Projeto: "Adote Minha Família"

Que Deus abençoe o Rio de Janeiro e Dilma Rousseff. Sem Ele, nada podemos fazer!

Na primeira semana de mandato da recém eleita presidente da república, Dilma Rousseff, ela ordenou tirar os dois maiores símbolos cristãos do gabinete presidencial. Haviam ali um crucifixo e uma bíblia, ambos mantidos nos anos de administração de Lula e de presidentes anteriores.
Esse gesto sofreu várias interpretações da mídia, mas algo ficou pontuado, depois de sofrer um ataque ferrenho por parte da ala religiosa politizada, ela deixou claro que não permitirá qualquer ingerência dos princípios cristãos ou bíblicos em seu mandato. Talvez seu senso religioso tenha ficado abalado depois de ser considerada ateia, e ela mesmo admitiu em 2007, em uma entrevista a Folha de São Paulo, andar meio descrente. Com esse ato de retirar os símbolos cristãos, Dilma também deixou claro que o estado é laico, assim como a Constituição Brasileira afirma.
Apesar do estado ser laico, e a nossa atual presidente não permitir a “intervenção de Deus” em seu governo, o povo brasileiro é um povo religioso e em sua grande parte aceita os princípios cristãos como necessários para a vida social. É por isso que em terras tupiniquins, nenhuma religião é rejeitada, e todas elas convivem sem problemas. sejam judeus e muçulmanos, católicos e evangélicos, espíritas e budistas, etc.
No primeiro mês de mandato e em sua primeira viagem oficial fora de Brasília, Dilma Rousseff, teve que lidar com o maior desastre climático na história do Brasil. O Rio de Janeiro (do seu pupilo Sérgio Cabral), foi o estado mais devastado das últimas chuvas que açoitaram o Brasil. 
Por mais que a mídia procure culpados, eles não existem. Esse clima é fruto de décadas e décadas de abusos com a natureza e uma boa dose de descaso das autoridades públicas e da população. Hoje só nos resta ajudar os desabrigados e atingidos, e “orar” pedindo as bençãos do Senhor sobre nossa nação e sobre a nossa presidente, que se demonstrou incapaz de mudar o quadro que a região serrana do Rio se encontra.
Dilma, por mais que esteja chateada com a igreja e os cristãos, precisa aprender que um bom governo não depende apenas de uma boa administração e de bons ministros, mas de uma grande dose da ajuda daquele Deus que escreveu a Bíblia que ela mandou retirar do seu gabinete, e é nestas horas de dor e pesar que a leitura dela torna-se indispensável. Que Deus abençoe o Brasil, o Rio de Janeiro e Dilma Rousseff. Sem Ele, nada podemos fazer! (Jo 15:5).

SOS Rio de Janeiro.

      Infelizmente e novamente, vemos os últimos acontecimentos com pesar. A mídia procura um culpado, como a chuva, o governo, o acúmulo de lixo, mas a verdade do que vemos é um fato de proporções mundiais. No Rio de Janeiro, São Paulo, Austrália, e em vários outros lugares, a fúria da natureza e o descaso de todos com ela, já é uma marca tangível de nossa geração. Agora só nos resta reeducar nossos filhos e netos, e investir em políticas públicas que mudem a mentalidade das próximas gerações para que não vivam este mesmo dilema.
       Além de lamentar a perda de muitas vítimas, podemos ajudar naquilo que formos capazes. Postei algumas dicas de como podemos ajudar as vítimas do Rio de Janeiro.

 - O Programa de Voluntariado Viva Rio também disponibiliza uma conta corrente para doações (Banco do Brasil, agência 1769-8, conta-corrente 411396-9 e CNPJ: 00343941/0001-28).

 - Estabelecimentos particulares do estado fluminense também estão arrecadando doações para as vítimas. O grupo de supermercados Pão de Açúcar montou postos em todas as 100 lojas da rede. Os interessasos podem se dirigir aos estabelecimentos Pão de Açúcar, ABC Compre Bem, Sendas, Extra Supermercados e Assaí. Também é possível fazer doações na sede do Viva Rio (Rua do Russel, 76 - Glória).

 - As doações podem ser entregues na sede da Cruz Vermelha de São Paulo, que fica na avenida Moreira Guimarães, 699 - Indianópolis (próximo ao aerporto de Congonhas), das 8h às 18h. Mais informações no telefone (11) 5056-8667 ou pelo e-mail voluntariado@cvbsp.org.br

CRISTOFOBIA - Uma nova doença.

