Não confunda santidade com alienação.

Temos o péssimo hábito dentro das paredes da igreja de proteger aqueles que dela participam das coisas que acontecem fora das paredes. Quando falamos de santificação, logo pensamos em não nos misturamos com os “mundanos”. A igreja torna-se uma redoma e é hermeticamente fechada contra o “mundo”.
Não podemos impedir o trânsito de pessoas pelas portas da igreja. O ir e vir é o movimento desejado por Jesus. Devemos nos envolver com o mundo, sem contudo nos influenciarmos pelo mundo. Precisamos estar no mundo para tornar o mundo melhor e mais saudável e não nos escondermos do mundo. Nosso chamado para ser sal e luz significa estar entre as coisas do mundo. Aqueles que são chamados, também são aqueles que são enviados.
A igreja precisa estar infiltrada em todas as teias que constituem a sociedade e influencia-lá de dentro pra fora. Se afastarmos nossos membros do mundo, estaremos alienando eles das realidades que precisam ser mudadas. E portanto estaremos trabalhando contra o desejo de expansão do Reino.
Santidade significa separação, mas essa separação não é geográfica ou espacial, é uma separação de valores e conceitos. O amor de Deus só pode ser demonstrado mediante o ajuntamento e a empatia com pessoas que não crêem ou expressam a mesma fé que o cristão crê e expressa.
A igreja evangelística é aquela que vive no meio do mundo, que se mistura com a massa e a levada para o bem da massa. É o bom fermento de Cristo. A igreja santa é aquela que age no mundo e muda o mundo a partir de sua convivência com ele. A igreja alienada é aquela que não sai das paredes do templo e que tudo acontece escondido, sem que o mundo veja. A igreja de Cristo é santa, mas jamais alienada, por isso ele andava em meio as prostitutas, ladrões e discípulos. Pense nisso!