SOMOS EMBALAGEM OU CONTEÚDO?

Vivemos debaixo da ditadura da estética! Sei que é necessário manter a saúde do corpo e acredito que precisamos cuidar da aparência, pois um boa aparência promove muitas coisas boas, por corpo e pra alma. Porém, quando passamos do limite naquilo que é plausível ao cuidado do corpo, caímos no erro de considerarmos a exterioridade mais importante do que a interioridade.

Hoje academias de ginástica são verdadeiros templos de culto ao corpo, as revistas de dietas de famosos são leituras obrigatórias e as clínicas de estética são cultuadas todas as semanas por milhares de pessoas. Enfim, somos mais embalagem que conteúdo.

No Éden, a primeira noção que o casal teve após a queda é que eles estavam nus. E foi necessário que Deus cobrisse a nudez deles com a morte de um animal. Houve sofrimento e dor na criação para favorecer o corpo humano. De lá pra cá é natural recorrer ao sofrimento para manter a estética da queda, que repara o exterior mais do que o interior, repara mais no corpo do que na alma. 

É por isso que o consumismo desenfreado de nosso tempo responde aos anseios do corpo. A ênfase de nossos dias são estéticos e não éticos. São carnais e não espirituais. Satisfazem a vontade e os desejos, mas não saciam o espírito do homem. Somos embalagem e não conteúdo.

Jesus sabia que o cuidado do corpo era necessário para suportar as aflições da cruz. Ele não fazia dieta e sim jejum, não fazia jogging, mas caminhava para anunciar as boas novas, não malhava o corpo, mas a mente, para conhecer e divulgar as Escrituras. Seu corpo era usado para ampliar seu conteúdo, e não o contrário como fazemos hoje.


Acredito que a felicidade não está em encontrar a forma certa, mas em compreender que é o interior que promove nossa exterioridade e não o contrário. Apesar de ótimas embalagens, o que realmente somos está no conteúdo, está dentro de nós. Essa era a essência nas palavras do apóstolo Paulo: “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia” 2 Coríntios 4:16

CELEBRAR OU DEMONIZAR O NATAL?

Por causa de abusos, acréscimos pagãos e do desvirtuamento do sentido, muitos evangélicos têm se posicionado contra as celebrações do natal. Mas todo cristão bem esclarecido sabe que a data de 25 de dezembro foi escolhida muito tempo depois dos apóstolos e por três razões da época: como substituição das festas pagãs da Saturnália, para substituir as celebrações do solstício de inverno, quando era adorado o “Sol Invicto”, e por ser também a data de aniversário do imperador romano Constantino.

Todavia muitos evangélicos acrescentaram à idéia do natal, conceitos de satanismo, bruxaria, consagrações e outras interpretações exageradas sobre seus símbolos e práticas. Evitando inclusive, em casos extremos a opção de celebra-lo, como fazem algumas seitas pseudo-cristãs hoje. Mas diante de tantas opiniões e conceitos, algumas perguntas ficam no ar: Seria errado nos alegrarmos com o nascimento do Salvador, ainda que, saibamos que a Bíblia silencia quanto a data de seu nascimento? Seria prejudicial para a minha espiritualidade, aproveitar o “espírito natalino” da sociedade para reforçar a idéia de solidariedade e ajuda ao próximo?

Para nós cristãos, sabemos que não é só o nascimento de Cristo que está em questão, mas a encarnação do Deus Vivo, a redenção de toda a humanidade. Portanto o natal é significativo, ainda que não promova a exatidão bíblica de data ou seja confundido pelo mundo com muitos acréscimos culturais, é uma ótima oportunidade para ensinarmos e expressarmos doutrinas relevantes do Cristianismo.

O papai noel, a árvore de natal e a troca de presentes, são acréscimos posteriores, frutos do paganismo e principalmente do capitalismo que transforma toda crença em mercado de consumo. Acredito que a nossa ênfase não deve estar em rejeitar a festa ou a data do natal, como fazem alguns evangélicos, mas aproveitar a data para promover o nome de Jesus e as doutrinas bíblicas relacionadas com o Seu nascimento. Devemos seguir o conselho de Paulo: “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades”. Colossenses 4:5

Com o amor cristão, podemos trocar o materialismo do natal em espiritualidade, podemos trocar a subjetividade da festa em reflexão que salva. A árvore de natal em Árvore da Vida, o papai noel em Papai do Céu, e parar de bruxificar a festa. Vamos transformar essa realidade religiosa e pagã, onde ninguém comemora pensando no diabo como afirmam alguns fariseus, em realidade afetiva e espiritual que une família e amigos. A vida já é triste demais e difícil demais para alguns. Tentar ver o diabo em tudo, só piora o mundo e o que nele há. Vamos aproveitar as oportunidades como nos aconselha Paulo. Celebremos o natal com gentileza e gratidão em nosso espírito. O verdadeiro conhecimento vem do amor e não do saber.

MALDITO É O HOMEM DESCONFIADO! - COMPREENDENDO JEREMIAS 17:5

“Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” ( Jeremias 17:5 )

Este é um dos versículos mais mal compreendido da Bíblia. A maioria das pessoas gosta muito de citar o início do versículo, sem completá-lo, e utiliza-o fora do contexto para dizer que, não devemos confiar em nenhum homem. Mas esse idéia é contrária a Bíblia. Se eu acreditasse que realmente não devo confiar em ninguém, como poderia cumprir a palavra que nos deixou Tiago, irmão do Senhor, quando diz: “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz”.( Tiago 5:16 ).

Um justo com certeza, é alguém que merece a nossa inteira confiança, ou não? Mas o que fazer com o texto de Jeremias, o que ele quer dizer? Bem, nenhum texto deve ser lido fora do contexto. E o contexto seguinte explica o início do versículo: “Maldito aquele homem que faz da sua carne o seu braço, e aparta o coração do Senhor”. O que o profeta está repreendendo aqui, é o homem que confia na sua própria força, que confia na sua capacidade, na sua humanidade, no seu potencial, e se aparta do Senhor. É aquele que acredita que não precisa de Deus, o profeta repreende o homem auto-suficiente.

Por isso, este versículo não se refere aos nossos relacionamentos, muito menos nos impede de confiar em um amigo ou irmão para confessarmos os nossos pecados ou abrirmos determinadas situações. Dentro do mesmo texto, o profeta diz mais a frente: "Mas bendito é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está.” (Jeremias 17:7)

Deus confia (espera) em nós, Jesus confiou aos seus discípulos o Seu Evangelho. Paulo confiou na igreja de Corinto (2Co 7:16). Enfim, a confiança é necessária para a maturidade de nossos relacionamentos.

A IGREJA EM TROCADILHOS...

