O FUTURO DO PAPAI NOEL NÃO DEPENDE DO QUÊ ACREDITAMOS.


Ninguém personifica melhor o natal do que o famoso velhinho de barba branca. Ele cruzou as linhas religiosas e culturais. O papai Noel tornou-se um personagem importante durante esta temporada. Mesmo os mais conservadores se rendem ao consumismo, chamado sutilmente de “espírito de natal” nesta época, e o papai Noel é o ícone máximo desta escolha. Não importa se você é um ateu, cristão, humanista, cético ou de qualquer outra religião. O papai Noel possui fortes argumentos comerciais para você adquirir tudo que puder nesta época.
Na verdade isso demonstra que o futuro do papai Noel não depende mais do quê acreditamos? Mas sim da economia em que vivemos, como quase tudo nesta planeta invadido pelo capitalismo. Todas as campanhas de marketing, fazem as pessoas aderirem ao frenesi do consumo. Talvez seja para fazer as crianças felizes, e fazer a criança em cada um de nós, mais feliz. Quem não gosta de dar presentes? E receber então? E tudo isso faz parte, precisamos saber lidar com este mundo. Não foi este o legado de Jesus pra nós?
Por isso como cristão, teólogo e pastor, fico irritado quando num extremo, vejo cristãos satanizando tudo o que é natalino, e fazendo do natal uma guerra espiritual sem fundamento algum. No outro extremo, vejo cristãos tão seduzidos pelo consumismo que abraçam a secularização total do natal, deixando de lado sua importância como ferramenta de evangelismo e diálogo entre aqueles que não conhecem o “verdadeiro presente de Deus”.
Sim, podemos usar o natal como um momento de alegria e comunhão entre familiares e amigos, e como uma ótima oportunidade para apresentar o seu verdadeiro significado. Podemos redirecionar as pessoas para o grande sentido desta festa tão singular. Celebre seu natal, alegre sua família com alguns presentes e reparta sua mesa com as pessoas que você ama. Mas não se esqueça, isso tudo só tem sentido, se Jesus for lembrado como o maior presente de todos os tempos.
Que este Natal, com ou sem Papai Noel, seja mais uma oportunidade para demonstrar o espírito de Jesus em tudo o que fizermos. Como cristãos, devemos saber que o Papai Noel jamais fará qualquer concorrência com Jesus, e que virá o dia em que todos os papais noéis e o mundo curvará os joelhos diante do Filho de Deus. Tudo é Dele, por Ele e para Ele. A Ele toda a Glória, e feliz natal à todos.

CINCO RAZÕES PARA LER O LIVRO DE DANIEL EM DEZEMBRO


O livro de Daniel é fantástico, surpreendente e dificílimo de ser interpretado. Todo estudioso de escatologia vê em Daniel uma barreira quase intransponível, se não fosse a ajuda do Espírito de Deus e de muitos, mas muitos livros mesmo de exegese e teologia geral para nos ajudar a entender o ponto de vista profético dos escritos de Daniel.
Claro que a história contida no livro é maravilhosa. Como a comida da mesa do Rei oferecida aos jovens hebreus, os amigos de Daniel na fornalha ardente, Daniel na cova dos leões, enfim uma porção de histórias maravilhosas, mas acompanhadas de muita profecia também. História e profecia caminham juntas. 
Esta compreensão fez com que Daniel se torna-se um grande estadista e um homem prospero num Reino pagão. Por isso Daniel é imprescindível para os dias de hoje. Precisamos pregá-lo, tanto sua história como sua visão do futuro.
O próprio livro propõe que ele seria melhor compreendido no tempo do fim, isto é, em nossos dias. Claramente os sinais apontam cada vez mais para um beco sem saída na história da humanidade.
Gostaria de convidar você a ler o livro de Daniel neste mês de dezembro, e lhe dar pelo menos cinco razões porque ele deve ser lido:
  1. Porque essa é a maneira que Deus usou para revelar seu propósito no tempo do fim.
  2. Porque sem a profecia, você perde o ponto de que Deus é soberano sobre a história.
  3. Porque precisamos de lições de profecia, tanto quanto precisamos de lições da história. 
  4. Porque precisamos aprender a lidar com passagens que podem não serem fáceis para nós. 
  5. Porque em breve as profecias de Daniel se cumprirão, como se cumpriram todas as profecias bíblicas.
A Ele toda a Glória

DOMINGO ESPETACULAR E O ESPETÁCULO DOMINICAL - ANA PAULA VALADÃO CAI “NO” ESPÍRITO, MAS EDIR MACEDO CAI “DO” ESPÍRITO!


Neste domingo uma matéria jornalística, de cunho capcioso, foi ao ar questionando o fenômeno do “cair no Espírito”, prática bastante utilizada na liturgia das igrejas pentecostais e neo-pentecostais. Este assunto tomou conta da internet, a algumas semanas atrás e voltou a tona neste domingo por meio da televisão aberta, especificamente o canal Record de propriedade do Bispo Edir Macedo.
Acredito que a reportagem foi direcionada, de acordo com as convicções do Bispo Macedo, à desmoralizar a maioria das igrejas que apoiam e praticam o “cair no Espírito”. A reportagem se apoiou nas experiências negativas de algumas pessoas que frequentaram igrejas que praticavam o fenômeno, e expuseram de maneira equivocada várias lideranças evangélicas, e principalmente o ministério da Igreja Batista de Lagoinha em Belo Horizonte.
O programa Domingo Espetacular tentou de maneira subversiva dizer que as igrejas pentecostais, fazem de seus cultos um Espetáculo Dominical. Sabemos que existem muitos erros doutrinários e a prática e entendimento equivocado sobre muitos assuntos bíblicos, mas será que essa reportagem não tinha um outro objetivo, uma outra intenção?
Será que isso não tem nada a ver com o fato da Igreja Batista de Lagoinha possuir uma grande rede de televisão na região mineira? Será que não é porque os maiores vendedores de cd’s evangélicos do Brasil, que fazem parte da Lagoinha, serem contratados da Graça Music (presidida por R.R. Soares) e Som Livre (Rede Globo)? Bem, acredito que a reportagem tinha uma intenção ideológica e política, e obviamente o desejo de desmoralizar ministérios e pessoas que atrapalhem os planos da Record e do Bispo Macedo. Cada vez mais creio que ele queira realmente ser a “GLOBO dos crentes”!
O fato é que enquanto a Ana Paula Valadão é mostrada “caindo NO Espírito”, a Rede Record, presidida pelo Bispo Macedo, demonstra que ele “caiu DO Espírito”, pois anda jogando num time diferente da maioria do evangélicos...faz tempo!
Como teólogo e pentecostal, acredito que o “cair no Espírito” não seja necessariamente um fenômeno, mas uma reação de reverência diante da ação sobrenatural de Deus. Somente no AT, vemos 11 casos de pessoas que caíram ao chão, prostradas em sinal de adoração a Deus. A quantidade de textos referentes a esta reação não suportam e nem fundamentam uma doutrina, portanto esta reação é de fórum pessoal e experiencial. Na minha opinião, erram aqueles que querem fazer do “cair no Espírito” uma doutrina, e erram aqueles que rejeitam esta expressão como uma manifestação real da ação do Espírito Santo, tentando invalidar sua prática.
De acordo com a Bíblia, ninguém deve ser induzido a cair no Espírito, mas se por decisão pessoal e ação sobrenatural, alguém cair, então ao levantar, esta pessoa deve atribuir a Deus toda glória e louvor, e obviamente andar em mudança de vida e mentalidade, após esta experiência pessoal.
Quanto a reportagem do Domingo Espetacular, apenas uma palavra: DESNECESSÁRIA! Nós já temos muito com o que nos preocupar neste mundo que jaz no Maligno, e a última coisa que precisamos, é de uma “guerra santa” em rede nacional.

O PERIGO DO EXCESSO DE OTIMISMO DO EVANGÉLICO.


