20 de mai de 2011

A ESPIRITUALIDADE DOS PÉS DESCALÇOS.

Então disse Deus: "Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa". Ex 3:5
Esta é a primeira referência ao solo sagrado na Bíblia. Esta experiência marcou Moisés. Ao tirar as sandálias ele se conectou com a sua espiritualidade, com o seu chamado, com o propósito eterno para o qual havia nascido.
Tirar as sandálias é muito mais do que uma atitude de reverência religiosa. As sandálias de Moisés não permitiam que ele tivesse contado com aquele solo cheio da presença de Deus, com aquele chão mágico que traçaria sua vida dali em diante. Deus não queria que as sandálias impedissem Moisés de pisar um chão de possibilidades e verdades que mudariam sua rota de vida para sempre. 
Uma terra santa é um espaço reservado para a distinção da vida. Era ali que Deus começava a escrever o terceiro capítulo dos 120 anos de Moisés. Seria um tempo de experiências gloriosas e singulares. Era necessário que Moisés deixasse suas sandálias de lado. Sua experiência com o passado não era suficiente para aquilo que estava por vir.
Sandálias também falam de movimento, de dinâmica. Fala sobre a poeira nos pés dos processos da vida. Tirar a sandálias fala da uma oportunidade nova para rescrever a própria história a partir do contato com essa nova realidade espiritual.
Tirar as sandálias nos remete a idéia de renunciar a própria capacidade de ser. Moisés percebe que sem os sapatos, a sua vulnerabilidade e sensibilidade ficam mais evidentes, fatores imprescindíveis para quem quer estar na presença de Deus com humildade. Deus só pode ter um encontro com quem realmente somos, sem vestes ou aparatos que nos escondam ou nos dêem uma idéia falsa de proteção.
E isso tudo nos leva a pensar que quando se está descalço é preciso prestar atenção onde se pisa. Isto significa que estar na presença de Deus requer mais atenção, observação e reflexão. Sem as sandálias, podemos de pés descalços, interagir melhor e desenvolver nossa intimidade com Deus.
A Ele toda a Glória.

12 de mai de 2011

PEQUENOS GRUPOS PRECISAM DE GRANDES LÍDERES

Quanto menor o grupo, maior o líder precisa ser. Talvez isso soe meio estranho. Mas assim como quando as igrejas crescem, os pastores naturalmente terão de crescer com a sua igreja. Suas responsabilidades vão aumentar. Seus esforços na comunicação com a igreja vai crescer. Sua visão, influência e alcance vão crescer. A força de sua liderança e personalidade terão de crescer para acompanhar esse crescimento da igreja. Mas esta perspectiva da liderança não diminui apenas porque há dez pessoas em uma sala, em vez de cem ou mil. É apenas um tipo diferente de liderança. Os pequenos começos forjam os grandes líderes.
Cada visitante que vai à uma grande igreja, afeta a personalidade e a dinâmica dessa igreja de alguma forma.  Em uma igreja muito grande, o efeito de um visitante parece ser muito pequeno, é como uma gota em um balde. Mas quando o grupo é menor, maior será a presença de cada visitante. Um grupo de dez pessoas é significativamente influenciado pela adição de uma pessoa.  E ai que o papel do líder se torna imprescindível.
O líder é aquele que faz com que todos se sintam muito bem quando estão com ele. Crianças na escola ou em casa, se sentem seguras quando sabem que seus pais e professores estão no controle. Um pequeno grupo se sente seguro quando sabe que o líder tem uma identidade em sua liderança. Em um pequeno grupo com um grande líder todos devem sentir que trazem uma presença significativa e importante para o grupo. 
O grande líder é aquele que deve ser maior que o tamanho do grupo. Um pequeno grupo é vulnerável e frágil, e pode ter o seu foco facilmente desviado, por uma pessoa que procura controlar. Um líder de pequeno grupo deve ser tão vigilante como qualquer pastor de uma grande igreja. Ele deve proteger o rebanho,  harmonizar sua gestão de conflitos de personalidades, e manter o grupo unido e na trilha.
Se você é um líder de pequenos grupos, saiba que o grupo pode ser pequeno, mas não você. Não economize na sua liderança, apenas porque o grupo é pequeno. Se a sua igreja quer ser eficaz no trabalho de pequenos grupos, ela precisa contar com grandes líderes de pequenos grupos.

A Ele toda a Glória.

7 de mai de 2011

RICHARD FOSTER AND ME - Espiritualidade Cristã

Neste sábado (07/05) tive o privilégio de conversar um pouco com um dos maiores teólogos da espiritualidade cristã, Richard Foster. De tradição quaker, (talvez o quaker mais conhecido no mundo), ele não só escreve com profundidade, como é capaz de comunicar as disciplinas espirituais de maneira compreensível e possível em meio a loucura e correria das grandes metrópoles. Creio que Foster seja um autor que deve ser lido, principalmente entre líderes que vivenciam a vida nos grandes centros urbanos. O resgate da contemplação, da justiça social, da generosidade e da simplicidade se fazem presentes nos livros deste renomado autor. Para saber mais sobre seus livros, acesse a loja da Editora Vida.