Hoje a igreja (sim com “i” minúsculo) não pode negar que ela está ganhando o mundo inteiro. Mas que também anda perdendo a própria alma, afinal andamos trocando muita coisa nestes últimos anos. Trocamos quase tudo na igreja de hoje...

Trocamos o Corpo de Cristo pela Instituição Religiosa.
Trocamos o culto à Deus pelo culto ao homem.
Trocamos a fé em Cristo pela fé no ministério.
Trocamos gente piedosa por gente famosa
Trocamos profundidade bíblica por superficialidade bíblica.
Trocamos espiritualidade por carnalidade.
Trocamos unção por emoção.
Trocamos a humildade por vaidade.
Trocamos a responsabilidade pessoal pela revelação promocional.
Trocamos os exemplos pelas celebridades.
Trocamos os púlpitos pelos palcos.
Trocamos a adoração pelos show.
Trocamos a reflexão pelo entretenimento.
Trocamos o pastor que nos conhece pelo profeta que nunca vimos.
Trocamos o púlpito pelo palanque político.
Trocamos os princípios bíblicos por prosperidade financeira.
Trocamos o amor de Deus pelo amor do mundo
Trocamos a adoração à Deus pela idolatria à homens.
Trocamos a verdade bíblica pela heresia mentirosa.
Trocamos o amor ao próximo pelo interesse próprio.
Trocamos a benção pela maldição.
Trocamos o verdadeiro pelo falso.
Trocamos a santificação pela afrouxamento moral.
Trocamos o sacrifício de Jesus pela intercessão de homens.
Trocamos a Graça de Deus pela auto-promoção.
Trocamos o Bem Maior pela quantidade de bens que Ele pode me dar.
sim trocamos tudo, e trocando tudo isso, também trocamos o céu pelo inferno. GAME OVER!

Saiba que existe o Evangelho Certo, e o evangelho que dá certo! Lembre-se das palavras de Jesus...“Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:23).

AGENDA DESTA SEMANA.


TE AGUARDO LÁ!

GRAÇAS A DEUS PELA FRAQUEZA DO PASTOR


Havia uma tensão na igreja de Corinto! A igreja desta cidade estava dando guarida para falsos pregadores e questionando a autoridade do Apóstolo Paulo. Porém ao ser questionado Paulo, em humildade, fala de sua fraqueza, leia o texto antes, clicando na referência: 2 Coríntios 12:1-14
Paulo afirma que Deus lhe entregou um espinho na carne, e que Deus entregou para humilhá-lo. Ele agora se gloria nas suas fraquezas, pois quando ele é fraco, ai é que ele é forte. O que podemos aprender com Paulo nesta passagem?

1. Paulo não queria tietagem, nem fã clube gospel:
Paulo diz que não convém ficar falando de suas revelações. Ele sempre tomou precauções para que as pessoas não se aproximassem do evangelho por causa dele. Por isso que ele fala de Cristo crucificado, e só. Ele sabe que não convém ao ministro se gloriar de determinadas coisas, mesmo que verdadeiras. Devemos nos preocupar em não fazer discípulos de si mesmos, mas discípulos de Jesus. A revelação de Paulo havia ocorrido 14 anos antes. Isso nos ensina que ele não possuía revelações todos os dias, constantemente. Paulo também fala de si mesmo na terceira pessoa, mostrando humildade e relutância. Ele evita por os holofotes sobre si. Ao contrário de muita gente que vai de igreja em igreja dando testemunhos sobre o que viu e sobre o que lhe foi revelado, Paulo não sai contando sua experiência como um troféu. A preocupação de Paulo é que ele não seja colocado em uma posição que a ele não pertence. Raramente um pastor que conhece as Escrituras faz referências de si mesmo. Por isso hoje temos ministérios baseados em personalidades, e não na Palavra de Deus.

2. Paulo sabe que situações de humilhação “as vezes” servem como princípio pedagógico, e não necessariamente como “levante satânico”
Quando volta da presença dos anjos dos céus, existe um anjo do diabo esperando por ele. Ele poderia estar se referindo a uma aflição física ou uma aflição de natureza espiritual. Sabemos que era alguma coisa extremamente dolorosa. A palavra “espinho” era usada para as estacas que eram introduzidas nos corpos de condenados para produzir uma morte lenta e agonizante. O que podemos perceber é que era algo humilhante, este mensageiro de satanás foi mandado para o “esbofetear”, que é uma referência àquele tapa que você dá com as costas da mão. Era uma ação maligna que tinha como objetivo produzir dor e humilhação do apóstolo Paulo. Mas podemos ver é que o propósito de Deus era que Paulo não se exaltasse. Ele orou por três vezes. Não é errado pedir a Deus para que ele te livre do sofrimento e da humilhação. O problema é o falso evangelho que diz que a vontade de Deus sempre é fazer você se sentir bem e te fazer feliz. Aprendemos também que Deus nem sempre responde, que o silencio também é resposta e que quando ele responde, talvez não seja como nós esperamos. É preciso mais fé para dizer “seja feita a tua vontade” do que para dar ordens a Deus.

3. Paulo diz que quando a fraqueza do homem é evidente, a Graça de Deus se torna visível.
Paulo nos ensina que a intenção de Deus não é nos fazer grandes, fortes e poderosos, mas fieis. Infelizmente temos o hábito de julgarmos as pessoas que contam experiências sobrenaturais como “especiais”. Mas na verdade qualquer testemunho por mais extraordinário que seja deve apenas evidenciar a Graça de Deus.
A compreensão de Paulo é que o pastor bem sucedido não é aquele que possui muitos bens, posses ou fama ministerial, mas alguém que permanece fiel diante de Deus.
Não havia nenhuma falha de caráter em Paulo para “merecer” este espinho, este enviado de Satanás. A dor e o sofrimento em Paulo apenas tornavam evidente a Graça de Deus em Paulo. Ele queria deixar claro que nada acontecida por conta de Paulo, mas de Deus. Paulo não roubava a glória de Deus em nenhum momento do seu ministério, de seu testemunho ou de sua pregação. Para Paulo a humilhação que sofria mostrava que ele mesmo não tinha necessariamente poder para si mesmo, pois suas orações não surtiram efeito pessoal, portanto tudo que acontecia na vida de Paulo fazia parte da Graça de Deus. 
Paulo poderia se engrandecer dado o nível da revelação que ele teve. Esta situação mantinha Paulo com os pés no chão. Deus está mais preocupado em formar em mim um caráter do que no meu bem estar. Infelizmente não podemos ter virtudes cristãs sem algum nível de sofrimento. As vezes precisamos abrir mão de facilidades, para possuir verdadeira felicidade. Deus não existe para me fazer feliz, mas filho do Altíssimo.

NÃO PODEMOS JULGAR?...DEVEMOS JULGAR! - LEIA E SURPREENDA-SE COM A BÍBLIA.


