29 de set de 2011

ENTREVISTA PARA O PRIMEGOSPEL


O Jornal Prime Gospel entrevistou neste mês o Pr. Bruno dos Santos, teólogo contemporâneo e diretor da Universidade Vida na Mooca, além de pastor da Igreja Vida Nova, uma das maiores comunidade da Zona Leste de São Paulo. Sua entrevista marcou uma nova linhagem de pensadores e líderes na igreja hodierna. 

PRIME GOSPEL: Qual o problema da “estagnação” de muitas igrejas hoje?
Bruno dos Santos: Muitas igrejas já não procuram experimentar novas possibilidades comunitárias. Vivem sem um resultado satisfatório, pois sempre caem em uma rotina comum que eu chamo de “templolatria”, isto nada mais é do que uma vida religiosa voltada e dedicada apenas a igreja-templo que acontece aos domingos ou em festas específicas, mas que não produz uma transformação profunda na vida cotidiana e no caráter do indivíduo. Seguir modelos ou métodos ajuda, mas não te leva ao caminho ministerial ideal para a comunidade local. Geralmente esse caminho é confirmado passo a passo pelo Senhor, através da oração e da contextualização das Escrituras para hoje. Muitas vezes por falta de entendimento o pastor e até mesmo a igreja, desanima e duvida da sua vocação ministerial. Paciência, estudo, graça e humildade ainda são as melhores ferramentas para obter resultados expressivos na vida da comunidade local.
PRIME GOSPEL: Como escolher o “nome” de uma igreja?
Bruno dos Santos: Geralmente os nomes são tirados das mais diferentes idéias. Hoje na igreja se fala pouco do compromisso comunitário e da identificação local. Mas aprendemos que para haver unidade é preciso antes haver compromisso em amor, isto significa ter um comprometimento de corpo e alma em todos os princípios que nos unem como comunidade, fazer a escolha de ser o melhor irmão, sem esperar estar na melhor igreja, pois a mesma só vai acontecer nos céus. Existe uma frase que gosto muito: A igreja é uma comunidade de pecadores, sendo dirigida por um pecador maior ainda. E essa é uma grande verdade! A idéia de comunidade (comum-unidade) também pode ser entendida como “articulação” ou seja, aquilo que consegue fazer o conjunto ou as partes do todo trabalharem. Estou convicto que a comunidade desejada por Deus, não está em um templo, edifício ou em uma únida pessoa, mas essa comunidade acontece quanto as partes se articulam visando o crescimento e a edificação mútua e honrando o Cabeça, que é Cristo. Precisamos de um espaço geográfico para fazer, mas não para ser uma igreja, pois o templo é o próprio coração do homem. O nome carrega um sonho, um ideal, e é isso que as pessoas precisam perguntar quando colocam um nome em uma igreja. Qual é o ideal de Deus pra nossa comunidade?
PRIMEGOSPEL: Qual é a sua opinião sobre os modelos tradicionais e institucionais das igrejas cristãs?
Bruno dos Santos: Algumas pessoas acreditam que como “neo-pentecostais” (classificação puramente sociológica) somos contra os modelos tradicionais e institucionais da igreja, mas isso não é verdade. Nós apenas não acreditamos que a instituição ou tradicionalismo sejam maiores ou mais prioritários para Deus do que as pessoas. Nós sabemos que em muitas igrejas, pessoas são menos importantes que programas, sabemos que campanhas são usadas para promover recursos para a reforma e construção do templo, e pouco para missões ou assistência social, e que muitos irmãos estão desassistidos pela igreja local. Enfim, existe um pesado número de erros perpetuados na história da igreja evangélica brasileira que precisam ser revistos. Recentemente estive em um seminário para pastores falando sobre o princípio da desconstrução institucional, como o início de uma reavaliação de prioridades e ideais eclesiásticos. Creio que a igreja como “um todo” precisa de uma nova reforma. Pentecostais, históricos e neo-pentecostais precisam unir suas melhores partes em uma igreja que se articula para a manifestação mais clara do que é o Reino de Deus.
PRIMEGOSPEL: O que a sua Igreja (Igreja Apostólica Vida Nova) faz, que difere das outras igrejas?
Bruno dos Santos: Na verdade não fazemos nada de diferente, no sentido de criar a "última novidade", mas estamos tentando resgatar alguns dos valores iniciais perdidos ao longo do tempo. O primeiro deles é a descentralização de poder espiritual, muitas igrejas focalizam a manifestação do poder apenas em um pastor ou líder carismático, enquanto que nós acreditamos que todos recebem capacitações espirituais que são dadas mediante a vontade do Espírito Santo aos crentes. O segundo valor é o sentido de pertencimento a comunidade local, é preciso haver mais comprometimento com as pessoas que estão na igreja local em todos os sentidos. É preciso mais amizade, mais companheirismo, mais espiritualidade uniforme. Queremos resgatar o sentido de unidade na diversidade. O terceiro valor resgata a Palavra equilibrada com a vida, procurando viver o que se prega, trabalhando o nosso caráter e deixando de ser apenas um mero ouvinte para ser um praticante, um entusiasta da fé cristã. Estamos investindo pesadamente em estudos bíblicos e teológicos em nossa igreja hoje.

