O CLIMA ATUAL E A PROFECIA DE ISAÍAS.

     Quando assisti (uns dois anos atrás) ao documentário do ex-vice-presidente americano Al Gore, “Uma Verdade Inconveniente” (lançado em 2006), fiquei chocado com a forma como tratamos o nosso planeta. O filme é um alerta sobre o aquecimento global e como num curto prazo de tempo, podemos ruir o ecossistema de todo o planeta.
     De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (PIMC), apoiado pela ONU , as temperaturas globais poderão aumentar entre 1,4° C e 5,8° C entre 1990 e 2100. Esse aumento das temperaturas, por sua vez, poderá provocar outras mudanças, inclusive no aumento do nível dos oceanos, e alterar a quantidade e o padrão das chuvas. É bem provável que tudo isso aumente a frequência e a intensidade de eventos meteorológicos extremos como inundações, secas, ondas de calor, furacões e tornados ao redor do mundo. Isso já é assistido por nós nos noticiários nacionais e internacionais.
     A revista Superinteressante, em outubro de 2005 trouxe uma reportagem sobre: O Começo do Fim. Há um trecho que diz: “A temperatura média do planeta subiu 0,7ºC no último século. Nas últimas décadas, geleiras tidas como eternas começaram a derreter, enchentes e secas se tornaram mais violentas, ondas de calor mataram milhares […] E o pior: foi só o começo. Nos próximos 100 anos, prevê-se que a temperatura aumentará entre 1,4ºC e 5,8ºC. Se considerarmos que 0,7ºC causou tudo isso, dá para dizer que a palavra “apocalipse” não está longe de descrever o que vem por aí. O aquecimento global não é uma ameaça distante: é um perigo palpável, real, e está bem na sua frente.”
     Há também um grupo de cientistas que está afirmando algo surpreendente sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global. Segundo esses cientistas, estes fenômenos são causados por alterações no sol e não devido somente à liberação de gases de estufa da Terra. Estudos cuidadosos durante os últimos vinte anos mostram que seu brilho geral e a energia desprendida aumentam levemente à medida que sobe a atividade das manchas solares até seu ponto mais alto em um ciclo de onze anos. Recentemente satélites tem fotografado explosões cada vez mais intensas na superfície solar. Um trabalho do norte-americano Leon Golub, publicado pela revista Astronomy, mostra que erupções solares podem ser as fontes de aquecimentos na coroa, como se fossem “flashes”, carregados de raios alfa, gama e ultra-violeta. A emissão desses raios é uma ameaça à nossa camada de ozônio, pois elas exercem pressão de fora para dentro, forçando a camada.
     Existe portanto uma grande preocupação sobre o tema do aquecimento global, e esse assunto já faz parte da agenda dos partidos verdes e institutos científicos ao redor do mundo, que defendem uma nova mentalidade de desenvolvimento social sustentável. Mas o quê a Bíblia diz sobre esse tema? Qual é o conceito da Palavra de Deus sobre a nossa relação com o planeta terra?
     Há milhares de anos, Jesus profetizou que haveria mudanças no clima: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados.” (Lc 21:25-26).
     Deus ao criar o homem, o colocou como mordomo do planeta. O grande gerente da terra que trabalharia para a harmonia de todo o sistema, mas o homem se rebelou contra Deus e alterou sua relação com a natureza, prejudicando a si mesmo e ao planeta. Todas as leis instituídas por Deus na condução e manutenção do ecossistema, devem ser respeitadas. Não somente as leis morais dos dez mandamentos. As leis da natureza, as leis do ar, as leis da camada de ozônio, as leis da física e da química, etc. Toda lei quebrada traz consequências sérias no convívio com a natureza. Hoje o aquecimento global é uma consequência da transgressão das leis da vida e da nossa existência ligada ao ecossistema. 
     O profeta Isaías é um dos mais contundentes sobre este tema, ele diz: “Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores. Porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna”. (Isaías 24:5). Mas em particular, há uma profecia em Isaías que chama a atenção diretamente para o aquecimento global, e que confere a desconfiança dos cientistas quanto ao aquecimento sistemático do sol. O profeta afirma: “A luz da lua será como a do sol, e a do sol, sete vezes maior, como a luz de sete dias, no dia em que o SENHOR atar a ferida do seu povo e curar a chaga do golpe que ele deu.” (Isaías 30:26 - Grifo do autor)
     Temos que ter em mente que o sol é o primeiro astro citado no discurso escatológico de Jesus. Ele disse que haveriam sinais no sol. O termo “luz” citado na profecia de Isaías, refere-se ao calor que será sete vezes maior que o atual, ou igual a soma do calor de sete dias consecutivos. O que cada um de nós já notou é que nos últimos anos, o verão tem se intensificado, os invernos tem sido menores e às vezes nem chegam a incomodar. Os fenômenos ocorridos no sol estão desencadeando mudanças na nossa atmosfera, dando origem a outra série de distúrbios, nos mares, pólos, no derretimento acelerado das geleiras, etc. Neste caso, o homem é imensamente afetado conforme é narrado em outras profecias bíblicas. 
     Estes sinais que vemos no clima e na natureza, são um anúncio da breve volta de Jesus, e um prenúncio do juízo determinado por Deus para o fim de toda a terra. Nada há que possa ser feito, e mesmo uma consciência mais “verde” pode retardar, mas não muda os resultados finais desta ação “natural”.
     Como cristão, não me eximo de ajudar o planeta e o ecossistema, mas isso tudo que está acontecendo não é só fruto do descaso humano, mas um plano bem articulado de Deus para cumprir cada profecia anunciada pelas Escrituras. Para quem não possui fé no Criador e Consumador de todas as coisas, esta é a pior de todas as verdades inconvenientes: O fim está próximo!
Sites consultados:

Promoção de Natal: Jesus em Liquidação!

O que mais vemos no período natalino são promoções, ofertas e saldões espalhados para todos os lados da cidade. Tudo está em liquidação, até mesmo a fé em Cristo. Hoje existe “Jesus e cristianismos” para todos os gostos e todas as fés. Jesus pentecostal, Jesus histórico, Jesus denominacional, e até mesmo Jesus “sem igreja”, pois o importante é conhecer as demandas do mercado gospel e produzir a satisfação da clientela.
Jesus torna-se uma marca e um subproduto quanto a ênfase está naquilo que é adquirido em nome dele. O conceito de sociedade de consumo (termo criado na sociologia e economia moderna) está ligado ao de economia de mercado e, por fim, ao conceito de capitalismo, que tudo vende para obter mais e mais de outros produtos. Jesus, neste caso, é vendido para dele se obter aviões, mansões de luxo, carros importados e outras materialidades desconectadas da realidade da fé pregada pelo Jesus bíblico.
O mundo gira em torno do consumo e no mercado da fé isso não é muito diferente. Existe um sem número de igrejas que extrapolam os ensinamentos bíblicos sobre finanças e criam verdadeiras empresas de agiotagem evangélica. Pregadores populistas condicionam a satisfação das necessidades básicas de uma pessoa ao montante de donativos financeiros por ela entregue aos cofres da igreja que está sob “seu” comando. Essa manipulação psicossocial recria o “espírito de Geazi”, que se aproveitando da benção divina alheia, procurou tirar vantagem daquela situação, (2Rs 5:1-27).
Sendo assim, Jesus tornou-se um produto muito lucrativo em um mundo carente de esperança. Não adianta combater a teologia da prosperidade, se a sua base está na sociedade de consumo. Essa mentalidade consumista que “compra” Jesus para dele obter bens materiais, saúde e sucesso está fadada as campanhas de liquidação das igrejas que o “vendem”. Por isso, a genialidade dos marketeiros da fé que inventam coisas como: trízimo, benção da dupla honra, unção da multiplicação e outras aberrações e heresias, fazem tanto sucesso nesse mercado.
Neste natal, o Jesus promocional, disputa o décimo terceiro salário com as grandes redes e magazines mundiais, é um Jesus em liquidação. São campanhas promocionais imperdíveis, com o seguinte slogan: “Leve o nosso Jesus para a sua casa e receba uma porção dobrada de benção pela metade do preço dos concorrentes. Adquira o seu e seja eternamente (in)feliz”

Crentes podem ir em um motel?

Caro pastor Bruno, acompanho suas reflexões na internet e vejo bom senso naquilo que o senhor escreve. Gostaria de fazer uma pergunta que incomoda muito a mim e a minha esposa. Desde que fazemos parte do corpo de diáconos da nossa igreja, fomos avisados entre outras coisas, de que crentes não podem frequentar motel, porque isso trará maldição para a nossa vida e o nosso casamento. Isso é verdade? Qual a sua opinião sobre esse assunto? Posso ou não posso levar minha esposa em um motel?