Como teólogo cristão, tenho encontrado certa dificuldade para falar sobre Jesus Cristo em alguns meios sociais. Claramente vejo pessoas se sentindo incomodadas quando testemunho de minha fé em Cristo, ou falo da vida dentro da igreja. Em algumas palestras ou reuniões acadêmicas que envolvem diferentes linhas de raciocínio ou fé, sinto-me veementemente atacado por aqueles que dizem serem “liberais”.
Grupos gays, ateus, e toda sorte de movimentos modernos são fortemente cristofóbicos. Eles rejeitam qualquer idéia sobre Jesus Cristo no meio deles. Uma discriminação clara contra a expressão da fé cristã e do seu Cristo.
No EUA, um forte movimento cristofóbico tem tomado a cabeça dos jovens e de outros grupos sociais, gerando inclusive frentes sociais e eventos que rejeitam a expressão cristã em qualquer instância. Se isso acontecesse contra outros grupos, as pessoas chamariam de intolerância, mas contra cristãos ou Jesus, isso parece não surtir efeito negativo.
Jesus predisse essa perseguição (Jo 15:20), e sabemos que a expressão da fé em um único Deus que não se molda a vontade humana gera inconformidade com o humanismo e o existencialismo moderno. Vivemos em um mundo, onde o homem se coloca como um deus, e qualquer divisão nesta ordem acaba em protesto, ódio social e perseguição.
Continuarei falando do meu Cristo e da minha fé, pregarei os valores que acredito e que estão pautados nas Escrituras. Quanto a perseguição e os perseguidores..., não os culpo em nada, afinal um dia já estive do outro lado, mas hoje penso como o Apóstolo Paulo, o maior perseguidor da igreja do primeiro século, que escreveu: “A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e injurioso; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade”. (1Timóteo 1:13)

Qual deve ser o salário de um Pastor?

Ainda existe grande tensão ao assunto relacionado sobre a remuneração da atividade pastoral. Ser pastor é uma profissão ou não? Um sacerdote possui uma vocação, ou a profissionalização é real e o reconhecimento da profissão, imprescindível? Como devemos classificar o salário dos pastores hoje em dia?
Ao consultar a carta de Paulo à igreja de Éfeso, ele declara o seguinte: Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens. E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. (Ef 4:11-15)
Esta passagem é regularmente usada para identificar o desenvolvimento e crescimento correto dos membros da Igreja (Corpo de Cristo). Existem pelo menos cinco funções diferentes que precisam ser exercidas diretamente pela liderança eclesiástica: A pastoral, evangelística, profética, apostólica e a pedagógica. Estas cinco funções foram exercidas por Jesus Cristo na condução e no estabelecimento da Igreja na terra e posteriormente pelos apóstolos. Jesus instituiu estas funções na igreja para o “aperfeiçoamento dos santos”. Isto é, Cristo capacita sobrenaturalmente “certas pessoas” para exercerem funções específicas para toda a igreja, funções estas também chamadas de “dons”. Estes homens ou mulheres, são os vocacionados ao ministério para tempo integral, isto é, precisam se dedicar totalmente aquele trabalho para o desenvolvimento mais adequado da igreja. Entre estes estão apóstolos, pastores, professores (teólogos) e bispos em sua grande maioria, que administram igrejas, congregações e até denominações inteiras.
É preciso notar que essa passagem não visa gerar nenhuma ordem eclesiástica de cargos, nem torna um mais importante que o outro, mas o fato é que certos membros vão ter uma responsabilidade maior no desenvolvimento do Corpo de Cristo. Portanto existem pessoas vocacionadas “na” e “para” a igreja, que precisam ser assistidas em suas necessidades pessoais e sociais. Não podemos ser injustos com os líderes que exercem bem sua função e por falta de cuidado ou dinheiro, precisam ocupar-se com outras coisas que não dizem respeito, diretamente à sua vocação. Paulo era um fazedor de tendas, como Áquila e Priscila (At 18:3), mas essa função só foi exercida porque Paulo não queria ser um peso financeiro enquanto morava na casa de Áquila e Priscila (At 18:5).
Toda igreja precisa e deve honrar e cuidar de líderes que sejam idôneos e aptos para desenvolver o caráter e o aperfeiçoamento espiritual dos membros da igreja do Senhor. Portanto, o salário não profissionaliza, apenas reconhece a vocação pastoral ou qualquer outra função ou dom que seja necessário para a igreja.
Paulo sabia que a religião era um mercado lucrativo (1Tm 6:6) e era necessário sempre cautela e cuidado com assuntos financeiros, mas isso jamais impediu a igreja de abençoar seus líderes (Fp 4:16), Paulo foi ajudado muitas vezes pela igreja e ele mesmo acreditava que isso era um mérito diante de Deus para a igreja, e não um peso (Fp 4:17).
Quanto ao valor do salário, é preciso ser coerente. O salário deve ser de acordo com a capacidade entre a condição que a igreja oferece e aquilo que o líder necessita para prover as necessidades de sua família dentro do ambiente em que está inserido socialmente. Esse valor deve ser sempre decidido por uma junta de pessoas comprometidas com o trabalho da igreja e em concordância com o líder local. Jamais um pastor ou líder pode ser pesado para igreja e jamais a igreja pode negligenciar as necessidades e possibilidades de seu líder. A vida cristã deve sempre ser uma “vida piedosa” (sem ostentação). Esse equilíbrio deve ser a base para formular o salário do líder local. Saúde, alimentação, moradia, transporte e investimento nos estudos, não devem ser considerados “itens de luxo”, mas necessários para que o líder possa formular um trabalho mais adequado. Como o escritor de Hebreus afirmou:

Eles (os líderes) cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Orem por nós. Estamos certos de que temos consciência limpa, e desejamos viver de maneira honrosa em tudo. (Hb 13: 17-18)