A ÚNICA RESPOSTA CRISTÃ PARA A HOMOSSEXUALIDADE É O AMOR.


Como sacerdote, já tive a oportunidade de conversar com pessoas homoafetivas, (indivíduos que gostam e sentem atração pelo mesmo sexo ou gênero). Suas histórias são carregadas de dor, tristeza, preconceitos, violência, abandono, ameaças, discriminação, e outras questões traumáticas e tristes.

Quando os mesmos estão no seio de uma família evangélica, a coisa fica ainda mais obscura. Muitos desenvolvem profunda aversão pela “igreja”, preferem a terapia ou o silêncio de suas orientações sexuais, pois se sentem menos condenados, menos julgados, menos pecadores. 

Geralmente se tornam pessoas frias em relação a religião e ao “sagrado”. Muitos convivem com a expulsão de casa, e adotam uma nova família na rua, composta por traficantes, viciados, bandidos, isto é, outros excluídos, e muita gente cruel que sabe aproveitar a fragilidade de uma pessoa. Vivem sua existência marginalizada pela composição social “adequada”, relegados à ignomínia e ao desprezo de quem amam de fato. Rejeição e abandono são palavras frequentes nos lábios destas pessoas.

São desencontrados com a vida, traumatizados pela emoção, destruídos pelas circunstâncias. Sabem que a culpa é sua, mas e ai? O que podem fazer? O que resta, é novamente procurar ajuda, e quando procuram ajuda nas igrejas evangélicas, o que encontram? Mais rejeição, mais condenação, mais culpa. São desgraçados em si mesmos e na boca de alguns crentes; “abominação ao Senhor”!

Fogem de tudo e de todos. São poços de amargura e condenação. Viram apologetas e defensores vorazes do homossexualismo. Entram em qualquer causa que exalte a prática e o espaço deles. Defendem com unhas e dentes suas posturas, e odeiam com toda a sua força aqueles que se opõem as suas práticas, pois estão motivados pelo ódio, reforçados pela indiferença adquirida.

Como igreja, precisamos orientar nossa consciência sobre estas pessoas, enxergá-las para além do pecado, vê-las como gente que Deus ama, sem lançar sua história no lixo. Não é na exclusão que tornaremos elas melhores, nossa luta não é contra os homossexuais, mas contra os valores que eles adquiriram, contra as práticas que elas tomam sobre si. Pessoas não são coisas descartáveis, mas gente de carne e osso e a própria complexidade da vida requer mais cuidado e diligência em cada caso.

Como pastor, quero pedir desculpa aos homossexuais (e seus familiares) que se sentem agredidos pelas práticas das igrejas que os rejeitam ou condenam. Este texto não é uma opinião minha sobre a homossexualidade, mas sobre o valor da vida, e ela vale muito, vale o sangue do Filho de Deus. 

Eu, pessoalmente, não concordo com nenhuma prática homossexual, mas amo a pessoa por quem ela é; um ser humano feito a imagem e semelhança de Deus. Comportamentos podem ser transformados, essência, nunca! Deus, antes dos gêneros, nos fez humanos, para honra e glória do Seu Nome.

A resposta cristã para a homossexualidade é o amor incondicional de Cristo, que recebe quem quer que seja, e do jeito que está. Cristo jamais rejeitaria alguém. A mudança só pode ser uma resposta à receptividade do amor de Deus. Parafraseando Paulo, quando a fé e a esperança falham, só nos resta o amor!*

* Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor. (1Co 13:13)

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