26 de abr de 2011

UMA PARÁBOLA DA VIDA REAL - SUPERAÇÃO

Uma maratona “Ironman” significa correr 42 quilômetros, nadar 4 quilômetros, e pedalar 180 quilômetros. Agora, imagine fazer isso carregando um filho deficiente nas costas. É exatamente isso que Dick Hoyt fez. Esta é a incrível história de um pai que nunca desistiu de lutar pela felicidade e alegria de seu filho.
Liderança e mudança de atitude diante das adversidades é o conceito de superação. Este fruto do verdadeiro amor, mostra que toda pessoa é capaz. O amor é mais do que um sentimento, mas a atitude de se entregar pelo outro, e de realizar no outro a sua satisfação.
No meio de tantos atletas, este homem tem uma missão ainda maior, fazer o desejo do filho acontecer, que era participar de uma maratona. Pai e Filho se transformaram em um só corredor, em um só competidor. Hoje o pai possui 65 anos de idade e o filho 43 anos, eles juntos formam um só campeão. Dick chama seu pai de “Pai do século”.
A grande surpresa veio este ano, quando durante um prova, Rick (o pai) teve uma parada cardíaca, os médicos descobriram que uma de suas artérias estava 95% entupida. Os médicos acreditam que se ele não tivesse se preparado e condicionado seu corpo para correr, talvez já tivesse morrido, desta forma Dick e Rick salvaram a vida um do outro.
Rick Hoyt é um tenente coronel da força aérea americana, mas acima de tudo um pai exemplar, que deu tudo o que podia dar para fazer a vida do filho valer a pena. Assim como Deus que nos amou e entregou na cruz tudo o que Ele tinha. Esta é uma parábola da vida real. Assista o vídeo e inspire-se a fazer a sua vida valer a pena todo dia.


Sites consultados para esta pesquisa:
Entrevista com Dick Hoyt em 16 de julho de 2007, após ser homenageado, juntamente com Rick
As rodas da vida Sports Illustrated, 18 de abril de 2011

19 de abr de 2011

INSIGHTS - A PÁSCOA DO CORDEIRO NÃO É A PÁSCOA DO COELHO

Todo rito religioso é interpretado como festa pelo mercado de consumo. Estamos próximos da festa da Páscoa, e como não poderia deixar de ser, o mercado envolve-se com símbolos e produtos que justificam nosso consumo. Pois Páscoa é cordeiro e não coelho. Páscoa é sacrifício e não festa. Páscoa é sangue e não chocolate. Páscoa é cruz e não ovo. A páscoa do mercado de consumo está completamente distante da Páscoa divina em rito e significação. É necessário compreender que não há o que comparar, a Páscoa do Cordeiro não tem nada a ver com a páscoa do Coelho.
Sendo assim quem consume a páscoa do Coelho é simples consumidor. Quem contempla a Páscoa do Cordeiro como ato de misericórdia divina compreende que a Páscoa está muito além do mercado de consumo, e até mesmo de uma data simbólica. A Páscoa é vida e livramento de Deus, em Cristo. Assista mais este vídeo da série INSIGHTS, e compreenda melhor este tema tão importante.

12 de abr de 2011

INSIGHTS - INVEJA - Repensando a Espiritualidade Cristã

Programa oferecido pela Igreja Apostólica Vida Nova. Trata sobre temas relacionados com o desenvolvimento e aprimoramento da espiritualidade cristã. Toda semana um novo tema.


11 de abr de 2011

POR QUE EXISTEM ORAÇÕES QUE DEUS NÃO RESPONDE?

