31 de mar de 2011

"TRANSAR ANTES DE CASAR GERA O DIVORCIAR" - Um bom casamento começa com um bom namoro!

Pastor Bruno, como posso saber se terei um bom casamento, se não experimentar uma relação sexual com meu namorado, com quem quero me casar? Somos da igreja, mas nenhuma palavra até hoje nos convenceu que se nos amamos de verdade, não podemos ter uma relação sexual antes do casamento? O senhor pode nos esclarecer essa dúvida?
(Carla XXXXXXXXX XXXXXX - Maringá/PR)
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Este é um verso que ensino pra moçada: "Transar antes de casar, gera o divorciar, por isso o melhor mesmo é esperar, mesmo se agonizar, sua hora vai chegar, mas só depois de casar!" Todos as vezes que ministro para jovens e adolescentes ensino este verso para memorizar um fundamento bíblico. Sexo só é bom na hora certa, e com a pessoa certa!
Estimada Carla, infelizmente esta verdade sobre o sexo "apenas" no casamento parece não possuir fundamento na nossa geração. A maneira leviana como as pessoas tratam o namoro, têm gerado casais infelizes e sistematicamente problemáticos no casamento. Eu explico:
Não é a toa, que esta sociedade pós-moderna, tenta de todas as maneiras subverter a instituição do casamento. A base do casamento é a permanência de ambas as pessoas em uma relação, seja ela boa para os dois, ou ruins para os dois. As experiências e eventos de perdas e vitórias, só acontece porque tem como base o compromisso em que o casal está aliançado. O compromisso de “permanecer” na relação. Isto é o que faz do casamento o que ele é. O divórcio nada mais é, do que a confissão de uma das partes (ou ambas) da autonomia da vida e dos sentimentos. O divórcio acontece porque um ou os dois desistem da “permanência”. 
O namoro é o espaço que um casal tem para administrar a “possibilidade” de convivência. No namoro podemos encontrar sinais claros de compatibilidade ou não entre um casal, e por isso, o namoro deve ser levado muito a sério.
Acontece que o namoro deve estar focado no caráter do parceiro, e não no corpo. O que vemos hoje entre os jovens (na grande maioria) casando mal, pois focaram suas realizações no corpo e beleza exterior (a maioria vive uma experiência sexual antes do casamento), e por isso se aventuram a acreditar que será este atributo que fará o casamento valer a pena! Erram drasticamente, pois os valores embutidos no caráter do parceiro é que fará uma relação valer a pena e lhe dará força para “permanecer”.
Aconselhamos nossos jovens dentro da igreja, a resistirem a tentação do sexo no período de namoro. Sexo somente depois de casados! Esta “norma” faz com que a cabeça dos futuros “pombinhos” esteja voltada para se auto-conhecerem nos valores e caráter e não focarem sua relação em seus corpos ou prazeres momentâneos. Isso não sustenta uma relação, apenas faz parte dela entre tantas outras coisas.
O namoro é um compromisso temporal e transitório, a instituição do casamento não, por isso existe um processo a ser vivenciado em ambas as relações. Alterar esse processo, vivendo no namoro, como se fossem casados, enfraquece e possibilidade de um bom casamento. Portanto a sabedoria está na forma como namoramos. Lembre-se:  “Um bom casamento, começa em um namoro que observa os valores corretos.” Quem permanece fiel as “regras” do namoro, será fiel na relação do casamento. É por isso que um bom casamento começa no bom namoro.

POR QUE ACREDITO NA MINHA IGREJA? Parte 2

Mensagem Ministrada na Igreja Apostólica Vida Nova

29 de mar de 2011

ATENÇÃO - AS CRISES FINANCEIRAS GLOBAIS E A BÍBLIA SAGRADA!

De acordo com alguns estudiosos, a maioria das últimas crises financeiras no mundo aconteceram entre os meses de Setembro e Outubro (de acordo com o calendário judaico, estes são os meses onde é celebrado o Ano Novo Judeu - Rosh Hashaná). Isto é significativo, pois deve ser um tempo de reflexão e arrependimento em relação as nossas atitudes com o semelhante e com o planeta, como nossa casa comum.
Temos visto que a maioria das crises financeiras mundiais, começaram ora com fatores naturais (catástrofes naturais, atos terroristas, etc.), ora com fatores internos de países que aparentemente parecem seguros em sua administração financeira (ex. o último caso foi a quebradeira de bancos americanos fortes, por conta do crédito imobiliário facilitado nestas instituições). É visível também, que a maioria das crises não possuem fatores lógicos claros, portanto, tudo isso merece um tempo de nossa atenção e reflexão. Por quê isto esta acontecendo no mundo todo? E de que forma tudo isso, pode afetar cada um de nós? E ainda, qual a relação disso tudo com a Bíblia?
Precisamos pensar em pelo menos dois pontos relevantes nesta reflexão sobre as crises financeiras globais, e o que a Bíblia fala sobre o assunto, vejamos:

Globalização: O mundo todo está conectado entre si, isso faz parte do sistema globalizado. Os espaços foram reduzidos e já não há barreiras para a crise afetar o mundo todo de uma só vez. Uma nação sofre com a crise de outra nação, e torna toda crise sistêmica. Há sempre um efeito dominó diante de cada crise. A globalização não poupa espaços diante das crises. É por isso que um país “sem expressão” econômica, pode desencadear uma crise nas maiores economias mundiais.
Analistas Financeiros: Eles são os sacerdotes dos mercados mundiais, prescrevem e enfatizam teorias com base no “jugo” da especulação. A especulação tem sua base na ganância humana, e é por isso que o mercado financeiro fala muito sobre “negócios futuros” (derivativos = dinheiro virtual). A maioria dos negócios gerados nas bolsas de valores mundiais, estão baseados nesse mercado de futuro, isto é, em um dinheiro que ainda será gerado, ou em valores que na verdade não são reais no presente momento (é este fator que gera as famosas bolas de ar financeiras). A maioria das pessoas que investem na bolsa, acabam vendendo seus “ativos” (negócios saudáveis, reais e rentáveis a longo prazo), para entrarem em investimento de risco nas bolsas.
Certa feita ouvi um rabino dizer: “Os homens mais ricos do mundo, como Warrem Buffett e Bill Gates não fizeram o seu dinheiro na Bolsa de Valores, mas com trabalho duro e criatividade” - e creio que ele estava coberto de razão.
Neste aspecto, a natureza torna-se um ótimo professor para nos ensinar como olhar para as finanças e como perceber a sabedoria divina no trato com as riquezas. De acordo com a tradição judaica, a chuva é uma grande benção, mas apenas quando chove no “lugar certo e no tempo certo”. Isto é, chuva só é benção quando cai na terra semeada e arada.
O trabalho dado ao homem, ao contrário do que muitos pensam, não é uma maldição por conta do pecado original, mas uma grande benção. Deus abençoa o fruto do nosso trabalho. Nunca foi a intenção de Deus ter filhos que nada fizessem ou construíssem no mundo. Deus trabalha pelo nosso trabalho. Deus valoriza com suas dádivas aquilo que fazemos e produzimos.
Todas as vezes que chove, o agricultor olhar para o céu, pois de lá vem a esperança da próxima safra. O verdadeiro sustento vem de Deus, pois sem ele aquilo que plantamos e produzimos não pode ser multiplicado pela “sua”chuva. Não temos ingerência sobre o céu, apenas sobre a terra, mas é o que vem do céu que é essencial para o crescimento. Temos apenas autoridade sobre a semente, mas não sobre a multiplicação dela.
Ao contrário do que pensam os banqueiros e bilionários do mundo todo, o controle das finanças globais ainda está nas mãos de Deus, o homem não é dono de nada, pois o mesmo não pode garantir a segurança “eterna” de seus bens e finanças. Dinheiro em hebraico, é também traduzido por sangue (hb: damim). O acúmulo desproporcional de bens é um grande insulto contra Deus. “Ter muito dinheiro”, assim como não querer ter “dinheiro nenhum” é uma grande falta de fé em Deus. É por isso que o salmista diz: “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos. Melhor é para mim a lei da tua boca do que milhares de ouro e prata.” (Sl 119:71-72).
Concluo dizendo que as coisas mais monumentais que podemos fazer são falíveis, e o mercado financeiro é limitado e frágil. Deus ainda é a única coisa onde podemos DEPOSITAR nossa confiança, até mesmo em momentos trágicos e de grande dor. Nossa serenidade e equilíbrio emocional não podem estar na mão do mercado global, mas na mão do Criador de todas as coisas.

