CIRCUNCISÃO: b’rit milah (ברית מילה)

B’rit milah significa literalmente “aliança ou pacto da circuncisão”, um rito judaico no qual o prepúcio do menino é cortado no oitavo dia após o nascimento. Segundo a tradição judaica, este rito representa o pacto entre Deus e Abraão. Para o judeu, a circuncisão é tão séria que mesmo que o oitavo dia caia em um Sábado (Shabat) ou no Yom Kipur (Dia do Perdão), ela é praticada.
Abraão foi o primeiro circunciso da história humana. Ele tinha 99 anos quando se auto-circuncidou. Em Abraão, sua circuncisão representou a sua obediência espiritual sobre a compulsão primitiva ou carnal. (Gn 17:1-14) E é por isso que este mitzvá (mandamento) tornou-se o mais importante da Torá, pois ele antecede a própria lei mosaica.
Do ponto de vista científico, além de ser uma medida sanitária, a circuncisão tornou-se um símbolo exterior que liga o menino judeu a sua fé. É o maior símbolo da identidade religiosa do povo judeu, e em toda história judaica este é o mandamento mais respeitado e observado. Toda a família se reúne em volta deste ato que simboliza a marca da Lei na carne do recém nascido. Como revela a oração da circuncisão: “Bendito sejas tu Senhor, que hás consagrado teu bem amado desde seu nascimento. Gravando a lei em sua própria carne e imprimindo nos seus descendentes o selo de sua aliança” (Torá e as Haftarot). Feita por um mohel, que é o rabino treinado para este procedimento. Já o sandak, é o responsável por segurar a criança enquanto a circuncisão é realizada, que, geralmente, cabe ao avô materno ou paterno.
”Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.” (Gálatas 6:15)
Esta foi a primeira controvérsia teológica entre os apóstolos da igreja. (At 15:6-21). Haviam dois blocos de cristãos; os apegados à exigência incondicional da circuncisão, e os que a consideravam dispensável à conversão ao Cristianismo. Essa polêmica passou a atingir principalmente os gentios (povos pagãos, ou não judeus), que não eram circuncidados, e isso tornou-se um problema sério para que estes povos abraçassem a nova doutrina, já que simpatizavam com ela, mas não aceitavam o rito da circuncisão.
Paulo não teve dúvidas quanto a ineficácia da circuncisão como uma prioridade espiritual. Apesar de ter até circuncidado Timóteo (o que fez para não escandalizar judeus-gregos, segundo ele mesmo afirma). Para Paulo, a circuncisão era simplesmente uma mudança exterior, física. Ela não podia garantir uma mudança interior, nem uma nova realidade espiritual.
É por isso que no Cristianismo, o rito da circuncisão não é observado, pois esta é uma marca clara do povo israelita e da religião judaica. Mas o princípio espiritual é observado. O Espírito da Lei está presente no Cristianismo, pois a obediência é uma marca interna e não externa. Assim como a circuncisão revela uma marca física que estará no judeu desde seu nascimento, e o lembrará todas as vezes que ele urinar (isto é, todos os dias), assim o ser uma nova criatura para Deus é uma marca do verdadeiro cristão desde o seu nascimento espiritual, e um trabalhar diário do Espírito Santo nele tornando-o cada dia mais parecido com Jesus Cristo. Ser um novo homem e nutrir uma nova vida que agrada ao Eterno, é a real circuncisão que fazemos diante de Deus e dos homens.


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ישוע אתה הוא המשיח, בן אלקים חיים

Série Mundo Bíblico - Expressões em Hebraico.