Existem muitos pensamentos anti-bíblicos que foram adotados em décadas recentes e que as pessoas acreditam serem bíblicos. Um deles abraçado pela maioria dos evangélicos é a prática do julgamento. É correto julgar, avaliar e discernir uma pessoa, suas palavras, pregação e postura dentro da igreja? Quais são as bases bíblicas para julgar alguém? Como interpretar corretamente Mt 7:1?

Bem um dos versículos mais mal interpretados da Bíblia está no Evangelho de Mateus. Em Mt 7:1 diz: "Não julguem, para que vocês não sejam julgados...”. Porém o texto continua e nos explica que tipo de julgamento está sendo discutido aqui, vejamos: Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: Deixe-me tirar o cisco do seu olho, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.” (Mt 7:2-5). (Grifo meu)

Claramente, vemos que não estamos falando do ato de julgar, mas o de julgar com HIPOCRISIA. A lição é clara, não podemos julgar o pecado ou erro de alguém, se este também for o nosso pecado ou erro. A proibição não está relacionada com o ato de julgar, mas o de ser hipócrita. As pessoas se prendem apenas ao primeiro versículo do texto, descontextualizando. Como podemos então reconhecer os falsos profetas e mestres, se não o julgarmos pela Palavra de Deus? Como os identificar e os expor, além de apontar seus erros?

Jesus dá algumas diretrizes sobre o julgar corretamente. Ele diz: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (João 7:24). Nenhum julgamento, segundo o Senhor, deve ser feito se não for baseado nas Escrituras. Devemos julgar baseados na Bíblia e pela interpretação de pessoas maduras. Porém, esta é uma aptidão de pessoas maduras, pois o escritor de Hebreus diz: “Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal.” (Hb 5:13-14) (Grifo meu)

Hoje muitos falsos mestres e profetas estão livres para espalhar suas doutrinas. Lobos em peles de cordeiro estão destruindo com heresias muitas vidas. João Batista chamou alguns líderes de sua época de raça de víboras (Mt 3:7). Jesus também chamou alguns fariseus e saduceus de serpentes e os acusou de maldade no coração (Mt 12:34). Em outro texto, Jesus os chama de hipócritas, guias cegos e sepulcros caiados (Mt 23:23-24) Obviamente nos dias de hoje, isso seria uma considerado atitudes não cristãs por muitos evangélicos desinformados. Mas Jesus ao lidar com falsos mestres e profetas, suas palavras eram fortes e suas ações simples e claras.

Jesus deixou claro que as falsas doutrinas dentro da igreja tinham transformado o propósito do templo, pois ele afirmou: "Não está escrito: A minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões" (Marcos 11:17).

A Bíblia possui inúmeros textos que nos advertem para denunciar os erros, e colocar pessoas à prova, discernindo os falsos pregadores, profetas e mestres. Cada mensagem, mensageiro e método devem ser avaliados, julgados. Nunca foi correto tolerar o erro dentro da igreja, muito menos deixar de avaliar ensinos e doutrinas. Vejamos alguns destes textos, que denunciam a leniência da igreja com o erro:

"Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1 João 4:1). 

A igreja de Éfeso foi elogiada por terem posto "à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos" (Apocalipse 2:2). 

A igreja de Pérgamo foi repreendida porque seguia "a doutrina de Balaão" e "a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio" (Apocalipse 2:14,15). 

"E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles" (Romanos 16:17). 

"Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé" (Tito 1:13). 

"E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as" (Efésios 5:11). 

"Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu" (2 Tessalonicenses 3:6). 

"Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras" (2 João 10,11). 

Paulo advertiu os gálatas sobre aqueles que "transtornam o evangelho de Cristo". Ele também disse: "Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema" (Veja Gálatas 1:6-9).

Existem ainda inúmeros textos que claramente falam dos falsos mestres, heresias destruidoras e o perigo de aceitar as falsas doutrinas. Precisamos criticar e romper com este pseudo-evangelho que vem sendo apresentado como Evangelho de Cristo. Não só discernir, como citar publicamente (de acordo com a Bíblia) os nomes do que fazem tal coisa. Quando a integridade do Evangelho entre em jogo, é necessário expor os erros e dar nome. Vejamos:

Paulo denunciou Pedro publicamente (em carta) por uma prática antibíblica: “E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2:11-14). 

Paulo denunciou Demas: "Porque Demas me desamparou, amando o presente século" (2 Timóteo 4:10). 

Paulo disse a Timóteo: "procura apresentar-te a Deus aprovado", que ele deveria ser alguém que "maneja bem a palavra da verdade”. E continuou, dizendo: “Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns" (2 Timóteo 2:15-18). 

Paulo denunciou Alexandre, o latoeiro: "Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras. Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras" (2 Timóteo 4:14-15). 

A Bíblia está repleta de exemplos públicos de pessoas que foram denunciadas pelo erro, pela falsa doutrina, pelo lucro ao dinheiro, enfim, pela hipocrisia de uma falsa religião. Há um sentimentalismo barato e uma falsa “ética” em que as pessoas se escondem das denúncias e aceitam tudo como sendo de Deus. Pedro expôs o “caminho de Balaão” (2Pe 2:15), Judas expôs o “prêmio de Balaão” (Jd 11) e João expôs a “doutrina de Balaão” (Ap. 2:14). Exemplos nítidos de como um heresia pode criar “corpo” dentro da Igreja de Cristo, e ser aceita por décadas como sendo real e necessária. E então, nós devemos manter nossa boca fechada sobre esses charlatões religiosos? Como podemos ficar em silêncio e ser fiéis a Deus?

Eu encorajo você a estudar a Bíblia. Alertar amigos e ovelhas, identificando hereges, chamando-os pelo nome. O púlpito não é lugar de elegância diplomática, mas de VERDADE DIVINA, que não aceita a hipocrisia instalada em nosso meio.

Pr. Bruno dos Santos

UMA REFLEXÃO SOBRE O JUGO DESIGUAL


No meio evangélico o termo “jugo desigual”, geralmente se aplica ao casamento com alguém que não seja evangélico, ou em alguns casos mais fundamentalistas, que não seja da mesma denominação. Bem, o fato é que o princípio desta postura baseia-se em achar que não há jugo desigual entre os membros que professam a mesma fé, pois todos são “crentes” e estão debaixo das mesmas “doutrinas” ou regras. A má compreensão que aborda o tema geraram cabrestos, extremismos, controle asfixiante, emocional e religioso em muitas pessoas. Isto é aquilo que na teologia chamamos de doutrinas neurotizantes.