PRIMEGOSPEL: Como vocês enxergam o cenário evangélico no país? As pessoas não estão cansadas da igreja?
Bruno dos Santos: Bem, infelizmente o cenário não é o ideal que nós queríamos para a Igreja Evangélica, mas creio que todas as coisas que estão acontecendo são necessárias para uma transformação real. Algumas pessoas estão ansiosas por um despertar espiritual. Não creio que aqueles que verdadeiramente buscam a Jesus estejam cansados da igreja, mas sim dos modelos institucionais, das visões excêntricas e da ênfase na troca de favores com Deus. Conheço algumas pessoas que apesar de enxergarem erros em suas denominações e igrejas, estão em um grande compromisso de intercessão, sem deixar de lado a reflexão através da Palavra e dos acontecimentos. Deus está agindo soberanamente a despeito do que a igreja faz de errado, e também está colocando um inconformismo no coração de alguns líderes, isso gera mais palavra, mais ação e mais compromisso com Deus. Este cenário promete bons frutos em um futuro próximo.
PRIMEGOSPEL: Existe muita ênfase nos dons, principalmente na profecia, mas isso parece que tem causado mais mal do que benefícios, como vocês lidam com os dons na igreja local?
Bruno dos Santos: Por enquanto, todos os membros de nossa comunidade estão dedicados a estudar mais profundamente os dons através de cursos ministrados em nossa igreja. Acreditamos no exercício dos dons e na necessidade deles hoje na igreja, mas a nossa ênfase está na Palavra Pregada e na vida de testemunho que seja coerente com aquilo que pregamos. A igreja de Corinto trouxe grandes problemas para o Apóstolo Paulo, pois era uma igreja riquíssima em dons, porém pobre em testemunho, eram meninos espirituais. Hoje entendemos que dons (carisma) sem maturidade (caráter) trazem grande confusão para dentro da igreja local, é preciso encontrar o equilíbrio que acontece mediante a reflexão da Palavra de Deus.
PRIMEGOSPEL: Em sua opinião; o que significa ser pastor hoje em dia?
Bruno dos Santos: Um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade espiritual. Primeiramente precisamos conviver com as críticas e até mesmo com a falta de compreensão, mas apesar disso, precisamos entender que somos chamados para cumprir os propósitos de Deus e não os nossos, e que Ele é quem nos capacita e nos dá condições para suportar todas as lutas que atravessamos, afinal as Escrituras dizem que seremos cobrados por cada palavra que sair de nossa boca, e isso só acontecerá porque o Senhor tem nos dado uma capacitação especial para fazer aquilo que fazemos. Mas ser pastor também é um grande privilégio, afinal, pessoas confiam sua vida e seus segredos à você e isso é muito gratificante. A confiança que as pessoas nutrem por você é um sinal de que o seu ministério carrega a chancela de Deus.
PRIMEGOSPEL: Que mensagem o senhor gostaria de deixar para as pessoas que leram esta entrevista?
Bruno dos Santos: Gostaria de dizer que a Igreja Vida Nova é uma comunidade de grandes amigos. Como diz o meu pastor Willy Garcia, estamos buscando alcançar o ideal cristão, ainda não alcançamos, mas estamos perseguindo este alvo. O grande problema não é errar, mas jamais se arrepender de ter errado. Nestes últimos meses temos experimentado um crescimento maravilhoso, mas não queremos incorrer no erro de estabelecer expectativas erradas sobre pessoas ou lugares, portanto não entre em uma igreja esperando algo, mas nem por isso se anule como pessoa, seja cheio de vida, cheio de alegria, afinal a nossa esperança não está em homens ou em lugares, mas naquele que vive e reina para sempre, Jesus Cristo! Que Deus possa abençoar ricamente cada passo da sua vida.

