27 de ago de 2010

Caio Fábio, O "Ronaldo" da Igreja Brasileira.

Nem o Caio precisa da Igreja, e nem a Igreja precisa do Caio Fábio, eu explico; Certamente na década de 80 e 90 não tivemos nenhuma personalidade mais influente entre os evangélicos brasileiros do que o Rev. Caio Fábio. Sua contribuição neste tempo é inegável e indelével, mas hoje mudaram-se os tempos, as razões, os discursos e a vontade, principalmente a geração e o propósito. Quando me converti ao Cristianismo, os livros de Caio já estavam nas prateleiras das promoções de R$ 1,99. Desculpe a franqueza, mas Caio já não estava mais nos píncaros dos templos brasileiros.
Seus últimos vídeos na internet soaram no mínimo demagogos. Afinal Caio vive do passado e não do presente. Eu explico novamente. Vê-se claramente o desejo do Pr. Caio de construir uma terceira via entre a igreja histórica e a igreja contemporânea. Historicamente reconhecemos que a igreja errou e continua errando em muita coisa, e também acredito que Jesus rompeu com a instituição religiosa corrompida e com os lobos nas vestes de cordeiro de sua época, mas olhando os escritos e posturas do Pr. Caio, a impressão que temos é que o caminho da Graça do Caio, quer ser o único CAMINHO DA GRAÇA de JESUS. Aquilo que Caio chama de revolução nada mais é do que a aceitação por todos nós, desta terceira vida criada por ele e para ele, e que depois de 5 anos não faz outra coisa a não ser reclamar das outras igrejas, generalizando todo mundo.
De acordo com Caio, nenhuma igreja que está ai presta mais, nem os novos, ou velhos evangélicos, segundo suas últimas afirmações, são capazes de estarem comprometidos com o “verdadeiro Evangelho”, então quem pode estar? Será que Jesus seria tão “irresponsável” com a história da Igreja e com a Igreja da História?
Creio ser um absurdo e até beira presunção chamar aquilo que os reformadores fizeram de “remendo de pano novo em veste velha” pois isso seria uma visão minimalista do espaço tempo que cercava Lutero, Zwinglio, Calvino e tantos outros. Não quero ser fundamentalista, mas essa postura do Caio, de dizer que já viu tudo, conhece todo mundo, já falou com meio mundo, nos dá a impressão de que ele está mais pra fim do que pra começo, e por isso vejo a sua denominação auto-classificada não confessional como um escape existencial para ser o que ele nega ser, querendo ser toda hora na internet. Caio Fábio contribuiu para estarmos onde estamos, se bem ou mal, Deus sabe, e só o tempo dirá o que acontecerá ao Cristianismo da nossa geração, afinal histórias não se apagam, se contam aos outros. Numa breve comparação, Caio Fábio está pra minha geração o que o Ronaldo está para o futebol. Marcado por um passado fenomenal e alçado a super-astro, hoje o seu jogo já não encanta mais. Tenho verdadeira admiração pelo legado de Caio Fábio, mas acho que seu discurso mais fere do que ajuda. Deixe-nos viver nossas mazelas e pensar com nossas mentes tacanhas e obtusas. Fomos chamados para sofrer nosso cristianismo, do nosso jeito, com nossas intenções e defeitos. Do mais, somente a ELE TODA A GLÓRIA!

Ps. Não é uma crítica ao Rev. Caio Fábio, até porque muito do que ele diz e escreve corresponde ao Evangelho, isso é apenas uma opinião particular de tudo que vejo por ai na internet.

24 de ago de 2010

SE DEUS É PAI, MUITO PASTOR VIROU BABÁ DE CRENTE!

Muitos crentes hoje em dia, parecem imunes a realidade do mundo, os fatos do dia a dia não mexem com seus brios, mentes abstraídas do espaço tempo que os cerca. Fome, injustiça, desigualdade social, miséria, e outras coisas tão comuns aos reles mortais, não tocam certos crentes em nossos dias que parecem viver em uma “espíritosfera” destituída de mundo real.

Brigar com um irmão é um sintoma antigo na humanidade. O fato mais importante entre os primeiros irmãos foi uma simulação que gerou um homicídio, afinal o ódio não tem preconceito, ele odeia todos igualmente. E essa máxima reside em muitas relações dentro dos rincões evangélicos. Muitos crentes sofrem de infantilidade, isto é, aquele que pratica atos ou ações de crianças, impensadas e irresponsáveis. Não possuem maturidade para lidar com assuntos mais densos e profundos.

Isso só torna eles mais relacionados com o mundo dos sonhos, do que com o mundo das pessoas. Deus não nos fez anjos, mas homens de carne e osso, que pensam, julgam, temem, possuem dúvidas e até rejeitam o amor de Deus. Gente é gente, e está repleta de defeitos que precisam ser tratados e cuidados, mas ninguém quer isso. Hoje o maior problema dentro das igrejas, está no fato de crentes confessarem seus pecados e admitirem seus traumas. As pessoas querem alguém que limpe suas fraldas e que as tratem como se não soubessem o que fazem! Quando dizemos a verdade ficam de bico e fazem birra ameaçando sair do chiqueirinho", me poupe! Eles não querem pastores, querem babás.

