PERDIDO - MESMO ESTANDO DENTRO DE UMA IGREJA!

Existem pelo menos duas classes de perdidos dentro de uma igreja. A primeira seria aquele tipo de pessoa que está se aproximando do Evangelho. Que está conhecendo a palavra, frequentando com certa regularidade os cultos e que vive ainda a dúvida de aceitar ou não, a salvação e a reconciliação com Deus. Fazem muitas coisas erradas ainda, mas estão procurando o caminho certo, não é a estes que me refiro.
Quero falar da segunda classe de perdidos. Aqueles que estão na igreja conhecem bem todo o contexto cristão, conhecem inclusive as escrituras, observam os mandamentos, são consideradas pessoas religiosas pelos amigos, cumprem as normas da congregação, mas estão completamente perdidos. Talvez você esteja perguntando - Isso é possível? -   Não só é possível, como é mais comum do que imaginamos! Vejamos a seguinte história narrada no Evangelho de Mateus:
“Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe perguntou: "Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que você me pergunta sobre o que é bom? Há somente um que é bom. Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos. Quais?, perguntou ele. Jesus respondeu: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe’ e ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Disse-lhe o jovem: A tudo isso tenho obedecido. O que me falta ainda? Jesus respondeu: "Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me. Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas.” - (Mt 19:16-22 / NVI)
O jovem rico da narrativa de Mateus, era um membro acostumado com os preceitos religiosos, do tipo; “isso pode!”- “isso não pode!” Provavelmente um rapaz bem comportado, exemplar em seus procedimentos sociais, ativo na igreja, participativo nas programações dos cultos, enfim um bom membro eclesiástico, mas principalmente INFELIZ! - Por quê?
Porque ele não tinha certeza de que possuía a promessa de Deus em sua vida. Apesar de cumprir preceitos religiosos, ele estava em busca da verdadeira salvação. Questionou Jesus sobre o quê precisaria fazer para “herdar a vida eterna”. Não havia em si uma convicção inabalável de que seu comportamento religioso lhe garantiria a Graça de Deus. A observação de mandamentos não é sinônimo de salvação, mas obedecer é aos termos bíblicos, é a consequência do amor à Deus. É a decisão de amar a Deus acima de todas as coisas que me leva a obediência, e não a obediência sem amor que me leva à Deus. Jamais podemos desassociar estas duas coisas. Obediência que não reflete o verdadeiro interesse (amor) não é obediência mas religiosidade. Este era o problema do jovem, não o de ser rico, mas o de preferir muito mais a riqueza do que a Deus.
Deus não pode aceitar nossa espiritualidade, se Ele não possui a primazia em nosso coração. Se tudo o que temos e somos, não for para Ele primeiramente, nada do que fazemos pode agradar a Deus. Exercer uma religião sem um relacionamento íntimo com Deus, mesmo observando todas as regras geram um “vazio na alma”.
Muitos destes “perdidos” na igreja, estão tendo um vida religiosa, mas sem intimidade com o Rei dos reis. Viver uma religião sem amar a Deus, é a maior de todas as ilusões. É a nossa relação com Ele que gera uma vida de compromisso, não o contrário. Afinal que tipo de relacionamento pode dar certo se convivermos com alguém que de fato não amamos, ou não nos ama?

POR QUE A MINHA IGREJA NÃO CRESCE?