27 de set de 2011

ROCK IN RIO E A BÍBLIA!


Idealizado pelo empresário Roberto Medina pela primeira vez no Rio de Janeiro em 1985, a cidade que lhe deu origem e que o consagrou como o maior festival de música do mundo, o Rock in Rio acontece entre os dias 23 de Setembro e 2 de Outubro. Setecentos mil ingressos foram vendidos e são esperados mais de cem mil pessoas por dia no evento. O evento atualmente pode ser definido como um festival de música que reúne vários estilos, entre eles, o rock.
A ciência já provou os efeitos que a música causa em quem a ouve. Se eu estiver dirigindo em uma viagem longa, um rock pode me ajudar a permanecer mais atento, enquanto que uma música mais lenta, dá sono. Sabemos que todos os ritmos possuem uma certa influência sobre nossa mente. Mas a Bíblia não condena o uso de nenhum estilo ou ritmo musical. 
Agora há um problema que envolve o rock, assim como outras modalidades musicais; o estilo de vida que que o ritmo sugere. O “rock”, em questão aqui, carrega consigo um estilo de vida contrário ao estilo de vida esperado por Deus e revelado nas Escrituras, e isso é tema para dezenas de livros. Mas note bem, estou falando do estilo de vida e não do ritmo. Durante muitos anos o rock foi visto como uma música satânica, mas hoje sabemos que é uma ótima ferramenta evangelística em ambientes alternativos. O ritmo em si não nem bom, nem mal, portanto a utilização do ritmo não tem problema algum, desde que usado com sabedoria e desde que as pessoas não usem o rock juntamente com o estilo de vida das bandas que disseminaram a tríade: “Sexo, Drogas e Rock’n Roll”, como Kiss, Ozzy Osbourne, entre outros.
A música é algo muito importante na vida espiritual de um filho de Deus. Devemos usá-la para a Glória de Deus e com uma finalidade útil para o Reino de Deus. Qualquer influencia que sugira uma vida desregrada deve ser evitada, como Paulo nos adverte: “Mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. Afastem-se de toda forma de mal.” (1Ts 5:21-22)
Não há dúvidas de que toda criação e dons vem do Senhor. Mas o pecado corrompe, e o que era para ser bênção, pode se transformar em maldição. Esta afirmativa inclui a música e sua variedade de ritmos, como o rock. Na atual época, o rock é o segmento musical que mais atrai o grande público, praticamente, em todo o mundo. Um dos fatos do rock ser anunciado como um ritmo “maligno” está relacionado com a associação as imagens como caveiras, mortos, demônios, etc. Um número grande de apetrehos e roupas escuras, disseminam uma idéia contrária ao ideal de Deus. Por isso o problema é o estilo de vida que ele sugere, não o ritmo e a sua musicalidade.
Mas creio que a música pode ter seus vários estilos e formas de expressar a Glória de Deus e todos estes estilos podem e devem ser usados para alcançar os perdidos. Não há como limitar o poder de Deus através de um ritmo ou estilo musical. Mas também afirmo que o slogan do Rock in Rio; “por um mundo melhor”, só será possível com um mundo mais cheio da Palavra de Deus e da anunciação da Obra Salvífica de Cristo.