O hebraico clássico (Lashon haKodesh) é uma escrita foneticamente impronunciável, pois não possuía vogais, e essa foi a forma escrita que originou a Torá. Como língua, o hebraico possui jargões riquíssimos, porque ele floresceu diante de culturas e ambientes sociais diversificados. Nos estudos sistemáticos da Torá e do Talmude, os rabinos criaram discussões acaloradas (Mishná) sobre a interpretação de determinados termos hebraicos, uma vez que o estudo acadêmico era oral. E por isso, é importante analisar a riqueza de cada expressão hebraica.
A partir da semana que vem postarei em meu blog, certas expressões em hebraico, que vão enriquecer nosso entendimento sobre alguns ambientes bíblicos. Histórias, parábolas e acontecimentos, vistos à luz de uma interpretação mais profunda, nos darão uma completa impressão da Bíblia. Espero que você possa acompanhar cada dia, uma nova expressão e que a sua espiritualidade seja acrescida do Espírito da letra.
Começaremos estes novos post’s a partir do dia 24 de Janeiro de 2011. Que Deus o abençoe ricamente.

Homossexualidade Infantil - Verdade ou Irresponsabilidade?

Barbara Walters é uma apresentadora famosa nos EUA. Ela foi uma das primeiras mulheres a apresentar um telejornal na rede ABCNews. Neste quadro do seu programa, ela revela a realidade de uma família que é "admirada" pelas pessoas por assumirem ter um filho gay, aos 8 anos de idade. Este vídeo é triste e assustador do começo ao fim, pois revela que estamos diante de um colapso moral sem volta.  Pais que administram erros de formação psicológica, como diferenças que devem ser aceitas pelos iguais. Como pastor, resta apenas minhas orações. Tire suas próprias conclusões e faça seus comentários.

QUEM ESCOLHE MEU NAMORADO(A)? DEUS OU EU?

Um pensamento que alicia jovens na maioria das igrejas hoje em dia, está relacionado com o namoro: Deus, ou eu mesmo devo escolher meu namorado(a)? Essa pergunta inquieta a maioria dos jovens cristãos, e serve também de força de manobra em muitos ministérios de jovens. Mas qual é a resposta? Que meios ou critérios devemos usar para escolher um namorado(a)? Será que o fulano(a) é a pessoa que Deus escolheu? Ou eu que escolho?
Estas são algumas das inquietações que enchem as agendas pastorais de jovens em nossos dias. Muitos jovens hoje em dia vivem essa crise nos relacionamentos. Gostam de alguém, mas temem que essa pessoa não faça parte dos planos de Deus para a sua vida, e buscam conciliar obediência à Deus com satisfação nos relacionamentos.
Carrego algumas dicas comigo para aconselhar jovens que vivem essa crise. Mas antes gostaria de pensar em pelo menos três perguntas:

1. Onde o meu namoro me levará?
De acordo com a Bíblia, o namoro tem por objetivo nos levar ao casamento. O namoro é um tempo de conhecimento, de descobertas sobre a outra pessoa que está com você. Uma análise das diferenças e similaridades, dos gostos e das vontades. É importante perceber isso para o desenvolvimento de uma relação madura, onde um aprende a gostar do outro, com tudo aquilo que o outro carrega em si. O grande problema do namoro é atropelar as etapas, e ir para a região que só nos diz respeito no casamento (sexo e prazer).
2. Qual a razão pela qual escolhi estar com esta pessoa?
Existem muitos fatores que podemos colocar aqui. Beleza, Intelecto, Carisma, etc. Mas a mais pontual, a mais importante virtude de uma escolha estão nos valores. Que tipo de valores essa pessoa que você escolheu carrega? Como ela se relaciona com seus pais? Com seus familiares? Como ela respeita você? Enfim, estes valores são imprescindíveis para dar coerência em sua escolha. Veja bem que eu não estou falando de religião, mas de valores morais. O uso do bom senso na hora da escolha, é necessário, pois uma pessoa pode ser bonita, elegante, boa de conversa e um(a) crápula na relação!
3. E como meu namoro se relaciona com minha vida espiritual?
Se você é um cristão, é necessário saber que o namoro deve fazer a sua vida espiritual crescer e desenvolver, não diminuir. Se você se torna uma pessoa mais fechada à vida espiritual, então esse namoro não está cumprindo o papel dele.

Agora gostaria de dizer algo muito importante à todos os cristãos. DEUS NÃO ESCOLHE POR VOCÊ, ELE ESCOLHE COM VOCÊ. Isso mesmo, Deus abençoa seu namoro quando você faz uma escolha coerente. E aqui vão algumas dicas para você fazer essa escolha.

