SUA FÉ LEVA JESUS A SÉRIO?


Estamos redondamente equivocados em relação a nossa vida cristã. Muitas pessoas estão confusas no exercício de sua fé. Acham difícil demais ser como Cristo era. Seguir Jesus na maioria das vezes nos parece uma utopia, um fardo pesadíssimo de ser carregado.
Muitas pessoas hoje encaram o cristianismo, mais como uma opção religiosa, do que um estilo de vida, afinal a grande maioria não consegue condensar os ensinos de Jesus no mundo de hoje, globalizado, capitalista e cruel.
Nossa impressão de Jesus, não reconhece a totalidade de sua vida. Somos tentados a enxergar Jesus como “o filho de Deus”, alguém que possuía algo especial, e que para ele tudo “era mais fácil”. Quando encaramos o Jesus dos evangelhos, somos levados a crer que Jesus era incrível. Por isso, para nós “simples mortais”, fazer o que Jesus fazia é algo utópico e impossível.
Mas a vida de Jesus era constituída de muita disciplina, de muito compromisso com a piedade e a espiritualidade autêntica. Para Jesus preparar-se era mais importante que fazer.
Quando vemos um craque jogar, queremos ser como ele, driblar como ele, e dominar a bola como ele. E geralmente quando entramos em campo, tentamos a todo custo copiar esse craque, mas existe uma diferença entre o craque e o admirador. O craque treina, faz dieta, academia, se controla, submete-se a duras horas de exercícios específicos, etc. O campeão é sempre aquele que melhor se prepara para prova.
Na vida espiritual não é diferente. Para ser como o Jesus dos holofotes, dos feitos incríveis, precisamos ser como Jesus em “toda” a sua vida. Queremos ter uma vida “normal” durante toda semana, com uma mentalidade mundana e completamente lógica, e quando nos reunimos na igreja queremos orar e simplesmente achar que vamos sair daqui prontos para amar nossos inimigos, caminhar outra milha, dar a outra face, etc. Isso não vai acontecer mesmo!
Por isso para a grande maioria o jugo de Cristo não é nada leve, e seu fardo nos parece pesadíssimo, pois só estamos dispostos a carregá-lo quando nos convém em certos momentos (quando entramos no jogo sem preparação), e geralmente não estamos prontos para encarar a totalidade de quem Jesus era. Por isso queremos seguir Jesus (o campeão) vivendo apenas como admiradores (platéia).
Essa é a razão porque o cristianismo do nosso discurso é tão diferente do cristianismo da nossa vida prática.

PORTANTO, LEVAR JESUS A SÉRIO É ENTENDER QUE...
Deus não isentou Jesus de uma vida de preparação. Durante toda a sua vida ele foi preparado para enfrentar aquilo que enfrentou. Alguns dizem que a bíblia não relata nada sobre a vida de Jesus dos 12 aos 18 anos (Lc 2:45) – ele estava sendo preparado.
Após receber o batismo, ficou 40 dias sendo preparado no deserto. Passava longos períodos em oração, as vezes noites inteiras, preparando-se antes de receber multidões para curá-los e ensiná-los. E queremos acreditar que basta uma oração e um culto dominical para fazermos aquilo que Jesus fazia? Precisamos estar preparados. Jesus afirmou isso:
Hoje buscamos atalhos na nossa vida cristã.
Diariamente vemos o sucesso que as mandingas evangélicas fazem no meio evangélico. Pra que orar se eu posso ter a rosa ungida que vai limpar a minha casa? Pra que jejuar se o evangelista vai fazer isso e basta apenas eu dar meu dízimo? Pra que me consagrar, se posso somente beber o copo de água de cima da teve já ungido pela oração do bispo? Vou decretar nas regiões celestiais, e pronto! Acreditamos que uma afirmação anula o esforço. Buscamos atalhos.
O amuleto da sorte é o maior símbolo da preguiça espiritual e da indiferença racional que o homem já inventou. Eu não preciso fazer nada, basta apenas ter o amuleto!
Por isso existe um monte de gente que acha que é profeta e apostolo, quando na verdade são meninos na fé, vivem superficialmente, experimentam lampejos de Jesus, e acreditam que estão aptos para serem como ele era. Mas todos, sem exceção, fugiram e abandonaram Jesus!
O que Jesus fazia publicamente nada mais era do que aquilo que ele vivia em sua intimidade com Deus. A grande diferença é que as vezes publicamente “parecemos” como Jesus, mas quando há pressão, nossa mascará cai. Já não conseguimos sustentar a nossa imagem, pois falta-nos a verdade, falta-nos vida íntima com Deus.
Transformamos Jesus num belo ideal teológico. O cristianismo está resumido a um grupo de pessoas com grandes boas intenções, mas a prática não sai da intencionalidade. Por isso dizemos seguimos a Cristo ideologicamente, mas a nossa prática nos distancia constantemente.
Acreditamos que a vida cristã é apenas crer nas coisas certas e pronto. Nossa compreensão de Graça geralmente nos passa a idéia de que nada precisamos fazer. A graça nos dá a condição para fazer, mas para nos envolvermos e aceitarmos a transformação que ela gera, precisamos dos mesmos exercícios e práticas espirituais de Jesus.
Muitas pessoas hoje acreditam que estão vivendo um “avivamento”, apenas por sentirem um arrepio ou possuírem uma revelação no momento do culto, mas isso não é avivamento. Apenas ajuntamento de gente sem mudança prática. O avivamento real muda a sociedade, muda a compreensão e os valores de mundo, família, meio ambiente, pobreza, justiça, etc.

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Um comentário:

Vânia M. G. Souza disse...

Oi, Pastor Bruno!
Eu gostaria de saber como você vive a sua vida. Isso não é provocação, mas apenas o desejo de saber se o que estou fazendo com a minha está precisando de ajustes. Deus o abençoe, Vânia