30 de nov de 2011

CINCO RAZÕES PARA LER O LIVRO DE DANIEL EM DEZEMBRO


O livro de Daniel é fantástico, surpreendente e dificílimo de ser interpretado. Todo estudioso de escatologia vê em Daniel uma barreira quase intransponível, se não fosse a ajuda do Espírito de Deus e de muitos, mas muitos livros mesmo de exegese e teologia geral para nos ajudar a entender o ponto de vista profético dos escritos de Daniel.
Claro que a história contida no livro é maravilhosa. Como a comida da mesa do Rei oferecida aos jovens hebreus, os amigos de Daniel na fornalha ardente, Daniel na cova dos leões, enfim uma porção de histórias maravilhosas, mas acompanhadas de muita profecia também. História e profecia caminham juntas. 
Esta compreensão fez com que Daniel se torna-se um grande estadista e um homem prospero num Reino pagão. Por isso Daniel é imprescindível para os dias de hoje. Precisamos pregá-lo, tanto sua história como sua visão do futuro.
O próprio livro propõe que ele seria melhor compreendido no tempo do fim, isto é, em nossos dias. Claramente os sinais apontam cada vez mais para um beco sem saída na história da humanidade.
Gostaria de convidar você a ler o livro de Daniel neste mês de dezembro, e lhe dar pelo menos cinco razões porque ele deve ser lido:
  1. Porque essa é a maneira que Deus usou para revelar seu propósito no tempo do fim.
  2. Porque sem a profecia, você perde o ponto de que Deus é soberano sobre a história.
  3. Porque precisamos de lições de profecia, tanto quanto precisamos de lições da história. 
  4. Porque precisamos aprender a lidar com passagens que podem não serem fáceis para nós. 
  5. Porque em breve as profecias de Daniel se cumprirão, como se cumpriram todas as profecias bíblicas.
A Ele toda a Glória

13 de nov de 2011

DOMINGO ESPETACULAR E O ESPETÁCULO DOMINICAL - ANA PAULA VALADÃO CAI “NO” ESPÍRITO, MAS EDIR MACEDO CAI “DO” ESPÍRITO!


Neste domingo uma matéria jornalística, de cunho capcioso, foi ao ar questionando o fenômeno do “cair no Espírito”, prática bastante utilizada na liturgia das igrejas pentecostais e neo-pentecostais. Este assunto tomou conta da internet, a algumas semanas atrás e voltou a tona neste domingo por meio da televisão aberta, especificamente o canal Record de propriedade do Bispo Edir Macedo.
Acredito que a reportagem foi direcionada, de acordo com as convicções do Bispo Macedo, à desmoralizar a maioria das igrejas que apoiam e praticam o “cair no Espírito”. A reportagem se apoiou nas experiências negativas de algumas pessoas que frequentaram igrejas que praticavam o fenômeno, e expuseram de maneira equivocada várias lideranças evangélicas, e principalmente o ministério da Igreja Batista de Lagoinha em Belo Horizonte.
O programa Domingo Espetacular tentou de maneira subversiva dizer que as igrejas pentecostais, fazem de seus cultos um Espetáculo Dominical. Sabemos que existem muitos erros doutrinários e a prática e entendimento equivocado sobre muitos assuntos bíblicos, mas será que essa reportagem não tinha um outro objetivo, uma outra intenção?
Será que isso não tem nada a ver com o fato da Igreja Batista de Lagoinha possuir uma grande rede de televisão na região mineira? Será que não é porque os maiores vendedores de cd’s evangélicos do Brasil, que fazem parte da Lagoinha, serem contratados da Graça Music (presidida por R.R. Soares) e Som Livre (Rede Globo)? Bem, acredito que a reportagem tinha uma intenção ideológica e política, e obviamente o desejo de desmoralizar ministérios e pessoas que atrapalhem os planos da Record e do Bispo Macedo. Cada vez mais creio que ele queira realmente ser a “GLOBO dos crentes”!
O fato é que enquanto a Ana Paula Valadão é mostrada “caindo NO Espírito”, a Rede Record, presidida pelo Bispo Macedo, demonstra que ele “caiu DO Espírito”, pois anda jogando num time diferente da maioria do evangélicos...faz tempo!
Como teólogo e pentecostal, acredito que o “cair no Espírito” não seja necessariamente um fenômeno, mas uma reação de reverência diante da ação sobrenatural de Deus. Somente no AT, vemos 11 casos de pessoas que caíram ao chão, prostradas em sinal de adoração a Deus. A quantidade de textos referentes a esta reação não suportam e nem fundamentam uma doutrina, portanto esta reação é de fórum pessoal e experiencial. Na minha opinião, erram aqueles que querem fazer do “cair no Espírito” uma doutrina, e erram aqueles que rejeitam esta expressão como uma manifestação real da ação do Espírito Santo, tentando invalidar sua prática.
De acordo com a Bíblia, ninguém deve ser induzido a cair no Espírito, mas se por decisão pessoal e ação sobrenatural, alguém cair, então ao levantar, esta pessoa deve atribuir a Deus toda glória e louvor, e obviamente andar em mudança de vida e mentalidade, após esta experiência pessoal.
Quanto a reportagem do Domingo Espetacular, apenas uma palavra: DESNECESSÁRIA! Nós já temos muito com o que nos preocupar neste mundo que jaz no Maligno, e a última coisa que precisamos, é de uma “guerra santa” em rede nacional.