Geralmente as pessoas não gostam de quem é pessimista. É horrível ter que conviver com alguém que acha que tudo vai dar errado! Mas o que falar de alguém que possui uma perspectiva exageradamente otimista das coisas?
Claro que de maneira equilibrada, o otimismo, torna-se uma ótima força motriz para se alcançar sonhos e ideais de vida, mas fora de sua dose moderada, o excesso de otimismo traz grandiosos estragos. É como exercer um uso indevido de auto-confiança extrema, estas qualidades podem se tornar um defeito e gerar tendências comportamentais desastrosas. Tudo em excesso faz mal.
Os incontáveis livros de auto-ajuda pregam a máxima de olhar a vida com melhores olhos, e em certo ponto, isto é bom. Mas exagerar os diagnósticos, adotando atitudes positivas demais podem prejudicar a vida de quem “abraça” esse movimento.
O problema é que quem pensa com muito positivismo, fica impedido de ver a realidade necessária para resolver problemas e conflitos, que existem, mas que ficam mascarados pelo excesso de otimismo.
A base deste pensamento exageradamente otimisma, está no princípio de que: Podemos Tudo! - Isso não é verdade. Podemos muito, mas não tudo! Deus colocou em nós limites de preservação. Somos seres limitados, e estes limites nos ajudam na construção de nosso caráter. Só podemos saber quem somos se houverem limites.
Limite é a palavra que está faltando no meio evangélico. Desde que os púlpitos foram tomados pela onipresença do otimismo exagerado disfarçado de teologia do triunfalismo, que prega que riqueza, saúde e felicidade são os “únicos” ideais de Deus para o homem, milhões de pessoas vem depositando sua fé e dízimos em histórias e heresias que garantem a abundante certeza de plena satisfação em tudo, tornando a pessoa um crente exageradamente otimista.
Este tipo de teologia destruidora é patrocinada pelos grupos do momento, que alicerçam seus ministérios na inocência da credulidade alheia, que aposta sua fé numa possível vida sem problemas. Ledo engano.
Pregações disfarçadas de auto-ajuda e positivismo, escondem o verdadeiro evangelho, que anuncia que o mundo é cheio de aflições, e que o bom ânimo do crente não é circunstancial (Jo 16:33).
Que bom seria, se estas pessoas exageradamente otimistas acordassem para a realidade onde o mundo se encontra, não dando mais lugar aos princípios materialistas de felicidade, e sabendo que cedo ou tarde há um momento de reflexão e aprendizado mais profundo no perder e no não ter. Que viver é não ter os olhos no aqui e agora, nem nas coisas, mas na esperança de um Reino Futuro e além deste universo caído.

COMO JESUS TRATA PECADORES CONSCIENTES?


Por que competimos tanto em torno da questão, quem vai ganhar, quem vai ser o campeão, quem vai ser o primeiro? Isto parece estar integrado em nossa própria natureza. Mesmo os discípulos de Jesus incorreram várias vezes nessa tendência de querer saber quem era o maior. Examinando a experiência deles, encontramos um belo exemplo de como Jesus tratava os pecadores conscientes. 
É possível que os santos pequem? Como Jesus trata os santos que pecam? E possível pecar e saber que você está pecando e continuar fazendo o que você está fazendo errado e ainda ser um cristão? Essa é uma questão que tem uma resposta tão excitante que eu dificilmente consigo esperar para apresentá-la! Mas vamos tentar construir uma linha de raciocínio: 
"Tendo eles partido para Cafarnaum, estando Ele em casa, interrogou os discípulos: De que é que discorríeis pelo caminho? Mas eles guardaram silêncio: porque pelo caminho haviam discutido entre si qual era o maior.'' Marcos 9:33 e 34. 
Havia chegado o tempo de Jesus voltar para Jerusalém. Os discípulos estavam certos de que o tempo havia chegado para Ele estabelecer Seu reino – Seu reino terrestre. E eles tinham negócios incompletos, dos quais precisavam cuidar. O negócio incompleto deles era decidir quem seria o presidente da classe, quem seria o primeiro-ministro, quem seria o maior do reino. Os discípulos continuaram sua discussão ao longo do caminho para Jerusalém, cuidando em resolver tais problemas. Porém, eles sabiam que o que estavam fazendo era errado, porque foram ficando para trás de Jesus. Na verdade, quando Jesus alcançou os limites da cidade de Cafarnaum Seus discípulos estavam tão distantes que Ele não pôde nem mesmo ouvir o que estavam dizendo. Esses discípulos haviam estado com Jesus por três anos. Eles haviam repetidamente declarado sua fé nEle, que Ele era o Filho de Deus. Entretanto aqui, você os vê tentando falar baixinho para que Deus não pudesse ouvi-los!
Isso nos ensina alguma coisa muito interessante sobre o pecado. E difícil pecar na presença de Jesus. Você já descobriu isso? Até mesmo as pessoas mais fracas acham difícil pecar na presença de alguém que elas amam e respeitam. E de alguma maneira, temos que sentir que estamos longe de Deus, longe de Jesus, para continuarmos pecando. 
Quando Jesus encontrou uma ocasião oportuna, perguntou: "Sobre o que estavam vocês conversando lá atrás na estrada?'' A Bíblia diz: "E eles guardaram silêncio." Essa era uma boa hora para guardarem silêncio!
Mas Jesus continuou a pressionar nesse ponto, e finalmente um dos discípulos disse: "Bem, hum, sabe... – nós estávamos questionando quem será o maior no reino."
Jesus era bondoso com Seus discípulos. Ele não os condenou. Continuou pacientemente tentando ensinar-lhes as lições que eles tanto precisavam aprender. Além de tudo, Ele continuou a caminhar com eles, a partilhar com eles. Continuou a trabalhar com eles, a viajar com eles, a confiar-lhes Seu trabalho e Sua missão. Desta lição da Escritura vemos que os discípulos eram culpados conscientes de um pecado. Que pecado? O pecado do orgulho. 
Assim, o pecado do qual os discípulos eram culpados, não era apenas um pecado, ele era um mau pecado. E eles sabiam que isso estava errado, e sabiam no quê estavam fazendo, mas continuaram fazendo. Eles continuaram fazendo isso o tempo todo, enquanto caminhavam com Jesus. Na verdade, eles ainda estavam nisso na noite da Última Ceia no cenáculo, logo antes da crucifixão. Isso se qualifica na minha definição como pecado consciente, pecado contínuo, pecado habitual, pecado acariciado, pecado persistente. 
pecado persistente, e até pecado habitual. Isso incluiria perdão dos piores pecados tais como orgulho, bem como outros pecados tais como assassinato e adultério, e tudo que você queira mencionar. 
Como Jesus trata discípulos culpados de pecados conscientes? Ele fez Sua clássica declaração em Mateus 12:31: "Todo pecado. . . será perdoado aos homens." Não é isso uma boa nova? E se todo tipo de pecado for perdoado, então isso teria que incluir pecado consciente, 
Mas Ele não parou aí. O que mais disse Ele: "Vai e não peques mais." Isso é igualmente uma boa nova. 
Deus provê poder para vencer o pecado. Ele provê poder para obedecer – poder para ser vitorioso. Ele também tem provido perdão para cristãos em crescimento, fracos, imaturos, e Ele continua a caminhar com eles. O poder está disponível para ir e não pecar mais.  
A única pessoa que cresce além de seus erros é aquela que sabe que é amada e aceita mesmo enquanto erra. Isso dá permissão para pecar? Não! É exatamente esse relacionamento com Jesus que leva à vitória. 
Às vezes ficamos impacientes e tentamos cronometrar nosso crescimento. É melhor não fazermos isso. Essa tarefa cabe a Deus. É a obra do Espírito Santo. O princípio do crescimento cristão é primeiro a erva, depois a espiga e, por fim, o grão cheio na espiga. Isso toma tempo para desenvolver o fruto. 
Mas o amor tem sua própria defesa construída contra a permissão para pecar. Quanto mais amamos, mais nos distanciamos de querer jogar "par ou ímpar'' com a graça de Deus. Portanto vá em liberdade e não se detenha nas amarras do pecado. Você pode vencer, pois Ele já venceu na Cruz!
A Ele Toda a Glória

SUA FÉ LEVA JESUS A SÉRIO?


