30 de nov de 2010

Pastores interessados ou Pastores interesseiros?

Conta-se a história de um homem que foi a um sacerdote e disse: — Pastor, quero celebrar um culto de ação de Graça pelo meu cachorro.
O Pastor ficou indignado:
Como assim? Um culto para agradecer pelo seu cachorro?
É meu cachorro de estimação — disse o homem. — Eu amava aquele cachorro, e gostaria que o senhor orasse por ele, pelo tempo que convivemos juntos.
Não oramos por cachorros aqui — disse o sacerdote. — Você pode tentar na igreja da esquina. Pergunte a eles se podem fazer um culto para você lá.
Enquanto ia saindo, o homem disse ao sacerdote:
Eu realmente amava aquele cachorro. Estava planejando até dar uma oferta de um milhão de dólares por esse culto
Espere um pouco — exclamou o pastor. — é que Você não disse que seu cachorro era evangélico.
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Hoje a classe de pastores vive uma divisão clara de ética e compromisso com o ministério. Alguns são pastores que oram pelas suas ovelhas, se preocupam com elas, e nutrem as melhores expectativas pelo seu crescimento, procurando ensina-las no caminho correto do Evangelho de Cristo. Outros são os lobos roubadores, gente sem escrúpulo, que estão preocupados com “os bens” das ovelhas, em tirar e tosquiar sua pele e tudo o que possuem.
Parece que na história da Igreja sempre tem sido desse jeito. Desde o início da era cristã, a igreja precisou conviver com essa dicotomização do ministério falso e verdadeiro, daquele que é chamado pelo Senhor e daquele que se aproveita da fé alheia. Daquele que busca para salvar e daquele que encontra para perder. Daquela que dá de Graça e daquele que tira toda a Graça das pessoas.
Toda cabeça que vê o Evangelho na base do custo benefício, prega um evangelho anátema, é maldição. Pior do que um não-evangelho é um pseudo-evangelho. Por isso um fariseu religioso estava mais no inferno do que uma prostituta promíscua aos olhos de Jesus. Cuidado com aqueles pastores que demonstram um interesse porque são interesseiros e não interessados. Cuidado!

25 de nov de 2010

Onde estão os "Jonas" do Rio de Janeiro?

"E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?" (Jn 4:11)
Inúmeros textos bíblicos revelam a preocupação de Deus com certas cidades do tempo bíblico, sejam estas cidades pagãs ou escolhidas por Ele para um propósito. Em nosso tempo o coração de Deus está sobre o Rio de Janeiro, cujo símbolo é um Cristo Redentor.
Jesus chorou ao contemplar Jerusalém de fora, e creio que hoje chora pelo Rio de Janeiro. O Rio está vivendo um tempo terrível e calamitoso. A cidade maravilhosa parece estar debaixo de grande juízo. Gente sóbria e querida sofre com a artilharia das milícias dos morros e da corrupção generalizada que tomou conta do Rio de Janeiro.
De acordo com as mais recentes estatísticas, é necessário entender que o crescimento da Igreja Evangélica no Rio de Janeiro trouxe apenas uma subtração para as outras religiões, sem todavia gerar mudanças substanciais para a cidade. É a salvação da alma e a perdição do corpo. Por isso vemos mesmo em morros, favelas, ou nos grandes centros urbanos do Rio de Janeiro, inúmeras igrejas, mas quase nenhum efeito social/moral de maior impacto.
Com isso, não quero dizer, que não exista um trabalho sério executado por algumas pessoas sérias, e realizado por igrejas sérias. Mas esse crescimento da religião evangélica no Brasil de modo geral e especificamente no Rio de Janeiro, não surte efeito avassalador como alguns alardeiam.
Mas este não é o momento de discutir erros e acertos da igreja. Quero me unir aos irmãos que anseiam por um Rio de Janeiro restaurado. Que o número de orações para a cidade seja maior que o número de mortos e desgraçados por esse momento que se abateu sobre o Rio. Que Deus também levante alguém como Jonas neste tempo, para pregar arrependimento e intercessão pela cidade maravilhosa, que esta semana chora sua dor e angústia.

23 de nov de 2010

Deus ama quem não merece!