23 de set de 2011

OS “PEQUENINOS” ASSASSINOS DE NOSSOS DIAS.


Histórias de crianças que cometem assassinatos ou crimes, é mais comum do que imaginamos. Infelizmente estamos vivendo em um mundo infestado de violência, cheio de incoerências sociais. E obviamente as crianças tornam-se presas fáceis desse sistema grotesco.
Ainda ontem, assistimos a mais um caso absurdo de uma criança de 10 anos, cursando o 4 ano primário, que atirou na professora e depois se suicidou, na cidade de São Caetano do Sul, em São Paulo. Abalados, educadores e pais se perguntam por quê? O quê levaria uma criança a cometer essa barbaridade? Parece que a resposta é mais simples do que imaginamos: O convívio diário com o descaso da vida e a violência como linguagem comum em nossos dias são o adubo deste sistema cruel.
Violência faz parte do dia a dia das crianças. Noticiários, filmes, e porque não falar dos vídeo games? Será que não prevíamos que a médio-longo prazo, a constituição psicológica destas crianças seria abalada?
De quem é a culpa? Do pai ou da mãe? Não creio! A culpa é do sistema que aceitamos e introduzimos dentro de nossos lares, sem nenhum tipo de critério ou avaliação, e expomos nossas crianças à ele, sem qualquer tipo de defesa ou proteção.
Escolas deixaram de ensinar princípios de moral e bom costume, os educadores estão impedidos de chamar a atenção das crianças, sua autoridade está desmoralizada por conta de uma política de “proteção ao menor” que o joga no fundo do poço existencial, os pais não são capazes de conter toda a demanda que sobre eles é jogada, e pra ajudar, a “lei da palmada” é defendida com toda a força por pessoas que acham as crianças incapazes de fazer mal. Pra definir, é o seguinte: O sistema ruiu e as crianças são as vítimas mais eficazes deste sistema. Seus crimes chocam pela frieza e crueldade, sinais estes que acreditamos existirem apenas nos mais vis assassinos, jamais em uma crianças. Ledo engano, estamos fadados a uma sociedade patologicamente doente, se não mudarmos nossos conceitos e princípios. Drogas, sexo, violência, fazem parte do dia a dia das crianças desde a sua mais tenra idade. Pais, políticos, psicólogos estão amedrontados com estes sinais apocalípticos. A desestruturação da família e a perda de valores absolutos e verdades fundamentais criou uma sociedade suicida, que mata e que se mata. Neste caso, somos vítimas e réus com mártires como este menino de 10 anos de São Caetano do Sul. Que Deus tenha misericórdia de nós, do Brasil e do mundo todo que sofre estas notícias toda semana.

21 de set de 2011

SOMOS O QUE COMEMOS!

