BEIJINHO SAFADO


“E Jesus lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do homem?” Lc 22:48
Um dos beijos mais famosos do mundo foi um beijo covarde, o beijo da entrega, da traição, da falsidade, da vileza, do cinismo, do dedo-duro e da safadice. Oriundo de um crente impostor, embusteiro, hipócrita e fingido. O beijo de Judas Iscariotes narrado nas páginas do Novo Testamento; era o sinal combinado para os soldados romanos darem o “bote” sobre Jesus, o beijo de Judas identificou quem era Jesus para os soldados romanos que deveriam prender e dar início ao processo de julgamento e crucificação do Messias.
Na cultura ocidental o beijo é considerado um símbolo de afeição, entre amigos representa tanto o cumprimento como a despedida. O beijo é o reconhecimento de que existe uma relação de respeito e admiração entre duas pessoas. Foi assim, com este ato que Judas traiu Jesus. Judas se valeu de um símbolo afetivo e utilizado nas relações significativas e íntimas, para entregar seu mentor.
Muitas vezes o tempo revela aos relacionamentos que “boas ações” estão encharcadas de “maus intentos”. Infelizmente é mais comum do que pensamos ver que símbolos de afeto, carinho e admiração, na verdade são armas utilizadas para a traição e o uso indiscriminado do relacionamento. Me recordo de um mulher que atendi a alguns anos atrás no meu escritório, que traída pelo marido, chorava dizendo que o tempo em que era traída, foi o tempo onde recebeu maior atenção, presentes e admiração do marido traidor. Isto é, as “boas ações” do marido davam à ele a força necessária para a manutenção da traição da esposa.
São inúmeros os casos que vemos hoje dentro das igrejas evangélicas. Homens e mulheres que se apresntam como muito espirituais, mas que no final dão o "bote". Pessoas podem usar símbolos verdadeiros de afeto, carinho e atenção como armas para seu jogo de manipulação e interesses. Essa maldade velada é destrutiva e maligna. Até mesmo o diabo pode se passar como “anjo de luz” para alcançar seus objetivos (2Co 11:14). Isto mostra que mesmo a beleza e o bom não estão isentos da maldade nesta geração de homens perversos.
Assim a história registra que Judas traiu a Deus com uma demonstração de atenção e afeto. Isso é o âmago da religiosidade, Judas era um religioso hipócrita, tão cruel quantos os fariseus. Ele estava fazendo algo certo, com o coração totalmente errado. Na maioria das vezes a maldade não mostra sua face, ela pode até mesmo vir disfarçada de um “beijinho safado”. Vigiai...Vigiai!

A Ele toda a Glória!

Um comentário:

Vânia M. G. Souza disse...

Olá, Pastor Bruno, boa tarde.
Posso entender que situações em que me sinto mal, ou seja, sinto que o beijo foi apenas um protocolo, melhor sumir das vistas da pessoa.
É assim que procedo, mas vira e mexe me pergunto se Jesus agiria assim também.
Vânia