O quê você faria com um amigo que o traísse todas as vezes que você precisasse contar com ele?
E com uma pessoa que você nunca negou um favor, ao pedir um único favor a ela, ela o negasse?
O quê você faria com um funcionário que sempre fizesse o contrário das suas ordens?
O quê você faria com alguém, em que todas as vezes que você desejasse conversar com ele, ele procurasse uma desculpa para não conversar com você?
O quê você faria com alguém maltratasse os seus filhos, quando você os deixou ao cuidado dessa pessoa?
O quê você faria com uma pessoa, se descobrisse que ela te usou apenas por interesse, para obter alguma coisa, e jamais voltaria a te procurar?
O quê você faria com alguém que todos os dias diz que te ama, mas no fundo ela se prostitui facilmente com seus amantes?
O quê você faria com alguém que gosta mais daquilo que você tem, do que daquilo que você é?
Com certeza nenhuma resposta destas perguntas seria: “Eu amaria essa pessoa mesmo assim!”
Mas é exatamente isso que Deus faz conosco. Mesmo traindo-lhe, mesmo buscando Ele por algum outro interesse, Ele nos ama incondicionalmente. 
Deus ama quem não merece o seu amor. Esse é o amor incompreensível de Deus. Por isso o deus da religião não pode contemplar o Deus do Amor. Deus ama e isso está acima das cadeias eclesiásticas, das performances espirituais. Deus nos ama, e o seu amor supera qualquer barreira.
Deus amou uma prostituta mentirosa como Raabe, Deus amou um mentiroso contumaz como Jacó, Deus amou um perseguidor assassino como Paulo, Deus amou um traidor como Judas Iscariotes, Deus amou um adúltero como Davi, Deus amou um endemoninhado como o homem de Gadara, Deus amou um ladrão como aquele que foi crucificado com Jesus, Deus amou uma impura como a samaritana, e uma meretriz como Maria Madelana. Deus ama! E esse amor não está condicionado aquilo que oferecemos a Ele, mas ao fato de Deus ser amor.
Seu amor não espera, seu amor realiza. Seu alvo de amor está em pessoas imperfeitas, perdidas, algozes, viciados, desiludidos, rejeitados, doentes, presos, enfermos na alma e no corpo. Seu alvo é o mundo que perece e as pessoas que o rejeitam. Deus ama quem não merece!  E isso é Graça!

21 de nov de 2010

Deus não é "evangélico"!

O termo evangélico tem suas raízes etimológicas na palavra grega “Evangelho” ou "Boa Notícia" - ευαγγελιον (evangelion). Nesse sentido, ser evangélico significa ser aquele que crê no Evangelho, que é a mensagem de Jesus Cristo.

Durante um bom período histórico, o termo "evangélico" foi usado para referir-se a tudo o que concerne ao Evangelho de Jesus. Principalmente após a Reforma Protestante, esse termo passou a ser usado de uma maneira crescente pelas denominações que surgiram posteriormente, e então identificavam os membros de tais denominações como "evangélicos".

Ser evangélico, no sentido real da palavra, era crer e obedecer ao Evangelho de Jesus. Porém, atualmente, em virtude da apostasia (desvio da fé) generalizada nestes tempos finais, o termo "evangélico" foi banalizado à uma outra concepção na mentalidade das pessoas. Em função disso, o termo "evangélico" perdeu seu significado real e sentido original na compreensão geral.

Hoje o termo está identificado com aqueles que salientam um determinada marca da política, uma abordagem moralista e freqüentemente legalista da vida, e um certo tipo de imitação "cafona" do estilo de vida do “popstar gospel”, seja ele um pregador famoso ou cantor e artista. Para alguns o termo compreende um emocionalismo exagerado que eles vêem nos canais religiosos, ou ainda “algo” ligado a “dar muito dinheiro para a igreja”. Para outros ainda o termo compreende hipocrisia, falsidade e justiça própria.

Os “evangélicos” de hoje, refletidos na cultura e sociedade mais ampla, estão intimidados por um deus que não é Deus! Louvar ao deus de uma experiência pessoal, ou o deus de preferência pessoal ou denominacional é louvar um ídolo. E então a fé se torna um reflexo do mercado de consumo. É uma fé para o consumo  rotulado “gospel” e não uma fé para a transformação da vida. Neste caso ser “evangélico” é cultuar um ídolo e não o Deus da Bíblia, tornando-se um produto  desassociado da história da Igreja e do propósito divino. Neste ponto Deus deixa de ser “evangélico”, pois ele está distante de tudo isso que “hoje” chamam de “evangélico”!

19 de nov de 2010

Não confunda santidade com alienação.