25 de mar de 2011

SUPERAÇÃO - UMA PRÁTICA CRISTÃ

A maior batalha de um atleta olímpico não é contra seus adversários. Vencedor não é quem supera o outro, é quem supera a si mesmo. A superação é a linha tênue entre o medo e a força de vontade. Geralmente focamos em nosso medo, e tomamos decisões baseados nele. Quando na verdade o medo não é o fator decisivo, mas o fator propulsor de nossas conquistas.
O MEDO EXISTE PARA SER SUPERADO.
A vitória nas nossas vidas não acontecem quando ganhamos uma prova ou desafio. A vitória começa no nosso coração. Tem gente que já entra derrotado em determinadas situações. A vitória sobre o “Eu” é a maior das vitórias. O meu maior inimigo não é o Diabo, mas a minha falta de determinação, a minha falta de superação.
Pessoas que perdem o controle diante de determinadas situações mostram que são fracas em relação a opinião que nutrem de si mesmas. Pois perder o controle, não significa apenas “fazer escândalo”, mas acima de tudo é não possuir domínio sobre uma certa área da vida. Precisamos controlar o nosso espírito. Veja o que Paulo diz:
Vocês não sabem que dentre todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado. 1Co 9:24-27
Paulo afirma que o vencedor é recompensado por Deus. A busca por uma espiritualidade verdadeira gera recompensas. Gera transformação. Gera um prêmio. Mas no pódium olímpico apenas um(1) leva o prêmio. Mas no pódium da vida todos podem ser coroados vencedores, mesmo aqueles que chegam por último, pois na vida não competimos uns contra os outros para chegar na frente, mas contra nossos próprios limites, contra nossos próprios obstáculos, simplesmente para chegar.
“Corram de tal modo que alcancem o prêmio” – Esta afirmação implica em um esforço por parte daquele que está correndo. Paulo não está evidenciando a vitória como o fim. Mas o término da jornada. (1Tm 6:12).
NÃO HÁ VITÓRIA SEM ESFORÇO
O atleta se sujeita a uma disciplina de vida rigorosa para ser o melhor de uma competição. Evita certos alimentos, certos passeios, certas vontades. Para ser o melhor ele precisa superar-se, e para isso ele precisa exercer AUTO-CONTROLE. O alvo de um atleta é a glória que reside no podium. O cristão leva uma vida esforçada pois pleiteia alcançar a Glória celestial.
Isso significa que a vida cristã não é uma vida de facilidade, de facilitadores, pelo contrário, é uma vida difícil, uma vida que requer esforço. Paulo afirma ser o maior adversário de si mesmo. Ele diz: Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.
Portanto esforce-se e não tenha medo da vida. Encare ela como o podium a ser conquistado pela capacidade que Deus lhe conferiu.

21 de mar de 2011

"PARTEIROS DE ALMAS" - UMA MISSÃO CRISTÃ.

“Era uma vez uma menina que era nova por fora e velha por dentro. Esta menina tinha um destino especial, pois Deus lhe tinha dado uma tarefa para fazer, mas todos que a conheciam consideravam que isto não passava de uma fantasia. Portanto, esta menina esperava por sinal de Deus que confirmasse seu chamado. No entanto, embora ela esperasse por um sinal que viria a qualquer momento, não acontecia nada fora do comum. Ainda assim, ela nunca desistia da esperança em seu chamado especial.
E que chamado era este? Esta menina acreditava que seu destino era o de se tornar uma parteira. Mas não só uma parteira para mulheres, mas uma parteira para todas as pessoas no mundo. Pois há alguns bebês que nascem da barriga e outros que nascem do coração. E quando ela dizia a seus pais que queria ser uma parteira de bebês que nascem do coração, seus pais riam e a consideravam meramente ingênua. Eles não entendiam que ela sabia do que estava falando, pois havia nascido com uma intuição maravilhosa, que a fez perceber seu destino muito antes dele se manifestar. E assim aconteceu que, no final, ela realmente se tornou uma parteira de almas, pois ajudava todos que encontrava a buscarem em seus corações a criança que estava esperando nascer.”

Esta linda história nos leva a meditar na responsabilidade que temos como cristãos. Somos “parteiros de almas”, independentemente de nossa denominação, origem, etc. Somos chamados a tirar de dentro de cada pessoa o melhor que ela pode dar e ser. Cada um de nós carrega consigo um potencial escondido, que precisa nascer e despertar para completar a vida, e somente parteiros de almas, são capazes de despertar isso em nós.
Um “parteiro de alma” é aquele que acrescenta à sua vida um sentido de realização e chamado. Pode ser uma amigo, um parente, um mentor, etc. Alguém que inspire você a superar suas limitações e a melhorar sua natureza. Precisamos de “parteiros de almas”, muito mais do que de “coveiros de almas”. Pessoas que possam colocar nossos sonhos pra fora de nós mesmos, que possam enxergar nossos problemas como desafios a serem superados. Amigos que nos vêem como candidatos potenciais à vencedores. É de gente assim que precisamos estar rodeados, e a nossa vida encontrará senso de realização e propósito em tudo. Encontre o seu discipulador, encontre o seu “Parteiro de alma” e seja feliz!