3 de nov de 2011

O PERIGO DO EXCESSO DE OTIMISMO DO EVANGÉLICO.


Geralmente as pessoas não gostam de quem é pessimista. É horrível ter que conviver com alguém que acha que tudo vai dar errado! Mas o que falar de alguém que possui uma perspectiva exageradamente otimista das coisas?
Claro que de maneira equilibrada, o otimismo, torna-se uma ótima força motriz para se alcançar sonhos e ideais de vida, mas fora de sua dose moderada, o excesso de otimismo traz grandiosos estragos. É como exercer um uso indevido de auto-confiança extrema, estas qualidades podem se tornar um defeito e gerar tendências comportamentais desastrosas. Tudo em excesso faz mal.
Os incontáveis livros de auto-ajuda pregam a máxima de olhar a vida com melhores olhos, e em certo ponto, isto é bom. Mas exagerar os diagnósticos, adotando atitudes positivas demais podem prejudicar a vida de quem “abraça” esse movimento.
O problema é que quem pensa com muito positivismo, fica impedido de ver a realidade necessária para resolver problemas e conflitos, que existem, mas que ficam mascarados pelo excesso de otimismo.
A base deste pensamento exageradamente otimisma, está no princípio de que: Podemos Tudo! - Isso não é verdade. Podemos muito, mas não tudo! Deus colocou em nós limites de preservação. Somos seres limitados, e estes limites nos ajudam na construção de nosso caráter. Só podemos saber quem somos se houverem limites.
Limite é a palavra que está faltando no meio evangélico. Desde que os púlpitos foram tomados pela onipresença do otimismo exagerado disfarçado de teologia do triunfalismo, que prega que riqueza, saúde e felicidade são os “únicos” ideais de Deus para o homem, milhões de pessoas vem depositando sua fé e dízimos em histórias e heresias que garantem a abundante certeza de plena satisfação em tudo, tornando a pessoa um crente exageradamente otimista.
Este tipo de teologia destruidora é patrocinada pelos grupos do momento, que alicerçam seus ministérios na inocência da credulidade alheia, que aposta sua fé numa possível vida sem problemas. Ledo engano.
Pregações disfarçadas de auto-ajuda e positivismo, escondem o verdadeiro evangelho, que anuncia que o mundo é cheio de aflições, e que o bom ânimo do crente não é circunstancial (Jo 16:33).
Que bom seria, se estas pessoas exageradamente otimistas acordassem para a realidade onde o mundo se encontra, não dando mais lugar aos princípios materialistas de felicidade, e sabendo que cedo ou tarde há um momento de reflexão e aprendizado mais profundo no perder e no não ter. Que viver é não ter os olhos no aqui e agora, nem nas coisas, mas na esperança de um Reino Futuro e além deste universo caído.

1 de nov de 2011

COMO JESUS TRATA PECADORES CONSCIENTES?


