MUITAS IGREJAS...MAS MUITO POUCO DE DEUS!

Muitas pessoas comemoram o fato do Evangelho estar crescendo no Brasil e no mundo, e atrelam este crescimento do Evangelho ao crescimento das igrejas e templos abertos por todo lugar. Uma coisa não está necessariamente relacionada à outra.

Creio que o abrir de muitas igrejas não está ligado necessariamente a exposição e aceitação do Evangelho, assim como abrir mais mercados não significa que as pessoas estão comendo mais. Ainda existe muita fome, tanto de comida quanto de Evangelho. O quê mais vemos é uma instrumentação errada do Evangelho para criar adeptos ideológicos de denominações. 

Dizemos que somos filhos da “tradição protestante”, sem contudo nenhum protesto, nem tradição. Aceitamos todo tipo de “baboseira gospel” em nome de quem quer que seja, e depois assumimos a irresponsabilidade de alguns como sendo de todos. Não respeitamos  nem a história, nem o contexto, criamos “novas revelações” por demanda de crescimento numérico, e a igreja vai caminhando a passos largos para o estranhamento social e a diferença teológica de uma para outra igreja local. É por isso temos um “corpo de Cristo” todo fragmentado, esquartejado e dilacerado pelas diferenças pessoais e teológicas. É literalmente cada um por si...e Deus? Bem Ele é por todos, né!

Parafraseando Paulo pra Timóteo, eu diria que: Nos últimos dias, vemos transformada a Graça de Deus em libertinagem religiosa, crentes levados mais por emocionalismo do que por discernimento.

Nos últimos dias, vemos transformado o culto em Show, cultuando "celebridades" cheias de si mesmas, ao invés de Jesus, o único que podia ser...e não foi. Nos últimos dias, vemos transformado o dízimo em dívida divina, fazendo de Deus um “devedor de bençãos” ao invés de credor de vida.

Nos últimos dias, vemos transformado o milagre em marketing, fazendo do poder de Deus, o garoto propaganda da “unção especial” da denominação. Nos últimos dias, vemos transformado a força ética em força numérica, isto é, se tem muita gente, então “é de Deus”, não importando se o que é feito em nome Dele, tem relação com o caráter de Deus ou não.

Nos últimos dias, vemos transformado adoradores em animadores de estádios de futebol, gritando em muitos decibéis: “crente que não faz barulho está com defeito de fabricação!” - meu Deus, a quem queremos convencer???

Deformações, derrotas, deslizes, aproveitamento ilícito, roubo, etc, é claramente um sinal do joio crescendo no meio do trigo. Apesar de ouvir coisas horríveis acontecendo dentro da "igreja" sei que isso não vem da verdadeira Igreja do Senhor. Como diz o velho adágio: “Nem tudo que reluz é ouro”, por isso nem tudo que leva o nome de Deus, está ligado a Ele. Concluo dizendo que; Sim, pode haver muitas...muitas igrejas, mas ainda há muito pouco de Deus neste mundo!

Senhor nos ajude...

DICAS DE COMO PASTOREAR O SEU PASTOR(A).