TROQUE O "EU" PELO "NÓS"!

Jesus é quem mais claramente fala sobre a morte do “eu”. Do deixar de lado os próprios interesses para nos envolvermos com os interesses do outro. Mas além da missão de amar o outro como a “ti mesmo”, matar o “eu” é um desafio contundente e dolorido.
Somos construídos em nossa sociedade como amantes de nós mesmos. O “eu mereço” faz parte do fundo de cada propaganda que é divulgada hoje. O eixo do mundo gira em torno do “eu”. Vivemos e somos criados como gente ensimesmada. Hoje cada um tem o seu próprio carro, a sua própria tevê, o seu próprio computador, etc. Cada um, cada um...
Até mesmo a religião passa a ser abordada hoje pela ótica da individualidade. Cada um idealiza Deus ao seu próprio gosto. Bem, o mundo solitário e depressivo da pós-modernidade não condiz com o ideal comunitário de Deus.
Deus vive em comunidade (Pai, Filho e Espírito). Jesus ao ensinar a famosa oração, começa dizendo: “Pai NOSSO”, isto é, só dá pra conceber Deus dentro da comunidade, entre dois ou mais reunidos em seu Nome.
Apesar de Deus enxergar nossa demanda existencial como indivíduos, ele nos ensina pelo espírito da comunidade, por isso a igreja tem papel preponderante diante do desenvolvimento cristão. O bordão de Rute para Noemi: “O Teu Deus é o meu Deus!” (Rt 1:16) deixa claro o sentido comunitário a fé. Deus só pode ser percebido e compreendido quando é “Nosso Deus”.
Por isso matar o “eu”, não envolve somente uma mentalidade relacionada o pecado, mas a própria compreensão de quem Deus é, o próprio entendimento sobre Deus é ampliado quando vivo comunitariamente, quando dou lugar ao “Nós”, quando escolho compartilhar com o outro a impressão do divino. Faça uma troca justa com a sua fé, troque o “eu” pelo “Nós” e experimente Deus em uma dimensão ampliada pela vida comunitária.

16 de mar de 2011

DEUS, ESPERA ALGO DE MIM!

Muitas pessoas me questionam sobre o “propósito” ou vontade Deus para a vida! Na verdade, a pergunta que me fazem é: O Que Deus espera de mim, pastor? Eu poderia responder:  Nada! A não ser esperar! Deus espera...pacientemente o Cristo sendo formado em nós.
Se estamos todo vivos, ainda há esperança, ao menos no coração de Deus. Quando atravessamos momentos de desilusão e nossa alma esmorece de tristeza, lembre que a vida continua como dádiva intocável daquele que espera em mim e em você, uma reação da fé de Deus em nós. É a oportunidade de ver Cristo desenvolvendo seu caráter nestas “horas getsemânicas”
Por isso a nossa fé é esperar em um Deus que nos espera! Ele acredita que somos capazes de virar a mesa, de torcer o resultado final, de encontrar o caminho certo. Não porque ele crê em nossa capacidade de percepção e discernimento a favor da bondade, mas a nossa remissão foi completa no Filho do Homem. Quando aceitamos Cristo como opção de vida e de conduta, tudo é transformado, os rios de água da vida correm em nossos corações limpando e conduzindo as coisas como devem ser.
Cristo fez com que Deus tivesse esperança na raça humana. O muro de contenção da Graça rompeu-se na Cruz do Calvário, pois ali morreu o velho homem, a velha natureza corrupta, Deus tornou, de uma vez por todas a acreditar em nós.
Deus tem fé em mim, Deus tem fé em você, porque em Cristo, todos somos feitos mais que vencedores, merecedores sem mérito algum, apenas como fruto do Amor Divino, não foi casualidade, mas escolha soberana de Deus incompreensível e imutável.
Deus espera, porque há Cristo. Sem Cristo não pode haver esperança, sem esperança não pode haver fé, sem fé não podemos acreditar em Deus, sem Deus o mundo inexiste, sem mundo tudo volta a ser sem forma e vazio. O “ex-nihilo” absolutiza-se em tudo e em todos. Vida sem Cristo, não é vida, é anti-vida, pois a vida é a causa máxima da esperança. Por isso estamos vivos, Deus continua tendo esperança em nós! O quê Deus espera de mim? O desabrochar de uma nova pessoa, o Cristo sendo revelado em meus pensamentos e ações no cotidiano da nossa existência!