Esta pergunta é feita por inúmeros líderes hoje. Sabemos que pessoas saudáveis crescem, animais saudáveis crescem. Árvores saudáveis crescem, plantas saudáveis crescem. Portanto, igrejas saudáveis também crescem. O crescimento é uma característica sobrenatural do processo natural que Deus promove em todas as coisas vivas. E o corpo de Cristo, tal qual a Bíblia expõe, isto é, a igreja local, é uma coisa viva e portanto deve crescer. Assim, quando uma igreja não está crescendo, é útil perguntar: "Por que não está crescendo?"
Gostaria de expor cinco entraves ou obstáculos, que restringem o crescimento de uma igreja local. Se entendermos as razões do “não-crescimento”, fica muito mais fácil de diagnosticar com precisão os problemas que afetam o crescimento da igreja local.
Primeiro Obstáculo - O Pastor.
Existem três diferentes causas que inibem o crescimento da igreja por conta de um pastor, são eles:
* Um pastor que  não tem uma prioridade. Igrejas crescem quando seus líderes têm uma prioridade para alcançar os que não estão em uma igreja. Quando o pastor não possui uma perspectiva evangelística e um plano de ação, a igreja não acontece.
* Um pastor que não tem uma visão. As igrejas que crescem têm pastores que acreditam que Deus quer alcançar as pessoas em sua comunidade e assimilá-las no corpo, porque eles possuem um chamado específico e uma visão de alcance colocada por Deus em seus corações.
* Um pastor que não tem conhecimento. Um trabalho duro não é o segredo para um evangelismo eficaz. O segredo é potencializar o trabalho com mais inteligência e planejamento. Infelizmente, pouco é aprendido e ensinado sobre como efetivamente alcançar e assimilar novas pessoas para a comunidade local.
Segundo Obstáculo - Os membros da igreja.
Geralmente há um clero competente e hábil em toda a igreja para mostrar como as coisas Não Devem ser feitas. Vejamos:
* Membros que não têm prioridade para alcançar os perdidos. "Claro que nossa igreja deve atingir as pessoas!". Dizem alguns: "Mas não contém comigo! Eu tenho três filhos, um emprego, a filiação no clube de saúde, e um gramado para cortar. Alguém com mais tempo deve se sentir obrigado. Não acham?" Existem membros que acreditam que a prioridade de evangelizar e recepcionar novos membros é dever do pastor.
Membros que temem que pessoas novas vão destruir a "comunhão existente". Quando o grupo de “velhos amigos” é a prioridade número um em uma igreja, os membros irão agir de uma forma que comunica aos recém-chegados: "Estamos muito bem com as pessoas que temos, obrigado."
Terceiro Obstáculo - Uma Mensagem Irrelevante.
Igrejas crescem quando abordam as questões e preocupações das pessoas em sua comunidade e vida social. Quando relacionam o Evangelho com estes pontos de necessidades sociais, espirituais, familiares, etc. Geralmente as igrejas “estagnadas” são aquelas vistas pelos sem igreja como tendo uma mensagem irrelevante para a vida cotidiana.
Quarto Obstáculo - Usando os métodos errados.
Usar métodos inadequados é pior do que não usar nenhum método. Precisamos tomar cuidado para  não usar métodos inapropriados para o campo de colheita. Cada local possui uma caracteística diferente, assim como o agricultor deve conhecer o solo e a semente que esta sendo plantada, cada igreja deve assimilar um método adequado de trabalho para a área onde está inserida. Um método não necessariamente deve seguir o mesmo formato em diferentes regiões.
Quinto Obstáculo - Nenhum plano de assimilação.
Mais de 80% das pessoas que abandonam a igreja fazem isso no primeiro ano de sua filiação. Um novo membro não se torna automaticamente um membro ativo sem um plano intencional executado pela igreja para assimilar este novo membro em seu rol de membros demonstrando que essa comunidade está baseada no amor cristão e na comunhão espiritual.
Poderíamos enumerar várias outras razões, do por que igrejas não crescem?  Mas creio que estas são as principais razões da falta de crescimento. Se atentarmos um pouco veremos que muitas igrejas esbarram nestes obstáculos para que tenham um crescimento saudável. Deus nos criou para crescer, este é o processo adequado. Qualquer obstáculo de crescimento precisa ser diagnosticado e na medida do possível removido para que o propósito de Deus alcance o seu alvo.

OS CRENTES E AS FESTAS JUNINAS!