Hoje é comum vermos inúmeros sites, revistas e pessoas reclamando das atitudes pastorais, dos deslizes das lideranças eclesiásticas, enfim, uma série de problemas que acontecem entre líderes é exposto para uma multidão de pessoas que vêem neles super-homens ou mulheres, que não sentem dor, não possuem sentimentos, não sofrem limitações. Por isso precisamos saber que pastores também precisam de pastoreio. Isto é, precisam de cuidados como qualquer outra pessoa. Por quê não tentamos pastorear nossos pastores e líderes. Como você pode ser um pastor ou uma pastora de seu pastor ou pastora? 
Aqui vão algumas atitudes para esta missão tão nobre:
  1. Ore pelo seu pastor(a):  É mais valioso para seu pastor que as pessoas convertam o tempo de reclamação em período de intercessão pelo pastor, para ajudá-lo a perseverar diante da guerra espiritual e dos obstáculos ao ministério.
  2. Ore com o seu pastor(a):  Constantemente os pastores estão orando pelas necessidades das pessoas, intercedendo pelos outros, com a sua participação, ele encontrará um parceiro na oração e um amigo que dividirá com ele o futuro das pessoas que frequentam a igreja. 
  3. Aprecie seu pastor(a): Presenteie seu pastor com palavras de apreciação: os homens e mulheres a quem Deus constituiu líderes espirituais, são feitos de carne e osso. Pessoas humanas que, como todo mundo, necessitam de estímulo verbal, de palavras encorajadoras, e de apreço, evite o exagero e a bajulação, pois o quê um pastor precisa é sentir o carinho de suas ovelhas e não a falsidade dos “admiradores”. 
  4. Estimule seu pastor(a): Se você tem uma preocupação ou uma crítica construtiva, abençoe seu pastor falando pra ele primeiro, do que para qualquer outra pessoa. Tenha certeza de que você não faz parte daqueles que falam mal ou murmuram pelos cantos da igreja. Nada pode ser mais devastador para um pastor do que trabalhar numa igreja na qual os corredores e esquinas estão habitados por pessoas fofocando, sem amor e coragem para incentivar e confrontar os erros e acertos no trabalho pastoral.
  5. Obedeça a Deus confiando em seu pastor(a): Seu comprometimento com a vida cristã, sua vontade de crescer espiritualmente, são grande fontes de inspiração para que o pastor continue trabalhando com afinco em seu ministério. 
  6. Honre seu pastor em datas especiais para ele: não esqueça de mandar uma mensagem no dia de seu aniversário, dê um simples telefonema, um cartão, por mais simples que seja, expressar nestes dias o quanto é importante o trabalho dele na sua vida gera um tremendo impacto nele e na família pastoral. 
  7. Seja mais próximo do seu pastor(a): Convide-o juntamente com sua família para uma refeição, (um lanche, uma celebração qualquer). Não permita que seu pastor venha à sua casa somente em visitas pastorais, ora para resolver problemas ou orar por enfermos. Faça dele um amigo próximo e mais chegado.
Estas são pequenas atitudes que podem fazer do trabalho pastoral um trabalho mais eficiente. Os primeiros a ganhar com um bom pastor, são as ovelhas mesmos. Portanto invista em seus pastores, proteja-os da maledicência, e dos ataques espirituais, através da sua amizade, apreço e intercessão. Tudo isso é muito importante para o sucesso de um ministério sadio. Tente fazer do trabalho do seu pastor um prazer e não um fardo, fazendo assim você não apenas estará ajudando ele, mas a você mesmo.

E SE O SEU "deus" NÃO FOR O DEUS DAS ESCRITURAS?

A maior dificuldade que as pessoas enfrentam em relação a Deus, é pensar que muitos dos deuses criados pelas religiões não é de fato Deus. A velha discussão do profeta Elias no Carmelo ainda está viva!(1Rs 18:21) Quem é Deus pra você? Parafraseando Elias, esta é a pergunta que não quer calar: O que Deus representa para muitos religiosos cristão hoje? Ou, que tipo de Deus vocês gostariam de servir?
Não importa se você é espírita, católico ou mesmo protestante. Para muitas pessoas, Deus não é aquilo que a Bíblia afirma Dele, mas aquilo que as pessoas projetam nele, isto é, um deus imaginativo, criado, fantasioso. Um deus que responde muito mais ao anseio humano, do que ao caráter divino revelado nas Escrituras.  Ao que tudo indica, o deus da mentalidade de muitos religiosos, parece muito mais serviçal do homem, do que Senhor dele.
A verdade é que as tradições das religiosidades humanas não autorizam as mudanças dos paradigmas bíblicos. Lembram das palavras de Jesus? “Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus” (Mt 5: 17-19). 
Conhecimento bíblico atrelado a prática diária santificadora.é o que liberta o homem. (João 8:32).  Muitos não sabem que seremos todos julgados de acordo com esta verdade que Jesus revelou na Bíblia? (João 12:48). Quando somos ouvintes não-praticantes, torna-mo-nos filhos da religião, Quando somos ouvintes e praticantes torna-mo-nos filhos de Deus e do Evangelho da Salvação. Há muita diferença entre a religião criada pelo homem e a salvação ofertada por Deus em Cristo.
A religião perpetua a máxima autoridade do homem sobre o homem, enquanto que o Evangelho da Salvação institui a autoridade de Deus sobre o homem. A religião propõe que o homem precisa fazer alguma coisa para ser salvo ou abençoado. O Evangelho da salvação afirma que não há nada que o homem faça que possa salvar a si mesmo, a não ser crer que somente Deus pode salvar e abençoar o homem. Enfim poderia citar centenas de comparações entre a religião e o Evangelho da Salvação. Mas o problema é que a Bíblia destrói toda divindade criada pela religião, e o que quero é mostrar o quanto estamos enganados sobre aquilo que pensamos sobre Deus.
Na religião, defendemos com unhas e dentes nossa denominação, nosso tipo de deus, nossa opinião sobre o que as Escrituras afirmam, enfim é uma defesa ideológica, não teológica. Por isso a pergunta do profeta Elias continua tão viva ainda hoje: Que tipo de Deus estamos servindo ou queremos servir? E se descobríssemos que esse deus, não corresponde ao Deus revelado nas Escrituras Sagradas? Pense nisso!