Pastores interessados ou Pastores interesseiros?

Conta-se a história de um homem que foi a um sacerdote e disse: — Pastor, quero celebrar um culto de ação de Graça pelo meu cachorro.
O Pastor ficou indignado:
Como assim? Um culto para agradecer pelo seu cachorro?
É meu cachorro de estimação — disse o homem. — Eu amava aquele cachorro, e gostaria que o senhor orasse por ele, pelo tempo que convivemos juntos.
Não oramos por cachorros aqui — disse o sacerdote. — Você pode tentar na igreja da esquina. Pergunte a eles se podem fazer um culto para você lá.
Enquanto ia saindo, o homem disse ao sacerdote:
Eu realmente amava aquele cachorro. Estava planejando até dar uma oferta de um milhão de dólares por esse culto
Espere um pouco — exclamou o pastor. — é que Você não disse que seu cachorro era evangélico.
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Hoje a classe de pastores vive uma divisão clara de ética e compromisso com o ministério. Alguns são pastores que oram pelas suas ovelhas, se preocupam com elas, e nutrem as melhores expectativas pelo seu crescimento, procurando ensina-las no caminho correto do Evangelho de Cristo. Outros são os lobos roubadores, gente sem escrúpulo, que estão preocupados com “os bens” das ovelhas, em tirar e tosquiar sua pele e tudo o que possuem.
Parece que na história da Igreja sempre tem sido desse jeito. Desde o início da era cristã, a igreja precisou conviver com essa dicotomização do ministério falso e verdadeiro, daquele que é chamado pelo Senhor e daquele que se aproveita da fé alheia. Daquele que busca para salvar e daquele que encontra para perder. Daquela que dá de Graça e daquele que tira toda a Graça das pessoas.
Toda cabeça que vê o Evangelho na base do custo benefício, prega um evangelho anátema, é maldição. Pior do que um não-evangelho é um pseudo-evangelho. Por isso um fariseu religioso estava mais no inferno do que uma prostituta promíscua aos olhos de Jesus. Cuidado com aqueles pastores que demonstram um interesse porque são interesseiros e não interessados. Cuidado!