João Antonio Dias - Carapicuíba / São Paulo
______________________________________________________________________

Bem, meu irmão, o que não falta em nosso meio são mentes legalistas e ignorantes quanto o assunto é sexo. Ainda hoje, isso é tabu pra muita gente. É claro que você pode ir com sua esposa (um casal devidamente casado) em um motel e aproveitar uma boa noite de relacionamento sexual. Isso faz bem pro corpo, pra alma e para o casamento. Mas, vamos pontuar algumas coisas antes que nos crucifiquem!
Não existe um lugar que podemos considerar impróprio para o ato sexual. Adultério e fornicação são disfunções da alma, e isso acompanha o ser humano onde ele estiver. Se não podemos frequentar motéis por conta do que é praticado lá dentro, então não podemos frequentar farmácias, churrascarias, supermercados, teatros ou cinemas, etc. Pois as mesmas pessoas que frequentam motéis, também frequentam estes outros lugares.
Já vi vários textos bíblicos serem citados para crentes não usarem motéis. Todos os textos em sua maioria, são utilizados fora do contexto para criarem uma culpa legalista nas pessoas casadas que desejam ir a um motel. O fato é avaliar a motivação que me leva em um motel, e tudo se torna simples de se resolver.
Cantares ou Cânticos, é o livro mais erótico da Bíblia, e lá, o noivo se satisfaz com as carícias da noiva em um lugar paradisíaco, isto é, um lugar que favorece a relação sexual dos dois. Um ambiente erótico que ajuda o casal a desenvolver sua sexualidade de forma mais plena. Se o motel contribui para essa plenitude, então não vejo nenhum mal.
Devo ir a um motel porque amo minha esposa e me relaciono mais livremente (privacidade) com ela lá do que em casa, com telefones tocando, filhos, vizinhos ou cachorros. Nossa relação sexual e a satisfação do outro, é mais importante do que qualquer lugar que estejamos. O que torna um lugar impróprio são as motivações egoístas como fantasias sexuais que envolvem terceiros na relação, fetiches relacionados a humilhação, taras e apetrechos em pênis ou vaginas de borracha para “apimentarem” uma relação. Se a minha satisfação não estiver na minha esposa somente, então qualquer lugar se torna impróprio, até mesmo a cama onde o casal dorme. Afinal sexo só é bom, quando faz bem para os dois e glorifica a Deus que o criou dentro das paredes do matrimônio.
Legalizar ou criar regras para a liberdade sexual de um casal, é um pecado grave dos legalistas de plantão, e deixo aqui a sabedoria do Apóstolo Paulo que diz: Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras: "Não manuseie! " "Não prove! " "Não toque! " Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne. (Colossenses 2:20-23) (Grifo meu - NVI)

A síndrome da figueira seca - O perigo de um fé mentirosa.

Numa manhã ensolarada, Jesus voltava de Betânia para Jerusalém, e encontrou uma figueira frondosa, carregada de folhas verdes e que provavelmente estava carregada de figos, ao ver que a figueira só possuía folhas e nenhum fruto, Jesus amaldiçoou aquela figueira fazendo-a secar, e a história bíblica conta que a figueira secou-se imediatamente, pois ela anunciava aquilo que ela não era.
Vivemos no mundo do cinismo. As pessoas não são quem realmente elas são! Mas ao encontrar o Evangelho, somos convidados a viver aquilo que realmente somos, a confessar nossas limitações, taras e deslizes pessoais. Creio que aquele que conhece o caminho, a verdade e a vida, mas vive uma dimensão de fé e vida completamente diferente daquilo que prega ou anuncia, está amaldiçoado.
Quando falam da falência do Cristianismo fico indignado, pois falido está o homem com suas pseudo-verdades e elucubrações, falidos estão os sistemas que geram pessoas que não são. Jesus veio expressar o ser verdadeiro, nele não havia mentira, não havia engodo, Jesus não se moldava aos sistemas fechados e exclusivos. O evangelho que Jesus pregava a restauração o homem a imagem e semelhança de Deus, mas segundo Deus, e não segundo o que o homem pensa de Deus.
Portanto, a maior mentira é a mentira religiosa, o maior engano é o engano religioso, é aquele que diz ser aquilo que não é em Deus, estes são malditos e amaldiçoados por si mesmos. Por isso o arrependimento é um exercício diário da alma. E a auto-avaliação não tem valor sem obras expressadas fora da própria pessoa, isto é, uma fé que não afeta o ambiente em que a pessoa participa não é fé, é religiosidade, é folha sem fruto, é figueira enganosa. Como diz Tiago, é fé morta.
Apesar das explicações bastante subjetivas sobre fé, a função da fé é bastante objetiva: dar frutos. Fé sem frutos, é religiosidade, é farisaísmo, é tudo o que Jesus abomina. Deus não deseja um céu cheio de pessoas, mas de pessoas com um fé verdadeira, assim como Ele não busca simples adoradores, mas verdadeiros adoradores. Portanto o maior crime diante de Deus não é não ter fé, mas dizer que se tem uma fé que não serve para absolutamente nada, assim como aquela figueira no caminho para Jerusalém.