Já faz algum tempo, a minha família participou de um programa de televisão, chamado RECEITA DE FAMÍLIA, onde eles nos acompanharam por algumas semanas analisando aquilo que comíamos. Ao ver nossa família na tevê, percebemos que aquilo que comemos muitas vezes condiciona nossa vida. Assim acontece com a realidade espiritual. Aquilo com o quê alimentamos nosso espírito condiciona nossa espírito para o bem ou para o mal. Fica aqui a minha reflexão e a ajuda dos toques da nutricionista para o nosso corpo. Caso você queira ver outros episódios, este programa está passando todos os sábados na TV Brasil, canal, acesse: www. tvbrasil.org.br


19 de set de 2011

BEIJINHO SAFADO


“E Jesus lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do homem?” Lc 22:48
Um dos beijos mais famosos do mundo foi um beijo covarde, o beijo da entrega, da traição, da falsidade, da vileza, do cinismo, do dedo-duro e da safadice. Oriundo de um crente impostor, embusteiro, hipócrita e fingido. O beijo de Judas Iscariotes narrado nas páginas do Novo Testamento; era o sinal combinado para os soldados romanos darem o “bote” sobre Jesus, o beijo de Judas identificou quem era Jesus para os soldados romanos que deveriam prender e dar início ao processo de julgamento e crucificação do Messias.
Na cultura ocidental o beijo é considerado um símbolo de afeição, entre amigos representa tanto o cumprimento como a despedida. O beijo é o reconhecimento de que existe uma relação de respeito e admiração entre duas pessoas. Foi assim, com este ato que Judas traiu Jesus. Judas se valeu de um símbolo afetivo e utilizado nas relações significativas e íntimas, para entregar seu mentor.
Muitas vezes o tempo revela aos relacionamentos que “boas ações” estão encharcadas de “maus intentos”. Infelizmente é mais comum do que pensamos ver que símbolos de afeto, carinho e admiração, na verdade são armas utilizadas para a traição e o uso indiscriminado do relacionamento. Me recordo de um mulher que atendi a alguns anos atrás no meu escritório, que traída pelo marido, chorava dizendo que o tempo em que era traída, foi o tempo onde recebeu maior atenção, presentes e admiração do marido traidor. Isto é, as “boas ações” do marido davam à ele a força necessária para a manutenção da traição da esposa.
São inúmeros os casos que vemos hoje dentro das igrejas evangélicas. Homens e mulheres que se apresntam como muito espirituais, mas que no final dão o "bote". Pessoas podem usar símbolos verdadeiros de afeto, carinho e atenção como armas para seu jogo de manipulação e interesses. Essa maldade velada é destrutiva e maligna. Até mesmo o diabo pode se passar como “anjo de luz” para alcançar seus objetivos (2Co 11:14). Isto mostra que mesmo a beleza e o bom não estão isentos da maldade nesta geração de homens perversos.
Assim a história registra que Judas traiu a Deus com uma demonstração de atenção e afeto. Isso é o âmago da religiosidade, Judas era um religioso hipócrita, tão cruel quantos os fariseus. Ele estava fazendo algo certo, com o coração totalmente errado. Na maioria das vezes a maldade não mostra sua face, ela pode até mesmo vir disfarçada de um “beijinho safado”. Vigiai...Vigiai!

A Ele toda a Glória!

12 de set de 2011

A MAIOR OBRA DO KARDECISMO É DESACREDITAR A BÍBLIA.

Um dos maiores engodos religiosos de nossa época é o espiritismo kardecista. Os seguidores de Kardec, acreditam que vivem o autêntico cristianismo. Será? 
O Kardecismo prega a mediunidade, a caridade como tábua de salvação, a reencarnação, etc. Esta é considerada necessária à evolução dos espíritos. Estes, através das dificuldades da vida e das boas obras, podem expiar suas culpas, reparar seu passado e acumular méritos até se tornarem perfeitos. Não tão perfeitos quanto Deus, mas terão a perfeição que a criatura comporta. Alcançar a salvação é, na linguagem espírita, atingir essa inevitável perfeição. Sim, inevitável perfeição, pois o Kardecismo prega que ninguém será condenado eternamente, considerando que, mais cedo ou mais tarde, todos os espíritos avançarão rumo à perfeição e a alcançarão indubitavelmente. O Kardecismo se considera genuinamente cristão, bem como a terceira revelação de Deus à Humanidade. Pregam os kardecistas que a primeira revelação de Deus é o Antigo Testamento; e a segunda, o Novo Testamento. E o Kardecismo, ocupa o lugar de destaque como última e derradeira revelação final. 
Dizem os kardecistas que “religião não se discute!” - mas o próprio Allan Kardec reconheceu o direito de expressão que deve ser assegurado ao indivíduo, porquanto ele também criticava àqueles de quem ele discordava, como o Apóstolo Paulo, a igreja cristã, a ciência, etc; e já que Kardec se colocava no direito de criticar aquilo que discordava, gostaria de mostrar algumas incoerências do Kardecismo. Vejamos: 