Vamos usar um texto bem conhecido da Bíblia:
Não se ponham em jugo desigual* com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? (2 Coríntios 6:14 - NVI)

Este texto não nos deixa claro a que tipo de relação o apóstolo encara como jugo desigual, e podemos incorrer nos seguintes erros: ou uma leitura superficial ou descuidada nos levará a pensar que ele trata de qualquer tipo de relação. Não obstante, não podemos esquecer o principio hermenêutico que diz: Texto, sem contexto é um pretexto para a heresia. Assim, precisamos analisar este texto a luz do seu contexto, que é tudo quanto há antes e depois do texto, podendo ser os versículos do mesmo capítulo ou o livro todo ou até mesmo toda a Bíblia. É por isso que se costuma dizer que as Escrituras são um todo coerente.

Vamos tomar mais um texto aos mesmos coríntios como contexto ou chave para entendermos a que tipo de relação o apóstolo Paulo reconhece como jugo desigual:

“Já lhes disse por carta que vocês não devem associar- se com pessoas imorais. Com isso não me refiro aos imorais deste mundo, nem aos avarentos, aos ladrões ou aos idólatras. Se assim fosse, vocês precisariam sair deste mundo. Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar- se com qualquer que, dizendo- se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer. Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro? Deus julgará os de fora. “Expulsem esse perverso do meio de vocês”. (1Coríntios 5:9-13 - NVI)

De acordo com Paulo se não tivéssemos que ter nenhuma relação com não-cristãos deveríamos sair do mundo, visto que por estarmos no mundo nós sempre teremos contato com eles no trabalho, na escola, na universidade, na rua, na vizinhança, no lazer, etc. Então, com quem não devemos nos relacionar nestas áreas citadas? Com aquele que se dizendo cristão, é imoral, avarento, idolatra, maldizente, alcoólatra, ladrão, entre outras coisas, esta é a orientação paulina. Paulo deixa claro neste versículo que uma pessoa que não crê verdadeiramente em Deus, dificilmente poderá crer no princípio inalienável do amor como base de qualquer relação, seja ela, comercial, afetiva, moral, espiritual ou financeira. Viver com uma pessoa assim torna a vida uma prisão horrível. Paulo está falando aos crentes de crentes desonestos, de irmãos incrédulos, de falsos crentes. Ele não está se colocando como defensor de uniões evangélicas, mas de uniões verdadeiras e pautadas no vínculo do amor cristão.

Portanto quando o Apostólo Paulo fala de “jugo desigual com os incrédulos” (2Co 6:14), ele se refere à um espírito (um jeito de ser, de pensar). Paulo parece deixar bastante claro em outros textos e epístolas que é principalmente dentro da igreja que precisamos tomar o máximo cuidado com o jugo desigual pela sutileza com a qual essa possibilidade se apresenta. Vejamos mais um texto importante para análise:

Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente.” (1 Timóteo 5:8 - NVI)

Claramente Paulo expõe que não é o fazer ou não fazer parte de uma igreja que torna alguém crédulo ou incrédulo, mas o seu modo de pensar, agir, falar e construir suas relações em relação à Deus e ao próximo.  Com quem um verdadeiro cristão pode então ter uma relação saudável, autêntica? Com quem se deve casar, ou namorar?

Vamos elencar algumas considerações:
1. Não podemos simplesmente nos valer da postura ditatorial do “é proibido”, contudo sabemos que cada ato gera sua consequência. Seria ideal que cristãos se envolvessem com cristãos que tenham os mesmos valores e ideais bíblicos, mas vivemos na ambiência de diferentes culturas e percepções, e isso implica em riscos, em misturas, e quando há mistura, todo cuidado é necessário. Foi dentro desta perspectiva que Jesus orou dizendo: Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno (Jo 17:15 - NVI). Aqui é necessário o uso do discernimento e bom senso. Pois em nosso tempo uma relação aparentemente confiável pode se transformar em um grande “abacaxi”. Quantos crentes estão se separando nos dias de hoje? São as mesmas estatísticas de não crentes. Quantas pessoas estão vindo para a igreja procurando encontrar pessoais confiáveis, éticas, e com valores morais adequados? Infelizmente, tanto na igreja, como fora dela encontraremos aventureiros, gente desnorteada e com espírito avesso aos princípios cristãos, enviados(as) do Maligno para desgraçar relações.

2. Outro problema é que hoje há um cerceamento principalmente entre os jovens nas igrejas, uma espécie de controle emocional além  daquele que a Bíblia permite entre um pastor/líder e sua ovelha, e que no fundo certas formalidades, ou aparências, ou opiniões, ou conveniências, ou ministérios, ou IBOPE eclesiástico, e os gostos familiares sirvam de pretexto para permitir ou não uma relação de namoro ou casamento, quando nossa postura deveria estar calcada na Bíblia Sagrada, que é o nosso guia, é a Palavra de Deus que ilumina todos os nossos caminhos. 

3. É preciso reconhecer que quando duas pessoas se casam, não podem se casar com total disparidade de espírito e consciência. O casamento não é uma aventura, nem um contrato que pode ser quebrado a qualquer instante, é a constituição de uma nova família, o projeto mais sagrado de Deus. Ninguém deve se prender a desníveis grotescos de vontades e desejos, pois isto jamais terminará em um caminho de harmonia entre as partes. Seja qual for o credo, a raça, a religião ou filosofia de vida. É preciso certas similaridades para desenvolver um casamento possível e responsável. As perguntas que os namorados devem responder no período de namoro são:
  1. Qual é o procedimento desta pessoa com seus pais, familiares, amigos?
  2. Tem ética, ainda que não seja um cristão professo, possui princípios dignos?
  3. Tenho confiança, em Deus, que a santidade da minha vida santificará este namoro e converterá meu conjugue?
  4. Sou capaz de inibir investidas sexuais fora da relação matrimonial? Sei manter o espaço adequado entre o sim e o não?
  5. Amo esta pessoa o suficiente para suportar o aperfeiçoamento de seu caráter?
Paulo exorta (ele dá um conselho em 2Co 6:14) aquele que é verdadeiramente crente à não se colocar em jugo desigual”.  Isto é, assim como tomar a ceia para o cristão é uma responsabilidade pessoal, se colocar em jugo com alguém que não vive os mesmos princípios também é. Seja um cristão professo ou não. Esta é uma decisão pessoal, não comunitária. Nenhuma relação de qualquer casal está aberta para o apreciamento de outros irmãos, o que acham ou deixam de achar, sobre isso ou aquilo nele ou nela. Quem está apto para julgar uma relação? Foi como bem colocou uma vez Robinson Cavalcanti, bispo anglicano num congresso de jovens, quando um rapaz lhe perguntou: “O que o senhor acha de um cristão namorar uma moça do mundo?” A resposta de Robinson foi ótima: “Parabéns por sua normalidade. Estaria preocupado se você estivesse namorando uma ET”.