A Ele toda a Glória!

15 de mar de 2011

ONDE DEUS ESTAVA, QUANDO A TRAGÉDIA ATINGIU O JAPÃO?

Sempre que tragédias como a do Japão acontecem, milhares de pessoas questionam sobre a responsabilidade de Deus diante de tal catástrofe. Vejo outra centena de pensadores e formadores de opiniões tentando criar alguma resposta lógica com base no fundamento; “ação e reação” ou “causa e efeito”, mas no fundo, isso foge de nossa compreensão e limitação reflexiva e teológica.

Somos incapazes de dar uma resposta satisfatória diante de tal tragédia, pois fazemos sempre a pergunta errada. Tentamos achar uma resposta que explique e não uma resposta que console. Não é o “Por quê?” e sim o “Para quê?” 

Quando enxergamos tragédias como estas, como pontes que nos levam a uma dimensão maior de existência, ( e isso não invalida a dor e o desespero de tal situação). conseguimos enxergar uma luz no fim do túnel existencial trágico. Tal como Jó, a mortantade e perda de bens, lhe levou a uma experiência maior de realização existencial.
Quando perguntamos: Por que tantas pessoas morreram? Consequentemente estamos perguntando;  E por que outras viveram? Infelizmente nossa ótica está fixada na perda, e não na graça da sobrevivência, nos que vivem. Choramos os que morrem, mas não damos a mesma intensidade aos que vivem. Há um propósito para além de nossa existência.
Deus está ali no Japão, ressuscitando esperanças de pessoas que perderam tudo, sociabilizando outros que jamais tiveram amigos quando tudo estava bem, unindo parentes que não se falavam a muito tempo, mas perceberam que estão vivos, e que juntos podem reconstruir sua história familiar. Gente que somente diante da tragédia é capaz de perceber a lógica divina. Não é este o paradigma humano? Não somos todos,  filhos da tragédia existencial universal?
Tragédias revelam nossa humanidade e limitação. Tragédias revelam nossa solidariedade escondida. Tragédias revelam o mistério da comunhão e da força da esperança. Tragédias fazem parte da história humana desde o princípio. Sem as tragédias não podemos ser forjados o quê somos.
Os japoneses se levantaram mais uma vez diante desta tragédia. Mais humanos, mais solidários, mais sábios. Jó ao perceber sua incapacidade diante da tragédia, reconheceu a suficiência divina como única amiga na tragédia. Pois sem ela, a tragédia não tem final feliz. Isso só é possível, quando na tragédia estamos acompanhados de Deus.
Portanto respondendo a pergunta; Onde Deus estava, quando a tragédia atingiu o Japão? "Estava" implica falar de um ser sujeito ao tempo, e isso não cabe para Deus que é atemporal. Mas creio ser mais importante fazer a pergunta correta; Onde Deus está? Ele está lá neste exato momento! Reconstruindo a esperança e a solidez humana diante da tragédia no Japão.

7 de mar de 2011

CARNAVAL NÃO É ALEGRIA, MAS DISTRAÇÃO!

O carnaval não é alegria popular, mas distração social, e os números são alarmantes. Acabei de ver na internet a quantidade de mortes causadas nas estradas neste feriado de Carnaval. O carnaval não é o espaço do fantasiado, mas da fantasia popular e cultural. As pessoas vivem a mentira de uma alegria passageira e enganosa pelos seguintes motivos.
Carnaval = Descaso público.
Para o carnaval, a quantidade de recursos públicos disponibilizados é impressionante.  Além dos milhões de reais para a festa do desfile das Escolas de Samba. Ambulâncias para bêbados e foliões, policiais para guardar a segurança de valentões e briguentos idiotas, que causam nas ruas e festas pelas cidades, enfim, são milhões em recursos públicos que faltam no dia a dia da cidade. Médicos e hospitais de plantão para atender o chamado de pessoas que depois das festas regadas a muito álcool e baixaria precisam ser hospitalizados pelos excessos. Idosos, trabalhadores e cidadãos do bem não recebem nem esse atendimento, nem essa segurança disponibilizada para o carnaval.
Carnaval = Festa de Milionários.
O carnaval está longe de ser uma festa popular. O dinheiro que corre nas mãos dos presidentes de escolas de samba, não são apenas oriundos de trabalhadores honestos que investem rios de dinheiro em suas fantasias fabricadas pelas escolas de samba, como também serve de ponte para lavagem de dinheiro proveniente de fontes escusas. A venda de camarotes “vips” para artistas e patrocinados das grandes empresas é apenas uma amostra de como é possível lucrar milhões, tornando o carnaval em um negócio lucrativo para “alguns” poucos investidores.

