“A Xenofobia também chegou na Igreja Evangélica”. Eu explico!

Semanas atrás, a internet e suas redes sociais se transformaram em palco da discussão da xenofobia no Brasil, e a celeuma foi causada pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.

Acontece que Mayara não foi a única a dizer isso publicamente, vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeram Dilma a primeira mulher presidenta do Brasil.

O que as pessoas não sabem é que São Paulo é composto em sua grande parte de imigrantes e filhos de imigrantes, na sua maioria nordestinos! Não é a toa que o deputado mais votado pelos “paulistas”, pasmem, foi Titririca um nordestino! Desassociar a cultura paulista do nordeste é descaracterizar São Paulo. Pra todo lado que olhamos podemos ver traços dos nordestinos nesta cidade. Além é claro da contribuição ao país de nordestinos como: Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Ariano Suassuna, João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, o nosso querido José de Alencar, Patativa do Assaré, sem citar o genial Chico Anysio. Todos filhos do nordeste brasileiro que tornaram este país mais culto e mais engraçado.

Mas tomei o gancho deste assunto para dizer que na igreja evangélica também ocorre uma xenofobia “velada”, não contra raças ou etnias, mas contra pensamentos e reflexões doutrinarias.

Xenofobia no dicionário significa; “Aversão aos estrangeiros”. E quando você trata ou aceita um doutrina diferente daquela declarada na denominação X, você torna-se um excluído, um rejeitado porque não está no mesmo “espírito”, na mesma “unção” dos outros.

Pasmem, mas há até igrejas que pregam “contra” outras igrejas. Pentecostais que falam mal de históricos, históricos que humilham pentecostais, enfim, há um sem número de pessoas que usam suas denominações para atacar outros e considera-los “inferiores” ou "menos abençoados".

O que existe não são diferenças denominacionais, mas a falta de compreensão e aceitação entre as partes. A xenofobia dentro da igreja pode ser a causa de um silêncio do Espírito, e a razão pela qual um grande avivamento que mudaria as estruturas do nosso país não aconteceu ainda. Como diria John Stott: “A razão pela qual existem ateus no mundo é a desunião dos cristãos entre si”.