Estamos redondamente equivocados em relação a nossa vida cristã. Muitas pessoas estão confusas no exercício de sua fé. Acham difícil demais ser como Cristo era. Seguir Jesus na maioria das vezes nos parece uma utopia, um fardo pesadíssimo de ser carregado.
Muitas pessoas hoje encaram o cristianismo, mais como uma opção religiosa, do que um estilo de vida, afinal a grande maioria não consegue condensar os ensinos de Jesus no mundo de hoje, globalizado, capitalista e cruel.
Nossa impressão de Jesus, não reconhece a totalidade de sua vida. Somos tentados a enxergar Jesus como “o filho de Deus”, alguém que possuía algo especial, e que para ele tudo “era mais fácil”. Quando encaramos o Jesus dos evangelhos, somos levados a crer que Jesus era incrível. Por isso, para nós “simples mortais”, fazer o que Jesus fazia é algo utópico e impossível.
Mas a vida de Jesus era constituída de muita disciplina, de muito compromisso com a piedade e a espiritualidade autêntica. Para Jesus preparar-se era mais importante que fazer.
Quando vemos um craque jogar, queremos ser como ele, driblar como ele, e dominar a bola como ele. E geralmente quando entramos em campo, tentamos a todo custo copiar esse craque, mas existe uma diferença entre o craque e o admirador. O craque treina, faz dieta, academia, se controla, submete-se a duras horas de exercícios específicos, etc. O campeão é sempre aquele que melhor se prepara para prova.
Na vida espiritual não é diferente. Para ser como o Jesus dos holofotes, dos feitos incríveis, precisamos ser como Jesus em “toda” a sua vida. Queremos ter uma vida “normal” durante toda semana, com uma mentalidade mundana e completamente lógica, e quando nos reunimos na igreja queremos orar e simplesmente achar que vamos sair daqui prontos para amar nossos inimigos, caminhar outra milha, dar a outra face, etc. Isso não vai acontecer mesmo!
Por isso para a grande maioria o jugo de Cristo não é nada leve, e seu fardo nos parece pesadíssimo, pois só estamos dispostos a carregá-lo quando nos convém em certos momentos (quando entramos no jogo sem preparação), e geralmente não estamos prontos para encarar a totalidade de quem Jesus era. Por isso queremos seguir Jesus (o campeão) vivendo apenas como admiradores (platéia).
Essa é a razão porque o cristianismo do nosso discurso é tão diferente do cristianismo da nossa vida prática.

PORTANTO, LEVAR JESUS A SÉRIO É ENTENDER QUE...
Deus não isentou Jesus de uma vida de preparação. Durante toda a sua vida ele foi preparado para enfrentar aquilo que enfrentou. Alguns dizem que a bíblia não relata nada sobre a vida de Jesus dos 12 aos 18 anos (Lc 2:45) – ele estava sendo preparado.
Após receber o batismo, ficou 40 dias sendo preparado no deserto. Passava longos períodos em oração, as vezes noites inteiras, preparando-se antes de receber multidões para curá-los e ensiná-los. E queremos acreditar que basta uma oração e um culto dominical para fazermos aquilo que Jesus fazia? Precisamos estar preparados. Jesus afirmou isso:
Hoje buscamos atalhos na nossa vida cristã.
Diariamente vemos o sucesso que as mandingas evangélicas fazem no meio evangélico. Pra que orar se eu posso ter a rosa ungida que vai limpar a minha casa? Pra que jejuar se o evangelista vai fazer isso e basta apenas eu dar meu dízimo? Pra que me consagrar, se posso somente beber o copo de água de cima da teve já ungido pela oração do bispo? Vou decretar nas regiões celestiais, e pronto! Acreditamos que uma afirmação anula o esforço. Buscamos atalhos.
O amuleto da sorte é o maior símbolo da preguiça espiritual e da indiferença racional que o homem já inventou. Eu não preciso fazer nada, basta apenas ter o amuleto!
Por isso existe um monte de gente que acha que é profeta e apostolo, quando na verdade são meninos na fé, vivem superficialmente, experimentam lampejos de Jesus, e acreditam que estão aptos para serem como ele era. Mas todos, sem exceção, fugiram e abandonaram Jesus!
O que Jesus fazia publicamente nada mais era do que aquilo que ele vivia em sua intimidade com Deus. A grande diferença é que as vezes publicamente “parecemos” como Jesus, mas quando há pressão, nossa mascará cai. Já não conseguimos sustentar a nossa imagem, pois falta-nos a verdade, falta-nos vida íntima com Deus.
Transformamos Jesus num belo ideal teológico. O cristianismo está resumido a um grupo de pessoas com grandes boas intenções, mas a prática não sai da intencionalidade. Por isso dizemos seguimos a Cristo ideologicamente, mas a nossa prática nos distancia constantemente.
Acreditamos que a vida cristã é apenas crer nas coisas certas e pronto. Nossa compreensão de Graça geralmente nos passa a idéia de que nada precisamos fazer. A graça nos dá a condição para fazer, mas para nos envolvermos e aceitarmos a transformação que ela gera, precisamos dos mesmos exercícios e práticas espirituais de Jesus.
Muitas pessoas hoje acreditam que estão vivendo um “avivamento”, apenas por sentirem um arrepio ou possuírem uma revelação no momento do culto, mas isso não é avivamento. Apenas ajuntamento de gente sem mudança prática. O avivamento real muda a sociedade, muda a compreensão e os valores de mundo, família, meio ambiente, pobreza, justiça, etc.

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PRA QUEM É O SEU CULTO? PRA DEUS OU PARA AS PESSOAS?


Hoje em dia a logística aplicada nas igrejas para o domingo é quase comparável as grande magazines dos shoppings. Tudo para receber melhor o “cliente”. Um esforço enorme é dispensado pela audiência da platéia, que precisa ser constantemente animada para continuar frequentando o ministério de “estimação”. Milhões são gastos em propaganda e marketing de pessoas, eventos e produtos, mas com qual finalidade? A quem querem agradar?
Sei que existem também pessoas dedicadas à outras pessoas. Que acreditam que servir a Deus é servir o outro. Que encontram no desabrigado, no louco, no viciado, no preso, no faminto e naquele que se prostitui, a possibilidade de serem alvos do amor de Deus e por isso pregam a Palavra que Salva. Ajudam naquilo que se envolvem e investem dinheiro para promover a vida e a dignidade naqueles que nada mais podem perder a não ser a eternidade longe de Deus. Gastam e se gastam, mas com outras finalidades e motivações.
Preciso falar dos cantores/levitas (termo usado erroneamente), que gostam de dizer que deixaram tudo de lado para servirem ao Senhor, mas exigem hotel de alto padrão, cachês altíssimos, e tratamento vip como se fossem celebridades. Ainda temos os pregadores que se valem de livros de auto-ajuda e chavões empresariais para decretar a vitória do povo que quer ganhar o mundo inteiro, mas que vão perdendo a própria alma, enquanto outros “ministros” parecem apresentadores de “stand-up comedy”,  tentando ganhar a simpatia do auditório e sendo animadores de gente infantilizada.
Mas existem também os verdadeiros adoradores, poetas de Deus, que profetizam as mazelas e o pecado em suas músicas, que não tem vergonha de viverem das ofertas de seu material, que conhecem o limite do bom senso e da equanimidade. Do pregadores que se valem da simplicidade da vida atrelada ao conhecimento bíblico, que pregam contra o pecado e a passividade espiritual como doenças crônicas do nosso tempo, contra a busca desenfreada pelo dinheiro e pelo sucesso. Ministros de Deus que nos ensinam como autênticos mestres, afirmando que nem tudo é demônio e pecado. Profundos conhecedores da verdade eterna que nos tornam mais adultos e sadios na alma, e que nos animam a continuar a jornada espiritual, apesar das dificuldades e obstáculos naturais e sobrenaturais.
Não falo de duas igrejas diferentes, mas de uma mesma igreja com pessoas diferentes. O joio e trigo crescem juntos. O bem e o mal andam de mãos dadas dentro dos templos. O fato é que existem dois tipos de igreja dentro da mesma Igreja! Aquele tipo de pessoa que cultua pessoas, e aquela pessoa que cultua Deus. A diferença está na razão pela qual cultuam e porque fazem o quê fazem! 
Aqueles que prestam seu culto para pessoas, são levados pelo orgulho, pela inveja, pela competição e pela idolatria à homens. A verdade e a sinceridade do que se é de fato, jamais são bem vindas para este tipo de gente, geralmente tomados pelo egocentrismo de seus corações e pelo desejo de uma vida terrena feliz e tranquila. A ambição, o misticismo exagerado, o tradicionalismo engessante, e a preocupação com a aparência de uma vida “certinha”, são alguns sinais claros de uma pessoa que vai contra o paradigma bíblico de conversão cristã.
Já as pessoas que cultuam a Deus, são bem diferentes. Há erros e arrependimentos, há o reconhecimento de suas imperfeições e limitações. Há provações de todo tipo. O seu discurso não é idealizado para agradar ninguém que não seja Deus, e mesmo que estes sejam líderes, reconhecem o seu papel de servos e dependentes de Deus, e sabem que a última palavra é sempre da Bíblia, nunca deles ou de homens. Essa turma já não pleiteia grandes coisas terrenas, pois o seu coração busca o que é celestial. Então ao entrar em nossas igrejas precisamos indagar esta pergunta a nós mesmos: Pra quem é o nosso culto hoje? Pra Deus ou para as pessoas?

