SUPERAÇÃO - UMA PRÁTICA CRISTÃ

A maior batalha de um atleta olímpico não é contra seus adversários. Vencedor não é quem supera o outro, é quem supera a si mesmo. A superação é a linha tênue entre o medo e a força de vontade. Geralmente focamos em nosso medo, e tomamos decisões baseados nele. Quando na verdade o medo não é o fator decisivo, mas o fator propulsor de nossas conquistas.
O MEDO EXISTE PARA SER SUPERADO.
A vitória nas nossas vidas não acontecem quando ganhamos uma prova ou desafio. A vitória começa no nosso coração. Tem gente que já entra derrotado em determinadas situações. A vitória sobre o “Eu” é a maior das vitórias. O meu maior inimigo não é o Diabo, mas a minha falta de determinação, a minha falta de superação.
Pessoas que perdem o controle diante de determinadas situações mostram que são fracas em relação a opinião que nutrem de si mesmas. Pois perder o controle, não significa apenas “fazer escândalo”, mas acima de tudo é não possuir domínio sobre uma certa área da vida. Precisamos controlar o nosso espírito. Veja o que Paulo diz:
Vocês não sabem que dentre todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado. 1Co 9:24-27
Paulo afirma que o vencedor é recompensado por Deus. A busca por uma espiritualidade verdadeira gera recompensas. Gera transformação. Gera um prêmio. Mas no pódium olímpico apenas um(1) leva o prêmio. Mas no pódium da vida todos podem ser coroados vencedores, mesmo aqueles que chegam por último, pois na vida não competimos uns contra os outros para chegar na frente, mas contra nossos próprios limites, contra nossos próprios obstáculos, simplesmente para chegar.
“Corram de tal modo que alcancem o prêmio” – Esta afirmação implica em um esforço por parte daquele que está correndo. Paulo não está evidenciando a vitória como o fim. Mas o término da jornada. (1Tm 6:12).
NÃO HÁ VITÓRIA SEM ESFORÇO
O atleta se sujeita a uma disciplina de vida rigorosa para ser o melhor de uma competição. Evita certos alimentos, certos passeios, certas vontades. Para ser o melhor ele precisa superar-se, e para isso ele precisa exercer AUTO-CONTROLE. O alvo de um atleta é a glória que reside no podium. O cristão leva uma vida esforçada pois pleiteia alcançar a Glória celestial.
Isso significa que a vida cristã não é uma vida de facilidade, de facilitadores, pelo contrário, é uma vida difícil, uma vida que requer esforço. Paulo afirma ser o maior adversário de si mesmo. Ele diz: Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.
Portanto esforce-se e não tenha medo da vida. Encare ela como o podium a ser conquistado pela capacidade que Deus lhe conferiu.

"PARTEIROS DE ALMAS" - UMA MISSÃO CRISTÃ.

“Era uma vez uma menina que era nova por fora e velha por dentro. Esta menina tinha um destino especial, pois Deus lhe tinha dado uma tarefa para fazer, mas todos que a conheciam consideravam que isto não passava de uma fantasia. Portanto, esta menina esperava por sinal de Deus que confirmasse seu chamado. No entanto, embora ela esperasse por um sinal que viria a qualquer momento, não acontecia nada fora do comum. Ainda assim, ela nunca desistia da esperança em seu chamado especial.
E que chamado era este? Esta menina acreditava que seu destino era o de se tornar uma parteira. Mas não só uma parteira para mulheres, mas uma parteira para todas as pessoas no mundo. Pois há alguns bebês que nascem da barriga e outros que nascem do coração. E quando ela dizia a seus pais que queria ser uma parteira de bebês que nascem do coração, seus pais riam e a consideravam meramente ingênua. Eles não entendiam que ela sabia do que estava falando, pois havia nascido com uma intuição maravilhosa, que a fez perceber seu destino muito antes dele se manifestar. E assim aconteceu que, no final, ela realmente se tornou uma parteira de almas, pois ajudava todos que encontrava a buscarem em seus corações a criança que estava esperando nascer.”

Esta linda história nos leva a meditar na responsabilidade que temos como cristãos. Somos “parteiros de almas”, independentemente de nossa denominação, origem, etc. Somos chamados a tirar de dentro de cada pessoa o melhor que ela pode dar e ser. Cada um de nós carrega consigo um potencial escondido, que precisa nascer e despertar para completar a vida, e somente parteiros de almas, são capazes de despertar isso em nós.
Um “parteiro de alma” é aquele que acrescenta à sua vida um sentido de realização e chamado. Pode ser uma amigo, um parente, um mentor, etc. Alguém que inspire você a superar suas limitações e a melhorar sua natureza. Precisamos de “parteiros de almas”, muito mais do que de “coveiros de almas”. Pessoas que possam colocar nossos sonhos pra fora de nós mesmos, que possam enxergar nossos problemas como desafios a serem superados. Amigos que nos vêem como candidatos potenciais à vencedores. É de gente assim que precisamos estar rodeados, e a nossa vida encontrará senso de realização e propósito em tudo. Encontre o seu discipulador, encontre o seu “Parteiro de alma” e seja feliz!

TROQUE O "EU" PELO "NÓS"!

Jesus é quem mais claramente fala sobre a morte do “eu”. Do deixar de lado os próprios interesses para nos envolvermos com os interesses do outro. Mas além da missão de amar o outro como a “ti mesmo”, matar o “eu” é um desafio contundente e dolorido.
Somos construídos em nossa sociedade como amantes de nós mesmos. O “eu mereço” faz parte do fundo de cada propaganda que é divulgada hoje. O eixo do mundo gira em torno do “eu”. Vivemos e somos criados como gente ensimesmada. Hoje cada um tem o seu próprio carro, a sua própria tevê, o seu próprio computador, etc. Cada um, cada um...
Até mesmo a religião passa a ser abordada hoje pela ótica da individualidade. Cada um idealiza Deus ao seu próprio gosto. Bem, o mundo solitário e depressivo da pós-modernidade não condiz com o ideal comunitário de Deus.
Deus vive em comunidade (Pai, Filho e Espírito). Jesus ao ensinar a famosa oração, começa dizendo: “Pai NOSSO”, isto é, só dá pra conceber Deus dentro da comunidade, entre dois ou mais reunidos em seu Nome.
Apesar de Deus enxergar nossa demanda existencial como indivíduos, ele nos ensina pelo espírito da comunidade, por isso a igreja tem papel preponderante diante do desenvolvimento cristão. O bordão de Rute para Noemi: “O Teu Deus é o meu Deus!” (Rt 1:16) deixa claro o sentido comunitário a fé. Deus só pode ser percebido e compreendido quando é “Nosso Deus”.
Por isso matar o “eu”, não envolve somente uma mentalidade relacionada o pecado, mas a própria compreensão de quem Deus é, o próprio entendimento sobre Deus é ampliado quando vivo comunitariamente, quando dou lugar ao “Nós”, quando escolho compartilhar com o outro a impressão do divino. Faça uma troca justa com a sua fé, troque o “eu” pelo “Nós” e experimente Deus em uma dimensão ampliada pela vida comunitária.