Pra concluir, casamento é uma profissão de fé e amor, geralmente quando duas pessoas se amam verdadeiramente, o amor pode santificar a fé, é o que Paulo nos ensina quando diz: “Pois o marido descrente é santificado por meio da mulher, e a mulher descrente é santificada por meio do marido. Se assim não fosse, seus filhos seriam impuros, mas agora são santos” (1Co 7:14 - NVI)

Já o namoro é o espaço da avaliação de caráter, de procedimento, do jeito de ser de cada um. Casar com crente ou incrédulo não determinará o sucesso de um casamento, mas o fato de que aqueles que querem casar saibam que o amor deve ser a base de tudo entre eles, para alcançarem inclusive a unidade de uma fé perfeita no casamento. O justo também casa pela fé, porém a precondição para uma relação adequada é o amor.

BIBLIOGRAFIA (Matthew Henry’s Concise Commentary on the Whole Bible)
  • Jugo desigual: (ἑτεροζυγέω heterozugeō) significa levar uma canga diferente. A idéia aqui é colocar animais de naturezas diferentes para puxar o mesmo peso ou levar a mesma carga. Os comentaristas concluem que jugo desigual significa todo caminhar onde o amor não nivela a caminhada. Onde não há o princípio do amor (os dois serem mútuos ou “um”) será doloroso caminhar.
  • Todos os textos utilizados são da Nova Versão Internacional.

Bruno dos Santos pastor e teólogo da Igreja Apostólica Vida Nova.

MUITO MAIS DO QUE RETETÉ - A IDOLATRIA DOS “MOVERES”


Acho preocupante a maneira como muitos cristãos lidam com aquilo que chamam de “manifestações do Espírito Santo”. Alguns, são tão dependentes destes “moveres”, que chegam a acreditar que Deus não está presente ou não age quando elas não acontecem. O que a Palavra de Deus afirma é que a maior evidência de que um indivíduo está cheio do Espírito, é quando manifesta em sua vida o caráter de Cristo e não quando sapateia, dança, grita ou rodopia. 

A igreja apostólica do primeiro século sabia que ter a plenitude do Espírito Santo é uma ordem de Deus e não o privilégio de alguns, segundo a Palavra, o Espírito habita em nós 24 horas, todos os dias da semana. Quem caminha em verdadeira comunhão com Deus, esse mover do Espírito e suas manifestações acontecem à todo tempo.

Quantos visitantes já foram à igrejas, onde estes moveres são frequentes e relataram terem visto lá o que viram em reuniões de umbanda e candomblé, com rituais, invocações, mantras, movimentos e danças? Sem falar das “bizarrices” como fogueira santa, sal grosso, banho de descarrego, toalha mágica, meias que abrem caminhos quando vestidas, unção da cola...e vai até onde a imaginação e a ignorância bíblica permitirem. Parece que a fé não é suficiente pra essas pessoas, é necessário sentir, ver, cheirar, provar, tocar. São sub-ídolos, por detrás da idolatria desses “moveres espirituais”.

Alguns destes idólatras chegam a dizer que o culto não foi completo, porque não houve nada demais, além da palavra, dos louvores e das orações. Esquecem que a fé é a certeza daquilo que ESPERAMOS e a prova das coisas que NÃO VEMOS.  Para Paulo andar no Espírito estava longe do reteté..., era preciso manifestar o seu fruto, constituído de amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio

Essa idolatria ao “mover” gera gente descontente e desconfiada dentro da igreja, faz mais feridos e iludidos, do que crentes de verdade firmados na Palavra de Deus. A igreja precisa se desintoxicar um pouco de algumas porcarias e voltar ao Evangelho mais simples e puro de Jesus. Mais próximo da dor do outro, da humanidade do outro, da dura realidade do mundo. Uma fé mais pé no chão e menos cabeça nas nuvens. Uma fé que deseja mais salvação de pessoas, do que visões de anjos, uma fé que deseja mais tirar alguém das ruas e das drogas, do que apenas brigar com o “espírito de Jezabel”. Isso pra não dizer de gente que só faz correr atrás de profecia, revelação, oração de poder, promessas de Deus, etc.

Gostaria apenas de colocar um ponto importante aqui no final do texto. Já presenciei momentos inesquecíveis e pessoais com Deus de profundo mover espiritual. Já vivi intensas reuniões de fé e sobrenaturalidade, e ainda hoje vejo Deus agir de uma maneira sobrenatural incrível, mas esse mover espiritual genuíno, tem que se transformar em ardor, paixão pela Palavra, amor pelas vidas, misericórdia, pregação fervorosa e muito desejo de servir a Deus e ao próximo, este é o caminho certo. 

Aprendi a usar o seguinte critério: Tudo o que eu vejo nos Evangelhos sendo praticado por Jesus, considero como modelo a ser seguido. O que eu não vejo nos evangelhos como prática de Jesus, eu tolero nos limites do bom senso. Bom senso é uma palavra chave em nossos dias. Continuo aceitando em minha vida a ordem da grande comissão, que não foi buscar “moveres” mas: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos". Mt 28:19-20.

Se nessa caminhada aconteceram manifestações sobrenaturais e gloriosas, amém! Mas o meu foco e transformar a vida de uma pessoa, de um discípulo através do ensino das Palavras do Mestre. É uma caminhada que está muito além do encontro do templo, leva tempo, compreensão, exortação e amor. É preciso conhecer, conviver, se alegrar e chorar junto. É muito mais do que uma reunião cheia de “unção”, é muito mais do que reteté...

QUATRO FRASES MENTIROSAS SOBRE LIDERANÇA.


  1. “Eu posso fazer isso melhor”
Até certo ponto e em determinadas situações podemos fazer melhor muitas coisas, mas não tudo. Nem tudo que fazemos dá pra fazer melhor do que estamos fazendo. Somos pessoas finitas, limitadas, e precisamos saber delegar para outros se desenvolverem também. Um bom líder é aquele que consegue enxergar suas limitações.

  1. “Se der resultados é porque Deus aprovou o que estou fazendo.”
Isso é uma ilusão. Nem tudo que fazemos para Deus dará resultado. Nossa arena é o mundo e muitas pessoas não darão respostas positivas para nossos trabalhos. Precisamos saber lidar com frustrações ao longo da caminhada cristã. Houve pessoas que não responderam positivamente para o Apóstolo Paulo e até mesmo para Jesus, e nem por isso eles se sentiram desaprovados por Deus.

  1. “Eu fui chamado para o ministério!”
Na verdade, nosso chamado é para ser discípulo, independentemente da posição ou responsabilidade que ocupamos nas organizações eclesiásticas. Seja você um voluntário, um pastor ou apóstolo, precisamos ser discípulos. Se creditamos mais no nosso chamado do que em sermos cristãos, poderemos incorrer no erro de achar que o nosso ministério é deus, e não termos Deus no nosso ministério, por não sermos discípulos verdadeiros. Lembre-se, Deus busca adoradores que o adorem em espírito e verdade.