QUAL ERA A RELIGIÃO DE STEVE JOBS?


Jobs chegando no céu com
Pedro olhando em seu IPAD

Alguns símbolos representam uma era, e este é o caso da famosa “maçã mordida” da Apple. Steve Jobs, com sua maçã mudou o nosso jeito de viver o mundo, suas inovadoras invenções ditaram regras no mercado da tecnologia e na vida diuturna de milhões de pessoas. Como disse um jovem no twitter na semana da morte de Jobs, talvez depois da maça de Adão e Eva, e a de Isaac Newton, o símbolo da marca Apple, seja a maçã mais famosa de nosso tempo.
Houve muita especulação quanto a religião de Jobs, se ele era cristão, budista, ou mesmo ateu. Alguns chegaram a afirmar que um gênio como ele não se preocupava com assuntos ligados a religião. Acho difícil! Se ele era realmente alguém com um senso crítico tão exigente. Alguns sites americanos afirmam que ele chegou a usar métodos alternativos na cura do câncer de pâncreas. Portanto ele cria em algo, em uma possibilidade de sobrevivência, na esperança de atrasar o inevitável.
Cada religião tem sua própria teoria sobre o que acontece depois da morte. Judeus, católicos, cristãos, espíritas, cada um responde de acordo com suas convicções religiosas. Porém a morte é uma certeza inexorável e triste, não importa se você é um gênio mundialmente famoso, ou um morador de rua anônimo. Ela chega pra todo mundo de uma forma ou de outra.
A Apple e seus produtos são quase uma religião e Steve Jobs é o seu sumo sacerdote. A marca está atrelada a um estilo de consumidor que se torna um aficcionado depois que experimenta a excelência de seus dispositivos, sejam celulares, tablet’s ou computadores. Os fãs dos produtos Apple fizeram uma peregrinação nas lojas, trazendo maçãs e acendendo velas, deixando cartões de condolências. Não sei se Jobs acreditava em alguma religião organizada? O que sei é que ele era uma gênio da tecnologia e um líder com uma personalidade surpreendente. Ele acreditava no poder que o homem tem para mudar o mundo, mas isso não é suficiente para salvar a própria alma.
Jobs transformou o símbolo mitológico da queda (a maçã mordida) em um símbolo de progresso e eficiência tecnológica. Mas queda é queda, e o fruto proibido trouxe a morte ao mundo, que ceifou a vida de um visionário como Jobs. Podemos melhorar tudo o que somos, mas sem Deus não podemos mudar a nossa natureza. Seja gênio ou louco, todos precisam de Deus, algo que a tecnologia jamais poderá reproduzir.

RAFINHA BASTOS, A LÍNGUA E O TIAGO DA BÍBLIA


A língua é um pequeno órgão. No entanto, concentra alta capacidade pasra abençoar ou maldizer. Com ela o homem é capaz de elevar ou destruir, trazer vida ou matar, agregar ou desagregar. No entanto, todos dependemos dela de uma ou outra forma.
Nas redes sociais, nenhum outro assunto foi tão comentado quanto as infelizes declarações do apresentador Rafinha Bastos, integrante do CQC, na rede Bandeirantes de televisão. Em uma enxurrada de declarações infelizes, ele vem sendo alvo de várias críticas e reflexões sobre o que diz em rede nacional.
O fato é que Rafinha Bastos se tornou vítima daquilo que Tiago expões no Novo Testamento, que a língua faz tropeçar. “Um pequeno membro que se gloria de grandes coisas” (Tg 3:5). 
O uso inadequado da língua fere sentimentos e emoções, a língua modela idéias, cria movimentos. É um instrumento, quando mau usado de intensa força e magnitude. Precisamos tomar cuidado com a língua e a linguagem, fruto direto do uso da língua. Comentários discriminatórios e preconceituosos geram forte repúdio social, e é isso que aconteceu com Rafinha Bastos, ele não é só culpado do que diz, mas a própria vítima do que diz, pois a sua língua o condenou, e não a sociedade como ele afirma!
A língua é capaz de realizar mudanças profundas em nossa vida e na vida de outras pessoas. As palavras são pequenas sílabas com poder destruidor que pode ser comparado com uma bomba atômica. O funcionamento da bomba atômica é similar. Composta com urânio, essa explosão de átomos é deflagrada a partir da fissão nuclear, um átomo que entra em fissão multiplica-se em dois, os dois em quatro até chegar em milhões de milhões causando todo o poder de destruição da bomba. Nossa língua tem o mesmo poder, nossas palavras podem abençoar ou amaldiçoar a vida de uma pessoa,  e destruir muitas coisas. O livro de provérbios também destaca: "A morte e a vida estão no pode da língua" (Pv 18.21), isto é, em nossas palavras há a capacidade de transformar  uma situação em positiva ou negativa. Retorno a Tiago: “A língua também é fogo, como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno” (Tg 3.6).
Aquele que é guiado pela concupiscência, quando alcança uma posição de destaque, os deslizes com as palavras e os erros conceituais são inevitáveis. Rafinha é vítima da fama e da irresponsabilidade no uso das palavras. Sua língua é o seu mentor. Ele fala e depois pensa, faz o uso inadequado da capacidade divina de ser responsável. Estão prontos a falar e tardios em ouvir. 

ENTREVISTA PARA O PRIMEGOSPEL


O Jornal Prime Gospel entrevistou neste mês o Pr. Bruno dos Santos, teólogo contemporâneo e diretor da Universidade Vida na Mooca, além de pastor da Igreja Vida Nova, uma das maiores comunidade da Zona Leste de São Paulo. Sua entrevista marcou uma nova linhagem de pensadores e líderes na igreja hodierna. 