Por que existem orações que não são respondidas por Deus? Esta pergunta envolve dois aspectos extremamente complexos, a saber, nossos pedidos de oração e a forma como Deus age. Não pretendo nesta resposta entender o porquê ou como Deus responde às nossas orações. Minha experiência pessoal me fez experimentar respostas parciais, respostas totais, e também “não-respostas”.
Se alguém tem uma definição simplista de que a oração é uma espécie de “transação comercial”, onde uma pessoa coloca suas requisições e Deus as atende, então esta pessoa está com uma definição equivocada do que é a oração.  A essência da oração é criar uma proximidade maior com Deus gerando um relacionamento com Ele. Se Deus irá atender aos seus pedidos completamente ou não, ou mesmo parcialmente, isto já é determinado por Deus levando em conta como isto irá ajudá-lo(a) a crescer neste relacionamento.
Partindo deste princípio podemos entender que toda oração é sempre respondida, mesmo quando não é. Eu explico! Muitas vezes um não pode significar na verdade, um “ainda não”. Nosso propósito é desenvolver nossa capacidade humana em Deus, e usar este potencial para transformar o mundo. A oração nos aperfeiçoa, como instrumentos divinos para o mundo. Através da nossa oração, somos modificados, provocados, e até confrontados com nossa vontade e a vontade de Deus, até que alcancemos a forma que Deus espera de nós. 
Obviamente todos gostaríamos que nossas orações fossem sempre respondidas de maneira positiva por Deus, entretanto essa não seria a melhor resposta para as nossas orações. Muitas vezes a coisa correta a se fazer, nem sempre é a mais fácil. Um pai quando é sábio, sabe dizer não à um filho, para proporcionar o que é benéfico para ele a longo prazo. Quantos de nós já ouvimos um “não”, onde naquela hora nos pareceu terrível, mas depois vimos que aquilo era o melhor a ser feito.
Mas, que lição podemos tirar de orações NÃO respondidas? Como disse no começo, a vida é complexa e Deus é eterno, olhando sempre a nossa vida com perspectivas diferentes das nossas. Se as orações são um meio de aperfeiçoar nossa espiritualidade, então a oração que Deus não responde pode na verdade possuir um significado mais profundo do que um simples “sim” ou “não”. Eu exemplifico isso no texto abaixo:
“Pedi forças e Deus enviou dificuldades para me fazer forte.
 Pedi sabedoria e Deus me deu problemas para resolver.
 Pedi prosperidade e Deus me deu músculos e cérebro para trabalhar.
 Pedi coragem e Deus mandou perigos para superar.
 Pedi amor e Deus me enviou pessoas com problemas para ajudar.
 Pedi favores e Deus me deu oportunidades.
 Não recebi nada do que pedi, mas  recebi tudo de que realmente precisava”

7 de abr de 2011

O ATIRADOR DA ESCOLA NO RIO - SINAIS DE UMA SOCIEDADE ENFERMA!

A cada ano que passa, vemos a sociedade tornando-se vítima de indivíduos doentes e mentalmente abalados, quando nos deparamos com situações como a que ocorreu no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (7) de Abril.

Um homem armado entrou na escola municipal Tarso da Silveira, em Realengo, e fez inúmeros disparos contra alunos e professores causando desespero e pânico geral. Segundo consta em relatos da internet, posteriormente aos disparos, ele teria se matado com um tiro na cabeça ou ainda teria sido alvejado por policiais. Relatos policiais, dão pelo menos duas versões para a causa de tamanha violência. Ou ele era um ex-aluno da escola, ou era o pai de uma aluna que sofria de bullying.

As chamadas “doenças estruturais” são geralmente ignoradas pela maioria na sociedade. São doenças como, a perda de valores morais, o racismo cultural ou ético, ou qualquer outra forma de desvalorização humana. Há uma síndrome dessas doenças correndo nas veias sociais em larga escala, que não respeita nenhum limite econômico ou educacional. Isso acontece em vários países, e alimentamos a falsa idéia de que não chegará à nós, até o dia em que acontece. O que leva um rapaz, de 25 a 30 anos, cometer um ato tão cruel e insensato como esse? Precisamos nos perguntar, e a resposta parece clara: A sociedade em que vivemos gera isso!

Nossa sociedade está plantando aquilo que está colhendo! É óbvio que isso não responde tudo, mas quero avaliar com clareza alguns pontos. Somos vítimas de nosso próprio descaso moral e ético. Acreditamos que a abertura para novos valores morais e éticos como aborto, homossexualidade, sexo precoce, drogas, não alteram os procedimentos psicossociais, mas estamos enganados. 

A moral de um criminoso não é diferente da de um empresário ambicioso, do funcionário público que se usa do estado para subir cada vez mais na carreira, do político que age em causa própria e não em favor do bem comum. Alguns indivíduos, como esse da escola de Realengo, expõe seus conflitos éticos, do seu tempo e de todos os tempos, através do ato extremo de matar. Num determinado momento, esse indivíduo oprimido se transforma em opressor, e mata com requintes de crueldade, gritando “algo” para a sociedade. 

A satisfação de um doente social, é que o outro não tenha prazer de nenhum modo, seu desejo é impedir que o outro exista e que possa viver e ser livre. E por isso ele mata, mata por satisfação, mata para se ver livre da alegria do outro que vive, mata crianças que simbolizam a esperança de uma “sociedade melhor”, pelo menos teoricamente.

Poder, orgulho, opressão, revelam ainda um estágio imaturo da raça humana, um estágio animalesco que tende a extinção. Esse atirador da escola é apenas um sinal de que nossa sociedade está muito doente, e não serão novos valores que irão libertá-la, mas o ajuste da boa moralidade, do ideal humano-divino de Cristo. Só esse “ideal” poderá salvar o Brasil e o Mundo.