  1. Eu não preciso dos outros, apenas de Deus.
Outra mentira que soa como verdade. Nossos relacionamentos são importantes para a construção da obra. Ninguém sobrevive na solidão do ministério. É verdade que as vezes nos sentimos sozinhos, mas não podemos estar sozinhos, precisamos nos relacionar e abrir nossos corações com pessoas de nossa total confiança. Precisamos dos outros não para aprovar ou desaprovar nossas ações, mas para compartilhar dores e recompensar daquilo que fazemos em nosso ministério.

PR. UBIRATAM - UM ILUSTRE DESCONHECIDO NA TERRA E UM GRANDE HOMEM NO CÉU.

Pois é, o tempo das estrelas acabou!  Deus está usando cada vez mais os anônimos, os desconhecidos, aqueles que não são pastores de multidões, mas que conhecem cada um pelo nome, conhecem a vida de suas ovelhas. Se entregam na obra, pedalando, dando a vida pelo Evangelho. Quero ser inspirado por estes homens, minha oração é que este exemplos cheguem até nós todos os dias. Se você está triste com o que anda acontecendo nos arraiais gospel, lembre-se Deus continua sendo o Senhor da sua Igreja. Assista esta história e glorifique o nome do Eterno Deus pela vida destes desconhecidos como o Pr. Ubiratam.


Pedalando No Sertão from Pedalando no Sertão on Vimeo.

POLE DANCE PRA JESUS!...PODE ISSO PASTOR?

Que o mundo ando muito esquisito, todo mundo já sabe, porém nem mesmo os arraiais evangélicos estão fora dessas novas modas. Como pastor, já vi quase tudo, desde unção da cola e da urina, até revelações da própria trindade (sim, os três falando ao mesmo tempo com o indivíduo que teve a visão) para um “ungidão” de Deus por ai, porém, podemos nos surpreender a cada momento, com as esquisitices gospel.

Vi recentemente um vídeo que chama a atenção. Uma americana chamada Crystal Deens, resolveu inovar na adoração e adotou o pole dance (dança no poste) para louvar a Deus. Ao invés de música de boate, louvores e hinos cristãos, ao invés de danças sensuais, um momento de adoração. Ela afirma ainda que o exercício do pole dance deixa as mulheres com melhor tonicidade e mais fortes para lidar com os problemas do dia a dia. Ela ainda declara numa entrevista para a Fox News: "Eu acho que não há nada de errado com o que eu faço. Eu ensino mulheres a se sentir bem consigo mesmas, ensino elas a sentirem-se poderosas.”

O que quero enfatizar, é que muitos estão perdendo o limite do bom senso. Logo logo vamos ter preservativo ungido, vibrador pentecostal, e outras baboseiras típicas do universo imaginativo evangélico. Alguns chegam a afirmar que é uma tentativa de adaptar o cristianismo ao mundo moderno. E ai está o problema! O cristianismo não é uma alternativa de vida, mas uma vida alternativa que não carrega nenhum dos valores ou vontades deste mundo, no sentido de que nossa satisfação está em Cristo, em Deus e na sua palavra. Não precisamos andar alienados do mundo, mas não precisamos moldar o cristianismo à ele para sermos aceitos pelo mundo. 

O pole dance, com certeza, não deve ser um caminho ideal para o desenvolvimento espiritual de alguém, nem mesmo uma desculpa para a evangelização. Se a idéia está nos benefícios do exercício, existem outras modalidades como a corrida, a aeróbica, e a bicicleta. Enfim, pode não haver nenhum mal na intenção, porém esta é uma modalidade que está diretamente ligada a promiscuidade e ao sensualismo, e nos dias de hoje, é preciso fugir da aparência do mal.

LEIA E ORE. A GUERRA DA SÍRIA PODE SER O INÍCIO DO FIM!

A intervenção americana na Síria e as profecias do AT.

Damasco é conhecida como uma das cidades mais antigas do mundo habitada continuamente, e é a capital da atual Síria. Pais que sempre teve uma importante participação no conflito árabe-israelense. Presidida por Bashar al-Assad, e predominantemente composta de muçulmanos sunitas e uma pequena parcela cristã. O país vive uma violenta guerra civil desde 26 de janeiro de 2011. Já morreram mais de 70 mil pessoas e quase um milhão de pessoas vivem em campos de refugiados.

Isso aconteceu por causa da chamada Primavera Árabe, que começou no final de 2010, quando o ditador da Tunísia foi derrubado e incentivou vários outros países a fazer o mesmo – como, por exemplo, o Egito. Uma grande mobilização nacional e midiática exigiu maior liberdade de imprensa, direitos humanos e uma nova legislação. O conflito deixou de ser político e chegou as vias de fato, o governo reagiu colocando o exército nas ruas e grupos de oposição ao regime de al-Assad se armaram e começaram a combater o governo.

Quando viajamos para Damasco, ainda é possível ver vestígios da velha cidade romana, bem como uma via pública que segue o mesmo trajeto da antiga Via Recta (Rua Direita), romana. Foi numa casa que ficava nesta rua que Ananias encontrou Saulo após a miraculosa conversão deste ao cristianismo, perto de Damasco. (Atos 9:10-19) Embora a rua hoje seja bem diferente do que era nos tempos romanos, foi ali que o apóstolo Paulo iniciou sua brilhante carreira como apóstolo de Cristo.

No entanto, há uma profecia no livro de Isaías, no capítulo 17 (vs 1-2) contra Damasco, capital de Arã (atual Síria). Segundo estudiosos, esta profecia se cumpriu na história, e a destruição de Damasco já teria acontecido, porém, há um texto posterior, que nos surpreende e parece se conectar com a atual tensão política internacional, onde está escrito:

“Ah! O bramido das numerosas nações; bramam como o mar! Ah, o rugido dos povos; rugem como águas impetuosas! Embora os povos rujam como ondas encapeladas, quando ele os repreender, fugirão para longe, carregados pelo vento como palha nas colinas, como galhos arrancados pela ventania. Ao cair da tarde, pavor repentino! Antes do amanhecer, já se foram! Esse é o destino dos que nos saqueiam, essa é a parte que caberá aos que roubam.” (Isaías 17:12-14 NVI)

Curiosamente os estudiosos muçulmanos citam um hadith que fala sobre a ligação da cidade de Damasco com a segunda vinda de Jesus, o Livro de Sahih, 41, cuja Hadith 7015 diz: “Allah enviará o Messias filho de Maria. Ele então descerá perto do minarete oriental branco de Damasco, vestido com dois mantos amarelos, apoiado nas asas de dois anjos.”