PRIME GOSPEL: Qual o problema da “estagnação” de muitas igrejas hoje?
Bruno dos Santos: Muitas igrejas já não procuram experimentar novas possibilidades comunitárias. Vivem sem um resultado satisfatório, pois sempre caem em uma rotina comum que eu chamo de “templolatria”, isto nada mais é do que uma vida religiosa voltada e dedicada apenas a igreja-templo que acontece aos domingos ou em festas específicas, mas que não produz uma transformação profunda na vida cotidiana e no caráter do indivíduo. Seguir modelos ou métodos ajuda, mas não te leva ao caminho ministerial ideal para a comunidade local. Geralmente esse caminho é confirmado passo a passo pelo Senhor, através da oração e da contextualização das Escrituras para hoje. Muitas vezes por falta de entendimento o pastor e até mesmo a igreja, desanima e duvida da sua vocação ministerial. Paciência, estudo, graça e humildade ainda são as melhores ferramentas para obter resultados expressivos na vida da comunidade local.
PRIME GOSPEL: Como escolher o “nome” de uma igreja?
Bruno dos Santos: Geralmente os nomes são tirados das mais diferentes idéias. Hoje na igreja se fala pouco do compromisso comunitário e da identificação local. Mas aprendemos que para haver unidade é preciso antes haver compromisso em amor, isto significa ter um comprometimento de corpo e alma em todos os princípios que nos unem como comunidade, fazer a escolha de ser o melhor irmão, sem esperar estar na melhor igreja, pois a mesma só vai acontecer nos céus. Existe uma frase que gosto muito: A igreja é uma comunidade de pecadores, sendo dirigida por um pecador maior ainda. E essa é uma grande verdade! A idéia de comunidade (comum-unidade) também pode ser entendida como “articulação” ou seja, aquilo que consegue fazer o conjunto ou as partes do todo trabalharem. Estou convicto que a comunidade desejada por Deus, não está em um templo, edifício ou em uma únida pessoa, mas essa comunidade acontece quanto as partes se articulam visando o crescimento e a edificação mútua e honrando o Cabeça, que é Cristo. Precisamos de um espaço geográfico para fazer, mas não para ser uma igreja, pois o templo é o próprio coração do homem. O nome carrega um sonho, um ideal, e é isso que as pessoas precisam perguntar quando colocam um nome em uma igreja. Qual é o ideal de Deus pra nossa comunidade?
PRIMEGOSPEL: Qual é a sua opinião sobre os modelos tradicionais e institucionais das igrejas cristãs?
Bruno dos Santos: Algumas pessoas acreditam que como “neo-pentecostais” (classificação puramente sociológica) somos contra os modelos tradicionais e institucionais da igreja, mas isso não é verdade. Nós apenas não acreditamos que a instituição ou tradicionalismo sejam maiores ou mais prioritários para Deus do que as pessoas. Nós sabemos que em muitas igrejas, pessoas são menos importantes que programas, sabemos que campanhas são usadas para promover recursos para a reforma e construção do templo, e pouco para missões ou assistência social, e que muitos irmãos estão desassistidos pela igreja local. Enfim, existe um pesado número de erros perpetuados na história da igreja evangélica brasileira que precisam ser revistos. Recentemente estive em um seminário para pastores falando sobre o princípio da desconstrução institucional, como o início de uma reavaliação de prioridades e ideais eclesiásticos. Creio que a igreja como “um todo” precisa de uma nova reforma. Pentecostais, históricos e neo-pentecostais precisam unir suas melhores partes em uma igreja que se articula para a manifestação mais clara do que é o Reino de Deus.
PRIMEGOSPEL: O que a sua Igreja (Igreja Apostólica Vida Nova) faz, que difere das outras igrejas?
Bruno dos Santos: Na verdade não fazemos nada de diferente, no sentido de criar a "última novidade", mas estamos tentando resgatar alguns dos valores iniciais perdidos ao longo do tempo. O primeiro deles é a descentralização de poder espiritual, muitas igrejas focalizam a manifestação do poder apenas em um pastor ou líder carismático, enquanto que nós acreditamos que todos recebem capacitações espirituais que são dadas mediante a vontade do Espírito Santo aos crentes. O segundo valor é o sentido de pertencimento a comunidade local, é preciso haver mais comprometimento com as pessoas que estão na igreja local em todos os sentidos. É preciso mais amizade, mais companheirismo, mais espiritualidade uniforme. Queremos resgatar o sentido de unidade na diversidade. O terceiro valor resgata a Palavra equilibrada com a vida, procurando viver o que se prega, trabalhando o nosso caráter e deixando de ser apenas um mero ouvinte para ser um praticante, um entusiasta da fé cristã. Estamos investindo pesadamente em estudos bíblicos e teológicos em nossa igreja hoje.

PRIMEGOSPEL: Como vocês enxergam o cenário evangélico no país? As pessoas não estão cansadas da igreja?
Bruno dos Santos: Bem, infelizmente o cenário não é o ideal que nós queríamos para a Igreja Evangélica, mas creio que todas as coisas que estão acontecendo são necessárias para uma transformação real. Algumas pessoas estão ansiosas por um despertar espiritual. Não creio que aqueles que verdadeiramente buscam a Jesus estejam cansados da igreja, mas sim dos modelos institucionais, das visões excêntricas e da ênfase na troca de favores com Deus. Conheço algumas pessoas que apesar de enxergarem erros em suas denominações e igrejas, estão em um grande compromisso de intercessão, sem deixar de lado a reflexão através da Palavra e dos acontecimentos. Deus está agindo soberanamente a despeito do que a igreja faz de errado, e também está colocando um inconformismo no coração de alguns líderes, isso gera mais palavra, mais ação e mais compromisso com Deus. Este cenário promete bons frutos em um futuro próximo.
PRIMEGOSPEL: Existe muita ênfase nos dons, principalmente na profecia, mas isso parece que tem causado mais mal do que benefícios, como vocês lidam com os dons na igreja local?
Bruno dos Santos: Por enquanto, todos os membros de nossa comunidade estão dedicados a estudar mais profundamente os dons através de cursos ministrados em nossa igreja. Acreditamos no exercício dos dons e na necessidade deles hoje na igreja, mas a nossa ênfase está na Palavra Pregada e na vida de testemunho que seja coerente com aquilo que pregamos. A igreja de Corinto trouxe grandes problemas para o Apóstolo Paulo, pois era uma igreja riquíssima em dons, porém pobre em testemunho, eram meninos espirituais. Hoje entendemos que dons (carisma) sem maturidade (caráter) trazem grande confusão para dentro da igreja local, é preciso encontrar o equilíbrio que acontece mediante a reflexão da Palavra de Deus.
PRIMEGOSPEL: Em sua opinião; o que significa ser pastor hoje em dia?
Bruno dos Santos: Um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade espiritual. Primeiramente precisamos conviver com as críticas e até mesmo com a falta de compreensão, mas apesar disso, precisamos entender que somos chamados para cumprir os propósitos de Deus e não os nossos, e que Ele é quem nos capacita e nos dá condições para suportar todas as lutas que atravessamos, afinal as Escrituras dizem que seremos cobrados por cada palavra que sair de nossa boca, e isso só acontecerá porque o Senhor tem nos dado uma capacitação especial para fazer aquilo que fazemos. Mas ser pastor também é um grande privilégio, afinal, pessoas confiam sua vida e seus segredos à você e isso é muito gratificante. A confiança que as pessoas nutrem por você é um sinal de que o seu ministério carrega a chancela de Deus.
PRIMEGOSPEL: Que mensagem o senhor gostaria de deixar para as pessoas que leram esta entrevista?
Bruno dos Santos: Gostaria de dizer que a Igreja Vida Nova é uma comunidade de grandes amigos. Como diz o meu pastor Willy Garcia, estamos buscando alcançar o ideal cristão, ainda não alcançamos, mas estamos perseguindo este alvo. O grande problema não é errar, mas jamais se arrepender de ter errado. Nestes últimos meses temos experimentado um crescimento maravilhoso, mas não queremos incorrer no erro de estabelecer expectativas erradas sobre pessoas ou lugares, portanto não entre em uma igreja esperando algo, mas nem por isso se anule como pessoa, seja cheio de vida, cheio de alegria, afinal a nossa esperança não está em homens ou em lugares, mas naquele que vive e reina para sempre, Jesus Cristo! Que Deus possa abençoar ricamente cada passo da sua vida.