18 de ago de 2010

A UNÇÃO DE OXUM NAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS

O início da campanha eleitoral nos mostra as estratégias de alcance de votos e de mercados consumidores das ideologias dominantes. Neste caso, o PT como detentor da máquina administrativa oculta fatos e manipula estatísticas para se perpetuar no poder. Nisto não há nada de novo, sabemos que essa prática política é velha, mas o difícil de engolir, é ver estruturas representativas da igreja evangélica assumirem publicamente a venda de suas almas ao diabo.
A marionete petista Dilma Roussef visitou e conheceu a gana dos chacais assembleianos, e articulou com os tais, apoio à sua candidatura citando inclusiva Jesus Cristo em suas palavras. Dizendo que ela é a grande oportunidade para que todos tenham “vida e vida em abundância”. A cúpula da Assembléia de Deus deixou público o apoio a candidata, que logo em seguido foi ao nordeste do país receber das mãos de um pai de santo chamado Ivan dos Santos, um banho de cheiro com folhas de aroeira para agradar seu santo de cabeça, Oxum. Seguia sua agenda numa missa na basílica mundial do sincretismo religioso de Nosso Senhor do Bonfim ciceroneada pela primeira dama do estado da Bahia, Fátima Mendonça. Uma bagunça total entre fé e política.
Não que eu considere que fé e política não devam caminhar em sintonia, mas unir o céu e o inferno é uma pretensão que nem Deus tentou. Isso só nos mostra o quanto  o sistema evangélico está comprometido em sua fé, e as massas dessas denominações anestesiadas pela manipulação da Palavra de Deus. A ilusão do conformismo diante de um messias petista é um cenário que se repete. Não se esqueçam Paz e Prosperidade será a campanha do Anticristo. Quem viver verá!

15 de ago de 2010

Uma fé cheia de conveniência ou convicção?

Pelo quê movemos nossa vida? Em todo tempo podemos nos confundir tendo que fazer escolhas entre estas duas alternativas nos processos das relações em nossa vida. Ou nos movemos por convicções, ou por conveniência. Na maioria das vezes nos movemos por conveniências. Sempre pensamos na categoria custo/benefício. Fazer por conveniência equivale a fazer coisas procurando um interesse, um lucro específico. É possível fazer o bem com intuitos escusos, muitos fazem o bem para serem vistos pelos outros. Jesus acusou os religiosos de sua época de desenvolveram uma religião de conveniências. Ele disse isso advertindo aos discípulos sobre a postura da espiritualidade dos intérpretes da Lei: E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.” (Mt 6:5)
A espiritualidade dos intérpretes era uma espiritualidade de conveniências. Eles buscavam Deus com o intuito de exaltarem sua espiritualidade. Hoje é comum vermos tele-evangelistas supradimensionando seus ministérios e suas “unções”, agindo exatamente com uma espiritualidade de conveniências. Já a espiritualidade da convicção é aquela que é feita em secreto, é aquela que é movida por um princípio inabalável e não circunstancial chamado fé. Creio que essa convicção é o que Paulo tinha em mente quando exaltou a fé dos colossences: “Porque, ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo”. (Cl 2:5).
Uma fé madura e firme é a fé que não pensa na categoria custo/benefício, mas que crê mesmo quando as circunstâncias e a os resultados não correspondem exatamente a nossa expectativa. Sendo assim jamais faça nada por conveniência e sim por convicção.

10 de ago de 2010

Um Deus de Processo e o "deus da Performance".

Hoje em dia, “performance” é tudo. Tudo é medido pela nossa capacidade de produção. Nosso desempenho em diferentes áreas define diante do mundo se somos merecedores de sucesso ou não? Tudo está ficando comprometido pela tirania da performance. Afinal, uma alta performance equivale ao êxito na vida, isto é, de acordo com essa tendência de valores, você pode conquistar quase tudo com uma boa performance. As relações econômicas, sociais, políticas, culturais, para serem aceitas devem responder as demandas do sistema ou são simplesmente abandonadas, a máxima é; se você não é capaz, você não serve!

Infelizmente essa “tendência” tem tomado conta da espiritualidade evangélica nos últimos anos. As pessoas procuram um deus que responda, e não um Deus que as entenda! As pessoas procuram um deus que faz, e não um Deus que é! As pessoas procuram um deus que desenvolva para ela, e não um Deus que se envolva com ela! As pessoas procuram um deus pragmático, utilitário e impessoal, um deus pet. Deus que usa quesitos como tempo, relacionamentos, história e emoções está completamente fora da realidade da demanda do mercado. Um Deus de processos não está na pauta das orações, apenas um deus de urgências, um deus de performance.

COMPARTILHE

SAIR DA IGREJA LOCAL OU LUTAR POR ELA?

Há uma grande realidade acontecendo todos os domingos em milhares de igrejas no Brasil e quiça no mundo. Pessoas estão saindo de um mini...