 1. O Kardecismo prega a reencarnação e não o “nascer de novo”. 
O Kardecismo proclama que o fato de Jesus afirmar que “aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”, constitui prova de que Jesus era reencarnacionista e que a reencarnação é a âncora da salvação e, portanto, necessária (O Livro dos Espíritos. Federação Espírita Brasileira, 74º edição, capítulo V, página 153). Alega Kardec que Jesus chamou de “nascer de novo”, o que o Espiritismo chama de “reencarnação”. Mas, à luz de Lc 23: 42-43, nascer de novo não é o mesmo que reencarnar, já que Jesus disse ao bandido que suplicou Sua graça, o que se segue: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. Ora, indo o ladrão convertido, naquele mesmo dia, para o Paraíso, torna evidente que nascer de novo não é o mesmo que reencarnar. Nós, os evangélicos, cremos que o novo nascimento do qual Jesus falou, é a experiência do perdão ou salvação, que reabilita o indivíduo a ter sua vida voltada para Deus e que se dá mediante a conversão. 
São muitos os textos bíblicos que negam a reencarnação, sendo Zc. 12:1, uma destas referências. Segundo este texto, o espírito do homem é formado dentro dele. Isto é mais que suficiente para provar que cada corpo tem seu próprio espírito e que este veio à existência, quando o corpo estava em formação, no ventre. Logo, nós não somos seres de outros mundos, que viemos para o planeta Terra num processo evolutivo (expiar imperfeições, reparar erros, angariar novos conhecimentos, etc.), como o ensina o kardecismo. 

 2. O Kardecismo nega a existência dos demônios: 
“Se houvesse demônios, seriam obra de Deus. Mas, porventura, Deus seria justo e bom se houvera criado seres destinados eternamente ao mal e a permanecerem eternamente desgraçados? Se há demônios, eles se encontram no mundo inferior em que habitais e em outros semelhantes. São esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um Deus mau e vingativo e que julgam agradá-lo por meio das abominações que praticam em seu nome” (O Livro dos Espíritos. Federação Espírita Brasileira: primeira parte, capítulo I, 76ª edição, nº 131, página 100). 
“... os demônios... são... as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais...” (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Federação Espírita Brasileira: 112ª edição, capítulo XII, nº 6, página 201. Grifo meu). 
Dos escritos acima podemos ver nitidamente que o Kardecismo sustenta que o Diabo e os demônios não existem. O Diabo seria “a personificação do Mal”; e os demônios, “as almas dos homens perversos”, ou seja, espíritos ainda maus, quer encarnados, quer desencarnados. Kardec acreditava, pois, que os demônios nada mais são que “esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um Deus mau e vingativo...”. Isso significa que após negar a existência do Diabo e dos demônios, Kardec ironiza os que crêem na existência dos demônios, dizendo que são estes os verdadeiros demônios. Em outras palavras: O Diabo e demônios são aqueles que pregam que eles existem.