Temos o péssimo hábito dentro das paredes da igreja de proteger aqueles que dela participam das coisas que acontecem fora das paredes. Quando falamos de santificação, logo pensamos em não nos misturamos com os “mundanos”. A igreja torna-se uma redoma e é hermeticamente fechada contra o “mundo”.
Não podemos impedir o trânsito de pessoas pelas portas da igreja. O ir e vir é o movimento desejado por Jesus. Devemos nos envolver com o mundo, sem contudo nos influenciarmos pelo mundo. Precisamos estar no mundo para tornar o mundo melhor e mais saudável e não nos escondermos do mundo. Nosso chamado para ser sal e luz significa estar entre as coisas do mundo. Aqueles que são chamados, também são aqueles que são enviados.
A igreja precisa estar infiltrada em todas as teias que constituem a sociedade e influencia-lá de dentro pra fora. Se afastarmos nossos membros do mundo, estaremos alienando eles das realidades que precisam ser mudadas. E portanto estaremos trabalhando contra o desejo de expansão do Reino.
Santidade significa separação, mas essa separação não é geográfica ou espacial, é uma separação de valores e conceitos. O amor de Deus só pode ser demonstrado mediante o ajuntamento e a empatia com pessoas que não crêem ou expressam a mesma fé que o cristão crê e expressa.
A igreja evangelística é aquela que vive no meio do mundo, que se mistura com a massa e a levada para o bem da massa. É o bom fermento de Cristo. A igreja santa é aquela que age no mundo e muda o mundo a partir de sua convivência com ele. A igreja alienada é aquela que não sai das paredes do templo e que tudo acontece escondido, sem que o mundo veja. A igreja de Cristo é santa, mas jamais alienada, por isso ele andava em meio as prostitutas, ladrões e discípulos. Pense nisso!

8 de nov de 2010

“A Xenofobia também chegou na Igreja Evangélica”. Eu explico!

Semanas atrás, a internet e suas redes sociais se transformaram em palco da discussão da xenofobia no Brasil, e a celeuma foi causada pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.

Acontece que Mayara não foi a única a dizer isso publicamente, vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeram Dilma a primeira mulher presidenta do Brasil.

O que as pessoas não sabem é que São Paulo é composto em sua grande parte de imigrantes e filhos de imigrantes, na sua maioria nordestinos! Não é a toa que o deputado mais votado pelos “paulistas”, pasmem, foi Titririca um nordestino! Desassociar a cultura paulista do nordeste é descaracterizar São Paulo. Pra todo lado que olhamos podemos ver traços dos nordestinos nesta cidade. Além é claro da contribuição ao país de nordestinos como: Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Ariano Suassuna, João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, o nosso querido José de Alencar, Patativa do Assaré, sem citar o genial Chico Anysio. Todos filhos do nordeste brasileiro que tornaram este país mais culto e mais engraçado.

Mas tomei o gancho deste assunto para dizer que na igreja evangélica também ocorre uma xenofobia “velada”, não contra raças ou etnias, mas contra pensamentos e reflexões doutrinarias.

Xenofobia no dicionário significa; “Aversão aos estrangeiros”. E quando você trata ou aceita um doutrina diferente daquela declarada na denominação X, você torna-se um excluído, um rejeitado porque não está no mesmo “espírito”, na mesma “unção” dos outros.

Pasmem, mas há até igrejas que pregam “contra” outras igrejas. Pentecostais que falam mal de históricos, históricos que humilham pentecostais, enfim, há um sem número de pessoas que usam suas denominações para atacar outros e considera-los “inferiores” ou "menos abençoados".

O que existe não são diferenças denominacionais, mas a falta de compreensão e aceitação entre as partes. A xenofobia dentro da igreja pode ser a causa de um silêncio do Espírito, e a razão pela qual um grande avivamento que mudaria as estruturas do nosso país não aconteceu ainda. Como diria John Stott: “A razão pela qual existem ateus no mundo é a desunião dos cristãos entre si”.

5 de nov de 2010

Pastores Gays? Isso é possível?