Namoro não é um espaço de vida para aprender a beijar, a transar e afirmar sua beleza.
Isso mesmo, o cristão encara o namoro como a ante sala da felicidade (casamento).  E felicidade é coisa séria! Namoro para nós não é uma aventura infantil como o mundo vê. Namoro faz parte de um comportamento que gerará um novo casal. Antes de Deus cuidar de qualquer coisa relacionada a religião, ele cuidou de um casal de namorados (Adão e Eva), e abençoou aquele relacionamento para que eles gerassem uma humanidade abençoada. A troca de prioridades daquele casal fez com que o relacionamento ficasse a deriva do mal. Portanto se as prioridades do namoro forem trocadas pela proposta do mundo, Deus não pode escolher junto com você, essa pessoa que você escolheu. Pois esse tipo de procedimento não está nos planos de Deus para a nossa vida.

Diferenças religiosas são as mais difíceis de serem resolvidas entre um casal de namorados.
É muito complicado quando um cristão namoro com alguém que não seja. Geralmente são muitos os conflitos gerados no relacionamento, pelo simples fato de que os valores são outros, e as escolhas do que se deve ou não fazer torna-se agonizante. Um velho adágio diz:  “Urubu jamais voa com pomba”. Isso significa que a diferença religiosa torna a relação muito mais pesada e difícil de ser conciliada. Tempo e desgaste desnecessário para um jovem, que já carrega tantos outros problemas para resolver. (faculdade, compra do primeiro carro, etc.)

O seu namoro deve glorificar a Deus.
Paulo diz aos Coríntios: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (1Co 13:31). Tudo que fazemos, devemos carregar o princípio do louvor e da exaltação de Deus. Se o namoro exalta a Deus, fique em paz com ele. Se esse namoro realça os valores de Deus no mundo, Deus é com você e o está abençoando, mas se for o contrário disso, fuja! Corra dessa relação, pois ela é um laço que prenderá a sua vida. A glória de Deus, é a sua alegria, e um relacionamento que glorifica a Deus gera contentamento, satisfação e paz.

O VENENO DA RE-ENCARNAÇÃO.

A reencarnação é um veneno social, uma doutrina maléfica para a humanidade pelo simples fato de que gera a esperança de uma segunda, terceira, quarta... possibilidade de uma vida melhor.
A diferença básica entre o veneno e o remédio é a sua dose. A reencarnação é um veneno, porque ela carrega uma dose excessiva de esperança. Ela dá uma esperança para além desta existência, a possibilidade de viver sempre errando para poder acertar na próxima. E é nesta vida que precisamos acertar, é nesta existência que precisamos resolver nossas diferenças e aperfeiçoar nossos defeitos. Deus não nos deu uma vida para ensaiar e outra vida para atuar, é uma só existência e uma só chance de viver a vida de maneira piedosa e correta.
Uma das falácias da reencarnação é jogar as mazelas desta vida no ombro de pessoas que jamais conheci, e que são responsáveis pelas dificuldades ou acertos de vidas futuras. É como se toda responsabilidade de ser quem eu sou fosse de outro. Estranho?Outra falácia básica na doutrina da reencarnação reside na impossibilidade de lembrarmos das experiências da vida passada. Se não podemos lembrar de nossos erros passados, como poderemos corrigí-los na vida que se segue? Enfim, são muito pontos incongruentes. Não precisamos de outras existências, esta já nos basta. Uma só vida já é suficiente para nos trazer consequências eternas, sejam elas boas ou ruins.
Em cada dia que vivemos as responsabilidades das escolhas são nossas mesmo. Não somos somente aquilo que plantamos e colhemos, somos também fruto de uma vida que possui propósitos divinos. Cada dia, eu mesmo posso encarnar um novo jeito de ser, sem sair de mim, e sem tirar de mim as responsabilidades diárias de ser cada dia melhor por escolher sempre a vida, e não o que pensam que a vida é.
Do mais, tenho que dizer que não existe só propósito no morrer, existe propósito no nascer. Nascemos para a Glória de Deus, e essa é a razão pela qual também vivemos, vivemos para a Glória de Deus. E somente nele coloco a minha esperança. Se o meu Deus não vive encarnado em Cristo, então nenhuma esperança há para a vida depois da morte!