3. O Kardecismo afirma que Cristo silenciou sobre “consultar os mortos”. 
Allan Kardec alegou que o Cristo nunca disse: “Não consulteis os mortos”. Na sua opinião, o Cristo que condenou o roubo, o adultério, o homicídio, a inveja, e assim por diante, não esqueceria de condenar a mediunidade, se os espíritos que se manifestam fossem realmente demônios. Segundo ele, o Cristo não esqueceria de combater tão grave pecado. Senão, vejamos: 
“Não veio Jesus modificar a lei mosaica, fazendo da sua lei o código dos cristãos? Não disse ele: — “Vós sabeis o que foi dito aos antigos, tal e tal coisa, e eu vos digo tal outra coisa?” Entretanto Jesus não proscreveu, antes sancionou a lei do Sinai, da qual toda a sua doutrina moral é um desdobramento. Ora, Jesus nunca aludiu em parte alguma à proibição de evocar os mortos, quando este era um assunto bastante grave para ser omitido nas suas prédicas, mormente tendo ele tratado de outros assuntos secundários” (O Céu e o Inferno. Federação Espírita Brasileira: primeira parte, capítulo XI, nº 6, parágrafo 3). Se o fato de Cristo não haver dito: “Não consulteis os ‘mortos’”, justificasse a “mediunidade”, os kardecistas deveriam praticar a astrologia, pois Ele nunca disse: “Não consulteis os astros”. 
Quem lê a Bíblia sabe que Moisés tachou a mediunidade de abominação (isto é, nojeira). Disse ele: “Entre ti se não achará quem... consulte os mortos..., pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor... O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Dt. 18: 10-12,15). Neste texto, Moisés não só proíbe a consulta aos mortos, mas também notifica que ao invés da prática mediúnica, os seus patrícios deviam se limitar a ouvir o profeta que estava por vir, isto é, Jesus (At.3:22-23; 7:37). Então Moisés (o instrumento que Deus usou para o estabelecimento do Antigo Testamento), além de predizer o nascimento de Jesus e, conseguintemente, o advento do Novo Testamento, deixa subentendido que a proibição à mediunidade não era um só um cerimonial, fadado a expirar na cruz, como os sacrifícios de animais e outros preceitos veterotestamentários; antes tratava-se de um mandamento moral que, por isto mesmo, seria também observado pelo povo de Deus do Novo Testamento. Mas, segundo Kardec, o porquê das proibições mosaicas à prática da mediunidade, reside no fato de que a consulta aos mortos não estava sendo efetuada com o devido respeito aos mortos; antes era objeto de charlatanismo. Ora, se fosse este o motivo, certamente Deus tão-somente “regulamentaria o assunto para evitar abusos”.  

Conclusão: O Kardecismo é contrário a Palavra de Deus. Poderia citar inúmeras contradições entre a Bíblia e o Espiritismo Kardecista, porém estas são suficientes para provar uma coisa apenas: “O GRANDE ERRO DO KARDECISMO É ACREDITAR EM UM DEUS QUE SEJA MUITO BOM E POUCO JUSTO”.  Geralmente pensa-se que a Bíblia ensina que Deus é tão bom que por maior que seja o pecado, se o pecador se arrepende e pede perdão, Deus o perdoa. Mas a verdade solene é que Deus é tão justo que, segundo a Bíblia, por menor que seja o pecado, e por mais que o pecador se arrependa e peça perdão desse “pecadinho”, Deus não perdoa. O pecado é, na opinião de Deus, uma dívida que tem que ser paga inevitavelmente. A única maneira de Deus nos perdoar perfeitamente é segundo o sacrifício de seu filho Jesus Cristo, a expiação perfeita, o Cordeiro Santo e Sacrifício Único, dado de uma vez por todas e para sempre. Sem Cristo é impossível obter a salvação. Ela não é fruto de uma obra meritória pessoal, mas Graça proveniente de Deus para todo aquele que invocar o nome do Senhor. A SALVAÇÃO NÃO VEM PELAS OBRAS, MAS PELA ÚNICA OBRA DE CRISTO NA CRUZ! 

A Ele toda a Glória.

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COBERTURA ESPIRITUAL E APOSTOLADO MODERNO