5 de abr de 2011

UM CRISTÃO PODE SER CREMADO?

Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó e ao pó voltará". (Gn 3:19)
Um corpo usualmente vestido, mas sem nenhuma jóia, desliza dentro de um forno de tijolos em linha, semelhante ao forno de pães. O gás e o óleo do forno são aquecidos ate cerca de 1.700 graus, muito embora o que permanece no forno seja chamado de cinzas, na verdade são fragmentos de ossos. Esses ossos são colocados em um recipiente para resfriamento. Próteses e coroas dentárias, entre outras coisas, são removidos e todo o processo dura cerca de 3 horas. O resultado fica reduzido a aproximadamente 3 Kg. de fragmentos que cabem em uma caixa de sapatos. Este é todo o processo de cremação. A palavra cremação deriva do verbo latino “cremare”, seu significado retrata a “ação de queimar” ou “consumir pelo fogo”. A cremação é o ato de queimar um cadáver até reduzi-lo as cinzas.
A forma como tratamos nossos mortos, parece ser mais uma questão cultural do que religiosa. “Parece” não existirem comandos bíblicos específicos e literais sobre a cremação de mortos na Bíblia. Sabemos que na maioria das culturas vigentes na Bíblia, era bastante comum os corpos serem colocados em tumbas, cavernas ou enterrados no solo, isto é, o sepultamento era a prática mais comum, mas não a única forma praticada para se dispor de um corpo. 
A cremação também é uma prática antiga. Historiadores afirmam que no inicio da era cristã, o paganismo se utilizou desta prática para contradizer a idéia cristã da ressurreição do corpo. Não podemos esquecer que muitos cristãos foram queimados por ordem de César na igreja primitiva. E que o mundo romano foi iluminado com cristãos pregados em cruzes, ou transformados em tochas vivas. A própria Igreja de Roma queimou, na estaca, milhares de pessoas (cristãos bíblicos e judeus) classificadas como hereges. Estas mortes atestam a crueldade humana, mas não limitam a ação do poder de Deus.
Apesar de alguns considerarem que esta prática deva ser discernida conforme a liberdade cristã ou pela escolha da família, um estudo mais acurado na bíblia, nos mostra coisas curiosas e interessantes sobre o assunto. José é um destes casos especiais, vejamos; O corpo de José foi mantido por mais de 400 anos no Egito, e então transportado por 40 anos para ser sepultado na terra prometida. Vemos isso em Gn 50:24-25 e Êx 13:19, além de Josué 24:32. Os israelitas poderiam simplesmente terem cremado e transportado seu corpo em um recipiente, mas quiseram-lhe dar um sepultamento digno. O sepultamento parece ser a prática cristã constante, pois ele simboliza e tipifica a nossa esperança na doutrina da ressurreição. Outros exemplos disso são:
* Abraão foi sepultado (Gênesis 25:8-10)
* Sara foi sepultado (Gênesis 23:1-4)
* Raquel foi sepultado (Gênesis 35:19-20)
* Isaque foi sepultado (Gênesis 35:29)
* Jacó foi sepultado (Gênesis 49:33; 50:1-13)
* Jose foi sepultado (Gênesis 50:26)
* Josué foi sepultado (Josué 24:29-30)
* Eleazar foi sepultado (Josué 24:33)
* Samuel foi sepultado (I Samuel 25:1)
* Davi foi sepultado (I Reis 2:10)
* João Batista foi sepultado (Mateus 14:10-12)
* Ananias e Safira foram sepultados (Atos 5:5-10)
* Estevão foi sepultado (Atos 8:2)
* Jesus foi sepultado (Jo 19: 38-42)
O próprio Senhor Deus parece concordar com o sepultamento, pelo menos isto está implícito neste texto de Deuteronômio: “Assim morreu ali Moises, servo do SENHOR, na terra de Moabe, conforme a Palavra do Senhor. E o sepultou num vale, na terra de Moabe, em frente de Bete-Peor; e ninguém soube ate hoje o lugar de sua sepultura.” (Dt 34:5-6).
A tradição judaica prevaleceu no cristianismo no que concerne ao assunto sobre, o quê fazer com os mortos? Aceitavam o ensino de que o corpo do cristão é o Templo do Espírito Santo e, como tal, deveria ser respeitosamente enterrado e devidamente honrado (I Cor. 3:16 e 6:19). Muitos cristãos primitivos sepultaram seus mortos num mesmo lugar, e deram a esse lugar o título de cemitério, cujo significado é “dormitório” (Mt. 27:52). O fato é que cremados ou enterrados, nada disso poderá impedir o arrebatamento do cristão (I Co 15; I Ts 4.16-17), pois todas as cinzas voltarão à vida (Ap 20.13). Como um ato criativo de Deus. Mas se puder opinar, creio que o sepultamento, seja ainda a forma mais “coerente” de tratar nossos mortos.
"Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz” (Jo 5:28)

4 de abr de 2011

O "RACISMO" EVANGÉLICO E O AMOR DE DEUS.