ROCK IN RIO E A BÍBLIA!


Idealizado pelo empresário Roberto Medina pela primeira vez no Rio de Janeiro em 1985, a cidade que lhe deu origem e que o consagrou como o maior festival de música do mundo, o Rock in Rio acontece entre os dias 23 de Setembro e 2 de Outubro. Setecentos mil ingressos foram vendidos e são esperados mais de cem mil pessoas por dia no evento. O evento atualmente pode ser definido como um festival de música que reúne vários estilos, entre eles, o rock.
A ciência já provou os efeitos que a música causa em quem a ouve. Se eu estiver dirigindo em uma viagem longa, um rock pode me ajudar a permanecer mais atento, enquanto que uma música mais lenta, dá sono. Sabemos que todos os ritmos possuem uma certa influência sobre nossa mente. Mas a Bíblia não condena o uso de nenhum estilo ou ritmo musical. 
Agora há um problema que envolve o rock, assim como outras modalidades musicais; o estilo de vida que que o ritmo sugere. O “rock”, em questão aqui, carrega consigo um estilo de vida contrário ao estilo de vida esperado por Deus e revelado nas Escrituras, e isso é tema para dezenas de livros. Mas note bem, estou falando do estilo de vida e não do ritmo. Durante muitos anos o rock foi visto como uma música satânica, mas hoje sabemos que é uma ótima ferramenta evangelística em ambientes alternativos. O ritmo em si não nem bom, nem mal, portanto a utilização do ritmo não tem problema algum, desde que usado com sabedoria e desde que as pessoas não usem o rock juntamente com o estilo de vida das bandas que disseminaram a tríade: “Sexo, Drogas e Rock’n Roll”, como Kiss, Ozzy Osbourne, entre outros.
A música é algo muito importante na vida espiritual de um filho de Deus. Devemos usá-la para a Glória de Deus e com uma finalidade útil para o Reino de Deus. Qualquer influencia que sugira uma vida desregrada deve ser evitada, como Paulo nos adverte: “Mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. Afastem-se de toda forma de mal.” (1Ts 5:21-22)
Não há dúvidas de que toda criação e dons vem do Senhor. Mas o pecado corrompe, e o que era para ser bênção, pode se transformar em maldição. Esta afirmativa inclui a música e sua variedade de ritmos, como o rock. Na atual época, o rock é o segmento musical que mais atrai o grande público, praticamente, em todo o mundo. Um dos fatos do rock ser anunciado como um ritmo “maligno” está relacionado com a associação as imagens como caveiras, mortos, demônios, etc. Um número grande de apetrehos e roupas escuras, disseminam uma idéia contrária ao ideal de Deus. Por isso o problema é o estilo de vida que ele sugere, não o ritmo e a sua musicalidade.
Mas creio que a música pode ter seus vários estilos e formas de expressar a Glória de Deus e todos estes estilos podem e devem ser usados para alcançar os perdidos. Não há como limitar o poder de Deus através de um ritmo ou estilo musical. Mas também afirmo que o slogan do Rock in Rio; “por um mundo melhor”, só será possível com um mundo mais cheio da Palavra de Deus e da anunciação da Obra Salvífica de Cristo.

OS “PEQUENINOS” ASSASSINOS DE NOSSOS DIAS.


Histórias de crianças que cometem assassinatos ou crimes, é mais comum do que imaginamos. Infelizmente estamos vivendo em um mundo infestado de violência, cheio de incoerências sociais. E obviamente as crianças tornam-se presas fáceis desse sistema grotesco.
Ainda ontem, assistimos a mais um caso absurdo de uma criança de 10 anos, cursando o 4 ano primário, que atirou na professora e depois se suicidou, na cidade de São Caetano do Sul, em São Paulo. Abalados, educadores e pais se perguntam por quê? O quê levaria uma criança a cometer essa barbaridade? Parece que a resposta é mais simples do que imaginamos: O convívio diário com o descaso da vida e a violência como linguagem comum em nossos dias são o adubo deste sistema cruel.
Violência faz parte do dia a dia das crianças. Noticiários, filmes, e porque não falar dos vídeo games? Será que não prevíamos que a médio-longo prazo, a constituição psicológica destas crianças seria abalada?
De quem é a culpa? Do pai ou da mãe? Não creio! A culpa é do sistema que aceitamos e introduzimos dentro de nossos lares, sem nenhum tipo de critério ou avaliação, e expomos nossas crianças à ele, sem qualquer tipo de defesa ou proteção.
Escolas deixaram de ensinar princípios de moral e bom costume, os educadores estão impedidos de chamar a atenção das crianças, sua autoridade está desmoralizada por conta de uma política de “proteção ao menor” que o joga no fundo do poço existencial, os pais não são capazes de conter toda a demanda que sobre eles é jogada, e pra ajudar, a “lei da palmada” é defendida com toda a força por pessoas que acham as crianças incapazes de fazer mal. Pra definir, é o seguinte: O sistema ruiu e as crianças são as vítimas mais eficazes deste sistema. Seus crimes chocam pela frieza e crueldade, sinais estes que acreditamos existirem apenas nos mais vis assassinos, jamais em uma crianças. Ledo engano, estamos fadados a uma sociedade patologicamente doente, se não mudarmos nossos conceitos e princípios. Drogas, sexo, violência, fazem parte do dia a dia das crianças desde a sua mais tenra idade. Pais, políticos, psicólogos estão amedrontados com estes sinais apocalípticos. A desestruturação da família e a perda de valores absolutos e verdades fundamentais criou uma sociedade suicida, que mata e que se mata. Neste caso, somos vítimas e réus com mártires como este menino de 10 anos de São Caetano do Sul. Que Deus tenha misericórdia de nós, do Brasil e do mundo todo que sofre estas notícias toda semana.

SOMOS O QUE COMEMOS!

Já faz algum tempo, a minha família participou de um programa de televisão, chamado RECEITA DE FAMÍLIA, onde eles nos acompanharam por algumas semanas analisando aquilo que comíamos. Ao ver nossa família na tevê, percebemos que aquilo que comemos muitas vezes condiciona nossa vida. Assim acontece com a realidade espiritual. Aquilo com o quê alimentamos nosso espírito condiciona nossa espírito para o bem ou para o mal. Fica aqui a minha reflexão e a ajuda dos toques da nutricionista para o nosso corpo. Caso você queira ver outros episódios, este programa está passando todos os sábados na TV Brasil, canal, acesse: www. tvbrasil.org.br


