"MINISTÉRICOS" - Por que alguns crentes fazem tanto barulho?

Se você não passou desapercebido sobre o tema desta reflexão, você notou que eu uni a palavra ministério e histéricosnuma coisa só. Isso mesmo! Creio ser este o resultado da falta de bom senso e de maturidade espiritual, e que acontece em muitas reuniões denominadas “pentecostais”. Obviamente não quero falar mal das igrejas de expressão pentecostal, mas apenas esclarecer que pentecostalismo e barulho exagerado viraram sinônimo nos últimos tempos. São inúmeros os casos de igrejas que exageram na dose de sua expressividade religiosa. Mas minha discussão não é em relação ao “volume” do barulho, isso posso deixar para orgãos sociais competentes, mas o que quero é compreender a razão do barulho. Vejamos;
Será que o crente que grita e extrapola na expressão vocal é mais crente que os que não gritam? Considerar isso não seria o mesmo que considerar a maritaca verde, uma ave superior ao pequeno pardal? Nem sempre, barulho representa ou valida uma manifestação espiritual autêntica. Não quero tirar a liberdade de expressar nossa adoração à Deus, mas por que devemos afirmar que Deus só se convence quando gritamos ou exageramos? Isso não é verdade. Quando o profeta Elias saiu da caverna em Horebe, Deus se manifestou a ele de forma mansa e tranquila (1Rs 19: 11-13).
O grande problema que existe no meio evangélico é a idéia de que a experiência com Deus deve sempre acontecer de maneira exuberante. O pressuposto desta afirmação está pautada no fato de que a simplicidade cristã parece monótona e por isso é necessário um “algo mais”, isto significa fazer mais barulho. Percebo que a maioria das pessoas que associam poder de Deus com expressões mirabolantes acabam constantemente caindo em heresias devastadoras. Na maioria das vezes o barulho tira de nós a capacidade da reflexão e meditação mais profunda. O verdadeiro culto pentecostal glorifica a Deus e edifica a Igreja. Onde o barulho reina, os pensamentos e as palavras são inexecutáveis. O culto pentecostal é mais dinâmico, mas também ordeiro, exercido por homens, mas guiado pelo Espírito Santo de Deus, não pautado na aparência externa de nossas expressões, mas sim no íntimo de cada um.
Muito do barulho e dos exageros cometidos hoje em muitas igrejas, acontece devido a pobreza da reflexão nos púlpitos evangélicos. Gritaria e manifestações “estranhas” são subterfúgios para chamar a atenção dos ouvintes, quando a palavra pregada não possui capacidade e profundidade para isso. Erudição, esmero e homilética jamais foram inimigos de Deus, mas sempre foram as ferramentas mais usadas e que impactaram as gerações de ouvintes e convertidos na história cristã.
Quando fiscais chegam na igreja ou esta recebe multa pelos seus excessos, logo colocam a culpa no Diabo ou chamam de “perseguição religiosa”, isso não é verdade. O que precisamos pensar é que devemos ser reconhecidos mais pelos nossos hábitos altruístas em conformidade com o Evangelho, do que pelas nossas performances pentecostais barulhentas. Ao ensinar sobre oração, Jesus sintetiza muito bem essa diferença, e termino aqui com as palavras Dele;
"E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará. E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos." (Mt 6:5-7 Nova versão internacional).
A Ele toda a Glória.

SER SANTO NÃO É NÃO PECAR MAIS, MAS SE ARREPENDER DO PECADO!

Erroneamente algumas igrejas ensinam que é possível chegar a um determinado desenvolvimento de santidade, em quê o indivíduo não comete mais pecado, isto é, não peca mais. E alguns, iludidos por este ensino, acreditam que essa dimensão existencial seja possível.
A Bíblia claramente associa a santificação à separação de alguém para Deus e para o Seu serviço. Ser santo significa ser separado e preparado para cumprir e desenvolver os propósitos de Deus na história. Por isso dizemos que Deus usou “homens santos” para cumprirem seus propósitos na terra.
A grande diferença, entre os santos (separados) e os pagãos, é que os primeiros não devem e nem precisam (querem) pecar. Não devem por que compreendem o espírito da Lei do Senhor, e não querem porque possuem poder para resistir as tentações ou circunstâncias, dados a eles pelo Espírito de Deus.
Mas isso não os isenta de pecar, ou seja, santos também pecam, também erram. Se santos não pecassem mais, poderíamos extrair várias páginas da Bíblia. Vejamos:
1. A Bíblia dá uma provisão para os santos que pecam. 
"Se confessar os nossos pecados, ele é justo e fiel para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça". 1 João 1:9. 
"Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e. se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo". 1 João 2:1. 
"Antes sede uns para os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo". Efésios 4:32.

2. A Bíblia declara que os santos podem vir a pecar. 
"Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo". Tiago 3:2. 
"Se dissermos que não pecamos, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós". 1 João 1:8.
"Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis". Gálatas 5:17.

3. A Bíblia dá exemplos de santos que pecaram. 
O Apóstolo Pedro pecou. Paulo diz que ele era culpado. Lemos em Gálatas 2:11: 
"E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível". (Se Paulo estiver falando a verdade, então Pedro pecou; se Paulo entendeu Pedro de maneira errada, então Paulo pecou.)
O Apóstolo Paulo pecou. Romanos 7:20.
"Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim". 
O Rei Davi pecou. "Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor". 2 Samuel 12:13.
A diferença entre o santo e o pecador contumaz, é que o santo é corrigido pelo Senhor, enquanto o pecador continua na prática do seu pecado. A correção aos pecados que cometemos como pessoas separadas para Deus dói, mas nos é útil. Todo pecado gera consequências, temporais e eternas, a diferença do pecado cometido pelo santo, é que suas consequências eternas são apagadas pelo Sangue de Jesus derramado sobre a vida do santificado. Concluo dizendo que:
AS ESCRITURAS CHAMAM OS HOMENS DE FÉ DE SANTOS NÃO POR SEREM PUROS, MAS PORQUE ERAM SEPARADOS E CHAMADOS PARA A PUREZA. Santidade não é não pecar mais, mas se arrepender do pecado cometido. Somos considerados santos porque fomos consagrados a Deus, fomos separados e chamados para viver de forma diferente. A vida cristã é caracterizada pela inconformidade. Essa idéia é expressa na carta de Paulo aos Romanos 12.1,2 : “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

LEONARD RAVENHILL E O ESPIRITO DO EVANGELHO

Pouca pessoas conhecem Leonard Ravenhill, (1907-1994). Ele foi um evangelista cristão e autor que centrou suas mensagens sobre os assuntos da oração e do reavivamento. Ele é mais conhecido por desafiar a igreja moderna e por seu livro mais notável, “Por Que Tarda o Avivamento?”. Nascido em Leeds, em Yorkshire, Inglaterra, foi educado no Cliff College na Inglaterra sob o ministério de Samuel Chadwick. Ele era um ávido estudante de história da Igreja e um especialista na área de avivamento. Suas reuniões durante os anos da segunda guerra mundial, atraiu grandes multidões na Grã-Bretanha, e como resultado, muitos consagraram suas vidas ao Senhor e a vida no ministério cristão e se lançaram nos campos missionários do mundo. Neste video, o seu testemunho capta o verdadeiro espirito do Evangelho de Cristo.