Carnaval = Promiscuidade Sexual.
Não é uma festa genuinamente brasileira. O carnaval nasceu entre o fim da idade média e a época vitoriana na Europa, e lá, assim como aqui, tinha um cunho promíscuo e exageradamente sexual. Recebeu certas características no Brasil, mas está longe de ser uma invenção nossa, apenas foi popularizado nas terras tupiniquins, alardeando a “beleza” da mulher brasileira. Por isso o comércio da prostituição cresce tanto neste período em todas as regiões do Brasil, e é isso o quê os turistas vêem procurar: Sexo!
Carnaval = Regressão Social
Os números disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública justificam o descabimento dessa festa. O número de assassinatos, estupros, homicídios, violência, o aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) são maiores e mais pontuais nesta época do ano, tornando assim, o Carnaval uma causa pela qual se deve lutar “contra”. Não é nem uma questão de religiosidade ou crença espiritual, mas de dignidade social. O carnaval promove uma sociedade cada vez pior, uma cultura cada vez mais promiscua e uma sociedade que acredita mais no “pão e circo” do que nos valores morais corretos.

Talvez seja por isso que o fim do Carnaval, se chame: Quarta feira de "CINZAS", pois ele deixa tudo "destruído" depois que passa. Carnaval não é alegria, mas distração!

1 de mar de 2011

É POSSÍVEL SER UM "CRISTÃO" SEM UMA IGREJA?

Como um cristão pode crescer espiritualmente? Seria possível crescer alheio a vida da igreja? O que significa ir à igreja? Que importância existe em conviver com pessoas que mal conheço? Seria possível desenvolver uma vida espiritual à parte da vida na igreja?
Estas perguntas são feitas a anos, por milhares de pessoas defraudadas por instituições religiosas. Apesar desta triste realidade, ainda é necessário lutarmos pela unidade da Igreja. O desígnio claro de Deus é a restauração da unidade de todas as coisas em torno de Cristo. (Ef 9:10). O Pentecoste só foi inaugurado mediante a igreja reunida (unidade) em Jerusalém.
Jesus mesmo disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome ali eu estarei” (Mt 18.20). Ressaltando a importância da comunhão. Quando os irmãos se reúnem Deus se faz presente de uma maneira especial. É na unidade do povo de Deus que o Senhor “ordena a sua bênção e a vida para sempre” (Sl 133.3).
Muitas orações são respondidas porque oramos juntos, por estarmos em unidade: (Mt 18.19) “Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que porventura pedirem, ser-lhe-á concedida por meu Pai que está nos céus.” 
Apesar de Deus nos ver como indivíduos, a Bíblia jamais exalta a individualidade como proposta de vida cristã. A “independência” no cristianismo não é uma virtude, mas um desvio de conduta. A vida congregacional, comunitária, forma o Corpo de Cristo, isto é, estamos ligados interdependentemente.
Não pode existir cristãos “ilhados”, isolados de todos os outros. Até mesmo a oração do “PAI NOSSO”, perde sentido quando é feito individualmente. Não existe auto-batismo, auto-ministração, não podemos tomar a Ceia sozinhos. Muitos com o intuito enganoso de se acharem superiores ou inferiores, afastam-se da comunidade, acreditando que Deus poderá fazê-los crescer sem ninguém com eles. Não existe relacionamento com Deus que não “desemboque” no relacionamento com o outro.
Por esta razão nos exorta o autor de Hebreus, dizendo: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.” (Hb 10.25).
Buscar a verdade, sem buscar a unidade espiritual é um engano. Nenhum cristão pode crescer sozinho, alheio à igreja. Devemos estar vinculados ao Corpo de Cristo, que é a reunião dos Santos, não pode haver vida fora do Corpo. Congregar é vital para o desenvolvimento espiritual sadio.

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COBERTURA ESPIRITUAL E APOSTOLADO MODERNO