BEIJINHO SAFADO


“E Jesus lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do homem?” Lc 22:48
Um dos beijos mais famosos do mundo foi um beijo covarde, o beijo da entrega, da traição, da falsidade, da vileza, do cinismo, do dedo-duro e da safadice. Oriundo de um crente impostor, embusteiro, hipócrita e fingido. O beijo de Judas Iscariotes narrado nas páginas do Novo Testamento; era o sinal combinado para os soldados romanos darem o “bote” sobre Jesus, o beijo de Judas identificou quem era Jesus para os soldados romanos que deveriam prender e dar início ao processo de julgamento e crucificação do Messias.
Na cultura ocidental o beijo é considerado um símbolo de afeição, entre amigos representa tanto o cumprimento como a despedida. O beijo é o reconhecimento de que existe uma relação de respeito e admiração entre duas pessoas. Foi assim, com este ato que Judas traiu Jesus. Judas se valeu de um símbolo afetivo e utilizado nas relações significativas e íntimas, para entregar seu mentor.
Muitas vezes o tempo revela aos relacionamentos que “boas ações” estão encharcadas de “maus intentos”. Infelizmente é mais comum do que pensamos ver que símbolos de afeto, carinho e admiração, na verdade são armas utilizadas para a traição e o uso indiscriminado do relacionamento. Me recordo de um mulher que atendi a alguns anos atrás no meu escritório, que traída pelo marido, chorava dizendo que o tempo em que era traída, foi o tempo onde recebeu maior atenção, presentes e admiração do marido traidor. Isto é, as “boas ações” do marido davam à ele a força necessária para a manutenção da traição da esposa.
São inúmeros os casos que vemos hoje dentro das igrejas evangélicas. Homens e mulheres que se apresntam como muito espirituais, mas que no final dão o "bote". Pessoas podem usar símbolos verdadeiros de afeto, carinho e atenção como armas para seu jogo de manipulação e interesses. Essa maldade velada é destrutiva e maligna. Até mesmo o diabo pode se passar como “anjo de luz” para alcançar seus objetivos (2Co 11:14). Isto mostra que mesmo a beleza e o bom não estão isentos da maldade nesta geração de homens perversos.
Assim a história registra que Judas traiu a Deus com uma demonstração de atenção e afeto. Isso é o âmago da religiosidade, Judas era um religioso hipócrita, tão cruel quantos os fariseus. Ele estava fazendo algo certo, com o coração totalmente errado. Na maioria das vezes a maldade não mostra sua face, ela pode até mesmo vir disfarçada de um “beijinho safado”. Vigiai...Vigiai!

A Ele toda a Glória!

A MAIOR OBRA DO KARDECISMO É DESACREDITAR A BÍBLIA.

Um dos maiores engodos religiosos de nossa época é o espiritismo kardecista. Os seguidores de Kardec, acreditam que vivem o autêntico cristianismo. Será? 
O Kardecismo prega a mediunidade, a caridade como tábua de salvação, a reencarnação, etc. Esta é considerada necessária à evolução dos espíritos. Estes, através das dificuldades da vida e das boas obras, podem expiar suas culpas, reparar seu passado e acumular méritos até se tornarem perfeitos. Não tão perfeitos quanto Deus, mas terão a perfeição que a criatura comporta. Alcançar a salvação é, na linguagem espírita, atingir essa inevitável perfeição. Sim, inevitável perfeição, pois o Kardecismo prega que ninguém será condenado eternamente, considerando que, mais cedo ou mais tarde, todos os espíritos avançarão rumo à perfeição e a alcançarão indubitavelmente. O Kardecismo se considera genuinamente cristão, bem como a terceira revelação de Deus à Humanidade. Pregam os kardecistas que a primeira revelação de Deus é o Antigo Testamento; e a segunda, o Novo Testamento. E o Kardecismo, ocupa o lugar de destaque como última e derradeira revelação final. 
Dizem os kardecistas que “religião não se discute!” - mas o próprio Allan Kardec reconheceu o direito de expressão que deve ser assegurado ao indivíduo, porquanto ele também criticava àqueles de quem ele discordava, como o Apóstolo Paulo, a igreja cristã, a ciência, etc; e já que Kardec se colocava no direito de criticar aquilo que discordava, gostaria de mostrar algumas incoerências do Kardecismo. Vejamos: 

 1. O Kardecismo prega a reencarnação e não o “nascer de novo”. 
O Kardecismo proclama que o fato de Jesus afirmar que “aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”, constitui prova de que Jesus era reencarnacionista e que a reencarnação é a âncora da salvação e, portanto, necessária (O Livro dos Espíritos. Federação Espírita Brasileira, 74º edição, capítulo V, página 153). Alega Kardec que Jesus chamou de “nascer de novo”, o que o Espiritismo chama de “reencarnação”. Mas, à luz de Lc 23: 42-43, nascer de novo não é o mesmo que reencarnar, já que Jesus disse ao bandido que suplicou Sua graça, o que se segue: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. Ora, indo o ladrão convertido, naquele mesmo dia, para o Paraíso, torna evidente que nascer de novo não é o mesmo que reencarnar. Nós, os evangélicos, cremos que o novo nascimento do qual Jesus falou, é a experiência do perdão ou salvação, que reabilita o indivíduo a ter sua vida voltada para Deus e que se dá mediante a conversão. 
São muitos os textos bíblicos que negam a reencarnação, sendo Zc. 12:1, uma destas referências. Segundo este texto, o espírito do homem é formado dentro dele. Isto é mais que suficiente para provar que cada corpo tem seu próprio espírito e que este veio à existência, quando o corpo estava em formação, no ventre. Logo, nós não somos seres de outros mundos, que viemos para o planeta Terra num processo evolutivo (expiar imperfeições, reparar erros, angariar novos conhecimentos, etc.), como o ensina o kardecismo. 

 2. O Kardecismo nega a existência dos demônios: 
“Se houvesse demônios, seriam obra de Deus. Mas, porventura, Deus seria justo e bom se houvera criado seres destinados eternamente ao mal e a permanecerem eternamente desgraçados? Se há demônios, eles se encontram no mundo inferior em que habitais e em outros semelhantes. São esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um Deus mau e vingativo e que julgam agradá-lo por meio das abominações que praticam em seu nome” (O Livro dos Espíritos. Federação Espírita Brasileira: primeira parte, capítulo I, 76ª edição, nº 131, página 100). 
“... os demônios... são... as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais...” (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Federação Espírita Brasileira: 112ª edição, capítulo XII, nº 6, página 201. Grifo meu). 
Dos escritos acima podemos ver nitidamente que o Kardecismo sustenta que o Diabo e os demônios não existem. O Diabo seria “a personificação do Mal”; e os demônios, “as almas dos homens perversos”, ou seja, espíritos ainda maus, quer encarnados, quer desencarnados. Kardec acreditava, pois, que os demônios nada mais são que “esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um Deus mau e vingativo...”. Isso significa que após negar a existência do Diabo e dos demônios, Kardec ironiza os que crêem na existência dos demônios, dizendo que são estes os verdadeiros demônios. Em outras palavras: O Diabo e demônios são aqueles que pregam que eles existem.

3. O Kardecismo afirma que Cristo silenciou sobre “consultar os mortos”. 
Allan Kardec alegou que o Cristo nunca disse: “Não consulteis os mortos”. Na sua opinião, o Cristo que condenou o roubo, o adultério, o homicídio, a inveja, e assim por diante, não esqueceria de condenar a mediunidade, se os espíritos que se manifestam fossem realmente demônios. Segundo ele, o Cristo não esqueceria de combater tão grave pecado. Senão, vejamos: 
“Não veio Jesus modificar a lei mosaica, fazendo da sua lei o código dos cristãos? Não disse ele: — “Vós sabeis o que foi dito aos antigos, tal e tal coisa, e eu vos digo tal outra coisa?” Entretanto Jesus não proscreveu, antes sancionou a lei do Sinai, da qual toda a sua doutrina moral é um desdobramento. Ora, Jesus nunca aludiu em parte alguma à proibição de evocar os mortos, quando este era um assunto bastante grave para ser omitido nas suas prédicas, mormente tendo ele tratado de outros assuntos secundários” (O Céu e o Inferno. Federação Espírita Brasileira: primeira parte, capítulo XI, nº 6, parágrafo 3). Se o fato de Cristo não haver dito: “Não consulteis os ‘mortos’”, justificasse a “mediunidade”, os kardecistas deveriam praticar a astrologia, pois Ele nunca disse: “Não consulteis os astros”. 
Quem lê a Bíblia sabe que Moisés tachou a mediunidade de abominação (isto é, nojeira). Disse ele: “Entre ti se não achará quem... consulte os mortos..., pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor... O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Dt. 18: 10-12,15). Neste texto, Moisés não só proíbe a consulta aos mortos, mas também notifica que ao invés da prática mediúnica, os seus patrícios deviam se limitar a ouvir o profeta que estava por vir, isto é, Jesus (At.3:22-23; 7:37). Então Moisés (o instrumento que Deus usou para o estabelecimento do Antigo Testamento), além de predizer o nascimento de Jesus e, conseguintemente, o advento do Novo Testamento, deixa subentendido que a proibição à mediunidade não era um só um cerimonial, fadado a expirar na cruz, como os sacrifícios de animais e outros preceitos veterotestamentários; antes tratava-se de um mandamento moral que, por isto mesmo, seria também observado pelo povo de Deus do Novo Testamento. Mas, segundo Kardec, o porquê das proibições mosaicas à prática da mediunidade, reside no fato de que a consulta aos mortos não estava sendo efetuada com o devido respeito aos mortos; antes era objeto de charlatanismo. Ora, se fosse este o motivo, certamente Deus tão-somente “regulamentaria o assunto para evitar abusos”.  