De acordo com os feriados previstos no calendário anual do Brasil, logo após o carnaval e a páscoa, a denominada “festa junina” é o evento mais comum, celebrado por milhares de pessoas no país. Cidades inteiras se mobilizam para festejar com danças, comidas típicas e música, uma homenagem a três santos católicos, a saber: São Pedro, São João e Santo Antônio.
Esta celebração é uma tradição portuguesa (país predominantemente católico) herdada desde a colonização e que foram facilmente incorporadas pelo folclore (ing. folk + lore  /  trad. gente + tradição popular). O teor destas festas oscila de região para região, o  espaço onde estas festas acontecem é sabidamente denominado “arraial”. Portanto o nome de “festa junina” é muito mais do que uma referência ao mês de Junho e Julho, quando acontecem estas festividades.
O solstício de verão de acordo com a astronomia é o momento em que o movimento do Sol atinge a sua maior declinação sobre a latitude da linha do Equador( afasta-se o máximo possível da linha meridional), ocorrendo duas vezes ao ano, em Junho e Dezembro. Portanto quando esse movimento ocorre no verão, a duração do dia torna-se mais longa, e quando ocorre no inverno a duração da noite torna-se mais longa. Em várias culturas antigas, este solstício, era celebrado com festas e costumes de religiões pagãs, proveniente das mitologias persas e hindus.
Esta festa é celebrada na maioria dos países europeus cristianizados. As primeiras referências em terras tupiniquins datam de 1603, através de missionários jesuítas. Aqui estas comemorações católicas-pagãs tornaram-se ainda mais sincréticas (misturadas) com outras tradições oriundas das religiões africanas.
Apesar de tantas referências pagãs-idolátricas, parece que a participação nas festas juninas por cristãos-evangélicos não causam nenhum tipo de problema! Será?
Ao que parece, o caráter religioso de tais festas desagradam o ideal de Deus para o cristão. Nestas festas ocorrem canções, rezas e comidas consagradas aos “tais santos” da igreja. A Festa Junina, na verdade remonta ao ideal das festas de colheitas, celebradas por povos antigos aos seus deuses, isto é, uma festa naturalmente idolátrica, com uma roupagem católica/cristã. Apesar de mudar a configuração da festa, o mandamento do Senhor continua o mesmo. Quando Deus introduziu o povo de Israel na terra prometida adverti-os severamente para que não usurpassem das mesmas práticas dos povos: "Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos." (Dt. 18:9).
Precisamos esclarecer que a palavra "apostasia", um termo muito comum nos dias de hoje, vem da mesma raiz grega que significa insurreição ou rebelião. Uma insurreição ou rebelião é levantar-se totalmente contra tudo que vem de Deus – e ao mesmo tempo uma mudança de direção espiritual. Isto é, uma aceitação das leis e atitudes contrárias ao ideal divino. Nesse contexto, apostasia não significa violação de leis isoladas, mas é a caracterização ampla da rebelião total contra Deus. A minha opinião é que devemos ignorar este tipo de festividade, e isso não nos molda nos padrões extremistas da fé evangélica.
A resposta para as dúvidas do cristão evangélico deve se firmar primeiramente na Palavra e em uma fé inabalável, assim como no aconselhamento com o próprio pastor, e com Deus em sua consciência, Cito uma passagem esclarecedora de Paulo: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma" (1Co 6:12). Eis o diferencial da liberdade cristã, permitindo ao homem viver no mundo sem ser governado espiritualmente ou culturalmente por ele.
Quanto ao fato das escolas estaduais, municipais ou particulares celebrarem estas festas, gostaria de esclarecer aos pais evangélicos. De acordo com o Planejamento Curricular Nacional, as instituições de ensino têm como dever preservar e transmitir valores culturais da nação, muito embora não tenham o direito de obrigar as crianças a participarem de qualquer festividade deste cunho. Porém, no caso das festas juninas e de outras comemorações com sincretismo religioso, para que as crianças evangélicas não passem por constrangimento por não participar. É bom verificar a proposta pedagógica e deixar claro o posicionamento religioso da família logo no início do ano letivo. Isso deve ser conversado com respeito entre pais, professores e pedagogos. Quanto a lei, o capítulo 2 do ECA (Estatuto da criança e do adolescente), garantem os mecanismos de proteção, no que diz respeito a liberdade religiosa do menor.