O PERIGO DO EXCESSO DE OTIMISMO DO EVANGÉLICO.


Geralmente as pessoas não gostam de quem é pessimista. É horrível ter que conviver com alguém que acha que tudo vai dar errado! Mas o que falar de alguém que possui uma perspectiva exageradamente otimista das coisas?
Claro que de maneira equilibrada, o otimismo, torna-se uma ótima força motriz para se alcançar sonhos e ideais de vida, mas fora de sua dose moderada, o excesso de otimismo traz grandiosos estragos. É como exercer um uso indevido de auto-confiança extrema, estas qualidades podem se tornar um defeito e gerar tendências comportamentais desastrosas. Tudo em excesso faz mal.
Os incontáveis livros de auto-ajuda pregam a máxima de olhar a vida com melhores olhos, e em certo ponto, isto é bom. Mas exagerar os diagnósticos, adotando atitudes positivas demais podem prejudicar a vida de quem “abraça” esse movimento.
O problema é que quem pensa com muito positivismo, fica impedido de ver a realidade necessária para resolver problemas e conflitos, que existem, mas que ficam mascarados pelo excesso de otimismo.
A base deste pensamento exageradamente otimisma, está no princípio de que: Podemos Tudo! - Isso não é verdade. Podemos muito, mas não tudo! Deus colocou em nós limites de preservação. Somos seres limitados, e estes limites nos ajudam na construção de nosso caráter. Só podemos saber quem somos se houverem limites.
Limite é a palavra que está faltando no meio evangélico. Desde que os púlpitos foram tomados pela onipresença do otimismo exagerado disfarçado de teologia do triunfalismo, que prega que riqueza, saúde e felicidade são os “únicos” ideais de Deus para o homem, milhões de pessoas vem depositando sua fé e dízimos em histórias e heresias que garantem a abundante certeza de plena satisfação em tudo, tornando a pessoa um crente exageradamente otimista.
Este tipo de teologia destruidora é patrocinada pelos grupos do momento, que alicerçam seus ministérios na inocência da credulidade alheia, que aposta sua fé numa possível vida sem problemas. Ledo engano.
Pregações disfarçadas de auto-ajuda e positivismo, escondem o verdadeiro evangelho, que anuncia que o mundo é cheio de aflições, e que o bom ânimo do crente não é circunstancial (Jo 16:33).
Que bom seria, se estas pessoas exageradamente otimistas acordassem para a realidade onde o mundo se encontra, não dando mais lugar aos princípios materialistas de felicidade, e sabendo que cedo ou tarde há um momento de reflexão e aprendizado mais profundo no perder e no não ter. Que viver é não ter os olhos no aqui e agora, nem nas coisas, mas na esperança de um Reino Futuro e além deste universo caído.

Um comentário:

George Gonsalves disse...

Execelente e perspicaz, pr. Bruno. Quando lemos que Deus disse não a desejos de homens como Moisés (entrar na Terra Prometida), Davi (construir o templo) e (Paulo) (retirar o espinho na carne), percebemos que só podemos aquilo que Deus permite. Se desejar, visite-me em www.igrejabatistadoverbo.blogspot.com
Um abraço.