O NOVO PROFETA DO BRASIL: JOAQUIM BARBOSA

Joaquim Barbosa é um profeta para o Brasil! Esta minha afirmação se dá pelo fato de ver este homem indo exatamente na contramão da impunidade já conhecida por todos em relação a este país abençoado por Deus. Joaquim Barbosa se levanta como uma voz dissonante e denunciante das facetas corruptas e corruptoras da nação. Devo à ele no mínimo minha admiração como sacerdote que sou. Pois seu papel resgata o papel do profeta, que segundo Bourdieu, era o intermediário e o anunciador de mudanças sociais.

Joaquim Barbosa é um profeta, porque o seu discurso canaliza forças para fornecer uma nova e possível estrutura social em nosso país, começando pelo consciência de uma nova ética.

Joaquim Barbosa é um profeta, porque ele dispensa os aparatos dos ritos e usa apenas sua palavra como construtor e portador de boas novas de justiça e bem. Ele representa sim um grupo de brasileiros(as) cansados com a impunidade em nosso país.

Joaquim Barbosa é um profeta, porque ele é o improvável da teoria social. Negro e filho de uma doméstica e um pedreiro, a despeito das teorias, estudou e galgou com esforço o mais alto grau jurídico da nação. Sim, ele é um profeta, pré-destinado por Deus à dar um pouco de esperança ao Brasil.

Oro apenas, para que não aconteça com ele, o que aconteceu com o profeta João Batista. E que a mídia facista e a política brasiliana não sirva a sua cabeça em uma bandeja para os imperadores da corrupção brasileira.

Abaixo transcrevo a informação sobre a reunião do ministro Joaquim Barbosa ao presidente da Aiufe: “Em clima de grande tensão, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, recebeu nesta segunda-feira dirigentes de associações representativas de juízes e afirmou que a aprovação da emenda constitucional que cria quatro tribunais regionais federais (TRFs) no País, apoiada por entidades da classe, ocorreu de forma sorrateira, "ao pé do ouvido" e "no cochicho". Barbosa disse que as sedes desses tribunais devem ser instaladas em resorts, o mais próximo possível da praia. Em choque com as entidades de classe desde que afirmou que há um conluio entre magistrados e advogados e que os juízes brasileiros têm mentalidade pró impunidade, Barbosa pediu ao vice-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Ivanir César Ireno, que baixasse o tom de voz. "Sorrateira não", havia dito Ireno segundos antes, numa reação aos comentários de Barbosa. "O senhor abaixe a voz que o senhor está na presidência do Supremo Tribunal Federal", afirmou Barbosa. "Só me dirija a palavra quando eu lhe pedir." Para o presidente do STF, a criação dos tribunais será boa para a advocacia e para os juízes porque milhares de empregos serão criados. "Dá emprego. Mas isso não é o interesse da nação", afirmou Barbosa. O presidente do Supremo também reagiu quando os magistrados disseram que era necessário fortalecer o Estado de direito e a instituição democrática e prestigiar o STF. "O STF se prestigia por si próprio." (Texto extraído do site: TERRA)


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