EVANGELHO MCDONALD'S

O McDonald’s é uma das, senão a maior rede fast-food do mundo. São mais de 30.000 lojas em 120 países, e 50 milhões de clientes atendidos todos os dias. O seu negócio é vender pratos rápidos e saborosos. Os principais pratos do Mcdonald’s são criados com  estes dois princípios garantidos, agradar a maioria dos paladares e ser consumido de  maneira rápida.
Na verdade a padronização dos sabores e das opções passa a ser uma norma da cadeia de fast-food, que como em uma linha de montagem, faz com que em qualquer lugar do mundo seja servido exatamente o mesmo lanche. Podemos comer o número um no Brasil ou nos EUA, sem notar a diferença.
Da mesma maneira o conceito de “evangelho” que está sendo abordado por algumas empresas/igrejas de hoje, procura trabalhar um padrão de culto e pregação para suprir todos os paladares e ser consumido de maneira rápida.
O conceito é o mesmo da famosa cadeia de restaurantes, ser um negócio impessoal e lucrativo, atendendo o maior número de pessoas, sem contar se é saudável ou não, o que vale mesmo é a satisfação do cliente, que sai dizendo: “Amo muito, tudo isso!”
Estas redes de empresas/igrejas fabricam opções para o consumo espiritual atendendo as demandas de mercado. Por isso, é comum encontrar este evangelho “mcdonaldizado” em todo o canto. Alguns chamam isso de “avivamento”, mas a verdade é que essa onda nada tem a ver com uma Ação do Espírito, senão apenas a cópia de ferramentas pragmáticas, e que estão dando certo diante do grande público. As pequenas empresas/igrejas seguem a linha das grandes, e por isso algumas destas aberrações passam a ser copiadas nos mais distantes rincões religiosos.
Enfim, pra quem gosta de comida rápida e que não alimenta de “fato”, uma comida que apenas satisfaz o paladar e instiga a gula, tornando as pessoas inchadas e ao mesmo tempo desnutridas, estes incautos podem se satisfazer com o "evangelho mcdonald’s". Mas para os outros, aqueles que acreditam na saudabilidade de pratos mais convencionais, no nutrientes de alimentos naturais, e não industrializados, nada melhor do que o velho e bom “arroz com feijão”, isto é, o Evangelho de Jesus.

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