Tempo especial e bem aproveitado ao lado de Richard Foster

5 de mai de 2011

FAMA MINISTERIAL - BENÇÃO OU MALDIÇÃO?

Estamos vivendo a época do entretenimento. A igreja cada vez mais assimila esta mentalidade juntamente com o gerenciamento empresarial de grandes “redes” denominacionais. Igrejas / empresas vendem produtos e transformam seus seguidores em consumidores de um “case” de serviços personalizados e identificados naquela denominação. Vivemos o perigo de conformar a igreja com o mundo, isto é, influenciando a igreja com as técnicas usadas pelo mundo. Mas se nada há no mundo digno de ser copiado, porque faríamos uso destas coisas para tornar a igreja mais atraente?
Dr. Martyn Lloyd-Jones disse: "Quando a igreja é absolutamente diferente do mundo, ela invariavelmente o atrai. O mundo é constituído da forma que é para ouvir sua mensagem, embora possa odiá-la em primeiro lugar."
Existem aqueles que são famosos pelo que fazem, e aqueles que fazem tudo para serem famosos. Há uma grande diferença entre estes dois grupos. Uma das razões pelas quais muitos líderes estão em busca de um segredo para tornar suas igrejas grandes, reside na falsa idéia de que a multidão pode lhes dar uma certa  vitrine social. Há uma abundância de grandes comunicadores carismáticos, mas com pouco ou nenhum mérito para serem ouvidos. O que quero enfatizar é que as televisões e rádios estão cheias de pessoas atraídas pela idéia de serem conhecidas muito mais, do que Aquele que elas “julgam” pregar. Na tentativa de pregarem Jesus, pregam na verdade a si mesmos, para serem contemplados e admirados. São os modernos fariseus que oram publicamente nas sinagogas eletrônicas, a saber, na televisão e no rádio.
Interessante pensar que não existe nenhum programa no estilo “Big Brother Gopel”, mostrando o dia a dia destas grandes denominações e de seus respectivos presidentes. Exatamente porque penso que nada fora das lentes da telinha, nada há neles de atraente, a não ser aquilo que é produzido no estúdio. Sua vida pública não encontra relação com sua vida privada, não são o que parecem, são aquilo que não mostram. Penso que era isso que Jesus queria dizer com lobos em “peles” (aparência) de ovelhas. Neste ponto a fama ministerial é usada contra o Evangelho e não a favor dele.
A grande maioria das coisas que vemos hoje nos meios de comunicação são personalidades egocêntricas, infladas pelo desejo de aparecerem e estarem em evidência. A multidão e a fama é o alvo delas e paradoxalmente a maior prova da insegurança de seus chamados. Todo líder que usa e se apóia na multidão ou na fama como significado de “benção ministerial” está no íntimo inseguro sobre quem é. Não é Deus que lhe dá significado, mas aquilo que ele faz e pensa que é. Por isso o alvo de Jesus jamais foi a multidão ou a fama, mas o indivíduo que não possui sentido de existência. Jesus sempre focou seu trabalho muito mais na qualidade da vida do que na quantidade das “coisas” na vida. 

Jesus desafiou seus discípulos a pregarem ao mundo, e não se moldarem a este mundo. Ser discípulo de Jesus era mais uma questão da consciência de quem se era, do que daquilo que se fazia. Antonio Vieira em um de seus sermões disse: "Muitos cuidam da reputação, mas não da consciência.". Termino concluindo que: Um ministério pode um dia tornar-se famoso, mas não haverá nenhum esforço interno para isso. A fama enquanto consequência de um trabalho digno de ser admirado é benção, mas quando um ministério só é famoso  porque tem os veículos e meios de comunicação na mão é maldição. Jesus jamais foi uma celebridade do amor, mas um mártir do amor. Por isso, a Ele toda a Glória.

2 de mai de 2011

QUEM É VOCÊ...QUANDO NINGUÉM VÊ? - INSIGHTS



INSIGHTS é um programa semanal de reflexão produzido e oferecido pela Igreja Apostólica Vida Nova: www.vidanova.org.br

IMPORTANTE: Este vídeo pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte. Todos os direitos reservados para VIDASAT Produções.

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SAIR DA IGREJA LOCAL OU LUTAR POR ELA?

Há uma grande realidade acontecendo todos os domingos em milhares de igrejas no Brasil e quiça no mundo. Pessoas estão saindo de um mini...