Fábio está pra minha geração o que o Ronaldo está para o futebol. Marcado por um passado fenomenal e alçado a super-astro, hoje o seu jogo já não encanta mais. Tenho verdadeira admiração pelo legado de Caio Fábio, mas acho que seu discurso mais fere do que ajuda. Deixe-nos viver nossas mazelas e pensar com nossas mentes tacanhas e obtusas. Fomos chamados para sofrer nosso cristianismo, do nosso jeito, com nossas intenções e defeitos. Do mais, somente a ELE TODA A GLÓRIA!

Ps. Não é uma crítica ao Rev. Caio Fábio, até porque muito do que ele diz e escreve corresponde ao Evangelho, isso é apenas uma opinião particular de tudo que vejo por ai na internet.

SE DEUS É PAI, MUITO PASTOR VIROU BABÁ DE CRENTE!

Muitos crentes hoje em dia, parecem imunes a realidade do mundo, os fatos do dia a dia não mexem com seus brios, mentes abstraídas do espaço tempo que os cerca. Fome, injustiça, desigualdade social, miséria, e outras coisas tão comuns aos reles mortais, não tocam certos crentes em nossos dias que parecem viver em uma “espíritosfera” destituída de mundo real.

Brigar com um irmão é um sintoma antigo na humanidade. O fato mais importante entre os primeiros irmãos foi uma simulação que gerou um homicídio, afinal o ódio não tem preconceito, ele odeia todos igualmente. E essa máxima reside em muitas relações dentro dos rincões evangélicos. Muitos crentes sofrem de infantilidade, isto é, aquele que pratica atos ou ações de crianças, impensadas e irresponsáveis. Não possuem maturidade para lidar com assuntos mais densos e profundos.

Isso só torna eles mais relacionados com o mundo dos sonhos, do que com o mundo das pessoas. Deus não nos fez anjos, mas homens de carne e osso, que pensam, julgam, temem, possuem dúvidas e até rejeitam o amor de Deus. Gente é gente, e está repleta de defeitos que precisam ser tratados e cuidados, mas ninguém quer isso. Hoje o maior problema dentro das igrejas, está no fato de crentes confessarem seus pecados e admitirem seus traumas. As pessoas querem alguém que limpe suas fraldas e que as tratem como se não soubessem o que fazem! Quando dizemos a verdade ficam de bico e fazem birra ameaçando sair do chiqueirinho", me poupe! Eles não querem pastores, querem babás.