AS 10 PRAGAS DO EGITO...NA IGREJA MODERNA


Sabemos que as dez pragas do Egito, apesar de dolorosas em sua aplicação, tinham um propósito remissivo, pedagógico. Elas foram necessárias pare ensinaram egípcios e hebreus. Hoje na igreja é possível ver pragas modernas acontecendo em nosso meio. Talvez elas tenham um propósito maior do que demonstrar nossos defeitos, mas reavaliar nosso posicionamento diante do mundo e de Deus. Vamos à lista:

1. Distorção das Escrituras.
Alguns destes modernos pregadores distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, além de outros termos. Encontram justificativas nas Escrituras para qualquer coisa. A maioria deles são superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o líder ou pregador ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos crentes bereanos que examinavam tudo o que Apóstolo Paulo lhes dizia.

2. Liderança Autocrática
Partem do princípio institucional que discordar do líder é a mesma coisa que discordar de Deus. A hierarquia é rígida e em alguns casos, não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (isso seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo "pastor Fulano", "bispo X", "apostolo Y", etc.

3. A melhor visão
Muitos grupos alimentam a idéia de que possuem a última revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia, enfim colocam suas forças no mérito do modelo que seguem, e não na Graça de Deus. Em alguns casos, o relacionamento com outros ministérios é desencorajado, quando não proibido, caso eles não se envolvam com o esquema.

4. Controles sobre a vida
Muitos líderes acabam assumindo o papel que não é deles na vida da pessoa, mas do Espírito Santo. Querem determinar que carro comprar, que casa as pessoas devem morar, com quem devem se casar, etc. Até a presença nos cultos e eventos é controlada.

5. Superioridade Espiritual
Atribuem sobre si, devido ao nível hierárquico, uma intimidade maior com Deus. Acreditam que possuem mais poder espiritual. Crêem que quanto maior serviço demonstrado, quando maior a sua superioridade financeira ou numérica, maior é a sua condição de autoridade diante de Deus.

6. Rejeição de discordantes
Para muitos líderes, não existe espaço para o debate, para a discordância de opinião. Qualquer crítica é sinônimo de rebeldia, insubmissão. Nenhum pecado moral recebe um tratamento mais duro, do que quando alguém discorda de um líder, nestes casos. Quem pensa diferente sofre isolamento por parte da liderança.

7. Maldição denominacional
Quem se desliga de certos grupos recebe várias acusações como: rebeldia, egoísmo, preguiça, falta de visão, etc. Estes desligamentos são tratados como “limpeza de Deus” na igreja. Em muitos casos são cortados até os laços de amizade entre os membros da igreja.

8. Cabresto eleitoral
Hoje virou moda usar a igreja para angariar poder político. Levantar bancadas inteiras em nome de uma “nova ética” de governo. Quando na verdade o desejo é apenas por mais poder e influência entre o povo. Não ensinam sobre política e governabilidade, apenas pedem que seus membros apoiem os candidatos da denominação sem questionamentos. Política é necessária e importante, mas quando mal usada pode ser um veneno.

9. Teologia do triunfo
Infelizmente existe um reducionismo nos púlpitos de nossas igrejas. Em algumas pregações temos a impressão de que Cristo morreu apenas para que eu me dê bem aqui e agora. Há uma associação institucionalizada do dinheiro dentro da igreja, tudo gira em torno dele e existe por ele e se move por ele, não por Cristo.

10. Cegueira Social
A igreja, em sua grande parte está adormecida. Seus trabalhos “sociais” são na verdade   esquemas que calam a consciência, e que não resolvem, nem transformam a sociedade. A igreja, apesar de seu crescimento, não está sendo sal ou luz. Não estão sendo um divisor de águas na existência da nação.

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