Por que competimos tanto em torno da questão, quem vai ganhar, quem vai ser o campeão, quem vai ser o primeiro? Isto parece estar integrado em nossa própria natureza. Mesmo os discípulos de Jesus incorreram várias vezes nessa tendência de querer saber quem era o maior. Examinando a experiência deles, encontramos um belo exemplo de como Jesus tratava os pecadores conscientes. 
É possível que os santos pequem? Como Jesus trata os santos que pecam? E possível pecar e saber que você está pecando e continuar fazendo o que você está fazendo errado e ainda ser um cristão? Essa é uma questão que tem uma resposta tão excitante que eu dificilmente consigo esperar para apresentá-la! Mas vamos tentar construir uma linha de raciocínio: 
"Tendo eles partido para Cafarnaum, estando Ele em casa, interrogou os discípulos: De que é que discorríeis pelo caminho? Mas eles guardaram silêncio: porque pelo caminho haviam discutido entre si qual era o maior.'' Marcos 9:33 e 34. 
Havia chegado o tempo de Jesus voltar para Jerusalém. Os discípulos estavam certos de que o tempo havia chegado para Ele estabelecer Seu reino – Seu reino terrestre. E eles tinham negócios incompletos, dos quais precisavam cuidar. O negócio incompleto deles era decidir quem seria o presidente da classe, quem seria o primeiro-ministro, quem seria o maior do reino. Os discípulos continuaram sua discussão ao longo do caminho para Jerusalém, cuidando em resolver tais problemas. Porém, eles sabiam que o que estavam fazendo era errado, porque foram ficando para trás de Jesus. Na verdade, quando Jesus alcançou os limites da cidade de Cafarnaum Seus discípulos estavam tão distantes que Ele não pôde nem mesmo ouvir o que estavam dizendo. Esses discípulos haviam estado com Jesus por três anos. Eles haviam repetidamente declarado sua fé nEle, que Ele era o Filho de Deus. Entretanto aqui, você os vê tentando falar baixinho para que Deus não pudesse ouvi-los!
Isso nos ensina alguma coisa muito interessante sobre o pecado. E difícil pecar na presença de Jesus. Você já descobriu isso? Até mesmo as pessoas mais fracas acham difícil pecar na presença de alguém que elas amam e respeitam. E de alguma maneira, temos que sentir que estamos longe de Deus, longe de Jesus, para continuarmos pecando. 
Quando Jesus encontrou uma ocasião oportuna, perguntou: "Sobre o que estavam vocês conversando lá atrás na estrada?'' A Bíblia diz: "E eles guardaram silêncio." Essa era uma boa hora para guardarem silêncio!
Mas Jesus continuou a pressionar nesse ponto, e finalmente um dos discípulos disse: "Bem, hum, sabe... – nós estávamos questionando quem será o maior no reino."
Jesus era bondoso com Seus discípulos. Ele não os condenou. Continuou pacientemente tentando ensinar-lhes as lições que eles tanto precisavam aprender. Além de tudo, Ele continuou a caminhar com eles, a partilhar com eles. Continuou a trabalhar com eles, a viajar com eles, a confiar-lhes Seu trabalho e Sua missão. Desta lição da Escritura vemos que os discípulos eram culpados conscientes de um pecado. Que pecado? O pecado do orgulho. 
Assim, o pecado do qual os discípulos eram culpados, não era apenas um pecado, ele era um mau pecado. E eles sabiam que isso estava errado, e sabiam no quê estavam fazendo, mas continuaram fazendo. Eles continuaram fazendo isso o tempo todo, enquanto caminhavam com Jesus. Na verdade, eles ainda estavam nisso na noite da Última Ceia no cenáculo, logo antes da crucifixão. Isso se qualifica na minha definição como pecado consciente, pecado contínuo, pecado habitual, pecado acariciado, pecado persistente. 
pecado persistente, e até pecado habitual. Isso incluiria perdão dos piores pecados tais como orgulho, bem como outros pecados tais como assassinato e adultério, e tudo que você queira mencionar. 
Como Jesus trata discípulos culpados de pecados conscientes? Ele fez Sua clássica declaração em Mateus 12:31: "Todo pecado. . . será perdoado aos homens." Não é isso uma boa nova? E se todo tipo de pecado for perdoado, então isso teria que incluir pecado consciente, 
Mas Ele não parou aí. O que mais disse Ele: "Vai e não peques mais." Isso é igualmente uma boa nova. 
Deus provê poder para vencer o pecado. Ele provê poder para obedecer – poder para ser vitorioso. Ele também tem provido perdão para cristãos em crescimento, fracos, imaturos, e Ele continua a caminhar com eles. O poder está disponível para ir e não pecar mais.  
A única pessoa que cresce além de seus erros é aquela que sabe que é amada e aceita mesmo enquanto erra. Isso dá permissão para pecar? Não! É exatamente esse relacionamento com Jesus que leva à vitória. 
Às vezes ficamos impacientes e tentamos cronometrar nosso crescimento. É melhor não fazermos isso. Essa tarefa cabe a Deus. É a obra do Espírito Santo. O princípio do crescimento cristão é primeiro a erva, depois a espiga e, por fim, o grão cheio na espiga. Isso toma tempo para desenvolver o fruto. 
Mas o amor tem sua própria defesa construída contra a permissão para pecar. Quanto mais amamos, mais nos distanciamos de querer jogar "par ou ímpar'' com a graça de Deus. Portanto vá em liberdade e não se detenha nas amarras do pecado. Você pode vencer, pois Ele já venceu na Cruz!
A Ele Toda a Glória

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