Citei o Corão para lembrar que a Síria é aliada do Irã, um dos, senão o maior opositor declarado de Israel. Acreditam que uma de suas missões proféticas é aniquilar Israel do mapa. Isso foi admitido pessoalmente pelo então presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Isso parece estar registrado no Salmo 83, quando lemos:

“Ó Deus, não te emudeças; não fiques em silêncio nem te detenhas, ó Deus. Vê como se agitam os teus inimigos, como os teus adversários te desafiam de cabeça erguida. Com astúcia conspiram contra o teu povo; tramam contra aqueles que são o teu tesouro. Eles dizem: "Venham, vamos destruí-los como nação, para que o nome de Israel não seja mais lembrado! Com um só propósito tramam juntos; é contra ti que fazem acordo as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os hagarenos, Gebal, Amom e Amaleque, a Filístia, com os habitantes de Tiro. Até a Assíria a eles se aliou, e trouxe força aos descendentes de Ló.” (Salmos 83:1-8)

Uma liga árabe desta guerra com interesses políticos, financeiros e religiosos, poderia ser composta por: Irã, Sudão, Rússia, Arabia Saudita, Egito, Líbia. Juntos suas iniciais, formam a palavra: ISRAEL. Ainda não sei dizer com absoluta certeza o que tudo isso significa, mas há uma sinalização característica do fim dos tempos.

Infelizmente, Damasco também é a casa para muitos dos principais terroristas do mundo. Com grupos como o Hamas e o Hezbollah, entre outros, que montaram seu QG na capital Síria. Por fazer fronteira com Israel, existem indícios de que há um ataque nuclear preparado contra Israel em caso de uma guerra global. O que culminaria no extermínio de Damasco como citado em Isaías. E o tempo final da cidade envolvida nas guerras modernas contra Israel como profetizado por Amós. (Guerras de 48 - 67 e 73)

“Advertência contra Damasco: "Damasco deixará de ser cidade; e se tornará um monte de ruínas.” (Isaías 17:1)

“Assim diz o SENHOR: "Por três transgressões de Damasco e ainda mais por quatro, não anularei o castigo. Porque trilhou Gileade com trilhos de ferro pontudos.” (Amós 1:3)

A tradição escatológica cristã pressupõe que Damasco deve ser destruída antes da volta de Jesus. É interessante saber que muçulmanos concordam com a volta do Messias e possuem profecias relacionadas com Damasco. Mas na escatologia islâmica, a guerra é necessária para a vinda do Messias. 

O oriente-médio é um barril de pólvora. O extremismo religioso e ideológico impera naquele lugar. Não se encontrará paz por meio da guerra, como professam os americanos. Obviamente essa guerra local se tornará numa guerra global, pois há muitos, muitos interesses em jogo. Internamente, só a guerra civil já matou quase 100 mil pessoas. Parece que o último cavaleiro do apocalipse, o cavaleiro da morte já anda solto, e ceifa suas vítimas. A nós igreja do Senhor, resta orar e discernir os maus dias que virão.

Pra mim, é bem claro o vazio da retórica de Obama! Washington quer enfiar pela goela do mundo abaixo que eles fazem estas intervenções militares para combater o terrorismo, disseminar a democracia e defender os direitos humanos. Pura balela política e demente, típico da ideologia americana. Enfim...

Que Deus tenha misericórdia do mundo, dos sírios, e de todos os envolvidos na guerra, além de todos nós é claro. Seria esta a guerra do fim dos tempos? Difícil dizer, mas o momento é crítico. Quando penso no contexto global e em todos os sinais e circunstâncias, sou levado a considerar que sim! Tempos difíceis, tempos de tribulação. Levantemos as nossas cabeças, pois a nossa redenção se aproxima. MARANATA SENHOR!

BRUNO DOS SANTOS (SP 03/09/2013) (Pastor da IAVN e teólogo com especialização em NT e Liderança Ministerial. Professor, conferencista, casado com Silvia e pai do Lucas, da Laís e da Ana Luiza).

CINCO OBSERVAÇÕES SOBRE A "MULHER DO PASTOR"


Existe uma figura central na vida da igreja, que muitas vezes é abusada, julgada e menosprezada por questões diversas, que é a “mulher do pastor”. Geralmente ela é um grande pilar dentro de sua casa, na vida de seu marido, na criação dos filhos, e até na administração do lar, por conta dos atributos e afazeres do marido em relação a igreja.

Seu trabalho é um trabalho que não é visto ou percebido pela membresia da igreja, mas que é imprescindível para o bom funcionamento do marido no dia a dia do ministério. Nesta reflexão considero algumas proposições relevantes para pensar no papel da esposa do pastor.

1. As esposas sofrem juntamente pelo ministério do marido. Em alguns momentos, minha esposa desejou que eu tivesse um emprego diferente, porém mais do que o meu trabalho, ela sempre apoiou o meu chamado. As esposas sofrem com os salários miseráveis, com as horas intermináveis de aconselhamento, reuniões e planejamento, e até com as amizades falsas que confabulam com a saída do marido na liderança do ministério. E o pior, sofrem em oração, intercessão e motivação, pois muitas estão juntas sem poderem fazer muita coisa, a não ser dizer ao marido: “Estou com você em tudo!”

2. As esposas sofrem julgamentos precipitados. É muito difícil conviver com os olhares julgadores. Ser esposa de um pastor não se traduz na mesma reverência. A esposa é sempre examinada pelos membros: cabelos, unhas, sapatos, roupa, carro, filhos, e até investidas de outras mulheres no próprio marido, enfim, convivem com os olhares e percepções distorcidas de outras pessoas, que pouco sabem ou convivem com o dia a dia da família pastoral.

3. Muitas esposas trabalham para ajudar na renda familiar. Apesar da mídia falar da “riqueza dos pastores” a grande maioria das igrejas e dos pastores, mal conseguem sobreviver com o salário da igreja, e precisam que suas esposas trabalhem fora e os ajudem na renda da família. Além de todo o compromisso ministerial e exigência pessoal, precisam apoiar o rendimento da família. Absurdamente, muitas pessoas pensam que o pastor "vive pela fé", que significa na cabecinha de alguns desavisados; viver de vento.

4. Muitas esposas sofrem caladas. Quantas coisas uma esposa não gostaria de compartilhar com o marido? Principalmente suas preocupações! Mas quando o marido é um pastor, a coisa é um pouco mais complicada, pois um pastor na grande maioria das vezes é o para-raio da congregação, por isso ele chega com a cabeça cheia de problemas dos “outros” e a esposa do pastor, entrega seus temores a Deus para, em algumas situações preservar o marido de sofrer ainda mais.

5. O sucesso do ministério depende muito da esposa do pastor. Aquele ditado que diz: “Atrás de um grande homem, existe uma grande mulher”, também é válido para o ministério pastoral. Portanto é real que, quando a mulher do pastor é uma mulher de Deus, o homem também o será.