O pastor americano Jim Swilley (51) surpreendeu recentemente os  milhares de fiéis da megaigreja Church in the Now, que ele fundou um quarto de século atrás em Atlanta, Geórgia. Pai de quatro filhos e recém divorciado, depois de 21 anos de casamento, ele anunciou durante um sermão no mês passado: “Existem duas coisas em minha vida de que tenho certeza absoluta. Eu não pedi por nenhuma delas. Ambas me foram impostas. Não tenho como controlá-las. Uma é o chamado de Deus na minha vida. A outra é a minha orientação sexual”.
Jim Swilley decidiu assumir sua condição de homossexual em frente a toda a congregação. Disse que já havia conversado com a família, que o apóia, e que Debbie, sua ex-esposa e também pastora da igreja,  sempre soube disso. Swilley afirma que sabe que é gay desde a infância e tentou esconder o quanto pôde. Porém, precisava ser sincero com o que ele está vivendo, que a mensagem que prega é “Deus o ama como você é”. Afirma ainda que se a maioria dos membros da igreja saírem, ele começará tudo de novo. (Fonte: Pavablog).
Seria possível aceitar a idéia de um ministro homossexual? Aqui não estou questionando existirem homossexuais entre os frequentadores de uma igreja, mas seria aceitável que um líder e sacerdote, alguém que tem o chamado divino para inspirar outras pessoas a serem pessoas mais plenas e resolvidas consigo mesmo, possa ser um homossexual?
Esta é uma questão difícil e envolve várias etapas nesta resposta. Primeiramente, ser homossexual é contrário a própria natureza, com “contrário” não quero dizer errado, mas aquilo que nega a natureza da fisiologia constituída por Deus nos seres humanos. Se Deus criou dois gêneros, é necessário que eles respeitem sua própria natureza. Homem (gênero masculino) e Mulher (gênero feminino). Um homem que quer ser mulher ou vice-versa, é a negação do que se é para querer ser o que se não é. Isso chamamos de homossexualismo.
Por si só, o homossexualismo é conflitante, pois negar a própria constituição é viver uma luta constante e gerar sobre si mesmo uma negação da personalidade e do gênero. Nenhuma alma é capaz de suportar tamanha pressão dentro do corpo.  Um homossexual ao olhar no espelho, vê em si mesmo a negação do que deseja ser, portanto homossexualismo não é uma questão de corpo, mas uma questão de alma. É uma enfermidade da alma, um mau funcionamento da consciência, pois o que nega não é o corpo em si, mas a consciência que conhece a verdade sobre a natureza do ser. 
Não acredito existirem brechas na teologia cristã que dêem aval para as igrejas permitirem sacerdotes homossexuais. Negar a participação de homossexuais nos cultos e trabalhos da igreja é um verdadeiro preconceito, mas permitir que esse conflito permaneça em uma vida sacerdotal, é negar o poder de Deus para libertar, curar e restaurar as coisas como as coisas devem ser. Um pastor pode surpreender sua igreja, afirmando sua homossexualidade, mas deve ser tratado, curado e restaurado em sua alma, pois aquilo que ele vive não é o poder de Deus agindo em sua vida, mas a condescendência de sua própria vontade e desejo. Creio que tais pessoas precisam de ajuda, não para serem aceitas, mas para serem mudadas.
Todo sacerdote é chamado para exercer a vontade de Deus. E a principal vontade de Deus é aceitar a forma como ele nos constituiu, quer sejamos homem, quer sejamos mulheres.
Em resumo, alguém pode ser gay, mas ao conhecer o amor de Deus e a salvação em Cristo jamais poderá permanecer gay. Continuar na prática contrária a de Deus é negar o seu poder e o seu amor. Ou se é gay ou se é cristão!

1 de nov de 2010

Dilma Roussef e a Rainha de Sabá.

Uma das mulheres mais enigmáticas das histórias bíblicas é com certeza a Rainha de Sabá. Alguém que desconhecemos o nome, mas não a história; Ficou famosa por investir um alto tesouro em conhecer Salomão e sua sabedoria. Cerca de um milênio antes de Cristo, a rainha de Sabá, (onde hoje fica o Iemen, um país no extremo sul da Arábia), assim exclamou ao ouvir a sabedoria,  e presenciar as riquezas e as glórias do grande rei Salomão: “Não me disseram metade.”
Essa importante mulher, em sua época, poderia estar tendo conflito de alma pelo fato de todas as grandes questões da vida - sobre Deus, o futuro, a morte - não terem respostas. Ela queria sabedoria para ajudá-la a aprender a viver, a governar e ajudar os outros. Porém, riqueza nenhuma, ou fama ou conselhos podiam responder os gritos de sua alma. As carências mais profundas do seu ser continuavam não atendidas. Qual relação este assunto teria com a mais nova presidente do Brasil? 
Dilma foi moldada e preparada pelo seu antecessor para estar no lugar onde está e através do voto democrático colocada no mais alto cargo do país. Terá que governar com o coração de uma mulher e os pulsos de um homem este país ainda tão desigual. Ela deverá enfeitar-se de adornos de alma e não de corpo. Espero que sua capacidade como governante não seja mero reflexo de seu padrinho político, mas que ela tenha personalidade e alma para buscar o melhor para o seu país, assim como a Rainha de Sabá.

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SAIR DA IGREJA LOCAL OU LUTAR POR ELA?

Há uma grande realidade acontecendo todos os domingos em milhares de igrejas no Brasil e quiça no mundo. Pessoas estão saindo de um mini...