Conclusão: O Kardecismo é contrário a Palavra de Deus. Poderia citar inúmeras contradições entre a Bíblia e o Espiritismo Kardecista, porém estas são suficientes para provar uma coisa apenas: “O GRANDE ERRO DO KARDECISMO É ACREDITAR EM UM DEUS QUE SEJA MUITO BOM E POUCO JUSTO”.  Geralmente pensa-se que a Bíblia ensina que Deus é tão bom que por maior que seja o pecado, se o pecador se arrepende e pede perdão, Deus o perdoa. Mas a verdade solene é que Deus é tão justo que, segundo a Bíblia, por menor que seja o pecado, e por mais que o pecador se arrependa e peça perdão desse “pecadinho”, Deus não perdoa. O pecado é, na opinião de Deus, uma dívida que tem que ser paga inevitavelmente. A única maneira de Deus nos perdoar perfeitamente é segundo o sacrifício de seu filho Jesus Cristo, a expiação perfeita, o Cordeiro Santo e Sacrifício Único, dado de uma vez por todas e para sempre. Sem Cristo é impossível obter a salvação. Ela não é fruto de uma obra meritória pessoal, mas Graça proveniente de Deus para todo aquele que invocar o nome do Senhor. A SALVAÇÃO NÃO VEM PELAS OBRAS, MAS PELA ÚNICA OBRA DE CRISTO NA CRUZ! 

A Ele toda a Glória.

O RELÓGIO PROFÉTICO DE DEUS! - SETEMBRO E OUTUBRO SÃO FORTES CANDIDATOS AO INÍCIO DO APOCALIPSE. VEJA PORQUÊ!

Veja esta profecia de Isaías 19:2 que fala sobre o Egito de um futuro distante para o profeta: “Incitarei egípcios contra egípcios; e cada um pelejará contra o seu irmão, e cada um contra o seu próximo, cidade contra cidade, reino contra reino.”
Esta profecia se cumpriu em 11 de fevereiro de 2011 (este ano), quando o ditador Hosni Mubarak, renunciou ao poder, após 30 anos de ditadura. Agora, a situação egípcia está imprevisível. Se a Irmandade Muçulmana assumir o poder no país, Israel teme pela sua própria existência. O que tudo isso nos mostra?
A crise no Oriente Médio tem tomado proporções escatológicas nas últimas semanas. Uma solução pacífica está longe do fim. A mudança de líderes e as organizações internas dos países do Oriente Médio mudaram drasticamente nos últimos 4 anos. E a guerra palestinos X judeus está longe de acabar. A ONU e os EUA não possuem nem autoridade, nem moral para tentar resolver esse problema.
Pra quem não entende direito essa crise, o resumo é este; Os palestinos acreditam que o “futuro” Estado Palestino tem que ter “parte” da Jerusalém Oriental em seu território, e Israel considera “toda” a Jerusalém Oriental ou velha como lugar sagrado e inegociável da fé judaica. Isso significa que Israel lutará com toda a sua força para impedir que isso um dia aconteça. O profeta Zacarias profetizou essa situação de conflito.
“Eis que eu farei de Jerusalém um copo de atordoamento para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém. Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem, serão gravemente feridos. E ajuntar-se-ão contra ela todas as nações da terra.” (Zacarias 12.2,3) 
Estamos muito próximos de uma conversa séria na ONU sobre os rumos da história entre palestinos e judeus. Pra ser exato, o mês de Setembro pode ser uma data marcante na história da humanidade. Vejam o que está no site de notícias G1*: “Palestinos reagem a Netanyahu: “Não há opção a não ser ir à ONU em setembro” - RAMALLAH, Territórios Palestinos, 24 Mai 2011 (AFP) - “O discurso do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no Congresso americano não deixa outra alternativa aos palestinos "a não ser ir à ONU em setembro" para exigir o reconhecimento de seu Estado, declarou nesta terça-feira à AFP um negociador palestino”. Em Setembro acontece a Assembléia Geral da ONU, onde as negociações entre países e povos é colocada em pauta e decisões são tomadas mediante votação de outras nações. O negociador palestino Mohammad Chtayyeh estará lá em Setembro para reivindicar o pedido da independência do estado palestino.
Sabemos que Jerusalém e Israel são considerados um “relógio profético” de acordo com as Escrituras Sagradas. Setembro e Outubro têm sido meses marcados por catástrofes mundiais nos últimos 10 anos. Vejamos o seguinte texto do livro de Salmos:
“Tocai a trombeta pela lua nova, pela lua cheia, no dia da nossa festa.” (Salmo 81.3). “Tocar a trombeta” é uma expressão utilizada por muitos profetas no AT. Ela simboliza principalmente o anúncio de catástrofes mundiais e guerras. João se vale deste mesmo sentido ao escrever Apocalipse. E como é do conhecimento de muitos, a maioria das pragas e  catástrofes mundiais são anunciadas mediante o “tocar da trombeta”. É uma expressão claramente profética. A ordem de acordo com o texto do salmista é que a trombeta seja tocada entre as luas cheia e nova. Isto é entre os meses de SETEMBRO E OUTUBRO.
A festa das Trombetas começa na Lua Nova e a dos Tabernáculos na Lua Cheia. Duas festas das mais importantes de acordo com o calendário judaico.  O fato é que existe uma conexão entre grandes eventos mundiais catastróficos, e estas festas que geralmente ocorrem entre os meses de SETEMBRO E OUTUBRO. Veja as seguintes conexões nestes eventos históricos de proporções mundiais e estes dois meses:
  1. No dia 1.º de outubro de 1946, o tribunal internacional militar de Nuremberg, na Alemanha, deu seu veredicto a respeito das acusações que pesavam sobre a cabeça de 12 líderes nazistas capturados. Mas apenas 10 foram enforcados publicamente (um paralelo com os 10 filhos de Hamã / Livro de Ester). Estes 10 nazistas foram executados no dia 16 de outubro de 1946, que, naquele ano, coincidiu com o 7.º dia da festa dos Tabernáculos!
  2. A guerra que quase acabou com Israel ocorreu no dia mais sagrado para os judeus, o Yom Kipur (que foi em 16 de outubro de 1973), que antecede a Festa dos Tabernáculos;
  3. O maior ataque terrorista da história americana  (o ataque as torres do 11 de setembro), ocorreu em setembro de 2001, seis dias antes das festas relacionadas aos tempos finais.
  4. A primeira guerra do século XXI, que foi a invasão americana ao Afeganistão começou no dia 07 de outubro de 2001 (Exatamente no 7.º dia da Festa dos Tabernáculos).
Enfim, existem inúmeros registros sobre acontecimentos que ocorreram entre os meses de SETEMBRO E OUTUBRO. Minha conclusão é esta: Que os arranjos estão acontecendo na história e que tudo isso está debaixo da poderosa mão de Deus está claro pela profecia bíblica. Não podemos prever datas, nem anos, nem meses, nem dias, mas com certeza estamos próximos, muito mais do que em qualquer outro momento da história. Setembro e Outubro são fortes candidatos ao começo do fim, e por isso, este é o tempo de voltarmos nossa vida para o Senhor. Limpar as mãos e deixar o ânimo dobre de lado. Assumir um compromisso real com o Deus Verdadeiro. Aguardemos e esperemos confiantemente Nele! Maranata Senhor!