DEUS ACREDITA EM VOCÊ?

Vivemos um tempo de grandes paradoxos. Todos exigem seus direitos, anulando o direito dos outros. A abundância de coisas neste século gerou uma humanidade insatisfeita por não ter aquilo que não precisa, mas acha que é necessário. Temos milhares de seguidores nas redes sociais e quase nenhum amigo de verdade. A idade madura é tida como velhice traumática, a a imbecilidade juvenil é a grande aposta do mundo que virá. Os grandes nomes da literatura mundial escrevem livros para o atender o consumo, e não para mudar pessoas. Enfim, esse é o século do Anticristo.
O século do Anticristo é o século da confusão, da bagunça institucionalizada do homem e da fé em Deus. Os liberais que me perdoem, mas já estamos vivendo o século do Anticristo. Um falso ecumenismo esconde as verdadeiras intenções políticas da unidade religiosa. Uma religião mercadológica que atende uma demanda de consumo, e usa terminologias bíblicas para vender seus “produtos”. Os oradores de hoje preparam a mente das pessoas para aceitar a apatia de uma espiritualidade fria que enxerga Jesus, como “um cara legal”, tipo um gerente de banco do céu, que vai “liberar” muita prosperidade a juros baixíssimos, que custam apenas a nossa fidelidade financeira a instituição. A igreja de hoje parece bastante com o mundo de hoje, ela já não é mais uma supracultura, mas esta misturada e levadada com toda sorte de modismos. E é por isso que a igreja vira sal pra ser pisado, e não pra ser usado para dar sabor a vida. A igreja pode ter errado muito na história, mas a Bíblia jamais errou!
E é diante desse quadro desanimador, que a Bíblia é sistematicamente atacada pelos chamados “pensadores” que se valem de uma filosofia feita com cacos históricos. As falsas lógicas usadas pelos ateus, que acreditam nos quatro jumentos do Apocalipse: Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris e Daniel Dennett. Servem apenas para mudar a fé na religião pela fé na ciência e na razão. Mas que deixam o homem no mesmo labirinto metafísico: Porque existimos? Os que crêem tanto na razão, devem no mínimo saber que existimos por “alguma” razão. Uma razão fora da nossa existência, e é essa “razão”, que os que crêem chamam de Deus, portanto a pergunta que eu tenho em mente agora é: Será que Deus acredita em mim?
Essa pergunta, depende diretamente da minha resposta à outra pergunta: Será que eu acredito em Deus? Bem, se eu acredito em Deus, então não vou viver uma vida mentirosa e farsante, vou me submeter aos valores claros expressos na Palavra de Deus para normatizar minha vida e portanto, Deus terá fé em mim também, pois vivendo de maneira bíblica poderei ser uma semente de esperança para um mundo colapsado. Isso é buscar uma razão superior a você mesmo, isso é viver pela fé.
Já, se eu não acreditar em Deus, (não me refiro aqui a uma energia cósmica e pulsante, impessoal e imperceptível pela racionalidade, pois isso não é Deus, mas uma idéia de Deus) então viverei a minha vida acreditando em mim mesmo, e na minha capacidade de ser quem eu sou, determinando a minha vida com valores e idéias que “creio” estarem certas, sem seguir nenhum parâmetro ou ordem moral acima de mim mesmo. Fazendo do meu "eu" o próprio deus, e o problema é que eu não me garanto!
Assim é o mundo que vivemos hoje, este é o mundo sem Deus, e o século do Anticristo, esse é o mundo chato dos racionalistas e ateus. Esse é o mundo cruel dos homens que se fazem deuses de si mesmos. Eu já fiz a minha escolha: Creio em Deus, e espero que Deus também creia em mim! E você, Deus acredita em você?