Demócrito de Abdera, filósofo contemporâneo de Sócrates, dizia que: “quando buscamos prejudicar nossos inimigos, esquecemos de nosso próprio interesse”. Cada vez mais, atitudes racistas são recorrentes entre os evangélicos. Principalmente entre a classe política de nosso país, e lideranças de várias denominações, que deixam publicamente claras suas opiniões sobre assuntos como homossexualidade, raças e etnias denominadas satânicas, e até mesmo religiões ou crenças diferentes.
O que nos deixa profundamente tristes, é que as opiniões explicitadas pela mídia parecem tornar generalizada a opinião de todos os evangélicos, mas isso não é verdade. Nenhuma classe ou denominação pode responder interinamente. Afinal estamos unidos numa mesma fé, mas não em uma mesma ética. Isso ainda é um celeuma no meio cristão. A postura adotada por algumas denominações ou lideranças não reflete a opinião “evangélica” nacional.
É claro que estamos recorrendo no erro de “estereotipar”, classes, etnias e práticas, com nossas declarações superficiais, e estamos incorrendo em um erro gravíssimo para a conduta cristã: o preconceito. Sutilmente vamos absorvendo essa cultura de discriminação em nosso meio. Consideramos o “pobre” inferior, o “negro” inferior, o “gay” inferior, o “deficiente” inferior, e assim por diante. Não entendemos os mecanismos racistas de nossa sociedade e ao declarar a inferioridade, aceitamos inconscientemente ou não a nossa “superioridade”, o inimigo ideológico máximo do Evangelho.
Jesus abominava o discurso farisaico, não porque o discurso estava errado, mas porque as pessoas que discursavam, eram tão necessitadas de Deus, quanto as que ouviam. E aqui faço minha a voz de Ariovaldo Ramos, que bem disse sobre a ética praticada nos rincões evangélicos:
  • A igreja ao invés de denunciar a desigualdade e injustiça social, propondo viver uma economia solidária, passou a pregar a teologia que sustentava a desigualdade, afirmando que a riqueza e o bem estar é o único alvo do crente.
  • Que a fé está atestada pelo nível financeiro de contribuição pela capacidade de arbitrar por decreto que Deus deve ou não fazer.
  • A igreja ao invés de denunciar a miséria e a dívida do Estado para com os excluídos sociais, passou a apontar a provável fé dos desgraçados como causa de estarem onde estão.
  • A igreja ao invés de socorrer os enfermos e prestar-lhes atenção e cuidados. Passou a apregoar uma cura instantânea desde que tenham um certo tipo de fé e façam parte de um determinado ministério.
  • A igreja ao invés de combater o racismo, passou a estigmatizar como maligno tudo que está relacionado com a cultura negra. Como se o demônio fosse e negro e tudo que é negro fosse demônio.
  • A igreja ao invés de pregar que a graça foi derramada abundantemente por meio de Cristo, passou a demandar ainda mais sacrifícios e doações constrangedoras, para que o fiel se tornasse apto para receber mais.
  • A igreja ao invés de pregar a espiritualidade do Cordeiro, promoveu a esquizofrenia do Leão, que tenta transformar o “ainda não” em “já”. Quando na verdade desse jeito o ”já” será “nunca”.
Concluo dizendo que a ética do Reino, não é só uma ética de valores contrários aos pregados pelo mundo, mas o seu fundamento é o amor. Todo discurso que exclui, não pode vir do trono da Graça, que é o lugar da “inclusão” por excelência. Não aceito e nem desejo nenhuma prática oriunda do mundo, mas os alvos da misericórdia de Deus continuam sendo as pessoas. 

Não atesto os valores pregados que são contrários ao Evangelho, mas não excluo do alvo de Deus, as pessoas que os praticam. O pecador sempre será o alvo da Graça, dos quais um dia cada um de nós também foi, continua sendo ou será! Toda mudança e transformação, vem sempre depois da experiência do Amor de Deus, nunca antes. Preguemos o amor Dele, e deixemos de lado nossa pretensa "superioridade". Quem assim age é racista, não evangélico!

A Ele toda a Glória!

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COBERTURA ESPIRITUAL E APOSTOLADO MODERNO