Agradeço à Deus pela minha mulher, esposa e principalmente amiga. Ela é a maior prova de que Deus me deseja no ministério, pois colocou uma mulher valente do meu lado. Agradeço à Deus pela esposa do meu pastor, que convive com todas as demandas e é confidente e auxiliadora dele em tudo. Agradeço pelas igreja e membros que reconhecem na mulher do pastor a autoridade necessária e a respeitam como respeitam seus pastores. Que Deus abençoe as esposas, pastoras, bispas e apóstolas de nossos dias.

Um bom site para as esposas e pastoras: http://www.mulheresemdeus.com.br/index.html

ENQUANTO O FILHO MATA SEUS PAIS A BÍBLIA VAI SE CONFIRMANDO


“Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.” (Miquéias 7:6)

É extremamente difícil aceitar a maldade infantil. Imaginar que podemos estar próximos de crianças com traços monstruosos em suas mentes. Crianças que não se importam com o sofrimento e dor que causam. Mentem, manipulam, maltratam e até matam.

Numa cidade grande como São Paulo é comum ouvirmos casos de menores infratores envolvidos em assassinatos, estupros, assaltos, e outros crimes hediondos, mas esta semana o que chamou a atenção de toda a mídia foi uma chacina na zona norte. Um casal de policiais foi morto, além do filho e das avós. O que chama a atenção neste caso 
é o fato de que o principal suspeito é o único filho do casal. Um garoto de apenas 13 anos de idade, que não chamava a atenção de ninguém e não possuía nenhuma atitude suspeita ou que levantasse indícios de que era uma psicopata.

Cientificamente algumas linhas da psicologia e psiquiatria moderna atestam que algumas crianças já nascem pré-dispostas a se tornarem psicopatas. Afirmam que ganhamos de presente de nossos pais e antepassados uma composição genética específica, que gera uma certa tendência ao distúrbio  psicótico. Mas nenhum gene age no vácuo, é necessário um ambiente que favoreça tal comportamento. Neste caso o pré-adolescente era filho de policiais, o que favorecia uma certa intimidade com situações e conversas do tipo. A medicina já diagnosticou casos de psicopatia e transtorno de condutas em crianças de até nove anos de idade.

Apesar das investigações dependerem dos laudos técnicos da polícia, ainda é precipitado afirmar que foi o pré-adolescente que matou a família, porém se o caso ficar confirmado, apenas concluiremos que a nossa geração está caminhando de acordo com o diagnóstico bíblico de nosso tempo: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem...” (2Timóteo 3:1-3)

Escatologicamente, estamos caminhando para o precipício social, para a relativização dos valores da família, para o afrouxamento da sexualidade. Crianças estão nascendo dentro deste caos moral e se tornando sementes da maldade, estes são os rebentos do século XXI. Esse menino que “supostamente” matou seus parentes, nasceu no ano 2000. Nasceu debaixo do terrorismo talibã do 11 de setembro, da guerra do Iraque, da internet livre, do sucesso do UFC, dos lançamentos de Assassin’s Creed, de filmes como Mercenários, enfim, ele nasceu numa época em que a violência se tornou o grande ídolo. Este menino nasceu em tempos noéticos: “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência.”(Gênesis 6:11).

A face angelical deste menino na foto, esconde a psicopatia luciferiana. A marca da besta em nosso tempo é a violência em seu mais alto nível, tomando mãos e mentes de crianças inocentes e fazendo o futuro reviver o passado cruel dos dias de Noé. É queridos irmãos estamos mesmo perto do fim!

A CONTRIBUIÇÃO DO PAPA FRANCISCO PARA O FIM DOS TEMPOS

O Papa Francisco é um bom homem, mas também é um entusiasta da idéia do Ecumenismo Inter-religioso. E isso é um grande problema. Uma de suas primeiras ações como Bispo de Roma foi escrever cartas aos diferentes líderes religiosos do mundo todo para saudar-lhes como sumo-pontífice da Santa Sé. Sua agenda está repleta de encontros entre lideranças de diferentes religiões e a sua simpatia tem feito avançar o movimento ecumênico ao redor do planeta.

A realidade do pluralismo religioso faz parte do cenário do século XXI. Há uma presença crescente da diversidade religiosa no panorama mundial.  E o ecumenismo é o processo de busca de uma unidade religiosa. O termo ecumênico provém da palavra grega οἰκουμένη (oikouméne), designando "toda a terra habitada". Num sentido mais restrito, emprega-se o termo para os esforços em favor da unidade entre as igrejas cristãs. A motivação do movimento ecumênico busca o diálogo e a cooperação comum entre igrejas cristãs, para superar as divergências históricas, culturais e teológicas, aproximar os cristãos de diversas denominações, evangelizar o mundo e contribuir para a paz mundial.

Mas o que dizer do Ecumenismo Inter-religioso? Como conciliar ensinamentos (como a existência de um Purgatório para as almas perdidas; a função intercessora de Maria, o sumo sacerdócio papal) e práticas católicas? Um muçulmano fundamentalista não celebrará a Ceia do Senhor com um cristão convicto, nem um budista adorará a “Virgem Maria” ao lado de um católico.

O ecumenismo não é apenas uma corrente religiosa. Trata-se de um movimento mundial abrangente. O movimento ecumênico acontece paralelamente à mudança geral de valores da sociedade humana e tem pontos de contato com as palavras mágicas do “Ocidente cristão”: tolerância, paz, humanidade, justiça e preservação da natureza. Ele propaga uma “nova espiritualidade” – seja isso o que for – e usa uma terminologia predominantemente religiosa.

Esta nova espiritualidade chamada “ecumenismo” não é a compilação de doutrinas e tradições existentes, mas a criação de uma nova visão de mundo e uma nova idéia de Deus que abrange todas as religiões. O grande problema do ecumenismo é que ele prega o ajuntamento igual de todas as pessoas diante de Deus, indistintamente de suas crenças e práticas. É como dizer: “o que vale é a espiritualidade, não o deus, nem a doutrina, é necessário crer em alguma coisa boa”(????)

No ecumenismo Jesus Cristo perde a sua posição de Cabeça ( chefe/dono/governante) da Igreja, ( Ef 5 . 23 / Cl 1. 18 ) pois o Vaticano diz que a mãe de todas as igrejas cristãs é a Igreja Católica Romana e que o seu cabeça ( como chefe e detentor da prerrogativa da infalibilidade) é o Papa. Ele pode mudar até o que Jesus e seus apóstolos ensinaram (e como tem mudado?). O ecumenismo depõe da posição de Cristo como única fonte de salvação. Se uma igreja que crê e prega que só a Fé em Cristo é que salva, misturar-se a outra que crê e prega que algo mais é necessário para "completar, assegurar ou garantir" a salvação, como poderão conciliar posições tão distintas?

Além de clara hipocrisia do descaso aos textos bíblicos, o ecumenismo é mais um movimento dentro do que afirma os textos proféticos do Apóstolo Paulo em relação ao fim dos tempos: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.” (2 Tm 3:1-5).

É necessário vigiar e orar...